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Eleita no XXV Concílio da IECLB como nova presidente do
Concílio da Igreja, Íris Helena Pedrotti, 62 anos, nasceu em Santo Ângelo (RS),
tem Licenciatura Plena em Letras com Pós-Graduação em Língua Portuguesa, e
foi professora no Rio Grande do Sul, no Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso. A
sua vivência comunitária, na IECLB, iniciou em Santo Ângelo. “Aprendemos, desde
criança, a participarmos da Igreja, conduzidos, principalmente, pela minha avó
materna dona Hulda Scherer Jonhansen, líder comunitária em Buriti e Santo Ângelo”,
testemunha Íris. Ela é casada com
José Declero Pedrotti, tem quatro filhas e três netos. Nesta
entrevista, fala de sua eleição, do Concílio, dos desafios da IECLB e da sua caminhada
como membro atuante de sua Igreja.
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Vivência comunitária de Íris Pedrotti
vem do tempo de criança
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Como vê a sua eleição como presidente do Concílio?
Íris Pedrotti - É um motivo de alegria e gratidão a Deus em
poder servi-lo no cargo para o qual fui eleita. É um cargo de bastante
significado e responsabilidade, porém, conforme lemos em Josué 1.19: “Não
temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus, é contigo por onde quer que
andares.”
O que implica exercer esse cargo ?
Íris Pedrotti - Implica
em estar atenta aos documentos confessionais e normativos da IECLB. Participar
de reuniões preparatórias dos concílios junto ao Conselho da Igreja. Fazer uma
gestão compartilhada com o vice-presidente do Concílio, Nivaldo Kiister.
Estudar e preparar-me bem para honrar o compromisso assumido perante Deus e a
IECLB como Presidente do Concílio.
O que destacaria deste Concílio?
Íris Pedrotti - Foi um momento importante na vida da IECLB.
No Concílio, foram lembrados dois momentos históricos de Panambi – o “Vale das
borboletas azuis” (significado do nome em língua indígena). O primeiro momento
refere-se à citação sobre o culto celebrado há 104 anos, em que foi acolhida a
Palavra de Deus de Mateus 11.28-30 – “Vinde a mim, todos os que estais cansados
e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de
mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
Porque o meu fardo é leve”. Essa palavra foi acolhida pelos irmãos e irmãs que
nos antecederam, formaram comunidades e estabeleceram Igreja (como citou em sua
prédica no culto de abertura do XXV Concílio o pastor segundo vice-presidente,
Dr. Rolf Schüneman).
O segundo momento refere-se há 34 anos, durante o VII
Concílio da IECLB, no ano de 1972 (também realizado em Panambi), com a temática
“Comunidade Missionária”. Por decisão conciliar foi criado um Departamento de
Migração como estratégia preocupando-se em planejar projetos missionários, comunidades,
paróquias na área da região amazônica, hoje, sínodos: Mato Grosso e Amazônia e
parte da região litoral-norte e parte do Brasil-central, hoje, sínodos Espírito
Santo a Belém e Brasil-Central.
A presença (no XXV Concílio) de representações de igrejas e organismos
ecumênicos, nacionais e internacionais, entre as quais o reverendo Samuel
Kobia, secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, saudando os conciliares
com palavras de ânimo e alguns apresentando situações semelhantes na caminhada
do ser igreja, permanecendo até o final do Concílio, numa convivência e
comunhão fraternas.
PALESTRA MOTIVADORA - Foi um momento muito importante o da reflexão
sobre os temas “missão, formação e sustentabilidade”. Destacamos a reflexão do
pastor Dr. Paulo Afonso Butzke como motivadora, esclarecedora e desafiante
quando diz que os aspectos básicos em que poderemos desenvolver-nos e
crescermos como Igreja são testemunho, comunhão, serviço e louvor. Se o barco
chamado IECLB se tornar disponível para a missão de Deus, então poderemos
contar com a sua fidelidade e, onde e quando aprouver a Deus, experimentar o
milagre das redes repletas de bênçãos.
NOVO PORTAL - Um momento empolgante foi o lançamento do novo
portal da IECLB www.luteranos.com.br.
É um meio de estarmos informados sobre o que acontece na Igreja, possibilitando
a formação continuada dos membros e também um instrumento que fortalece a
Unidade. Foi um presente dado “de coração” pelo Sínodo Sudeste (com sede em São
Paulo).
As eleições foram um momento significativo e muito
democrático. Outro momento emocionante e gratificante foi o culto de encerramento
do Concílio, onde fomos instalados (Íris Pedrotti, como presidenta do Concílio;
Dr. Walter Altmann, como pastor presidente da IECLB reeleito, e os pastores
Homero Severo Pinto, também reeleito, e Carlos Augusto Möller, respectivamente,
pastor primeiro vice-presidente e pastor segundo vice-presidente da Igreja.
Também a participação no Dia da Igreja do Sínodo Planalto Rio-grandense foi
emocionante.
Um momento triste e de reflexão do ser Igreja foi quando
soubemos das 40 famílias no Estado de Rondônia, que foram agredidas e seus bens
destruídos por forças policiais e interesses latifundiários. O Concílio
solidarizou-se com essas famílias. Sejamos porta-vozes daqueles que sofrem
injustiças, mostrando-lhes que Deus não abandona os seus.
Qual o maior desafio lançado em Panambi?
