1 Tessalonicenses 4.1-8

Auxílio Homilético

12/10/1986

Prédica: 1 Tessalonicenses 4.1-8
Autor: Wolgang Fromm
Data Litúrgica: 20º. Domingo após Trindade
Data da Pregação: 12/10/1986
Proclamar Libertação - Volume: XI


I - Considerações exéticas

1.O contexto

Apesar do pouco tempo que o Apóstolo Paulo permaneceu durante a sua segunda viagem missionária em Tessalônica (At 17.1-10 talvez dá um espaço muito curto para a permanência de Paulo na cidade) e apesar dos acontecimentos desagradáveis, se formou ali uma pequena mas constante comunidade. Na sua carta Paulo se alegra, numa primeira parte, com a maneira de como o evangelho está sendo aceito e testemunhado, e é grato pelas notícias que lhe traz o colaborador Timóteo até Atenas sobre os tessalonicenses (1 Ts 1-3).

O texto da pregação se encontra no início desta segunda parte principal da carta. Aqui o apóstolo pede por um crescimento contínuo no que diz respeito a vida de fé. Ser cristão não significa permanecer no status quo, mas progredir na santificação. Esta é a temática dos vv. 1-8 que já encontramos em 3.12. A santificação aqui se manifesta no comportamento para com a mulher (4.3-6). Logo em seguida ao texto da prédica este tema é tratado no comportamento para com os irmãos de fé e gentios (4.9-12).

Esta opinião positiva sobre a vida desta comunidade jovem não impede Paulo de alertar a comunidade, numa segunda parte de sua carta, de maneira exortativa que a boa nova da salvação ó a fonte da santificação (1 Ts 4-5).

Esta carta — a mais antiga de Paulo (49/50 após Cristo) — mostra que a comunidade vivia na expectativa da volta imediata de Cristo. A partir desta temática podemos compreender também os versículos a serem tratados: Como podemos combinar esta expectativa eufórica com o compromisso da vivência no dia-a-dia? A resposta do Paulo: Cresce naquilo que recebeste.

2. O texto

Vv. 1 e 2: As exortações não são regras de comportamento humano morais mas sim acontecem no Senhor Jesus. Paulo pede e convida aqui de tal maneira que na própria formação da frase ele se confunde. Ele procura ser cordial para não provocar que os ouvintes da carta rejeitem aquilo que quer acrescentar. Paulo lembra a comunidade que dele recebeu ensino cristão e que ela também aceitou. A isto ele se refere pedindo, para continuar no aperfeiçoamento e não ficar estagnado.

V. 3: Santo é o que pertence a Deus. O Cristão está santificado porque através do batismo pertence a Deus. Esta situação, por Deus criada, quer levar o homem para a ação. Isso é a vontade de Deus. HAGIASMOS deve ser traduzido com Santificação que reflete um agir contínuo e não com santidade no sentido de um acontecimento concluído. (Cf. na exegese sobre esta palavra.)

O que isto significa Paulo procura explicar usando como exemplo o relacionamento íntimo entre homem e mulher. Aqui ele tem em vista o mundo pagão que o circunda. PORNEIA é uma das características deste mundo. O menosprezo da mulher e o seu abuso cultual tem raízes profundas numa visão religiosa do mundo e da vida diferente. (Antes de julgar, deveríamos analisar primeiro os nossos costumes que não são tão diferentes. Ex: o endeusamento do sexo hoje? Disto o cristão se afasta e vive de uma outra maneira.)

V. 4: Mas também Paulo está influenciado pelo mundo no qual vive. Isto podemos ver nas palavras que ele usa para tratar o assunto: A expressão SKEUOS KTASTAI tem inúmeros significados e até hoje cria dor de cabeça aos mais renomados exegetas. Isso podemos observar nas traduções que temos deste texto. Originalmente a palavra SKEUOS significa recipiente, instrumento ou vasilhame. Paulo usa esta expressão aqui em sentido figurativo.

