Atos 16.23-34

Auxílio homilético

09/05/1982

Prédica: Atos 16.23-34
Autor: Joachim Nelson Kirst
Data Litúrgica: Domingo Cantate
Data da Pregação: 09/05/1982
Proclamar Libertação - Volume: VII

 

O leitor talvez estranhe a ausência de qualquer referência bibliográfica nesta contribuição. Acontece que ela é, em sua quase totalidade, produto de um curso de homilética para pregadores leigos, que ministreirecentemente no DE Taquara. Na ocasião, para exercitar o trabalho autônomo, prescindimos de qualquer literatura secundária, valendo-nos apenas da Bíblia (versão de Almeida), da chave bíblica e de nossas reflexões conjuntas. O curso atravessou quatro sábados, culminando com a confecção de uma prédica. Desenvolvimento e conteúdo desta prédica foram acertados em conjunto; a redação final ficou por conta de cada um.

I — O texto

O contexto de nossa perícope é digno de nota, em dois aspectos. Primeiro, temos nos vv. 16-22 o motivo da prisão de Paulo e Silas, relatada logo no inicio do nosso trecho. De alguma maneira, a prédica terá que fazer referência a essa passagem precedente, para que os ouvintes compreendam o que se passa. O crime de Paulo e Silas foi terem cortado a fonte de renda de um grupo, obtida às custas da exploração de uma pessoa indefesa. O segundo aspecto que pode vir a ser mencionado na prédica, é a soltura formal de Paulo e Silas, como cidadãos romanos, narrada nos vv. 35-40. No mais, o contexto não contribui significativamente para a compreensão do texto.

Há diversas possibilidades de dividirmos nossa passagem. Propomos a seguinte estrutura:

vv. 23-24 execução da prisão
v. 25 oravam e cantavam
v. 26 o terremoto
vv. 27-29 o carcereiro se desespera, Paulo e os demais permanecem, o carcereiro se prostra
vv. 30-31 sobre como ser salvo
vv. 32-34 pregação, batismo, comunhão e alegria.


Conteúdo:

Vv. 23-24: Há um cuidado extremo no aprisionamento de Paulo e Silas: com toda a segurança, para o cárcere interior, lhes prendeu os pés no tronco. Por que tantas medidas? Por que trancá-los a sete chaves? Aparentemente, quem os meteu na cadeia tinha muito medo. Medo de suas ideias e ações. Ideias e ações que haviam culminado com o desmantelamento da fonte de renda de um grupo, em cima da exploração de uma pessoa. Por tal razão, ambos eram efetivamente perigosos.

Destaca-se, também, o esmero do carcereiro. É homem responsável que sabe cumprir seu dever. Só este zelo profissional explica o gesto desesperado do v. 27.

V. 25: A situação de ambos não poderia ser pior. E, no entanto, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus. Em vez de se entregarem ao lamento ou à resignação; ou, então, em vez de pelo menos dormirem para descansar das experiências arrasadoras do aia, entenderam que mais importante seria sustentar mais ainda sua fé (como disse um dos pregadores) com seus cânticos e orações.

Além de sustentarem sua fé, a oração e o cântico devem ter tido a função de contagiar também os demais encarcerados. Na verdade, tratava-se de testemunho, pregação. E, ao que tudo indica, os companheiros de prisão foram, de fato, atingidos, pois ninguém fugiu, depois do terremoto (v.28), embora houvesse condições para tanto (v.26).

V. 26: A possibilidade de libertação não vem pelos próprios recursos de Paulo e Silas. Vem de fora. O texto subentende que se trata do uma providência divina.

Vv. 27-29: Responsável e disciplinado como é (v.23s), diante do fracasso profissional, o carcereiro não vê outra saída que não o suicídio (v.27). No entanto, Paulo não permite que o outro (o mesmo que o deixara preso ao tronco) se prejudique (v.28). Como entender essa atitude de Paulo? O grupo de pregadores imaginou que ela poderia ter diversos motivos: Ele não vê o carcereiro como um inimigo pessoal, mas como um profissional que está cumprindo ordens. Também já entendeu que o terremoto (a) é fruto da providência divina e (b) lhe está abrindo chances de pregação e conversão. Mais importante, porém, parece ser uma preocupação de proteger o outro, não te faças nenhum mal. Paulo age de modo totalmente incomum. Qualquer ser humano normal lona aproveitado a oportunidade para fugir. Se Paulo não foge, é porque, a partir de çua fé, não pode obter sua liberdade às custas da vida do um outro.

