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Com três sacolas cheias de roupa, Andréia Balbino sai
satisfeita da garagem da Igreja da Paz (em
Belo Horizonte). Todo mês, a dona de casa faz compras no Bazar
de Usados para ela e sua família, inclusive os parentes em Governador
Valadares. "O preço é acessível e as mercadorias
são de boa qualidade", elogia.
Desde outubro de 1999, a comunidade realiza, na segunda sexta-feira
de cada mês, o Bazar de Usados, em que as doações
são vendidas a um preço muito baixo."A maioria das
peças custa entre um e três reais, depende da qualidade",
conta a coordenadora Eloísa Enck.
Com o lucro, pessoas necessitadas, de preferência da Comunidade
Evangélica de Confissão Luterana em Belo Horizonte, são
ajudadas através de cestas básicas ou outra forma de auxílio.
Os pastores da CECLBH identificam os mais carentes e qual a melhor maneira
de oferecer apoio. Ultimamente, o lucro está sendo usado também
para financiar o combustível gasto durante a visitação
pastoral. Segundo Eloísa, o faturamento anual é de cerca
de R$ 3.500,00.
Os principais produtos são roupas e acessórios, dispostos
em mesas, araras e cabides. Vestidos, camisas, roupas íntimas,
calçados, cintos, bolsas, tudo é cuidadosamente separado
para facilitar as compras. As melhores peças são exibidas
nos cabides presos à parede da garagem. O atendimento é
feito por sete mulheres em um clima alegre e descontraído.
Os clientes também concorrem a uma rifa em cada compra. No ano
ocorrem três sorteios: em maio, em comemoração ao
dia das mães, em outubro, em virtude do aniversário do
bazar, e em dezembro, pelo Natal. O objeto rifado varia, sendo geralmente
uma peça nova de roupa de cama. No final do ano passado foram
sorteados um lençol de casal, um cobre-leito, toalha de banho
e de rosto.
Atualmente o bazar realiza uma campanha para arrecadar utensílios
domésticos, como panelas, copos, pratos e talheres. Tal como
as roupas de mesa, cama e banho, esses artigos têm grande procura.
As doações podem ser feitas na secretaria da Igreja da
Paz (veja aqui a localização).
Mais informações pelo telefone 3281-1988.
Bruno Blankenburg, pela CECLBH