Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Biografia

29/06/2012

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750) HPD nº 26

Nasceu: 21 de março de 1685, em Eisenach, Alemanha.
Faleceu: 28 de julho de 1750 em Leipzig, Alemanha.

Se existe um nome ligado à música, ele se chama Bach. Desde Veit Bach, que no século XVI tocava cítara enquanto moía seus grãos, até 1685, quando nasceu Johann Sebastian. São contados 27 músicos na família Bach de 33 homens nascidos com o nome. É, portanto, uma tradição respeitabilíssima.

A família Bach, notável pela tradição musical, teve dentre seus maiores músicos, Johann Sebastian, nascido em 1685. Foi seu pai, Johann Ambrosius Bach, quem o iniciou na música, ensinando-lhe a tocar violino, juntamente com seu tio Johann Cristoph, que lhe ensinou a tocar órgão. Desde muito cedo, Johann Sebastian Bach passou a cantar em coros, entrando assim no mundo musical. Sua mãe morreu quando tinha apenas nove anos de idade, e seu pai quando completava dez anos. Desde então, foi criado pelo irmão mais velho, Christoph, que trabalhava como organista em Ohrdruf, cidade onde passou então a morar. Entrou na escola de São Miguel de Lünenburg aos quinze anos, onde cantou no coro e recebeu ensino formal de música. Johann era um aluno notável, tanto que aos dezoito anos foi contratado, sem concurso, como organista da recém construída igreja São Bonifácio em Arnstadt, Turingia. Em 1705, com 20 anos, ausentou-se durante quatro meses para conhecer em Lübeck o célebre organista Buxtehude, a quem admirava muito. Por essa razão, perdeu seu emprego. Entretanto, não ficou muito tempo desempregado, pois foi logo admitido como organista em Mühlhausen. Em 1707, casou-se com sua prima, Maria Bárbara. No ano seguinte, transferiu-se para a corte de Weimar, para trabalhar como organista, violinista e compositor. Ficou por lá de 1708-1717, período esse cheio de conflitos com o duque - ambos, Bach e o nobre, tinham personalidades difíceis. Depois de Weimar, foi para Köthen, onde trabalhou para um príncipe mais amigável, Leopold d'Anhalt-Köthen. Foram cinco anos (1718-1723), frutíferos. Como Leopold era calvinista, Bach não podia escrever música religiosa para o culto, ficando restrito à música instrumental - datam dessa época os Concertos de Brandenburgo, o Cravo bem temperado, a maior parte de sua música de câmara, e as suítes orquestrais. Foi durante essa época que Bach ficou viúvo, casando-se em seguida com Anna Magdalena Wilcken, uma das cantoras da corte. Esse episódio fez com que ele voltasse a retomar a tradição luterana da família. Dessa forma, em 1723, obteve o cargo de professor e diretor musical na Igreja de São Tomé, em Leipzig. A maior parte de suas cantatas foram compostas ali: as duas Paixões e a Missa em si menor. Em 1750, ficou cego. Desesperado, tentou duas cirurgias com um charlatão inglês, John Taylor, mas não adiantaram nada. E em 28 de julho do mesmo ano (1750) morreu Johann Sebastian Bach.

Um aspecto impressionante da vida de Bach é que o compositor teve pouco reconhecimento em vida. Era tido por todos como um virtuoso do órgão, talvez o melhor de que se tinha notícia. Como compositor, porém, era considerado como antiquado e sem criatividade. Outros compositores, como Haendel (1685-1759) e Telemann (1681-1767), tiveram suas obras muito mais apreciadas. Na época que se seguiu a sua morte, Bach caiu no esquecimento. Sua obra ficou nas sombras até que, em 1829, Mendelssohn (1809-1847) regeu a Paixão segundo São Mateus em Berlim. Bach não é considerado um renovador como Beethoven, Wagner ou Debussy, mas um grande consolidador de formas. Com exceção da ópera, ele trabalhou em todos os gêneros. Tem um estilo inconfundível.

Bach era cristão evangélico convicto e provou isso com inúmeras obras sacras. O destaque são suas mais de 200 cantatas, que compôs ao longo da vida. Entre as obras maiores, destacam-se o Oratório de Natal e as grandes paixões de São João e, principalmente, de São Mateus. Bach nunca teve à sua disposição uma grande orquestra. Mas, de acordo com suas possibilidades, escreveu verdadeiras obras-primas orquestrais. As mais conhecidas são as quatro suítes, com destaque para a segunda e a terceira (a da célebre Ária). Tudo o que Bach fazia, ele fez guiado por suas convicções cristãs, conduzido pela fé, e sempre suplicando a inspiração divina, como atestam as letras J.J. (Jesu, juva = Jesus, ajuda-me) que caracterizam os manuscritos de suas composições autênticas. E, ao terminá-las, invariavelmente juntava as iniciais S.D.G. (Soli Deo Gloria = Somente a Deus Glória).

Em nosso hinário consta uma melodia de Johann Sebastian Bach, composta em 1736 para o hino de Natal HPD nº 26 Ao pé da manjedoura estou, Jesus, ó minha vida (BWV 469) cuja letra no original alemão é de Paul Gerhardt (1607-1676).


Fontes:

- Euclésio Schieck, pastor da IECLB.
- Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Sebastian_Bach


Autor(a): Leonhard Creutzberg
Âmbito: IECLB
Natureza do Texto: Música
Perfil do Texto: Autor Melodia
ID: 15331
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Salmo 55.22
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