Atos 4.8-12

04/05/2003

Prédica: Atos 4.8-12
Leituras: Salmo 139.1-10,13,17 e Lucas 24.36-49
Autor: Günter Adolf Wolff
Data Litúrgica: 3º Domingo da Páscoa
Data da Pregação: 04/05/2003
Proclamar Libertação - Volume: XXVIII
 

1. Introdução

O texto de Atos 4.8-12 está inserido no contexto dos acontecimentos pós-pentecoste. Estes fatos questionam as autoridades religiosas de Jerusalém. O conflito central é a cura de um coxo em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, o que leva Pedro e João à prisão após um discurso no templo sobre a messianidade de Jesus. O conflito central de nosso texto é que Jesus, o Nazareno, é o Messias e que somente este salva. Esta revelação é um escândalo para o Sinédrio. O Sinédrio está em conflito com Pedro e João por causa da cura e do testemunho sobre Jesus Cristo.

2. O conflito com as autoridades de hoje e as propostas de cura da sociedade

Vivemos um momento de grande crise, de conflito. A crise do modelo neoliberal. Estamos vivendo o desencantamento da ilusão neoliberal. Faliram os mitos da década de noventa, os mitos neoliberais, em acreditar que, uma vez o Estado se retirando da economia, com as privatizações, o Estado desregulamentando as leis trabalhistas, as relações de trabalho, com uma inserção na economia internacional, de maneira totalmente subordinada, aceitando tudo aquilo que veio dos grandes organismos internacionais, FMI, Banco Mundial, o assim chamado consenso de Washington, nós terminaríamos a década de 90 como um país desenvolvido, rico, fazendo parte dos oito, nove, dez países mais ricos do mundo.

Resultado: nunca houve tanto desemprego. Nunca houve um fenômeno, como agora, de desassalariamento, ou seja, nunca houve tantas pessoas que trabalham de maneira informal, sem nenhuma proteção social. Trabalham, mas não são assalariadas; e aumentou muito a terceirização que cria salários menores e menos direitos sociais. Um outro fenômeno dentro do mundo do trabalho é a precarização das relações do trabalho. Cada vez mais precárias, flexíveis, em tempos intermitentes, e mais ainda, quem mais apanhou do desemprego foram as pessoas com oito ou mais anos de escolaridade. Acabou a década de 90. Entramos no século XXI. Vimos que este modelo neoliberal fracassou.

Precisamos propor alternativas populares para curar esta sociedade, pois as propostas da classe capitalista só ajudaram a ela mesma. Para superar a hegemonia da visão de mundo associada ao neoliberalismo, necessita-se, segundo a proposta do Movimento da Consulta Popular, elaborada pelos movimentos sociais, Um Projeto para o Brasil:

a) o compromisso com a soberania, que afirma a nossa determinação de dar continuidade à construção da nação, rompendo com a dependência externa e dando ao Brasil um grau suficiente de autonomia decisória;

b) o compromisso com a solidariedade, pois a continuidade da construção da nação só pode se dar em novas bases, com absoluta prioridade para as ações voltadas para eliminar a exclusão social e a desigualdade na distribuição da riqueza, da renda, do poder e da cultura;

c) o compromisso com o desenvolvimento, que expressa a decisão de pôr fim à hegemonia do capital financeiro e à nossa condição de economia periférica, com a mobilização de todos os recursos disponíveis (terra, capacidade de trabalho, potencial científico e tecnológico, etc.);

d) o compromisso com a sustentabilidade, que exige um novo tipo de desenvolvimento, não baseado na cópia de modelos socialmente injustos e ecologicamente inviáveis;

e) o compromisso com a democracia ampliada, que fala da necessidade de refundação do sistema político brasileiro em novas bases, amplamente participativas, de modo que o povo possa controlar de fato os centros de decisão em todos os níveis.

