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XXV Concílio - Nova Presidência é investida no culto do Dia da Igreja
  Por Portal Luteranos - IECLB | Publicado  10/15/2006 | Notícias

O domingo amanheceu com céu encoberto e a chuva não tardou. Mesmo assim, membros das comunidades de perto e longe do Sínodo Planalto Rio-Grandense foram chegando, em ônibus, em carros, para o Dia Nacional da Igreja, em Panambi. Em torno de 800 pessoas juntaram-se aos mais de 100 participantes do XXV Concílio da Igreja, realizado na cidade, de 12 a 15 de outubro. O culto de abertura do Dia da Igreja foi, ao mesmo tempo, o culto de encerramento do Concílio. Em conexão com o tema do evento máximo da IECLB – “Deus, em tua graça, transforma o mundo” –, o culto, esteve sob o tema “Transforma a nossa Igreja para que ela sirva no mundo”.

O pastor Dr. Rolf Schünemann, até então pastor segundo vice-presidente da IECLB, oficiou a investidura da nova Presidência da Igreja e do Concílio, em eleição realizada na tarde de sábado. Para a Presidência da Igreja, o Concílio reelegeu o P. Dr. Walter Altmann como pastor presidente; para pastor primeiro vice-presidente foi reeleito o P. Homero Severo Pinto; e para o cargo de pastor segundo vice-presidente foi eleito o P. Carlos Augusto Möller. Iris Helena Pedrotti é a nova presidente do Concílio e Nivaldo Kiister, vice-presidente.

No ato de investidura, o pastor Rolf Schünemann teve como assistentes a diácona Dra. Sissi Georg e o pastor Werner Brunken. Coube ao pastor presidente Altmann dar a prédica.

 


A Presidência sendo investida
(da dir.: Carlos Möller, Walter Altmann, Homero Pinto e Íris Pedrotti)




da dir.: Werner Brunken, Rolf Schünemann, Sissi Georg





A grande comunidade do dia da Igreja participou do ato da bênção

Uma liturgia rica em música e canto – animada pela Comissão de Liturgia do Concílio – levou o público a cantar com vigor e entusiasmo os muitos e significativos hinos. Entre eles, “Quando o povo se reúne para Deus juntos louvar, não se fecha em si mesmo, não esquece de amar”, e “Vem, Espírito Santo, vem atende o nosso chamado, nos ensina a ser teu povo, na esperança libertado”. 

O símbolo do Concílio, a borboleta azul, também migrou para o Dia da Igreja. Foi uma homenagem à cidade de Panambi, que em linguagem indígena significa “Vale das borboletas azuis”.

A Santa Ceia foi distribuída em 20 mesas, por dois obreiros ou obreiras.

PRÉDICA - Marcos 9.50 foi uma das passagens bíblicas-chave da mensagem: “Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.” Houve também referência comparativa a Mateus 5.13: “Vocês são o sal para a humanidade.” 

O pastor presidente iniciou lembrando, com alegria, que tem raízes na região do atual Sínodo Planalto Rio-Grandense, pois exerceu seu primeiro pastorado em Ijuí, onde foi ordenado (em 1973), época em que também participou do VII Concílio da IECLB, igualmente realizado em Panambi (1972), concílio este que aprovou o documento norteador para a vida nas comunidades “Nossa Fé – Nossa Vida” e o programa de acompanhamento de membros migrantes para as então chamadas “novas áreas de colonização”.

Quanto ao ser “sal da terra” ou “sal para a humanidade”, referiu-se à função do sal de dar sabor aos alimentos ao neles se diluir, de modo a que passa a ser desapercebido, a não ser que haja falta ou excesso de sal na comida. Na medida certa, não é o sal que é elogiado, mas a boa comida preparada. Assim, segundo ele, também importa que as pessoas cristãs estejam diluídas na sociedade como sal e tempero, que dêem testemunho por suas atitudes e palavras no momento certo e na proporção adequada que a sociedade precisa para o bem-estar e a vida digna de todas as pessoas.


Pastor presidente Altmann: importa que as pessoas cristãs
estejam diluídas na sociedade como sal e tempero

Também os conciliares e os membros de comunidade que acorreram ao Dia da Igreja foram conclamados, ao regressarem a suas comunidades na região e no país, a levar as decisões do Concílio e a experiência da comunhão no Dia da Igreja como tempero e sabor que animará e fortalecerá a vida nas comunidades, nos sínodos e na igreja toda. 

Ao lembrar da palavra de Jesus “tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros” (Marcos 9.50), Altmann disse que termos sal em nós mesmos é a condição para sermos sal para a humanidade. Ou seja: nós mesmos devemos ser transformados para podermos agir em fidelidade a Deus, servindo ao próximo. O sal em nós nada mais é do que aquela dignidade mais profunda que nos é concedida por Deus. Essa misericórdia de Deus, transmitida por sua palavra, nos concede fé, esperança e amor. Em última análise trata-se do próprio Cristo no coração como o verdadeiro sal, diluído na comunhão universal de irmãos e irmãs, ensinou o pregador.

(Texto e fotos: Ingelore S. Koch)