. . .
 
luteranos > paróquia centro sp > moradores de rua
portas abertas
para as dores da rua
 

"Levai as cargas uns dos outros, assim cumprireis a lei de Cristo."
(Gálatas 6.2)

(clique para ver as fotos)

Um trabalho que começou de forma tímida em 1999, com dois a três moradores de rua que se encontravam na Igreja, hoje atende em média de 250 a 300 pessoas semanalmente. A Paróquia Centro abriu as suas portas para essas pessoas sofridas e marginalizadas pela sociedade.

São homens e mulheres que, em sua maioria, padecem de sofrimentos psíquicos ou de doenças como o alcoolismo. Nos cultos semanais realizados na Paróquia Centro, elas encontram um espaço de fé, amor, fraternidade, vida e dignidade humana.

O trabalho consiste em quatro momentos:

  • Acolhida: Os moradores de rua são recebidos com um cafezinho servido no pátio da Igreja, seguido de um espaço de tempo para conversa.
(clique para ampliar
esta foto)
  • Culto: Todos são convidados para entrar na Igreja para um momento de louvor e meditação. É impressionante ver a vontade com que cantam hinos de louvor e a atenção dada à Palavra de Deus. A Igreja está sempre superlotada, o que nos remete à parábola da Grande Ceia (veja Lc 14.15-24).
(clique para ampliar
esta foto)
  • Tickets de alimentação: Após o momento na Igreja, todos recebem um ticket de alimentação no valor de R$ 1,00. Com ele, podem fazer uma refeição num restaurante popular com o qual a Paróquia mantém convênio.
  • Terapia: Ao final, aqueles que desejam podem permanecer para participar de um grupo de conversa, coordenado pela Pastora Vera Weissheimer. Também há trabalhos manuais (confecção de cartões, sabonetes artesanais, etc.), que é coordenado por Janette Bächtold Ludwig e Débora Ludwig. O dinheiro obtido com a venda do material é dividido entre aqueles que o produziram.
(clique para ampliar
esta foto)

Esse trabalho diaconal tem apoio integral do presbitério e dos membros da Paróquia e é desenvolvido através de trabalho voluntário de diversos membros da Comunidade.

A distribuição dos tickets tem sido mantida financeiramente através de ofertas especiais feitas pelos membros. A Paróquia também conta com um auxílio mensal do Hospital Alemão Osvaldo Cruz. São distribuídos mensalmente cerca de 1.200 tickets.

 

  depoimento de um bispo alemão

Johannes Friedrich, bispo da Baviera (Alemanha), esteve presente num encontro dos Moradores de Rua no ano de 2001 e fez um relato de sua visita na Folha Dominical da Baviera, dizendo:

 
(clique para ampliar
esta foto)
 

"Estávamos reunidos em São Paulo numa igreja juntamente com mais de 200 pessoas sem- teto cantando e orando juntos. O pastor da Paróquia pediu-me para dirigir algumas palavras aos presentes que reúnem-se todas as sextas-feiras nesta igreja.
Eu refleti:

O que eu como europeu, bem vestido e afluente, poderia transmitir a estes homens carentes que não têm um teto para abrigar-se, nem de dia e nem de noite? Isto tudo não pareceria um pouco cínico? Que palavras de conforto poderia dar-lhes?

Eu tentei, na esperança que o Espírito Santo me iluminasse. Depois um homem jovem me abordou, apertando minhas mãos comovido. Agradeceu as minhas palavras. Até um ano atrás ele trabalhava numa fábrica, que então encerrou suas atividades. Desde esta data vivia na rua: sem casa, sem trabalho. Na rua ele sente-se menosprezado pelos transeuntes, que fingem não vê-lo.

O fato desta comunidade semanalmente convidar os sem-teto, e na qual também eu, vindo da Europa, não senti nenhum constrangimento ao falar-lhes como irmãs e irmãos, me comoveu.
Impressionou-me também que todas as comunidades, até as menores, têm alguma espécie de projeto social, do qual eles zelam, trabalham e levantam recursos. Nesta igreja em São Paulo os sem-teto recebem cada sexta-feira seu cafezinho e um ticket-alimentação, mas principalmente a oportunidade de diálogo com pastores e com um psiquiatra que está gratuitamente à disposição."


Pastor Frederico Ludwig e pastora Vera Weissheimer
distribuem Santa Ceia no culto de Natal para os moradores de rua, em 2001


 

home      
      topo