Reeleito para o cargo de pastor presidente da IECLB no XXV
Concílio da Igreja, realizado de 12
a 15 de outubro, na cidade gaúcha de Panambi, Dr. Walter
Altmann avalia o evento como um todo e diz ser uma honra muito grande exercer o
cargo de presidente da Igreja. “Em termos pessoais, não deixa de ser
gratificante e razão para gratidão a Deus, entrar no último período de
ministério antes da presumível aposentação, exercendo o cargo maior na IECLB”,
declara.
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| Pastor presidente Altmann pede apoio,
solidariedade crítica e intercessões |
De outra parte, prossegue, pela Constituição, cabe ao pastor
presidente, entre muitas responsabilidades, a de “coordenar a atividade
eclesiástica da IECLB,
zelando por sua unidade e identidade confessional”. Altmann afiança que esse
continuará sendo “o norte principal” de sua atuação. O pastor presidente também
é reconhecido por todas as instâncias internas da IECLB, bem como pelas
igrejas-irmãs, entidades e instâncias públicas externas como porta-voz da
igreja como um todo, aponta. “Peço a Deus proteção e orientação, aos membros da
IECLB, apoio, solidariedade crítica e constantes intercessões para bem me
desincumbir das responsabilidades a mim confiadas”, acrescenta.
“Recomissionamento” – Walter Altmann entende a sua
reeleição, antes de tudo, como um “recomissionamento” para a tarefa de
liderança, o que o honra, desafia e compromete.
“Quero me compenetrar sempre de novo que a Presidência é exercida de
maneira compartilhada com os pastores vice-presidentes e em colegialidade com a
pastora e os pastores sinodais, contando ainda com o indispensável apoio da equipe de trabalho na
Presidência e na Secretaria Geral”, expressa.
Quanto as suas prioridades neste novo mandato, o líder da
IECLB afiança que, em termos gerais, pensa imprimir uma linha de continuidade
ao mandato anterior. Contudo, tem o propósito de aprofundar e ampliar a
orientação teológica aos membros e comunidades, em face de muitos assuntos que
são colocados na dinâmica interna da Igreja, pelo cenário religioso de
crescente pluralidade e em questões que afetam a sociedade como um todo.
Além da formação e da missão, Altmann menciona três outras
áreas que, a seu ver, merecem uma atenção especial: o planejamento e
acompanhamento da área de pessoal (obreiros e obreiras); o estabelecimento de
uma política abrangente na área de comunicação; a busca de caminhos e
modalidades que garantam a auto-sustentabilidade da IECLB. As relações ecumênicas continuarão a merecer
a atenção da Presidência, mas sempre num saudável equilíbrio com as demais responsabilidades.
XXV CONCÍLIO - Na avaliação de Altmann, o XXV Concílio
transcorreu de maneira muito tranqüila, em ótimo espírito e alto sentido de
comprometimento com a causa evangélica, de acordo com o entendimento, os
propósitos e objetivos da IECLB. Ele realça também a calorosa acolhida pela Comunidade Evangélica de
Panambi, pelo Colégio
Evangélico de Panambi e pelo Lar da Igreja, bem como pela
municipalidade. Foi significativa também a participação intensiva de hóspedes
ecumênicos do país e do exterior, com realce para o secretário geral do
Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Dr. Samuel Kobia, do Quênia. Ele atua na sede do CMI, em Genebra, Suíça.
Além de receber e aprovar relatórios detalhados apresentados
pela Presidência e pela Secretaria Geral, aponta Altmann, o Concílio se ocupou
fortemente com as áreas de formação, missão e finanças. Foi reafirmado o
programa de formação continuada através das várias etapas da vida para
lideranças e membros das comunidades. A ênfase na missão nas comunidades, entre
elas e para além das fronteiras da IECLB foi aprofundada. Este Concílio, mais
do que anteriores, se compenetrou da necessidade de se trabalhar com afinco na
questão da auto-sustentabilidade da IECLB, incluindo seu sustento financeiro.
DIA DA IGREJA – Perguntado sobre que significou para ele o
encontro com tantas lideranças leigas no Concílio e com tão grande número de
membros do Sínodo Planalto Rio-Grandense no Dia Nacional da Igreja – como
encerramento do Concílio –, o pastor presidente responde enfático: “É sensível
e gratificante que a IECLB tem lideranças leigas altamente qualificadas e
extremamente comprometidas com a igreja. O Concílio é dirigido por lideranças
leigas e também a organização do Concílio e do Dia da Igreja tem o envolvimento
decisivo de pessoas leigas”.
Aliás, ressaltou, “é preciso que recuperemos o sentido
original da palavra ‘leigo’. Trata-se de um pessoa integrante do povo de Deus
(‘laós’, em grego). E
não uma pessoa que não tem preparo especial ou conhecimento adequado para
determinado função ou tarefa”. No sentido original, prosseguiu Altmann, todas
as pessoas que são membros das comunidades, incluindo também os obreiros e as
obreiras, são "leigas".
Assim, o Concílio é o órgão deliberativo máximo que congrega
pessoas ordenadas e pessoas não-ordenadas, mas todas elas integrantes plenas do
corpo eclesial. Um Dia da Igreja é, por sua vez, um momento muito
significativo de encontro dos membros de diferentes comunidades entre si e
com a Direção da Igreja. Além disso, é um momento celebrativo que fortalece a
vida das comunidades, conclui o pastor presidente.
(Texto e foto: Ingelore S. Koch)