A liberdade cristã

22/06/2007


Uma das coisas mais marcantes na Igreja Luterana é a liberdade cristã. Não somos uma igreja legalista com uma série de normas do tipo: “Faça isso! Faça aquilo! É proibido fazer isso! Não pode fazer aquilo!” Somos uma igreja evangélica diferente! Você tem a opção de agir de acordo com a sua consciência cristã. Por exemplo, há pessoas na Comunidade Luterana que podem não concordar com a dança. Mas há aquelas que dizem que não há nada demais. Há pessoas que não concordam que evangélicos possam beber, por exemplo, uma cerveja. Há aqueles que não vêem nisso nada demais. Não vai ser o pastor ou a pastora que vai jogar uma série de regras para o membro cumprir. Também não vai ser o presbitério. Você, examinando as Escrituras Sagradas, dialogando com os irmãos na fé, é que deve chegar à conclusão. A igreja pode até sugerir uma atitude, mas, em última análise, é você quem deve decidir.

 

Não somos uma Igreja legalista! Nem mesmo no tocante às contribuições! Há igrejas que pregam o dízimo como sendo lei e assim o repassam aos seus membros. Entendo que não é uma forma correta de ver a Palavra de Deus, pois, de acordo com o texto bíblico devemos ser livres e não nos sujeitar à escravidão da lei: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gálatas 5.1) Nós entendemos que toda lei se resume no amor. E esse amor está intimamente relacionado ao amor ao próximo: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6.2)

 

José Míguez Bonino, no livro AMA E FAZES O QUE QUISERES, (1), nos coloca o seguinte: “O cristão é livre. Nada, nem ninguém, deve privá-lo dessa liberdade. Mas de imediato há de perguntar-se: para que a liberdade? E Paulo responde de forma inequívoca: não foram libertados simplesmente para fazer o que possa agradar ao egoísmo irresponsável e individualista de cada um (“a carne”) mas para colocar-se uns ao serviço dos outros em amor.” Este, o exercício livre do amor serviçal, é o conteúdo verdadeiro da lei de Deus.” (Bonino, p. 91)

 

Jesus também quando fala do resumo dos mandamentos o faz com base na lei do amor: Amor a Deus acima de tudo e o amor ao próximo como você ama a si mesmo (Mateus 22.37-39). Vamos procurar sempre ser a Igreja do Amor e não a Igreja do Legalismo.

 

Se você se sente preso ao pecado, ao legalismo, a uma vida sem sentido, à idolatria em toda a sua amplitude, inclusive a idolatria ao dinheiro, deixe que Jesus te liberte. Comece a abrir e ler a Bíblia não como um compêndio de leis, mas como a Palavra Viva de Deus para você. Uma Palavra que liberta, que traz vida. Abra o seu coração. Convide para que Jesus entre na sua vida e lhe liberte de todas as amarras. O Senhor que lhe dar uma nova vida.

 

Lembremos sempre que Jesus veio nos libertar. Que bela e santa aquela bendita noite em que nos veio o menino Jesus. Que vivamos em todos os tempos a liberdade que Cristo nos oferece. A liberdade de amar!


Oração: “Senhor Jesus, Tu vieste para me libertar. Não permita que eu viva escravizado, mas livre para amar a Ti acima de tudo e ao meu próximo como eu amo a mim mesmo. Liberta-me de tudo que me impede ou quer me impedir de ter uma vida abundante.Amém.”


P. Telmo Emerich


Autor(a): Telmo Emerich
Âmbito: IECLB / Sinodo: Sudeste / Paróquia: Petrópolis (RJ)
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 6783
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