Na prostração do carcereiro (v.29) se expressa — assim o entendemos — perplexidade, agradecimento, temor, humildade, sensação de inferioridade em relação a Paulo e Silas, e, sobretudo, o reconhecimento de que, ao passar por essa incrível experiência noturna, olo se defronta, naqueles dois, com o poder divino. É o que se percebe lambem na pergunta que segue (v.30).

Vv. 30-31: Que significa a pergunta do carcereiro? O que entendo ele por ser salvo (v.30)? Com o auxilio da chave bíblica pesquisamos o termo salvar, em Lucas e Atos dos Apóstolos, chegando à conclusão de que

a) salvação não se consegue por próprias forças; ela é dada pela graça de Deus (At 15.11 e muitos outros), através do Batismo (At V 47), através da fé em Cristo (Lc 8.42; 18.42);

b) se pode fazer algo pela salvação: crer (v.31);

c) salvação significa mudança do rumo da vida, como no caso de Zaqueu (Lc 19.10);

d) salvação significa entrar numa relação especial com Deus (Lc 9.24; 17.33; 19.10; At 2.21 e outros).

Portanto, ao reconhecer em Paulo o poder divino, o carcereiro pergunta: que fazer para mudar meu rumo de vida, para ter um relacionamento especial com esse Deus que eu percebo atuando em vocês? Este é o sentido do v. 30.

Crê no Senhor Jesus, responde Paulo. A pesquisa do termo crer, com o auxílio da chave bíblica, levou-nos ao resultado que segue:

a) crer significa, de um modo geral, ser cristão, confessar a Jesus Cristo (é o que está subentendido em quase todas as passagens):

b) crer significa acreditar em algo verdadeiro (ter como verdadeiro), ainda que abstrato, ter certeza, confiar (At 8.37; 15.117);

c) crer é dom de Deus (At 11.17);

d) crer é consequência de ouvir a palavra (At 13.48; 14.1) e de sinais (At 9.42);

e) objeto do crer: que Jesus Cristo é o Filho de Deus (At 8.37);

f) crer tem por consequência: estar junto e ter tudo em comum (At 2.44; 4.32); remissão dos pecados (At 10.43); conversão (At 11.21): ser justificado (At 13.39).

Toda essa gama de conteúdos está por trás do termo empregado por Paulo. Mas há um problema. Se crer é dom de Deus (At 11.17), como Paulo pode usar o imperativo crê? Crer depende de uma ação divina ou de uma ação humana? Entendemos, no grupo, que ambos aparentemente se complementam. Crer é dom, mas este dom precisa ser aceito e cultivado. No nosso caso, isso até pode ser entendido assim: na própria pergunta do carcereiro (v.30) já se manifesta fé, fé que recebeu como dom; e agora (v.31) Paulo o estimula a aceitar e cultivar essa fé.

O tu e tua casa, no v. 31, revela um detalhe importante. O carcereiro perguntara pela sua salvação pessoal. Paulo corrige esta compreensão individualista da salvação, indicando que ela só è possível junto com o grupo primário. Salvação, pois, não é uma questão individual, mas comunitária. Pelo que se vê no restante da perícope — todos os de sua casa (v.32) e com todos os seus 6v.34) — o recado de Paulo foi entendido.

Vv. 32-34: Neste último bloco temos, numa sequência: a pregação de Paulo, o batismo do carcereiro e dos seus, a comunhão entre os convertidos e Paulo e Silas, a alegria dos convertidos.

O carcereiro dá meia volta. Fica perfeitamente ilustrado, na sua figura, o que acontece quando alguém crê e é salvo (v.31). Aí começam a acontecer atos concretos, atitudes exatamente inversas às anteriores: antes trancafiara Paulo e Silas, vergastados como estavam — agora lava-lhes os vergões: antes, levara-os ao interior da prisão — agora, leva-os para a sua própria casa; antes, prendera-os ao tronco — agora, serve-os à mesa. O crer e ser salvo se expressa em gestos prático, reais, concretos — dirigidos ao semelhante — inversos aos gestos anteriores à fé.

