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A Igreja Católica Apostólica Romana tem cerca de 1,1 bilhão
de fiéis, congregando 17% da população do planeta, sendo
a maior igreja do mundo. A maior concentração de fiéis
está nas Américas do Sul e Central, sendo 130 milhões
no Brasil, 70% da população. Institucionalmente está organizada
ao redor do Bispo de Roma, o Papa, na linha sucessória do apóstolo
Pedro. A direção das igrejas nacionais e locais está a
cargo do clero composto por Cardeais, Bispos, Padres, Frades, Irmãs
e Irmãos. Internamente a Igreja convive com inúmeras Ordens e
Congregações diferenciadas, como Jesuítas e Franciscanos,
além de movimentos internos como Carismáticos e Comunidades Eclesiais
de Base. Teologicamente compartilha com as demais Igrejas as doutrinas cristãs
clássicas, como Trindade, Salvação através de Jesus
Cristo e a Bíblia como norma de fé. Compartilha também
as regras para a vida de fé dos fiéis, com grande apelo para
cultos ou missas, oração e devoção doméstica,
além da prática da caridade e socorro aos necessitados. Seu último
Concílio Geral, o “Vaticano II”, em 1962, inseriu significativas
reformas na Igreja Católica Romana, como o aprofundamento da leitura
da Bíblia, a opção preferencial pelos pobres e a abolição
das missas em Latim.
Outros 300 milhões de fiéis congregam a Igreja Católica
Ortodoxa, um conjunto de igrejas nacionais orientais, especialmente na Rússia,
Grécia, Turquia e Bulgária. Sua origem é o Cisma ocorrido
no ano 1.054, que dividiu o Cristianismo em dois grupos: um ocidental, fiel
a Roma, outro oriental, fiel ao Bispo de Constantinopla. Na questão
política, ortodoxos passam a rejeitar a autoridade do papa romano como
sucessor de Pedro, e a considerar todos os bispos nacionais com poderes iguais – são
chamados “Patriarcas”. Os ortodoxos passariam a usar o idioma grego
para as missas, em substituição ao latim romano. A divisão
teológica ocorreu na forma de entender a Trindade: Ortodoxos consideram
que o Espírito Santo provêm apenas de Deus Pai, e não do
Pai e do Filho, como crêem os demais cristãos.
O Catolicismo aproxima-se do Protestantismo no testemunho de Jesus Cristo
como Salvador do Mundo, nas confissões cristãs do Credo Apostólico,
na celebração dos sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, na
busca da justiça e do bem comum e no aprofundamento do estudo da Bíblia.
No Brasil a Igreja Católica é oficialmente ecumênica, integrando
organismos como o CONIC.
O Catolicismo distancia-se do Protestantismo na devoção aos
santos e a Maria, no uso de imagens em igrejas e casas, nas práticas
de peregrinação a lugares sagrados e no uso dos escritos dos “pais
da igreja” como orientação de fé ao lado da Bíblia.
Dificuldade de diálogo também ocorre devido ao lugar que o catolicismo
reserva às igrejas evangélicas no plano de salvação
de Deus, relegando-as oficialmente à condição de “comunidades”,
e não propriamente Igrejas. Por outro lado, algumas igrejas evangélicas
hostilizam católicos com a pecha de tradicionais e idólatras,
o que gera tensão no diálogo.
P. Dr. Adilson Schultz
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