P Telmo
Noé Emerich *
Assim escreveu Nietsche: “Deus está morto!
Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como
haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes?
O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e
mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas.
Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que
nos lavará?" (1) NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia
Ciência, §125. Apenas faço a citação
desse extraordinário filósofo sem ter a pretensão
de me aprofundar na grandiosidade do seu pensamento. Eu quero
trazer à luz do nosso tempo essa afirmação
de Nietsche: Deus está morto e nós o matamos!
Não será essa a mais pura verdade? Não é verdade
que essa sociedade extremamente materialista, consumista, simplesmente
matou Deus? Matou porque Deus não faz mais parte do
seu dia-a-dia. Deus ficou no esquecimento! O Deus dessa sociedade
consumista é o mercado, é o dinheiro, é a
prosperidade!
Não é verdade
que em muitas igrejas o verdadeiro Deus está morto? O
Deus que se revelou na pobreza, na Pessoa de Jesus, ficou de
lado. Onde está o Deus que me chamou a tomar a cruz? Onde
está o Deus que não tem onde reclinar a cabeça?
Onde está o Deus que prega a simplicidade de vida, a humildade?
Onde está o Deus que prega as dificuldades de segui-Lo?
Hoje o que se prega é prosperidade, abundância,
riqueza, vitórias sobre vitórias! Não mataram
o verdadeiro Deus revelado em Jesus?
Não está na hora de ressuscitar em nossos corações
o verdadeiro Deus? Não está na hora de confessarmos
os nossos pecados dizendo em alto e bom som: Senhor, perdoa-nos,
pois nós Te matamos? Nós Te matamos quando colocamos
outro “Deus” no Seu lugar. Mas aquele que colocamos
em Seu lugar, na verdade, não é o verdadeiro Deus.
Não é o verdadeiro Cristo. Não está na
hora de anunciar que o Senhor está vivo e que vive em
mim? Deixemos o verdadeiro Jesus ressuscitar na nossa vida. Ele
quer viver em nós. Decretemos a morte não do verdadeiro
Deus, mas a morte desse “Deus” que a sociedade e
muitas igrejas colocam no lugar do Senhor! Que esse “Deus” seja
devidamente sepultado!