Ainda dois detalhes que merecem registro e podem ser desenvolvidos na prédica: a fé vem do ouvir a palavra (v.32s); crer desemboca em alegria manifesta (v.34) e não em sisudez recolhida e taciturna.

O escopo pode ser formulado da seguinte maneira: Circunstâncias especiais — particularmente a atitude dos presos (vv.25-28) — levam o carcereiro a pedir a Paulo por sua salvação. Paulo o estimula a crer, prega-lhe a palavra e batiza-o, com sua casa. Consequências: lavagem dos vergões, comunhão de mesa, alegria.

II — A caminho da prédica

1. Nosso texto é um verdadeiro tesouro homilético. Oferece um sem número de possibilidades para a pregação — em termos de assuntos e de formas. Uma possibilidade seria a de desenvolver na prédica assuntos teológicos relevantes, emergentes do texto. Por exemplo: a fé vem do ouvir a palavra; crer em Jesus Cristo gera atitudes concretas; fé e salvação não são questões individuais mas comunitárias: às vezes, Deus precisa enviar um terremoto, acompanhado de testemunhas, para chegarmos ao ponto de perguntar que devo fazer para ser salvo. Cada um desses assuntos — e haveria ainda outros (cf. a parte l) poderia constituir-se no tema principal da prédica,com chances de ser desenvolvido em diversos capítulos, a partir do próprio texto.

2. A maior potencialidade do texto, porém, está nos seus personagens. Eles são bem marcantes, permitindo que se utilize um recurso muito criativo e de boa comunicabilidade, que é a prédica desenvolvida em cima de personagens ou protagonistas. No nosso texto temos os seguintes indivíduos ou grupos: a) Paulo/Silas, b) o carcereiro, c) os demais presos, d) a casa do carcereiro.

3. As possibilidades mais remotas residem, evidentemente, nas figuras dos demais presos e da casa do carcereiro. Contudo, são chances efetivamente reais. Procurar colocar-se no lugar dos compa¬nheiros de prisão ou da casa do carcereiro, e tentar imaginar e descrever como os dramáticos acontecimentos daquela noite se devem ter desenrolado diante deles e com seu envolvimento, certamente pode ser uma experiência inusitada e gratificante para o pregador — e deveras cativante para a comunidade.

O potencial maior, porém, reside, é claro, nas figuras de Paulo/Silas e do carcereiro.

Conforme o grupo de pregadores leigos, uma prédica estruturada sobre a figura do carcereiro poderia procurar atingir o objetivo de libertar os ouvintes

a) da agitação atrás das responsabilidades de cargos; de esquecer e deixar de lado sua casa; de não parar para perguntar pela salvação; do desespero diante de falhas profissionais: de autocondenação: de falsa crença;

b) para parar e perguntar pela salvação; levar em consideração a sua casa; não se desesperar , mas enfrentar com confiança e sem autocondenação situações de falha profissional; a verdadeira fé;

c) com base no conteúdo da pregação de Paulo, a fé em Jesus Cristo.

Uma tal prédica consistiria em abordar o texto a partir da perspectiva especifica do carcereiro. Seria necessário colocar-se rigorosamente no seu lugar. Desenvolvendo-se a prédica em cima da figura do carcereiro, poderiam ser abrigados no seu transcurso assuntos como os que foram arrolados sob II/1.

5. O grupo de pregadores acabou optando por montar a prédica sobre a figura de Paulo. A partir da sua atuação na história, decidiu-se procurar atingir, com a prédica, o objetivo de libertar nossos ouvintes

a) de tirar vantagens às custas dos outros; da necessidade de vingança;

b) para não fazerem isso; para se importarem peio bem dos outros: para não sacrificarem os outros aos seus interesses; para aceitação e perdão;

c) com base naquilo que receberam de Jesus Cristo, na fé em Jesus Cristo.

O assunto principal desta prédica seria: o amor de Paulo — ele não tirou vantagens da fraqueza do carcereiro (este seu gesto teve caráter de testemunho e foi o começo da conversão do carcereiro).

A partir daqui, elaboramos, então, uma estrutura de prédica, com o devido recheio, nos termos que seguem na parte seguinte.

