Um ambiente doméstico, uma casa normal, com sinais quase imperceptíveis de luta e de que algo está errado. É assim que se apresenta a exposição interativa Nem tão doce lar, que objetiva denunciar a questão da violência doméstica e, conseqüentemente, se preocupa com todos os tipos de violência contra as mulheres. A proposta, coordenada pela Fundação Luterana de Diaconia (www.fld.com.br), está sendo apresentada em Panambi, durante o XXV Concílio da Igreja, de 12 a 15 de outubro.
Uma das salas de aula do Colégio Evangélico de Panambi, que serve como sede do concílio, transformou-se em sala de estar, quarto de casal, cozinha e sala de jantar. “Entrei na casa e senti uma emoção muito forte. A proposta é muito interessante”, relatou Eleni Rangel, psicóloga, uma das visitantes da Nem tão doce lar. “Em tempo a igreja se preocupa com as situações de risco. Que Deus abençoe este trabalho”, escreveu no livro de visitas Íris Walkhe, coordenadora do trabalho com idosos da Comunidade Centro de Panambi, professora de dança sênior e integrante do Conselho Municipal do Idoso. “Junto-me à causa digna das mulheres, esperando que se consiga, cada vez mais, eliminar a violência”, foi a mensagem deixada por Gerhard Kleine, um dos delegados do concílio.
Além da denúncia, a Fundação Luterana de Diaconia quer fortalecer a rede de entidades que trabalham com a questão da violência. A proposta é que a Nem tão doce lar funcione como uma exposição itinerante, que seja reproduzida em diversos lugares, sob a responsabilidade de grupos locais. Quem tiver interesse, deve entrar em contato com a Fundação Luterana de Diaconia, no fone 51 3225 9066, informou Susanne Buchweitz, jornalista e uma das envolvidas com a iniciativa.
Atualmente, o consórcio de grupos que apóia a exposição é integrado pelo Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria – Ceca, Coletivo Feminino Plural, Coordenação Municipal de Mulheres da Prefeitura de São Leopoldo, Coordenação de Diaconia da IECLB, Fórum da Mulher Luterana, Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras, Núcleo de Pesquisa de Gênero do Instituto Ecumênico de Pós-graduação da Escola Superior de Teologia, Programa de Apoio a Meninos e Meninas – Proame, Promotoras Legais Populares do Ceca e Rede Feminista de Saúde. (Texto e fotos: jornalista Susanne Buchweitz)