Quando
uma idéia se torna realidade
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Em setembro de 1971, a diretoria da Paróquia Cantareira houve
por bem dar ouvidos aos clamores de parte dos membros da comunidade
que reivindicavam a criação de um novo Centro Comunitário
no bairro do Tremembé, uma vez que era para lá que muitos
membros haviam mudado a procura de um lugar com melhor qualidade de
vida. A expansão da cidade, com sua poluição ambiental
e sonora, já tinha incorporado o bairro de Santana/Santa Terezinha
onde estava localizada a primeira pequena capela e a antiga casa pastoral
da Paróquia Cantareira. O espaço que a capela oferecia
também já não correspondia às necessidades
de uma comunidade em franco desenvolvimento e a localização
da casa pastoral, em uma esquina de duas ruas com tráfego intenso
de carros, caminhões e ônibus não era mais adequada
para abrigar o pastor com sua família. Outro problema era a falta
de vagas para estacionamento, uma vez que, nas imediações
da pequena igreja, foi implantada a proibição de estacionar.
Nessas circunstâncias, corria-se o risco de que todo o trabalho
investido no progresso da comunidade fosse perdido. A Igreja de Golgatha
em Tibagy (Guarulhos), que também pertencia à Paróquia
Cantareira, encontrava-se muito distante, para que pudesse ser o centro
das atividades próprias de uma comunidade com ambições
de crescimento. Deu-se, então, início a uma campanha de
doações para a aquisição de um terreno no
bairro do Tremembé ou em suas imediações.
Passaram-se quase dois anos até que fosse encontrado um terreno
apropriado com 1.200m2 de área. Foi paga a primeira parcela.
Com grande esforço por parte dos membros da comunidade, puderam
ser pagas as parcelas mensais seguintes.
Em fevereiro foi quitada a última parcela para a posse do terreno.
A comunidade suspirou aliviada e encheu-se de ânimo. No mesmo
ano, ainda, no dia 28 de outubro, foi celebrado o lançamento
festivo da pedra fundamental do Lutherhaus, com participação
ativa de grande parte da colônia alemã da Grande São
Paulo.
O afluxo de doações recebeu novo incentivo e os trabalhos
de construção avançaram rapidamente. Já
no mês de julho foi festejada, com grande alegria a Festa da Cumeeira
do Lutherhaus. E, no mesmo ano, é dado início às
atividades na comunidade, nas instalações provisoriamente
arrumadas. O Grupo Tremembé da OASE realiza o seu primeiro bazar
e no Natal é celebrado o primeiro Culto Natalino em língua
alemã.
A construção em bruto carecia, ainda, de muitos investimentos,
principalmente de vidros para as janelas, que protegem do frio e do
vento. Mesmo assim, o pastor e a comunidade não hesitaram em
ocupar as novas instalações celebrando cultos, ministrando
aulas de ensino confirmatório, culto infantil, reuniões
do presbitério e outras. Foi, também, fundado um círculo
cultural em língua alemã, o Kulturkreis, que, através
da sua programação, conseguiu reunir um número
apreciável de participantes, que também contribuiram para
que a caixa de fundos para a construção, que freqüentemente
ameaçava esgotar-se, pudesse manter-se equilibrada.
A grande Festa da Comunidade, preparada com grande empenho pelos seus
idealizadores, permanece na lembrança de todos os participantes.
A comunidade foi tomada por uma onda de entusiasmo. Até altas
horas da madrugada dançou-se, cantou-se ao redor da fogueira
e praticou-se tiro ao alvo com antigas armas para arremesso de setas.
Em agosto é celebrado o primeiro batizado e em setembro, é
confirmado o primeiro grupo de confirmandos.
No mês de setembro, bem como em dezembro daquele ano, o Gustav-Adolf-Werk
da Alemanha concedeu uma subvenção para as obras de construção
no valor de 25.000,00 marcos alemães, respectivamente, 15.000,00
marcos alemães.
Graças à subvenção do Gustav-Adolf-Werk
e de uma vontade sempre renovada de doar por parte dos membros da comunidade
e de muitos amigos e patrocinadores, em janeiro pôde ser iniciada
a construção da casa pastoral.
No dia 26 de março, a obra acabada do Lutherhaus pôde
receber as bênçãos solenes. Novamente a colônia
alemã de São Paulo participou ativamente daquela data
importante.
Os trabalhos de construção avançaram rapidamente
e, no dia 26 de maio, pôde ser festejada a Festa de Cumeeria da
casa pastoral. Em junho iniciou-se a construção da casa
do zelador, sendo que a construção em bruto estava terminada
em agosto do mesmo ano.
Com isso, chegou-se quase ao fundo da caixa de fundos para a construção.
Em setembro de 1978, o fundo de construção necessitava
de mais CR$ 800.000,00 para que fossem feitos os trabalhos de acabamento
na casa pastoral e na casa do zelador, bem como a construção
de escadas, rampa de acesso e pátio para estacionamento. Um novo
esforço foi feito para que os recursos necessários fossem
arrecadados, sendo que, mais uma vez, foram encontrados doadores que
gentilmente responderam aos apelos dos incansáveis membros responsáveis
pelos fundos de construção.