III — Estrutura e recheio

1. Introdução ao texto

A partir do contexto precedente (vv. 16-22), explica-se o porquê da prisão de Paulo e Silas.

2. Leitura do texto.

3. A atitude de Paulo;

a) É uma atitude de amor, de cuidado pelo carcereiro. Não tira vantagens em cima de sua situação desesperadora. Não aproveita a fraqueza alheia para beneficio próprio. Não se vinga.

b) O motivo do amor de Paulo — por que Paulo não fugiu? Porque sabia que também por este carcereiro Cristo morreu, o que confere ao carcereiro uma dignidade toda especial. Por esta razão, o cristão não pode querer o mal do próximo. Fora disso, Paulo deve ter sabido que Deus estava para usá-lo como seu instrumento. Com sua atitude, também quis dar um exemplo de como deve agir um cristão. Na sua lê, Paulo se sentia tão seguro, como se tivesse fugido. Sua fé lhe dava tranquilidade e segurança, ainda que se encontrasse nas mãos de autoridades inimigas.

4. Situações reais de hoje, onde pessoas costumam tirar vantagens da fraqueza de outros:

Tirar vantagens da fraqueza de outros é o mesmo que exploração. Aqui podem, pois, entrar as mais diversas manifestações de exploração que caracterizam a vida ao nosso redor, desde o mais amplo horizonte mundial até o mais restrito âmbito doméstico. Desde a relação Primeiro/Terceiro Mundo até a relação patroa/empregada, dentro de casa Desde a exploração econômica (multinacionais, financiamentos bancários, a expulsão do pequeno agricultor) até a religiosa (seitas que se aproveitam das necessidades interiores das pessoas). Desde a retenção de estoques para provocar alta de preço até o galgar posições dentro da firma em cima das costas dos mais fracos, e até a prática do suborno e o uso do pistolão. Enfim, exemplos é que não faltam para ilustrar este tópico, mostrando que o normal, o que vaie neste mundo é aproveitar-se da fraqueza do outro, em beneficio próprio. Esta é a atitude normal. Paulo, então, é um anormal, um diferente.

5. Atitudes paulinas hoje?

a) Que motivo teríamos para agir como Paulo? O que poderia capacitar-nos a agir como Paulo? Exatamente os mesmos motivos (cf. numa nem 3b). Pelo Batismo e pela fé fomos presenteados e estamos comprometidos com Cristo da mesma maneira que Paulo.

b) Mas, isso não seria mera fantasia? É possível agir como Paulo, hoje? Existe isso? Existe. Hoje existem cristãos anormais, que agem diferente do que o resto, por amor a Cristo. A patroa que paga mais do que o exigido à empregada. Os tantos que servem no anonimato, em lares, asilos, creches, APAEs. Os que dão de si nos centros soiais, no trabalho de recuperação de toxicômanos. Os que desistem de uma profissão bem remunerada em troca de uma atividade que renda menos mas sirva mais. Imagino que cada pregador conheça tais exemlos e saiba comprovar: os cristãos anormais como Paulo existem: o que se propõe aqui é factível: não é tarefa para super-homem na fé. mas para fiéis bem comuns como tu e eu.

6. Conclusão:

Agir diferente é possível. Em resposta a Cristo, vamos sair daqui e fazer o mesmo!

IV — Que tal uma prédica narrativa?

Este volume de PROCLAMAR LIBERTAÇÃO ganhou muito com o empenho de Hoch (Domingo Remmiscere) e Streck (3° Domingo após Epifania), no sentido de proporem prédicas narrativas. Ambos demonstram como executá-las, e Hoch traz, na parte l de sua contribuição, algumas valiosas considerações teóricas a respeito. Associo-me plenamente à proposta de ambos os colegas. Lembro-me que o Antigo Israel só sabia falar de seu Deus, contando sua história: e só sabia contar sua história, falando de seu Deus. E isto continuou assim, depois de Cristo. O que sabemos sobre Deus e a fé, sabemo-lo pelas histórias vividas e contadas por outros. É salutar lembrarmos, vez por outra, desta verda¬de que li, não me recordo onde: o que não pode ser contado, a respeito de Deus e da fé, não tem relevância teológica. Então, vamos contar histórias, nas nossas prédicas. Histórias de experiências humanas com Deus. Além de teológica e homileticamente legítimas, elas têm um potencial de informação e envolvimento do ouvinte muito maior do que qualquer outro tipo de exposição oral.

