P. Carlos Luiz Krüger *
Conta-se
que um jovem ameaçava suicidar-se no parapeito de uma ponte.
Um policial recebeu a incumbência de dissuadi-lo do gesto
tresloucado. Vagarosamente, subiu até onde ele estava e
arrastou-se em sua direção. Ainda fora do alcance
dos seus braços, iniciou o diálogo: "Jovem,
a vida é bela, vale a pena viver!". O rapaz continuava
resolvido a matar-se. O policial tentou outra tática: "Eu
lhe darei 10 razões pelas quais você não deve
suicidar-se e depois permitirei que você me diga por que
deseja morrer". Minutos depois os dois se jogaram da ponte.
Todos querem ser felizes, todos buscam a felicidade, mesmo aqueles
que estão prontos para cometerem suicídio.
Existem alguns pressupostos que querem nos ajudar a ter uma vida
feliz.
1 - O desejo de ser feliz é uma experiência humana
universal. Esse desejo é bom e não pecaminoso.
2 - Nunca devemos negar nosso desejo de sermos felizes, nem resistir
a ele. Devemos, pelo contrário, intensificá-lo,
buscando aquilo que possa produzir maior satisfação.
3 - Só encontramos a felicidade verdadeira e permanente
em Deus.
4 - A felicidade que encontramos em Deus é plenificada,
quando compartilhada com outros.
5 - À medida que tentamos abandonar nossa busca de prazer
e felicidade, desonramos a Deus e fracassamos em amar as pessoas.
Sendo assim, só glorificaremos a Deus se formos realmente
felizes, e a alegria não propõe que Deus seja um
meio de alcançarmos prazeres mundanos. Deus é o
fim de toda a busca e não um meio de alcançar outro
prazer além dele próprio. Deus é o gozo último
e incomparável, a alegria infinitamente maior do que a
de andar em ruas de ouro ou de rever/ouvir entes queridos já
falecidos. O verdadeiro cristão não reduz Deus a
uma chave que abre os baús de ouro e prata, mas busca transformar
o coração para afirmar: "Para mim vale mais
a lei que procede de tua boca, do que milhares de ouro ou de prata"
(Sl 119:72).
O cristão também não é materialista,
nem mundano. Ele não faz do prazer um deus, mas afirma
que nosso Deus estará sempre onde encontrarmos maior prazer.
O Senhor só será o meu Deus se eu encontrar nele
a maior felicidade: "O Senhor teu Deus está no meio
de ti poderoso para salvar-te. Ele se deleitará em ti com
alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á
em ti com júbilo" (Sf 3:17).
A venda de antidistônico - medicamento para baixar o nível
de estresse e ansiedade da vida - aumenta cada vez mais. A convivência
do dia-a-dia deixa claro que as igrejas, as universidades e os
lares estão cheios de gente infeliz. Por quê? A resposta
é simples: não estão buscando a felicidade
na fonte certa.
O mundo busca a felicidade, porém uma felicidade passageira,
que sempre vai exigir uma nova procura. Isto traz canseira, desgosto,
fracasso e acontece em todas as classes sociais. Deus para todos
tem o mesmo resultado para a busca desenfreada de um amanhã
melhor. Tem isso porque "Jesus, o qual em troca da alegria
que lhes estava proposta, suportou a cruz". (Hb 12:2).
A fama, fortuna e respeitabilidade humana não produzem
a felicidade, que completa homens e mulheres. Somente partilhando
da felicidade do Deus trino se alcança a autêntica
alegria. Jesus prometeu à mulher samaritana: "Quem
beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém,
que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá
sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu
lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna".
(Jo 4:13,14).
Como aquela mulher, peçamos: "Senhor, dá-me
sempre dessa água" (Jo 4:15). E receberemos esta água
quando colocarmos em prática o que Jesus nos ensinou, com
respeito a atitudes: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o
reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos
serão acrescentadas" (Mt 6:33).
O mundo pode não dar razões para vivermos/sermos
felizes, mas o Senhor Jesus certamente o dará.
As pessoas podem não achar argumentos para ajudar alguém
a não cometer suicídio, entre tantos problemas,
dificuldades e situações críticas, porém
o Senhor certamente os providenciará.
Deus abençoe.