Delegada do Sínodo Norte Catarinense, Edeltraud Nering, de
Rio Negrinho (SC), participou pela primeira vez de um Concílio Geral da IECLB,
para o qual veio com grandes expectativas. Ela disse ter-se sentido muito bem
nesse grande encontro de lideranças da Igreja, e, embora houvesse “alguns
momentos críticos, de embate, de decisão e indecisão”, houve também momentos de
muita espiritualidade. E “foram esses momentos que permitiram que as questões
críticas fossem levadas para as celebrações, diante do altar”.
As celebrações – que iniciavam e encerravam os trabalhos de
cada dia – proporcionaram força e coragem para enfrentar possíveis crises,
destaca Edeltraud. Na sua opinião, também “as celebrações levaram a perceber
que somos uma igreja muito séria e comprometida com o amor de Deus”. Ela
considerou boa a participação das mulheres no Concílio, mas admite que “poderia
ter sido melhor”.

Na primeira
fila: Edeltraud Nering, pastor sinodal Manfredo Siegle e Rolf Koentopf
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Para Edeltraud Nering, o ponto alto foram as eleições (para
a Presidência da Igreja e do Concílio) e o compartilhar de idéias. “Sinto que
na diversidade há esperança e pessoas esperançosas seguem adiante na missão no
mundo que ainda é de Deus”, testemunha.
Edeltraud é presidente da Associação Sinodal da Ordem
Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE) e vice-presidente nacional.
KOENTOPF - Para Rolf Koentopf, também representante do
Sínodo Norte Catarinense e presidente da Comissão de Eleições, o XXV Concílio
esteve muito bom no aspecto organizacional, no cumprimento dos horários, na
integração dos conciliares entre si e também com as pessoas da comunidade
local. A discussão das matérias que compunham o programa teve um nível bom, e a
parte das eleições – “que sempre é um momento nervoso em qualquer concílio”,
observa – passou a impressão de muita tranqüilidade e de participação dos
conciliares.
Na avaliação de Koentopf, uma das coisas importantes e
surpreendentes durante o processo de votação foi a presença maciça de todos os
delegados com direito a voto. Também surpreendeu o espaço de tempo necessário
para as eleições. Previstas para se realizarem em duas horas ou até mais, as 11
rodadas de votações foram concluídas em uma hora e meia. “Todo mundo estava
integrado, atento ao trabalho e, na minha concepção, o resultado foi bem
recebido” (Dr. Walter Altmann foi reeleito como pastor presidente, Homero
Pinto, foi reeleito como pastor primeiro vice-presidente, e Carlos Möller foi
eleito como pastor segundo vice-presidente; Íris Pedrotti se elegeu como
presidenta do Concílio e Nivaldo Kiister, como vice-presidente).
O que chama a atenção é que, “mais uma vez, o Concílio delegou
uma série de decisões para o Conselho da Igreja”, aponta Rolf Koentopf.
Conforme ele, 15 moções foram resolvidas em 45 minutos, sendo uma referente à
questão financeira da Igreja, não se chegando a um denominador comum. “É jogar
muita responsabilidade para o Conselho da Igreja. Mas talvez tenha faltado
tempo para as câmaras”, avalia.
(Texto e foto: Ingelore S. Koch)