O que precisa ser imediatamente democratizado?

a) Precisaremos democratizar a terra, que é o principal recurso natural do país.
A situação fundiária pode ser ilustrada pelo fato de, segundo o INCRA, em 1998 os 262 imóveis com mais de 50 mil hectares representarem apenas 0,007% do total de imóveis e ocuparem 9,6% da área total. É espantoso o grau de concentração: 1% dos proprietários (que têm latifúndios de mais de mil hectares) controlam 45% da área agricultável, enquanto 53% (que têm propriedades de menos de dez hectares) não chegam a controlar 3% da área.

b) Precisamos democratizar a riqueza, especialmente, em um primeiro momento, aquela que está sob a forma financeira, pois ela define a alocação de recursos no futuro imediato e assim comanda a principal força produtiva disponível da sociedade, o trabalho.

Os dez maiores bancos controlam 72% dos ativos financeiros e 76% dos depósitos totais do país. Nos últimos anos, os bancos estrangeiros aumentaram sua participação de 14% para 45%.

Abaixo alguns dados do último censo. Percentagem de famílias com renda inferior a meio salário mínimo. Coincidência ou não, o número de famílias com renda inferior a meio salário mínimo caiu.


1992 1999 Brasil 25,9 20,1 RS 14,4 12,7
Rendimentos entre os 50% mais pobres e os 1% mais ricos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), a distribuição de renda permaneceu inalterada no Brasil na década de 90. No Estado do RS e na RMPA (Região Metropolitana de Porto Alegre), houve pequena melhora.


1992 1999 50% +pobres 50% +ricos 50% +pobres 50% +ricos Brasil 14,0% 15,7% 16,0% 13,1% RS 13,4% 12,2% 14,0% 14,8% RMPA 14,7% 13,1% 12,1% 11,9%
Família com pessoa de referência do sexo feminino (%). O dado mais impressionante da pesquisa: as mulheres gaúchas já são responsáveis pelo sustento e pela liderança de um em cada quatro lares. Na Região Metropolitana, a relação é de um para cada três lares.


1992 1999 Brasil 21,9% 26,0% RS 20,7% 25,2% RMPA 24,0% 33,0% (Fonte: Zero Hora, 5 de abril de 2001)

c) Precisamos democratizar a informação, que, como vimos, determina a formação de opiniões e valores, desempenhando assim um papel central na organização social e política.

Na maior parte do Brasil, a situação mais comum é a de monopólios regionais que associam em uma mesma família, ou grupo, a propriedade de praticamente toda comunicação de massas, o controle da política local e os cargos de representação nos níveis estadual e federal. Em nível nacional, apenas seis grupos recebem quase 90% do faturamento dos meios de comunicação de massa, o que indica o grau do cartelização do setor.

d) Precisamos democratizar a cultura, elemento decisivo na construção da cidadania.

Ao todo 13,3% de brasileiros são analfabetos. Se, a eles, somarmos os chamados analfabetos funcionais chegaremos a 50%, outros dizem a 70%. Apenas 10% dos jovens de 18 a 24 anos frequenta o ensino superior e destes só 3% estão em instituições públicas, que não cobram mensalidades e produzem conhecimento. Os 7% restantes estão em instituições privadas que, salvo algumas poucas exceções, não produzem conhecimento. Em 1999 havia 95,4% de crianças de 7 a 14 anos matriculadas no ensino fundamental; de 15 a 17 anos apenas 32,6% estavam no ensino médio. De toda população apenas 19% possuem ensino fundamental completo, 13% o ensino médio, 8% o ensino superior e 13,3% são totalmente analfabetos. A média de escolaridade no Brasil é de 5 anos; na Argentina é de 8 anos e no Chile de 7,6 anos. O maior patrimônio de um país é seu próprio povo, e o maior patrimônio de um povo é sua cultura.

Estas são as denúncias da realidade de opressão e as propostas de cura para o Brasil de hoje que devem ser apresentados às autoridades e a todo o povo. A questão é: como comunidade de Jesus Cristo vamos participar na construção do novo e com isto entrar em conflito com as autoridades constituídas? Vamos participar da cura do mundo em nome de Jesus Cristo?