Possíveis traduções são:

a. Cada um saiba possuir o próprio corpo com... (cf. Almeida). Isto é, mantenha o seu corpo sob controle (compare 2 Cor 4.7). Assim a igreja católica interpreta. KTASTAI aqui não está traduzido corretamente porque não significa possuir mas adquirir.

b. Cada um saiba adquirir a sua própria mulher com... Esta tradução pode-se compreender como chamado ao matrimônio. O pedir em casamento deve acontecer em santificação e honra. Este é o conceito tradicional evangélico, (compare 1 Pe 3.7)

c. Cada um saiba fazer amor (adquirir) a sua própria esposa em... Aqui é um apelo aos maridos: Não abusem da esposa como instrumento para a própria e exclusiva satisfação. Esta é a opinião moderna da teologia evangélica. Aqui corremos o perigo de interpretar algo que Paulo não quis dizer e talvez nem pensou. KTASTAI é entendido como eufemismo para: fazer amor, manter relações sexuais, (cf. referente SKEUOS: PL V p. 40-42.)

O pregador deverá decidir-se qual das interpretações ele irá usar para a prédica a partir da situação da comunidade. O que Paulo realmente pensou, não se pode dizer com certeza. Todas as três formas têm a sua razão de ser.

Para a continuação desta meditação eu me decidi para a forma c. Ela se identifica mais com o ouvinte pelo fato de a maioria estar cansada. Importante é, isto podemos ver neste versículo, que para Paulo a esfera sexual de nossa vida tem a ver algo com Deus. Pois mais uma vez Paulo usa a palavra santificação. Não é algo espetacular, todo especial, mas transparece nas coisas pequenas do dia-a-dia no convívio com à esposa. Quando Paulo fala da honra (TIME) ele não pensa em cumprir leis morais no agir sexual, nem na honra de quem está agindo, mas sim em honrar e prezar a mulher e a sua sexualidade.

V. 5:0 que isto significa, Paulo descreve agora no sentido negativo. A paixão de cobiça egoísta é pagã. A relação sexual na época dele era direito particular e exclusivo do homem para a satisfação dos seus desejos. A mulher serviu e era usada como meio para alcançar o seu objetivo. Quem conhece o verdadeiro Deus age diferente. Aqui temos que reconhecer a nova valorização da mulher pela fé cristã, que era algo revolucionário para aquele tempo.

V. 6a: Muda aqui a temática? PRAGMA pode significar simplesmente: matéria, assunto. Assim estaríamos ainda no assunto das relações sexuais. Pode ser traduzido também com: negócio, comércio. Poder-se-ia pensar em não tirar vantagem em negócios com o Irmão. Mais uma dificuldade para a exegese.

Também através dos verbos aqui usados — HYPERBAINEN (ofender, prejudicar) e PLEONEKTEIN (enganar) — não recebemow maior informação. A partir da palavra do versículo seguinte (AKA THARSIA — impureza ou imoralidade) que se refere também em outras passagens no NT a pecados sexuais, podemos crer que Paulo «a tá tratando do mesmo assunto. Permanece assim uma certa insegurança. Para tratar um novo assunto que seria o comércio, as palavras do v.6 seriam breves demais. Desta forma podemos entender v.6 da seguinte maneira: Também o matrimônio do irmão para mim deve ser santo, não somente o meu. Uma interferência no matrimônio dele significa uma ameaça para ambos os matrimônios.

Vv. 6b — 8: Encontramos a fundamentação de um novo comportamento do cristão na área do relacionamento entre homem e mulher. Faz parte do ensino cristão que Deus deve serviste como conhecedor e vingador do nosso agir. Isso pode soar ao ouvido evangélico um tanto estranho. Mas Deus nem sempre cobre imediatamente a desobediência com o manto do perdão. As consequências do nosso agir errado não são destino da vida mas sim um chamado de Deus para o arrependimento. O matrimônio desfeito não se conserta com receitas humanas, mas em primeiro lugar deve ser consertada a relação com Deus. Este pensamento continua no v.8. Quem no convívio matrimonial não leva a sério a vontade de Deus não comete somente um erro contra seu semelhante, mas especialmente contra Deus. Na irmã explorada pela prostituição, na esposa rebaixada e no matrimônio desrespeitado do irmão, está sendo rejeitado o próprio Deus. (cf. Mt. 25. 40 + 45)

A motivação para o nosso agir porém não deve ser o medo ou temor do Deus vingador, ele está legitimado em nossa vocação (v.7). O poder para a transformação da vida o cristão não recebe através do seu esforço pessoal, mas está fundado na ação de Deus, realizada em Cristo. Este agir divino, porém, não é um fato uma vez consumado. O agir cristão é alimentado pelo Espírito Santo (v.8b).

