P. Telmo Noé Emerich *
Nós
vivemos num mundo marcado pela violência. Quanta violência
nas ruas, nos lares, no trabalho, na escola... Quanta guerra,
terrorismo! Sinceramente, esse não é o mundo que
Deus quer. Jesus é chamado de Príncipe da Paz nas
Escrituras (Isaías 9.2). Portanto, como seguidores de
Cristo, devemos nos empenhar ao máximo para desenvolvermos
uma cultura da paz.
Gostaria de refletir sobre terminologias utilizadas no seio
da Igreja e que muitas vezes não auxiliam o desenvolvimento
de uma cultura da paz, muito pelo contrário. Quando identificamos
Cristo como “General”, falamos em “marchar”,
identificamos Deus como o “Senhor dos Exércitos” será que
colaboramos com uma cultura de paz? Mesmo que algumas formulações
tenham amparo na Bíblia, devemos sempre olhar o contexto
onde vivemos para utilizarmos da melhor forma possível
as Escrituras.
Muitos definem a Bíblia, Palavra de Deus, como: “A
arma do cristão”. Jesus diz que a Sua Palavra não é arma,
mas é a boa semente (A Parábola do Semeador, Mateus
13.1-23). A Palavra de Deus é a boa semente que devemos
semear no coração das pessoas. A arma é símbolo
de violência, mas a semente é símbolo de
vida.
E não devemos fazer pouco caso daquilo que nós
semeamos no coração das pessoas. Se semeamos uma
cultura de guerra, o que poderemos esperar? Não menosprezemos
o poder que existe por trás das palavras. Somos responsáveis
por aquilo que semeamos.
O desejo de Deus é que as armas sejam transformadas em
instrumentos de paz (Isaías 2.4). Portanto, na verdade,
existem terminologias bélicas nas Escrituras Sagradas,
mas também existem terminologias que nos lembram a paz,
a vida. Nós temos a opção de escolher. Optemos
por uma cultura de paz.
Jesus nos ensina a dar a outra face e a amarmos o inimigo (Mateus
5.38-48). Essa cultura do amor é que devemos semear. Uma
cultura bélica já é disseminada dia após
dia, não precisamos e nem devemos nós fazermos
o mesmo.
Procuremos semear palavras de paz e assim colheres os frutos
dessa paz tão almejada!