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Zelazowa Wola, março 1810
Paris, 17 outubro 1849
Compositor polonês.
Filho de imigrante francês (que trabalhava como professor na Polônia)
e de uma polonesa culta, cresceu em Varsóvia, tendo aulas de música
na infância (sobre Bach e os clássicos vienenses) com Wojciech Zywny
e Josef Elsner, antes de entrar para o Conservatório (1826-9). Nessa
época, já havia tocado nos salões locais e composto vários rondós, polonaises
e mazurcas. O reconhecimento do público e da crítica cresceu durante
os anos 1829-30, quando deu consertos em Viena e Varsóvia, mas seu desespero
com a repressão política na Polônia, associado com as suas ambições
musicais, levou-o a mudar-se para Paris em 1831. Lá, com a ajuda de
Kalkbrenner e Pleyel nas questões práticas, com o elogio de Liszt, Fétis
e Schumann, e sendo apresentado a mais alta sociedade, estabeleceu-se
rapidamente como professor particular e intérprete de salão; sua legendária
imagem de artista era acentuada pela sua saúde frágil (tinha tuberculose),
aspecto atraente, interpretação sensível, maneiras corteses e pela aura
de fascínio que cerca o auto-exílio.De seus vários casos românticos,
o mais comentado foi com a romancista George Sand (Aurore Dudevant)
- ainda que não seja possível dar como certa sua atração por mulheres.
Entre 1838 e 1847 o relacionamento dos dois, com o forte elemento maternal
pelo lado dela, coincidiu com um dos seus períodos criativos mais produtivos.
Chopin dava poucos concertos públicos, apesar de sua execução ser sempre
muito louvada, e publicou grande parte de sua melhor música simultaneamente
em Paris, Londres e Leipzig. O rompimento com Sand foi seguido por uma
rápida deterioração de sua saúde e uma longa visita a Inglaterra (1848).
Seus funerais, na Madeleine, foram assistidos por quase 3.000 pessoas.
Nenhum outro grande compositor devotou-se tão exclusivamente
ao piano quanto Chopin. Sob todos os pontos de vista um inspirado improvisador,
compunha enquanto tocava, tendo dificuldade em anotar suas idéias. Mas
não era um mero sonhador: seu percurso pode ser visto como uma improvisação
cada vez mais sofisticada sobre o princípio clássico de exposição e
recapitulação. Em seus anos como concertista, em 1828-32, escreveu peças
virtuosísticas brilhantes (p.ex., rondós) e música para piano e orquestra;
o lado didático de sua carreira é representado pelos estudos, prelúdios,
noturnos, valsas, impromptos e mazurcas, peças requintadas de dificuldade
moderada. As obras em grande escala - as últimas polonaises, os scherzos,
as ballades, sonatas, a Barcarolle e a dramática Polonaise - Fantaisie
-, ele as escreveu para si próprio e um pequeno círculo de admiradores.
Á parte um sentimento patriótico nas danças polonesas, e possivelmente
algum fundo narrativo nas balladies, Chopin utilizou um número muito
reduzido de referências a idéias literais, pictóricas ou autobiográficas.
É admirado acima de tudo por sua grande originalidade na
exploração dos recursos do piano. Ao mesmo tempo em que seu estilo próprio
de tocar ficou famoso pela sutileza e contenção (uma requintada delicadeza
contrastando com os aspectos espetaculares do pianismo então reinante
em Paris), a maior parte de suas obras tem uma textura simples de melodia
com acompanhamento. Dessa base ele extraiu uma infinita variedade, utilizando
arpejos de grande extensão, o pedal de sustentação e uma combinação
de melodias altamente expressivas, algumas nas vozes interiores. Da
mesma forma, apesar da maioria de suas obras ser basicamente em forma
ternária, mostra grandes recursos no modo como a recapitulação e variada,
retardada, antecipada ou distendida, freqüentemente com o acréscimo
do uma coda brilhante.
A harmonia de Chopin, no entanto, foi nitidamente inovadora.
Através de contrastes melódicos, acordes ambíguos, cadências retardadas
ou surpreendentes, modulações remotas ou oscilantes (às vezes, muitas
em rápida sucessão), 7ªs dominantes não resolvidas e, ocasionalmente,
excursões no puro cromatismo ou na modalidade, ele levou os procedimentos
consagrados de dissonância e tonalidade para territórios até então inexplorados.
Essa profunda influência pode ser detectada na música de Liszt, Wagner,
Fauré, Debussy, Grieg, Albéniz, Tchaikovsky, Rachmaninov e muitos outros.
Etude in Am 5, Op. 25 No.
11 (piano)
Etude in Am, Op. 10 No.2 (piano)
Etude in Fm, Op. 10 No.9 (piano)
Etude in GbM, Op. 25 No. 9
(piano)
Mazurka in G, Op.67 No1 (piano)
Nocturne in C#m, Br. 49 (piano)
Nocturne in Cm, Br.108 (piano)
Nocturne No. 10 in Ab, Op.
32 No. 2 (piano)
Nocturne No. 11 in Gm, Op.
37 No. 1 (piano)
Nocturne No. 12 in GM, Op.
37 No. 2 (piano)
Nocturne No. 14 in F#m, Op.
48 No. 2 (piano)
Nocturne No. 15 in Fm, Op.
55 No. 1 (piano)
Nocturne No. 16 in EbM, Op.
55 No. 2 (piano)
Nocturne No. 18 in EM, Op.
62 No. 2 (piano)
Nocturne No. 19 in Em, Op.
72 No. 1 (piano)
Nocturne No. 2, Op. 9 No. 1
(piano)
Nocturne No. 3, Op. 9 No.3
(piano)
Nocturne No. 5, Op. 15 No.2
(piano)
Nocturne No. 6, Op. 15 No.
3 (piano)
Nocturne No. 7 in C#m, Op.
27 No. 1 (piano)
Nocturne No. 8 in DbM,
Op. 27 No. 2 (piano)
Nocturne No. 9 in BM, Op. 32
No. 1 (piano)
Nocturne No. 1 in Bbm, Op.9
No.1 (piano)
Noturno (geral)
Prelude in A, Op.28 No.7 (piano)
Prelude in C, Op.28 No..1
(piano)
Prelude in Em, Op.28 No.4
(piano)
Sonata No.2 in Bbm, Op 35
Mov.1 (piano)
Partituras
adicionadas em 26.05.04
Sonata No.2 in Bbm, Op 35
Mov.3 (piano)
Tristesse (geral)
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