Pastor Telmo Noé Emerich
“Certa
vez, um garoto foi a um culto onde o pastor falou sobre a diferença
entre coleta e oferta. Naquele dia, sua mãe serviu no almoço
um gostoso frango assado. O garoto pegou uma coxa do frango para dar
ao Totó que estava debaixo da mesa. Quando sua mãe viu
isso, gritou:
- Filho, primeiro a gente come a coxa e depois dá o osso para
o cachorro.
O garoto, contrariado, não deu a coxa de frango ao cachorro.
Após fazer a sua refeição, pegou o osso e deu ao
cachorro, dizendo:
- Toma, Totó! Era para ser uma oferta, mas agora é só
uma coleta!”
(Essa ilustração, com pequenas variações
no texto, encontramos no livro “Amor Sem Fronteiras, Alcides Jucksch.)
Muita gente age da mesma forma em relação a Deus: Dá
o que sobra! Outros, nem isso têm dado. Poucos, poucos mesmo estão
dando uma oferta. Quando somos generosos, recebemos muito mais do que
damos. O livro de Provérbios nos diz: “Há quem dê
generosamente e vê aumentar suas riquezas; outros retêm
o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará;
quem dá alívio aos outros, alívio receberá.”
(*) (11.24-25).
Somos generosos para com o outro? Somos generosos para com a Casa de
Deus?
Como informação, a nossa Igreja estipulou no Concílio
de Toledo (Pr), em 1996, que as comunidades devem enviar ao Sínodo
10% de o que arrecada ( Ler sobre isso no Livreto: Manual para Presbíteros
e Presbíteras da nossa Igreja, no 14, Ed. Sinodal.). Portanto,
sobre as contribuições dos membros, doações,
aluguéis, ofertas, rifas, promoções, almoços,
venda de doces, cucas, salgados, etc., deve tanto a comunidade como
os grupos nela reunidos, OASE, JUVENTUDE, por exemplo, dar o dízimo
ao Sínodo.
Creio que essa modalidade de contribuição, dízimo,
também é uma forma de disciplinar, de educar. Mas podemos
enxergar outras maneiras de contribuir financeiramente: a da viúva
pobre (Marcos 12.41-44), por exemplo. Ela deu tudo o que possuía.
Creio que podemos ler nesse texto, dentre outras coisas, que uma pessoa,
por mais pobre que seja, não está isenta de colaborar.
Contudo, a contribuição não deve ser uma imposição,
mas deve brotar do coração. Paulo nos diz também
que a contribuição deve ser feita com alegria, não
com peso no coração, não por obrigação
(Leia em sua Bíblia 2Coríntios 9.6-15.).
Como contribuímos para a obra de Deus? Damos uma coleta ou uma
oferta? A sua contribuição com orações,
participação nas atividades da igreja, seu engajamento,
são fundamentais! Contudo, não esqueça que a sua
contribuição financeira é importantíssima
para a manutenção dos trabalhos, para a divulgação
do evangelho.
Não contribua com a Igreja como se você estivesse pagando
um clube! Ao fazer a sua doação, pense: Estou doando para
a obra de Deus. Sua oferta não é um pagamento, mas é
uma Ação de Graças. Eu agradeço a Deus,
por tudo o que Ele tem feito, doando um pouco para a Sua obra. Não
vou dar o que sobra. Vou dar uma oferta do fundo do coração!
Alguém disse que a carteira, o bolso, é a parte do ser
humano mais difícil de converter. Deixe que Deus te converta
por inteiro: bolso e coração. Amém!
(Texto bíblico retirado da Bíblia Sagrada, Nova Versão
Internacional, Ed. Vida.)