3. O texto - Atos 4.8-12

a) O contexto

O capítulo 2 fala dos acontecimentos de pentecoste e o capítulo 3 fala da cura de um coxo seguido de um discurso de Pedro no templo de Jerusalém. O capítulo 4 inicia com o relato da prisão de Pedro e João por causa da cura do coxo e do discurso no templo e seu comparecimento perante o Sinédrio. Neste contexto da inquisição pelo Sinédrio, estão os v. 8-12, onde encontramos o 3° discurso de Pedro. O motivo todo da prisão e deste discurso é a cura de um coxo feito em nome de Jesus Cristo, o Nazareno. Isto está assustando o Sinédrio: a cura em nome de Jesus Cristo, o Nazareno. O capítulo 4 termina com o relato sobre a vida da 1a comunidade cristã, que é o projeto concreto e vivido de cura desta sociedade.

No pós-pentecoste, aparece um Pedro totalmente diferente. Não é mais o Pedro que nega Jesus com medo das autoridades, mas é o novo Pedro, tocado pelo Espírito Santo, que confessa sua fé em Jesus sem medo diante das autoridades.

É necessário ler bem o capítulo anterior (At 3) para entender o nosso texto.

b) O texto

Aparecem no texto: um fato concreto (cura do coxo), um testemunho público concreto (Jesus é o Cristo) e um confronto concreto com as autoridades (Sinédrio, que representa o velho projeto daqueles que mataram o Cristo): a prisão e o julgamento dos dois discípulos. O projeto de Jesus cura (salva) o corpo agora e eternamente. O projeto de Jesus não acabou com sua morte, mas o seu poder continua através de seus discípulos, que também entram em choque com as autoridades. O testemunho cristão sempre leva ao choque com as autoridades constituídas, com o projeto deste mundo. A cruz de Jesus é este conflito permanente com as autoridades. Fé em Jesus Cristo leva ao confronto com as autoridades.

* v. 8: Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse:
Hoje os discípulos e as discípulas de Jesus Cristo, cheios do Espírito Santo, devem falar e clarear qual o projeto das autoridades de hoje e qual o projeto de Jesus Cristo, o Nazareno, e mostrar a contradição entre os dois projetos. O/a discípulo/a de Jesus Cristo se mantém incontaminado do mundo (capitalismo) (Tg 1.27).

* Autoridades do povo e anciãos,
Pedro e João dão um testemunho público frente às autoridades do país. Com isto se deixa logo claro quem são os inimigos do projeto de Jesus. São os mesmos que crucificaram a Jesus. É importante conhecer os inimigos também hoje, pois eles têm outro projeto.

Para as autoridades da época, as pessoas estão em função da lei; para as autoridades de hoje, as pessoas estão em função das leis do mercado. Pior, são transformadas em mercadorias, em objetos. Na época, a lei tinha vida própria e dominava as pessoas; hoje as mercadorias (o mercado) têm vida própria e dominam as pessoas. As pessoas viram mercadoria e as mercadorias, pela importância que adquirem, viram pessoas. Na divisa dos EUA com o México há um Muro da Vergonha para impedir a entrada das pessoas, mas não das mercadorias; estas têm livre acesso. ALÇA - Acordo de Livre Comércio das Américas - o título diz que o trânsito de mercadorias é livre, de pessoas não. Liberdade apenas para o comércio (mercadorias), não para as pessoas. Este é o projeto das autoridades que entra em choque com o Projeto de Jesus Cristo. Jesus Cristo ressuscitou em corpo: com isto está dizendo que o corpo (a pessoa) é o centro e é fundamental.

* v. 9: visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado,
Cura em nome de Jesus Cristo como ameaça ao sistema. Em nome de Jesus, os discípulos mostram onde está o centro: a vida digna, plena e sã das pessoas, a integração das pessoas na sociedade e na família. A existência de um esmoleiro coxo denuncia uma sociedade não-solidária e doente, que não integra seus doentes, deixa surgir os pobres e com um sistema falho de atendimento à saúde.

* v. 10: tomai conhecimento (...) de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado

Denúncia: Jesus Cristo, o Nazareno (pessoa real e concreta), a quem vós crucificastes.