3. Exegese da palavra HAGIASMOS

HAGIASMOS é um termo central desta perícope. Esta palavra significa se retirar ou se omitir da responsabilidade deste mundo? Significa ela, para nós, auto-salvação ou justificação através de obras? A palavra HAGIASMOS descende da tradição cultural vétero-testamentária e descreve o acontecimento do agir de Deus neste mundo. No Antigo Testamento ela significa geralmente a separação entre profano e santo. Os profetas deixam mais de lado a santificação cultual em favor de uma experiência moral. Para agradar a Deus o homem tem que cumprir certas normas éticas. Este pensamento determina ainda até hoje vida e ação da nossa igreja e dos seus membros.

Não nos damos conta que a partir do Novo Testamento aconteceu uma mudança significativa e decisiva. A revelação divina em Jesus Cristo é a auto-santificação de Deus. Este mundo é santificado peIa presença de Deus que veio exatamente para dentro deste mundo. Isto significa que não existe mais delimitação entre profano e santo. Jesus decide na controvérsia pelo lugar apropriado de adoração (Jo 4.24), apontando que Deus é espírito. Santificação não mais é a fuga do mundo mas sim o envio para dentro do mundo. Isto vale também para o discípulo de Jesus, para o cristão. Para ele o seu agir e a sua vivência são a consequência da ação já acontecida por Deus em Jesus Cristo, é fruto do Espírito Santo. Amar só pode quem é amado e perdoar só para quem é perdoado. Este pensamento domina a teologia de Paulo. Para ele o termo santificação é indicativo e imperativo ao mesmo tempo. Significa viver aquilo que somos: cristãos. O agir de Deus neste mundo não está concluído. Por isto a nossa santificação também não é algo que se adquire uma vez para sempre mas é um processo permanente, onde devemos estar continuamente à procura de novas formas de vivência comunitária. Em vista da promessa do perdão, o cristão não precisa viver em distância angustiante para com este mundo, mas pode se engajar por ele até com riscos.

Até onde vale isto para este texto de prédica? O homem pode, em relação à mulher, romper com tradições antiquadas e pecaminosas. Na exegese falamos no v.4 do perigo de hiperinterpretar Paulo. Com toda certeza ele, como filho do seu tempo e solteiro, não tinha esta visão do matrimônio que se deve ter a partir da ética cristã em nosso tempo. Certamente ele não pensou na igualdade da mulher. A tendência, porém, deste texto em seu todo e do evangelho vai neste sentido. Se santificação é um processo dinâmico, inspirado pelo Espírito Santo, então podemos desenvolver este pensamento orientado na liberdade evangélica.

II — A meditação

1 — Disposições preliminares

a. Na ordem antiga de perícopes de pregação o texto em pauta estava previsto para o domingo Reminiscere e serviu para preparar catecúmenos para o batismo no culto de Páscoa. Assim era possível acentuar a santificação na explicação do texto.

Na nova ordem de perícopes o texto foi colocado para a época da Trindade e vinculado com o evangelho de Mc 10.2-9. É evidente que agora se deve destacar a questão do matrimônio neste texto. Porém o aspecto que domina a temática toda permanece a santificação. Isto significa que a vida matrimonial tem a ver com Deus, desde as tarefas minúsculas até as alegrias supremas. Exatamente esta visão se perdeu e se perde sempre mais! Não existe nenhum espaço que pode ser vivido à parte, sem a presença de Deus. A participação do casal do culto dominical é santa da mesma maneira como o é o ato sexual. Uma vez porque tudo é presente de Deus, mas também porque devemos agirem responsabilidade com este presente divino.

b. Em vista do imperativo nos w. 3b-6a existe o perigo de que a pregação se torne um moralismo. Além disto o perigo aumenta porque nós pregadores gostamos e preferimos usar o imperativo; assim temos muitos assuntos para levantar e também é bem mais fácil do que orientar positivamente.

Mas onde se encontra então o evangelho neste texto? Podemos procurá-lo e achá-lo nos vv. 1-3a e 6b-8 (cf. exegese) que envolvem o imperativo dos vv. 3b-6a. Isto significa: Paulo escreve a irmãos eleitos e chamados, que já se encontram no caminho certo da salvação. Ele os lembra com que foram presenteados: a graça de serem amados por Deus, de serem chamados para fora da vida pagã, e terem recebido o poder do Espírito Santo para viver em santidade e vida nova.