É o que pude comprovar com a prédica que proferi sobre este texto (na qual não segui o esquema elaborado com os pregadores lei¬gos, v. acima parte III). Assumi o papel do carcereiro, e a prédica consistiu exclusivamente no relato que eu — o carcereiro — dei sobre os acontecimentos daquele dia.

Para ilustrar, cito alguns trechos:

Eu vivi há muito tempo. Os acontecimentos que vou contar hoje se deram no ano de 49. Não 1949. 49 mesmo. Eu morava em Filipos, uma cidade da Grécia. É, sou grego. Ninguém me chamava pelo nome. Só  me conheciam por carcereiro. Eu era o chefe da cadeia lá de Filipos. Quando me traziam um preso, no momento em que ele botava os pés na prisão, a responsabilidade era minha. E os meus superiores eram duro nesse ponto. ... Tinha chegado em casa, tirado as botas, e estava começando a querer descansar, quando, de repente, vieram me chamar. Saí correndo, depressa. Na frente da cadeia estava o doutor delegado com alguns PMs. Ao redor deles, um monte de gente. Seguravam dois homens. ... De repente, lá pela meia-noite, um estrondo! Acordei. Pulei da cama. Tudo tremendo. O teto, as paredes. Um terremoto. Nem pensei na família. Pensei na cadeia. ... — e assim por diante. Na inclusão de pensamentos do carcereiro ou de diálogos, pode-se agregar à história o conteúdo teológico que se considerar importante. Ao final da narração, foi feita a leitura do texto bíblico, na versão de Almeida.

Reunido com um grupo, na terça-feira após a prédica, pude confirmar o alto grau de informação e envolvimento que uma narração como esta pode alcançar. Houve gente que ainda conseguia contar a prédica completa, do início ao fim — o que nunca se me deparou, até hoje.

Vai aí esta experiência, como estímulo.

V — Subsídios litúrgicos

1. Confissão de pecados: Jesus Cristo, durante a semana que passos novamente vivemos nossa fé de modo tão quieto, tão sisudo, tão escondido. Vivemos de modo normal, como todo o mundo. Olhando para nós, dificilmente alguém desconfiou que ali estava um cristão. E, no entanto, Senhor, tu vives nos empurrando, tu vives atravessando o nosso caminho. Mas nós somos discípulos cegos, surdos, lerdos e sem graça. Somos cristãos muito iguais a todo mundo discípulos que não merecem este nome. O que seríamos nós sem a tua bondade e paciência? Tem piedade de nos, Senhor!

2. Oração de coleta: Nosso Deus, nós chegamos aqui hoje de manhã, porque sabemos que precisamos de ti. Queremos ouvir a tua palavra. Queremos agradecer e louvar-te. Fica conosco aqui agora. Afasta tudo o que possa desviar nossa meditação e devoção. Inquieta-nos, e dá que cada um de nós saia daqui hoje uma outra pessoa, apta e pronta para seguir-te melhor. Por Jesus Cristo, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina de eternidade a eternidade. Amém.

3. Assuntos para intercessão na oração final: que nossos múltiplos compromissos profissionais e sociais não nos tornem cegos para os terremotos” que Deus provoca ao nosso redor, e com os quaisquer chamar-nos de volta a si, que entendamos o recado e ganhemos motivação e força para agir de modo anormal, como Paulo; que, assim, possamos ser agentes do amor de Deus lá onde sem tirar vantagens da fraqueza alheia: assim como usou Paulo, que Deus nos use onde há casais que não se dão, pais e filhos que não se entendem ,velhos que estão sozinhos, jovens que se sentem incompreendidos, gente solitária, pobre e doente, gente afastada de Deus, por não querer ou não poder crer.

 

 


Autor(a): Nelson Kirst
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Páscoa
Perfil do Domingo: 5º Domingo da Páscoa
Testamento: Novo / Livro: Atos / Capitulo: 16 / Versículo Inicial: 23 / Versículo Final: 34
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1981 / Volume: 7
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 14617
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