Casal envolvido na composição até distribuição

MEMÓRIA

01/08/1988

Casal envolvido na composição até distribuição

Na década de 30, o Riograndenser Sonntagsblatt era composto e impresso em Hamburgo Velho, na Tipografia Saile. Em toda uma década seu preço de assinatura pouco se alterou, conforme pode ser comprovado na coleção encadernada que existe na Biblioteca da Escola Superior de Teologia. De 7$500 réis no começo da década a 8$000 réis no fim da década, descobre-se que a inflação não assustava. E, mesmo naquele tempo, já havia reclames, ou seja, anúncios de empresas patrocinadoras.

Guido Benno Panitz recorda até mesmo com saudade daqueles tempos e se empolga ao começar a contar lembranças do tempo em que era impressor na tipografia que imprimia o Sonntagsblatt. Também lhe cabia fazer a revisão tipográfica dos textos, o que lhe dava uma importância maior no trabalho. Lembra que a própria tipografia adquiriu equipamento novo para fazer aquele jornal que unia as famílias evangélicas, então ainda praticamente todas de origem alemã.

FEITO EM FAMÍLIA

Em 1932 saiu do seu emprego e foi servir ao Exército. E só retornou ao Saile em 1939, quando conheceu uma moça que trabalhava na expedição do jornal, a Wera Heberle. Não demorou muito e o Sonntagsblatt passava a ser feito em família, pois Guido casou com Wera e, assim, composição, impressão, revisão e distribuição passaram a ser feitos pelo casal. Na expedição — recorda dona Wera — eu era ajudada pelo Wilibaldo Enzweiler.

A gente fazia os pacotes, de acordo com o número de jornais que cada pastor ou agente recebia!' Detalhe que seu Guido conta com orgulho é que a sua namorada sabia, de cor, o nome de todos os assinantes do jornal, tanto do Brasil como do exterior. Mesmo com esta boa memória, hoje o casal não lembra mais dados como tiragem ou os nomes dos responsáveis pelo jornal.

Alguns dados, sim. O pastor Theophil Dietschi era o responsável e só com a sua aposentadoria, lá por 1935, é que o mesmo veio a ser feito em São Leopoldo.

PEÇA FUNDAMENTAL

Em 1929, seu Guido e dona Wera se casaram. E toda sua vida esteve dedicada ao ramo gráfico. Em 1960, ele assumiu como professor de Artes Gráficas na Escola Vocacional Agro-Industrial, em Hamburgo Velho, hoje Escola Alberto Pasqualini.

Hoje, o casal reside no bairro São Jorge, em NH, num isolamento que tem como conforto uma estreita convivência com a natureza, com as plantas, pássaros, cães e gatos e on-de as horas são preenchidas com muita leitura, a visita dos familiares e amigos e a discussão sobre os rumos da humanidade.

Da leitura, o Jornal Evangélico é peça fundamental.

Gosto, principalmente, das colunas, tanto de um pastor como de outro, até mesmo quando eles discordam entre si, comenta Guido Panitz. Já para dona Wera o Ouvido Aberto, a coluna do pastor Orlando Keil e as notícias pequenas da última página (Preto no Branco) são a parte preferida. E, é claro, o suplemento alemão e o Hunsrücker são leitura obrigatória.


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