O texto não o menciona, mas devemos acrescentar que o cristão também recebeu o seu corpo de Deus para nele se regozijar. Deus quer o amor sexual no matrimônio, caso contrário não o teria dado a nós. Nele pode-se desenvolver alegria e prazer de vida. Devemos dizer à comunidade que também isso faz parte da nossa vida com Deus. Muitos de nossos membros, principalmente das áreas rurais, pensam que sexo é algo pecaminoso que nada tem a ver com Deus, e sobre o que não se deve faiar na igreja. O nosso querer saber melhor e a nossa moral do púlpito reforçam este preconceito em vez de diminuí-lo. É preciso falar com muito cuidado e muito positivo. Devemos valorizar a comunidade no sentido de que ela é comunhão de justificados e presenteados. É o amor de Deus que a transforma e não o moralismo.

c. Não é fácil desenvolver uma pregação para a comunidade toda, porque estas palavras se dirigem mais ou até exclusivamente aos homens e maridos. Este fato está ligado com a realidade daquela época de Paulo onde o homem estava mais no centro da atenção. Mas será que aquela sociedade é tão diferente da nossa, onde domina o machismo e onde parece somente valer a vontade do homem? Devemos reconhecer que a honra da mulher, a sua valorização depende do comportamento do homem para com ela. Se Paulo se dirige aqui mais aos homens, vejo nisto algo positivo: O homem tem na nossa sociedade uma responsabilidade toda especial para que o matrimônio suceda e progrida. Ele deve desistir de atitudes que desprezam a mulher o abraçar outras que a valorizam. Que ele deve ser acompanhado nosto processo em amor e carinho por sua esposa é mais do que evidente. A maneira de como o pregador aborda o assunto pode e vai ajudar o casal a dialogar sobre o valor e a responsabilidade de cada um em sua vi vencia matrimonial.

2 — Pistas para a prédica

a. Para muitos casais o convívio em conjunto se tornou difícil sem que muitas vezes tenham percebido isso conscientemente. Tudo vira uma rotina e leva a uma organização onde cada um realiza os seus desejos e anseios pessoais, sem considerar o outro. DO outro lado, pornografia agressiva ameaça este convívio. A educação está hoje totalmente distorcida, pois o maior educador são os meios de comunicação. A televisão ensina como o casai deve viver, mas na verdade apresenta só aspectos negativos de vida: (ex. novelas). O consumismo geral no mundo atual também prejudica o matrimônio. Há matrimônios que sofrem porque desejos latentes não podem ser realizados. Há matrimônios que já não são mais matrimônios, porque ambos, com mais intensidade o homem, procuram satisfazer os seus prazeres fora deste convívio. Há mulheres exploradas, que à noite se tornam a presa sexual do seu marido e que além disto devem calar a boca e tem que servir ao marido e aos filhos. Há muitos e variados precipícios que não vêm à luz do dia. Não se fala mas se procura viver com isto. O status quo deve ser mantido o máximo possível. Ter uma amante, em certos níveis da sociedade, significa até uma valorização maior do homem.

Em todas estas situações só se pode falar de culpa. Não se trata somente de pequenos lapsos perdoáveis. Quando o matrimônio não funciona mais, é porque aconteceu pecado. Ele se manifesta no desejo de lascívia (v.5) e é pagão. Com outras palavras: através de atitudes egoísticas o relacionamento entre marido e esposa é perturbado, porque se vê no próximo apenas um meio, uma coisa e não mais a criatura por Deus amada e por ele presenteada. É isso que u Bíblia chama de pecado. A relação com Deus não é algo abstrato mas se revela de um modo todo especial no agir com o próximo. Onde, em forma de libertinagem, é colocada a vontade pessoal em primeiro lugar, ali se manifesta o inferno na terra, o inferno para esposas o filhos.

b. Deus, porém, quer a nossa santificação. Ele quer que as relações sejam colocadas novamente em paz. Ele mesmo deu os primeiros passos:

Ele nos deu mandamentos não para com eles podar a nossa liberdade e sim, para ajudar na procura da verdadeira liberdade baseada no amor. Isto é de extrema importância num campo onde paixões facilmente nos dominam. Deus quer o melhor para nós, mas também sabe o que nos prejudica.

Ele nos libertou do pecado original pelo batismo. Isto é, estamos livres para praticar o bem, viver diferente. O motor do nosso agir é o amor anterior de Deus. No caminho da santificação fomos presenteados com o poder do Espírito Santo. Estamos na sua mão. Por isto não precisamos viver o matrimônio isolado de Deus (mencionar a bênção matrimonial).