Íris Pedrotti - Ser uma igreja missionária em que “cada
membro, comunidade, paróquia e sínodo é chamado a viver o testemunho
missionário em seu contexto.” “Que formosos são sobre os montes os pés do que
anuncia as boas-novas que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz
ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina” (Isaías 52.7).
Como vê a participação das mulheres no Concílio?
Íris Pedrotti - “Assim, Deus criou os seres humanos; ele os
criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou...”
(Gênesis 1.27). Jesus Cristo recuperou esta imagem e semelhança de Deus no
homem e na mulher. Portanto, é interessante, imprescindível, para a nossa Igreja,
que homens e mulheres sejam companheiros no serviço a Deus e à Igreja. É
necessário maior representatividade das mulheres no Concílio e órgãos diretivos
de modo geral na IECLB.
Fale de sua vivência comunitária
Íris Pedrotti – A nossa vivência comunitária, na IECLB,
iniciou em Santo Ângelo (RS) desde o nosso Batismo. Aprendemos, desde criança,
a participarmos da Igreja, conduzidos, principalmente, pela minha avó materna
dona Hulda Scherer Jonhansen, líder comunitária em Buriti e Santo Ângelo. Foi,
porém, na época da JE (Juventude Evangélica) que aprendemos o valor e a
importância da vida comunitária. Mudamos para Cascavel (PR) por dois anos.
Depois, fomos para Dourados (Mato Grosso, que depois se tornou Mato Grosso do
Sul). Como tinha experiência no Culto Infantil, lá iniciamos este trabalho
integrador, edificante e gratificante.
Após cinco anos, em 1980, chegamos a Cuiabá. Auxiliamos no
Ensino Confirmatório e cultos dirigidos por “leigos”. Desde o início da
Comunidade, as mulheres fizeram parte do Presbitério. Exerci as funções de secretária
da Comunidade e da Paróquia, a de presidente da Comunidade e vice-presidente da
Paróquia. Atualmente sou presidente da Comunidade. No Sínodo (Mato Grosso) fui
1ª e 2ª vice-presidente da Assembléia Sinodal.
Na Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE), fui
secretária, presidente em Cuiabá, coordenadora
do Setor Centro-Sul e vice-presidente da OASE Sinodal.
Fui também membro do Conselho Diretor da IECLB por dois
anos, vice-presidente do Concílio da IECLB por duas gestões, e agora eleita presidente
do Concílio.
Já representei a Comunidade no Conic-Cuiabá (Conselho
Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), no Movimento de Reintegração da Pessoa
Portadora de Hanseníase-Cuiabá; no Fórum
de Meio Ambiente. Representando o Sínodo Mato Grosso, participei com muita
alegria do V Fórum de Reflexão da Mulher Luterana, em São Leopoldo, em 2000.
Participamos da Pré-Assembléia da Federação Luterana Mundial
em Bogotá, Colômbia, e fui delegada da IECLB para a VIII Assembléia da FLM em
Curitiba, em 1990.
Crescemos na Fé quando aproveitamos todas as oportunidades
que temos para ouvir a Palavra de Deus e participar dos Sacramentos. Tomamos
consciência da dimensão de ser membro da IECLB quando também participamos do
Presbitério, de Grupos de Mulheres como OASE, Fórum de Reflexão da Mulher
Luterana e demais instâncias diretivas da Igreja.
(Entrevista concedida por e-mail
para Ingelore S. Koch / Foto: Ingelore S. Koch).
Confira abaixo a relação de outras notícias do XXV
Concílio Geral da IECLB, realizada entre 12 e 15 de Outubro, em
Panambi,
RS:
01/11/2006
- Carlos Möller assume a segunda vice-presidência com o desejo de contribuir no “mutirão nacional”
01/11/2006
- Homero Pinto entende sua reeleição como chamado para os desafios na “ordem do dia” da IECLB
01/11/2006
- “As celebrações proporcionaram força e coragem para enfrentar possíveis crises”
25/10/2006 - Reduzido número de mulheres no Concílio preocupa representante da Elca
25/10/2006 - Íris Pedrotti credita sua vivência comunitária ao estímulo da avó materna
25/10/2006 - Para Walter Altmann, “é uma grande honra ser presidente da IECLB”
25/10/2006 - Moções
25/10/2006
- Lançar as redes em águas mais profundas - perspectivas para
o futuro da IECLB
20/10/2006
- Noite de
lançamentos
19/10/2006
- Campanha nacional de 2007 prevê aumento de recursos
para projetos missionários
19/10/2006
- Câmara 2 (Finanças)
19/10/2006 -
Câmara 1 (Formação)
15/10/2006 -
Nova Presidência é investida no culto do Dia da
Igreja
14/10/2006 -
Walter
Altmann é reeleito pastor presidente da IECLB
14/10/2006
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Celebrações do Concílio estão inspiradas no “Vale
das borboletas
azuis”
14/10/2006
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Exposição interativa denuncia a
violência
13/10/2006
-
Acolhida de hóspedes ecumênicos e representantes de
igrejas parceiras
12/10/2006
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Liturgia com especial ênfase na música marcam culto
de abertura
12/10/2006 -
Cuidar bem do bem da IECLB é desafio
constante
12/10/2006
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A unidade da Igreja é uma das principais ênfases da
Presidência da IECLB
12/10/2006
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Palavra do presidente do CI no relatório do biênio
2004-2006
12/10/2006
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Instalada primeira sessão
plenária
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