Anúncio: a cura aconteceu em nome de Jesus que é o Cristo, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos. Agora não vale mais a lei, e sim, o evangelho de Jesus Cristo.

* v. 11: Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular.
Pedra angular (pedra central encaixada no teto) é a que vai no teto e que sustenta todo o arco. Tirando esta pedra cai a construção. Tirando Jesus da construção da nossa sociedade, esta desaba; a reali¬dade está mostrando isto.

* v. 12: E não há salvação em nenhum outro;
Só Jesus salva. Os santos não salvam e nem intermedeiam. O capital não salva, o mercado não salva, nem o consumo salva. Jesus é o próprio Deus que se fez corpo (carne, matéria real e palpável) e que foi ressuscitado com o corpo (matéria). Deus está preocupado com o corpo das pessoas. Isto mostra a cura do corpo do coxo, isto mostra a ressurreição do corpo de Jesus. A Lei deve estar a serviço do corpo. Todo projeto da sociedade deve estar a serviço do corpo (das pessoas) e não das mercadorias (UE, MERCOSUL, NAFTA, ALCA).

* porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
O nome é Jesus Cristo. Convite de adesão à fé em Jesus Cristo é o tema aqui. Se pedimos adesão a Jesus Cristo, não estamos pedindo adesão ao capitalismo.

O nome dado entre os homens na época de Pedro e João era o César de Roma que se intitulava e se considerava divino, para unificar o império e assim facilitar o comércio. Hoje se chama capitalismo, que também se diz eterno. Se assim fosse, o nosso futuro seria o nosso presente. Haja futuro miserável! Não teríamos futuro e estaríamos condenados eternamente ao presente!

4. A prédica

Temas que aparecem no texto:

* discípulos cheios do Espírito Santo
* interrogatório das autoridades (confronto com as autoridades por causa da cura em nome de Jesus e conseqüentemente um confronto de dois projetos diferentes: um projeto que admite e cria coxos e esmoleiros e o projeto de Jesus que não admite tais coisas e quer libertar as pessoas do projeto anterior)
* cura em nome de Jesus Cristo
* denúncia: vós matastes o Cristo, vós rejeitastes a Jesus: a pedra angular
* Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos - ressurreição do corpo
* Jesus é a pedra angular rejeitada pelo projeto das autoridades
* só o nome de Jesus salva - capitalismo não salva

Para cada tema destes pode-se perguntar: como isto acontece hoje? Dessa forma, atualizaremos o texto.

Fé em Jesus Cristo não resulta em mera esmola (At 3.3); uma sociedade que tem esmoleiros é doente. Jesus veio para curar esta sociedade. A fé dos discípulos em Jesus Cristo leva à cura plena do corpo do coxo. Fé em Jesus Cristo leva ao confronto com as autoridades. Por que hoje isto não acontece mais? Será porque os discípulos de hoje não estão mais tão cheios do Espírito Santo que impulsiona para o enfrentamento com as autoridades cujo projeto não é o de Jesus Cristo? Significa que o Espírito Santo conduz ao enfrentamento com as autoridades e seu projeto que não condiz com o projeto do reino.

As comunidades cristãs de hoje espalhadas pelo Brasil estão em confronto com as autoridades e seu projeto capitalista neoliberal? Na maioria dos casos não! Por que não? A comunidade cristã é aliada das autoridades e de seu projeto para receber algumas esmolas (reformas da igreja e pavilhão, vende-se o voto em troca de reformas no pavilhão ou igreja, etc.). Fé em Jesus Cristo não traz esmola, e sim, cura total. O projeto de vida de Jesus Cristo desagrada às autoridades do texto e as de hoje.

Precisamos discutir e denunciar a subserviência da comunidade cristã ao projeto das autoridades de hoje! O texto nos denuncia e denuncia o nosso conformismo com este século (mundo real e concreto chamado capitalismo neoliberal). Quem são hoje os inimigos de Jesus?
São os que admitem uma sociedade em que haja coxos pedindo esmolas nas ruas e que constroem uma sociedade não-solidária.

