Tradicionalmente, a partir dos 12 anos a/o jovem era animada/o pela
família e pela comunidade a inscrever-se no "ensino confirmatório".
Hoje, acompanhando, as enormes transformações pelas
quais passam os jovens e o rápido amadurecimento a que são
submetidos, a idade foi flexibilizada. Se as famílias julgarem
oportuno, a partir dos 10 anos jovens já são admitidas/os
ao "ensino confirmatório".
Em
Mt 28.19-20, além da ordem do batismo, encontramos uma outra
tarefa: "ensinar a guardar todas as coisas" que Cristo ordenou.
Assim, "ensino confirmatório" encontra-se numa linha
de continuidade com o batismo.
Ele faz parte da pedagogia da fé.
No "ensino confirmatório", a/o jovem tem a oportunidade
de estudar e conhecer os fundamentos da fé em que foi batizado.
Por dois anos, a/o jovem freqüenta encontros regulares (aulas,
acampamentos, passeios, canto, reflexão, participação
nos cultos, etc.) e estuda com afinco a Bíblia, a ordem do
culto, o catecismo menor de Martinho Lutero, a vida da comunidade,
temas importantes da vida de fé, hinos e cantos, etc. É
a oportunidade de saber porque os pais a/o batizaram nessa tradição
cristã.
Encerrado
esse período de estudo e convivência, as/os jovens são
apresentadas/os às famílias e à comunidade. Tem
lugar, então, o Culto de Confirmação.
É um culto festivo em que estão presentes além
da comunidade, dos pais das/dos jovens confirmandas/os, dos familiares
e amigass/os, as madrinhas e padrinhos. É um culto festivo!
Nesse culto, as/os confirmandas/os fazem a "confissão
pública de sua fé" perante Deus e toda a comunidade.
Recebem a bênção de Deus e são alegremente
festejados pela comunidade e pelos familiares.
Nessa celebração, as/os jovens, em companhia dos pais,
padrinhos e madrinhas, tomam parte pela primeira vez na mesa da comunhão,
a Ceia do Senhor. A partir daí, não são mais
chamados de confirmandos/as, mas membros e, além de acesso
à mesa da comunhão, podem apadrinhar ou amadrinhar crianças
conduzidas ao batismo
e servir de testemunha em atos de bênção
matrimonial.