O relatório do biênio 2004-2006 para o XXV Concílio resume em 186 páginas importantes aspectos da vida que pulsa na IECLB. Apresentado, discutido e aprovado na tarde de abertura do Concílio, o Relatório foi aberto com a palavra do novo presidente do Conselho da Igreja (CI), Milton Laske. Ele e os demais integrantes do novo Conselho foram empossados em 28 de julho de 2006, em São Leopoldo.
Laske menciona a caminhada do novo modelo estrutural sinodal da Igreja, iniciado em 1998 e analisado no Fórum de Avaliação em novembro de 2005. As conclusões indicam de que não há problemas com a nova estrutura, sua proposta, porém, ainda não foi devidamente implementada.
A IECLB está, agora, de fato, na fase de se conscientizar das propriedades do modelo eclesiológico introduzido pela nova estrutura, bem como de praticá-lo, expressa Laske.
Essa conscientização passa tanto pelos sínodos como pelos obreiros. Estes passaram a ter uma atribuição muito maior de liderança espiritual no exercício de seus ministérios, para o qual é necessário um novo paradigma de trabalho voltado especialmente para a descoberta dos dons dos membros das comunidades, que “devem ser chamados e preparados, já que a liderança leiga passou a ser responsável por tarefas muito maiores e mais abrangentes”, aponta o presidente do CI.
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Milton Laske: “Os nossos obreiros são de fato os operadores para que o novo modelo possa realizar todo seu potencial” |
Ele afiança: “Os nossos obreiros são de fato os operadores para que o novo modelo estrutural possa realizar todo seu potencial. Para isso, a Igreja deve estar ao lado deles”.
O novo CI tem o propósito de trabalhar nessa direção. Também pretende buscar uma mais clara definição quantos às suas próprias atribuições e competências, hoje muito requisitadas para questões de natureza administrativa.
“A estrutura deve ter a visão clara de que é instrumento e não um fim em si mesma e que tudo o que for planejado e realizado deve ter efeitos junto à Comunidade, onde estão os nossos membros”, expressa Milton Laske.
O papel do Conselho da Igreja é de fiscalizar as atividades da Secretaria Geral, regulamentar as normas e diretrizes emitidas pelo Concílio e cuidar do planejamento estratégico da Igreja. Mas, no momento, o CI ainda está envolvido com questões de caráter administrativo que tolhem as suas iniciativas de planejamento, ressaltou Laske. Mas, adianta, o Conselho pretende procurar alternativas para superar essa dificuldade, tendo presente que a Secretaria Geral está sobrecarregada e não consegue encaminhar no devido tempo as questões a serem deliberadas pelo Conselho.
(Texto e fotos: Ingelore S. Koch)