P. Sigmar Reichel *
Estimada/o
Internauta!
O lema para a semana que estamos iniciando no domingo é:
Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo
que ele escolheu para sua herança. (Salmo 33.12). É
o grito do salmista para louvar este Deus que tudo criou e tudo
preserva, ele sabe o valor do que foi criado. Hoje o homem, no entanto
tem o especial dom de destruir muito e preservar pouco.
Estamos nos preparando para um novo período de eleições,
candidatos já estão vomitando promessas que com certeza
não irão cumprir, importando-se, no entanto, para
chegar lá no poder. Será que o versículo do
salmista é compatível ao nosso país? A nossa
nação tem Deus como seu Senhor? Difícil de
perceber com tanta coisa que anda acontecendo por aí. Eu
imagino uma nação dessas seguindo este versículo,
como uma nação poderosa, porque que há dignidade
entre os seus. Eu imagino o povo tendo os seus direitos garantidos,
pois um povo instruído sabe mostrar respeito e um povo com
saúde é forte.
Neste período de trindade fala-se muito dos mandamentos
de Deus, e o principal de todos, o grande mandamento que surge no
Novo Testamento, o mandamento do amor: Ame a Deus e ao próximo,
parece que foi esquecido, se não esquecido, então
não praticado, faz com que o ser humano se afasta de Deus
e realiza seus próprios desígnios, levando à
ruína muita gente. É triste de ver como representantes
públicos abusam de seu poder em benefício próprio,
desrespeitando o cidadão de todas as formas. Avareza e corrupção
andam juntos e formam uma concepção de política
e administração pública. As instâncias
públicas estão cada vez mais desacreditadas e com
isso os bons políticos acabam sendo enquadrados no mesmo
conceito.
Jesus reprova a avareza. Lucas escreve: tende cuidado e guardai-vos
de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não
consiste na abundância dos bens que ele possui"(12.15).
Feliz o homem que sabe o quanto pode carregar. Azar daquele que
usa uma jamanta para levar todo o seu bem e na medida comprar cada
vez mais carretas para encher, e Deus diz: Seu tolo, esta noite
você vai morrer; aí quem ficará com tudo que
você guardou? Isso é o que acontece com aqueles que
juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são
ricos (Lucas 12.21).
Ainda há tempo para mudanças, ainda há tempo
para o arrependimento, ainda há tempo para a conversão.
Para isso precisamos de todos. A crítica, o questionamento
e o posicionamento de cada cidadão são imprescindíveis
neste momento da eleição. Neste momento político
em nosso país é importante, a escolha mais acertada
possível das nossas lideranças. Como cristãos
somos chamados a denunciar atos fraudulentos, ilícitos ou
que promovam injustiças em prol da coletividade. Não
é preciso permitir que a política e a corrupção
andam lado a lado. Assim, estaremos dando uma pequena parcela de
contribuição na formação de uma nação
que tenha Deus como seu Senhor. Neste contexto é bom lembrar
o pensamento de Lutero que diz: "Nenhum serviço agrada
a Deus, seja ele enorme, quando este fere o próximo."
Não é nenhum mal conversarmos sobre política
em ambiente eclesiástico, pois se a política e com
ela os políticos, concebessem mais em suas almas o néctar
teológico, certamente a compreensão da ética
humana teria um outro sentido e os projetos políticos teriam
um outro reflexo. Pois é a vontade da Igreja (das Igrejas
de modo mais amplo) solidarizar-se com os que sofrem, com os que
são espoliados, em sua luta por uma sociedade mais fraterna
e justa.
Que a nossa nação seja Feliz porque tem Deus como
seu Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança. Que
Deus ouça nosso desejo ilumine nossas mentes críticas
e oriente nossa lideranças.
Que a paz esteja com todos
Amém