A tarefa é trabalhar pela reconciliação entre os irmãos

28/05/2007

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Hans Trein representou o Comin na Semana Acadêmica “Missão de cada um e de cada uma” foi um dos vários enfoques da Semana Acadêmica do bacharelado em Teologia da EST de 2007, realizado na terceira semana de maio. “Missão de cada um e de cada uma” foi debatida a partir da missão do Conselho de Missão entre Índios (Comin) e da Pastoral Popular Luterana (PPL), ambos segmentos da Igreja Evangélica de confissão Luterana no Brasil (IECLB). A semana se ocupou com “A IECLB e a Missão: jeito ou jeitos de ser igreja missionária?”. No dia 15, o pastor Hans Trein, coordenador adjunto do Comin, falou sobre a missão entre os índios, e Nilo Bidone Kolling, coordenador da PPL, e Cloves Cardozo Carreira, sobre a da Pastoral.

“Estamos num momento rico de reflexão teológica e missiológica”, compartilhou Hans Trein, referindo-se ao Comin. A IECLB nasceu envolvida num conflito de direitos sobre a terra. Seus membros imigrantes foram assentados em cima de terra indígenas. Colonos e indígenas olham para uma história de sofrimentos infligidos uns aos outros, historiou. “Certamente a IECLB não escolheu nascer assim. Entretanto, nascer envolvida num conflito de direitos sobre a terra é um fato fundante com o qual temos que lidar”, observou Trein. Ele falou sobre conflito de direitos, sobre a tarefa do Estado e tarefa da Igreja, compartilhou a “parábola dos dois irmãos brigados” (a inimizade foi quebrada com construção de uma ponte sobre o riacho em vez de uma cerca alta entre as propriedades) e deu destaque para a reconciliação.

Nilo Bidone Kolling (dir.) e Cloves Cardozo Carreira falaram em nome da PPL “O Comin é um construtor de pontes. Indígenas e agricultores são irmãos na humanidade que foram atiçados a brigar uns contra os outros pela mesma terra e chegaram ‘ao ponto da cerca’, de não quererem mais se ver e muito menos, se falar”, apontou o coordenador adjunto do Comin. Por muito tempo, acrescentou, se criou na sociedade uma mentalidade de que esse assunto de índios vai se resolvendo por conta própria, à medida que os indígenas forem sendo exterminados ou absorvidos na sociedade nacional. “Mas, graças a Deus, os poucos povos indígenas restantes estão vivendo novas perspectivas”, assegura Trein.

Ele é enfático: “A nossa missão é de reconciliação. Assim como Cristo nos reconciliou com Deus, nossa tarefa é trabalhar pela reconciliação entre os irmãos, nesse caso entre indígenas e colonos. Em lugar de muros queremos construir pontes, ajudar a reconciliar o que parece irreconciliável, porque Deus nos convoca para essa tarefa”. Visite o site www.comin.org.br.

As maiores ações da Pastoral Popular Luterana acontecem nas comunidades. Mas é preciso haver maior democracia na Igreja, o que inclui a democratização da comunicação. A informação deve correr solta na IECLB, defende Cloves Cardozo ao falar sobre a PPL. “Onde a missão é mais importante, as diferenças ficam de lado”, acrescentou, reportando-se às diferentes linhas teológicas existentes na IECLB.Bom público prestigiou o painel em torno da missão do Comin e da PPL.   

A PPL não é movimento, e sim, uma Pastoral, um projeto da “Igreja do Cuidado”, acentuou Nilo Kolling. “Somos um lugar onde ocorre poimênica, ‘Seelsorge’” (cura d’alma), agregou. Todas as pessoal envolvidas com a PPL são voluntárias, com exceção de dois estagiários.

Como um dos exemplos concretos das atividades da PPL foi mencionado o Seminário de Formação de Liderança da PPL do Sínodo Sul-Riograndense, que reuniu 90 jovens entre os dias 27 a 29 de abril na casa de retiro de Morro Redondo. Na abertura, também o pastor sinodal Dietmar Teske prestigiou o evento. Numa das meditações, junto a uma cachoeira, os jovens foram motivados a escrever num pedaço de papel onde tinha que completar: “ Eu creio em........” ou “Eu creio no ......”. Posteriormente, com estas respostas foi elaborado um “Credo dos Jovens”.

Os jovens foram confrontados pelo pastor André Martin de como agir frente a situações que requerem um posicionamento cristão. Com dinâmicas de integração e solidariedade, o grupo vivenciou na prática o que é ajudar o próximo, ou seja, agir. Leia mais no site www.pastoral.org.br. (Texto e fotos: Ingelore S. Koch)
  

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Mal tenho começado a crer. Em coisas de fé, vou ter que ser aprendiz até morrer.
Martim Lutero
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