Outro dom que Deus nos deu: a capacidade de amar sexualmente. Este amor faz parte de seu ato criador. Mas também este tipo de amor procura em primeiro lugar o coração da pessoa amada e não só o seu corpo. Uma sexualidade que apenas está baseada no sexo é paupérrima, doentia e esvaziada. Verdadeiro amor não é sem vinculação e sem compromisso, e sim se dirige com exclusividade a uma pessoa.

c. Paulo descreve a concretização ética através da Palavra honra. O marido deve a sua esposa consideração e reverência. Ele não deve cobiçar o seu corpo sem procurar o seu coração. A vida matrimonial deve ser um engajamento permanente do homem pelo amor da esposa. Isso não transparece somente na vida sexual, mas de maneira especial nas pequenas particularidades da vida cotidiana. Aqui podemos mencionar exemplos bem práticos. É um desenvolvimento positivo da nossa sociedade que a mulher se conscientiza das suas capacidades e que o papel tradicional atribuído à mulher se dissolva. Homens prezam as suas mulheres, servindo-lhes, e assumindo tarefas no lar e para com os filhos que tradicionalmente não são da sua alçada. O cristão está livre para procurar neste campo por novas formas de santificação.

III — Subsídios litúrgicos

1. Confissão de pecados: Senhor Deus, Pai Celestial, confessamos-te que a semana que passou mais uma vez não se realizou conforme o nosso propósito e a tua vontade. Pensamos somente em nós e com isto difundimos angústia e discórdia. De modo especial pensamos agora nas pessoas com quem vivemos no convívio mais íntimo; pensamos em nosso cônjuge e em nossos filhos. Os desconsideramos, não lhes demos ouvidos, não os levamos a sério e os exploramos para os nossos interesses. Cometemos injustiça contra eles que são os teus filhos. Por isso te pedimos: Perdoa nossa culpa e tem piedade de nós, Senhor.


2. Oração de coleta: Senhor, como teus filhos nos reunimos aqui para que tu nos orientes, coloques no caminho certo, e enchas novamente o nosso coração com amor. Por isto queremos agora estar aqui totalmente para ti. Abre os nossos corações e ouvidos e faze calar em nós tudo o que nos impede de ouvir de tua palavra. Amém.

3. Assuntos para oração final: Agradecer pela palavra de Deus que nos dá disposição e coragem de iniciar sempre de novo e abrir novos horizontes. Agradecer pelo cônjuge e pela família por quem temos tarefa e onde ao mesmo tempo podemos nos sentir abrigados. Agradecer pelo amor que podemos viver em todas as suas formas, que ó manifestação do amor do criador. Pedir por este amor para considerar e honrar o cônjuge como irmão, não explorá-lo nem se aproveitar dele, mas ajudar a desenvolver sempre mais as suas capacidades. Interceder por paz nas famílias, também para os cônjuges que não se entendem mais. Orar pelos que se prostituem, vendendo o seu amor por dinheiro, para que experimentem amor verdadeiro. Orar para que maridos assumam sua responsabilidade para com a esposa e filhos. Orar para que nós como famílias cristãs não julguemos precipitadamente onde marido e mulher se desentendem e para que possamos dar um exemplo de vivência cristã.

IV — Bibliografia

- BAUER, G. Meditação sobre 1 Tessalonicenses 4.1-8. In: Goettinger Predigtmeditationen, ano 69, cad.8, Goettingen, 1980.
- BOOR, W. de. Die Briefe an die Thessalonicher, Wuppertal, 1975.
- KLIEWER, G.U. Meditação sobre 1 Tessalonicenses 4.1-8. In: Proclamar Libertação, v. 5, São Leopoldo, 1979.
- VOIGT, G. Meditação sobro 1 Tessalonicenses 4.1-8. In: ___. Das heilige Volk, Berlim, 1979.


 


Autor(a): Wolfgang Fromm
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 21º Domingo após Pentecostes
Testamento: Novo / Livro: Tessalonicenses I / Capitulo: 4 / Versículo Inicial: 1 / Versículo Final: 8
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1985 / Volume: 11
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 17771
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Quisera não ter outro pensamento que este: a ressurreição aconteceu para mim!
Martim Lutero
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