Pessoas cheias do Espírito Santo falam sem medo: denunciando (vos crucificastes o Messias) e anunciando (só Jesus Cristo, o Nazareno, salva). Quando hoje dizemos que só Jesus salva, estamos dizendo que o capitalismo (mercado) não salva. Isto precisa ser ressaltado, pois muitos cristãos não admitem críticas ao sistema atual e acham que não haverá outro sistema melhor que o capitalismo. Desse modo, estão dizendo que o capitalismo é igual ao reino de Deus. Estão nos condenando eternamente ao presente. Esquecem que nada do que as pessoas constroem é eterno; tudo é passageiro e falho.

5. Subsídios litúrgicos

a) Confissão de pecados

Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (l João 1.8-9).

Por isso, confessamos que estamos ajudando a construir e a preservar uma sociedade onde doentes e esmoleiros são coisa normal. Confessamos que a nossa prática não é a prática de tentar a cura total da sociedade, mas a sua reprodução. Confessamos que falamos que só Jesus salva, mas vivemos de fato achando que só o capitalismo salva. Confessamos que vivemos mais segundo a ideologia das leis do mercado do que segundo o evangelho de Jesus Cristo.

b) Kyrie

Diante desta glória de Deus, temos que admitir que nós vivemos em meio a sofrimentos, injustiças, violências e dores neste mundo; estas nós queremos trazer agora.

Pela miséria que esta sociedade reproduz: onde doentes e esmoleiros são o melhor exemplo.

c) Glória

Frente a estas e outras dores do mundo queremos anunciar e confessar a glória e a vitória de Deus na pessoa de seu Filho Jesus Cristo.

Deus, todo-poderoso, exaltamos-te, pois agora temos um projeto para nos guiar, que é o projeto de vida de Jesus Cristo. Exaltamos-te por já ter-nos curado de tantas doenças e principalmente por ter-nos curado da ideia de que o capitalismo salva.

d) Oração do dia

Senhor, Jesus Cristo. Tu entregaste o teu corpo à morte para que nós tivéssemos vida. Nós te pedimos: alimenta-nos com o pão da vida, para que sejamos saciados com a riqueza da tua graça e que, por meio de ti, produzamos frutos que permanecem eternamente. Ilumina-nos com teu Santo Espírito para que a tua palavra possa ser a luz de nossos passos. Isto suplicamos a ti, que com o Pai e com o Espírito Santo vives e reinas de eternidade a eternidade. Amém.

e) Intercessões gerais da igreja

Oramos, Senhor, por todas as pessoas que vivem em aflição e luto, doença e solidão, ajuda-nos para que possamos estar ao seu lado. Se há desentendimento entre as pessoas, dá-nos uma palavra de reconciliação. Fortalece-nos, Senhor, constantemente para a oração e intercessão, assim como tu o esperas de nós.

Intercedemos, Senhor, pelas famílias que estão prestes a se desintegrar devido à infidelidade e falta de diálogo. Ilumina-nos para que possamos ser uma semente de reconciliação. Intercedemos, Senhor, para que organizados possamos pressionar as autoridades deste país a que governem segundo o direito, a justiça e que tenham diante de si os problemas dos mais fracos.

Bibliografia

BENJAMIM, César. Cartilha n°10, Consulta Popular. São Paulo, 2000.
COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos. Petrópolis: Vozes, 1988. v. I.
EVANGELHO de Lucas e Atos dos Apóstolos. Roteiros para Reflexão VIII. São Leopoldo: CEBI, 1999.

Proclamar Libertação 28
Editora Sinodal e Escola Superior de Teologia


Autor(a): Günter Adolf Wolff
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Páscoa
Perfil do Domingo: 3º Domingo da Páscoa
Testamento: Novo / Livro: Atos / Capitulo: 4 / Versículo Inicial: 8 / Versículo Final: 12
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 2002 / Volume: 28
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 7157
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O Senhor renova as minhas forças e me guia por caminhos certos, como Ele mesmo prometeu.
Salmo 23.3
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