Pastor Telmo Noé Emerich
Uma das coisas mais marcantes na Igreja Luterana é a liberdade
cristã. Não somos uma igreja legalista com uma série
de normas do tipo: “Faça isso! Faça aquilo! É proibido
fazer isso! Não pode fazer aquilo!” Somos uma igreja evangélica
diferente! Você tem a opção de agir de acordo com
a sua consciência cristã. Por exemplo, há pessoas
na Comunidade Luterana que podem não concordar com a dança.
Mas há aquelas que dizem que não há nada demais.
Há pessoas que não concordam que evangélicos possam
beber, por exemplo, uma cerveja. Há aqueles que não vêem
nisso nada demais. Não vai ser o pastor ou a pastora que vai
jogar uma série de regras para o membro cumprir. Também
não vai ser o presbitério. Você, examinando as
Escrituras Sagradas, dialogando com os irmãos na fé, é que
deve chegar à conclusão. A igreja pode até sugerir
uma atitude, mas, em última análise, é você quem
deve decidir.
Não somos uma Igreja legalista! Nem mesmo no tocante às
contribuições! Há igrejas que pregam o dízimo
como sendo lei e assim o repassam aos seus membros. Entendo que não é uma
forma correta de ver a Palavra de Deus, pois, de acordo com o texto
bíblico devemos ser livres e não nos sujeitar à escravidão
da lei: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei,
pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gálatas
5.1) Nós entendemos que toda lei se resume no amor. E esse amor
está intimamente relacionado ao amor ao próximo: “Levai
as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas
6.2)
José Míguez Bonino, no livro AMA E FAZES O QUE QUISERES,
(1), nos coloca o seguinte: “O cristão é livre.
Nada, nem ninguém, deve privá-lo dessa liberdade. Mas
de imediato há de perguntar-se: para que a liberdade? E Paulo
responde de forma inequívoca: não foram libertados simplesmente
para fazer o que possa agradar ao egoísmo irresponsável
e individualista de cada um (“a carne”) mas para colocar-se
uns ao serviço dos outros em amor.” Este, o exercício
livre do amor serviçal, é o conteúdo verdadeiro
da lei de Deus.” (Bonino, p. 91)
Jesus também quando fala do resumo dos mandamentos o faz com
base na lei do amor: Amor a Deus acima de tudo e o amor ao próximo
como você ama a si mesmo (Mateus 22.37-39). Vamos procurar sempre
ser a Igreja do Amor e não a Igreja do Legalismo.
Se você se sente preso ao pecado, ao legalismo, a uma vida
sem sentido, à idolatria em toda a sua amplitude, inclusive
a idolatria ao dinheiro, deixe que Jesus te liberte. Comece a abrir
e ler a Bíblia não como um compêndio de leis, mas
como a Palavra Viva de Deus para você. Uma Palavra que liberta,
que traz vida. Abra o seu coração. Convide para que Jesus
entre na sua vida e lhe liberte de todas as amarras. O Senhor que lhe
dar uma nova vida.
Lembremos sempre que Jesus veio nos libertar. Que bela e santa aquela
bendita noite em que nos veio o menino Jesus. Que vivamos em todos
os tempos a liberdade que Cristo nos oferece. A liberdade de amar!
Oração: “Senhor Jesus, Tu vieste para me libertar.
Não permita que eu viva escravizado, mas livre para amar a Ti
acima de tudo e ao meu próximo como eu amo a mim mesmo. Liberta-me
de tudo que me impede ou quer me impedir de ter uma vida abundante.
Amém.”
(1) Livro impresso pela Imprensa Metodista. São
Paulo. Brasil. 1982.
Obs.: Textos bíblicos retirados De A Bíblia Sagrada
Antigo e Novo Testamento, traduzida em português por João
Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2a Edição.
Sociedade Bíblica do Brasil. São Paulo. 1993.