Conceituando inclusão

19/09/2013

CONCEITUANDO INCLUSÃO

A inclusão é um processo profundo e contínuo de acolhimento. Implica em mudança de olhar, de rotas, de comportamento.

Inclusão é, antes de tudo, não excluir. É abrir-se para a diversidade. É aceitar o que é diferente, o que é estranho, o que é incomum. É não padronizar. É optar pelo colorido, ao invés do preto e branco.

O processo de inclusão é maior que o processo de integração. Na integração a pessoa é convidada a fazer parte. Cabe a ela se mover para o meio da roda, onde será acolhida. Na inclusão todas as pessoas e também o espaço físico se transformam, se movem para que a pessoa seja acolhida.

Mais importante de tudo, a inclusão é aprendida. E só aprendemos a incluir na convivência. Não é possível aprender inclusão somente lendo livros, pesquisando na internet. A inclusão acontece em contato com o que é diferente. É em meio à diversidade que aprendemos a acolher e a lidar com aquilo que até então era desconhecido ou incomum.

Por isso, inclusão exige disponibilidade para:

PERCEBER QUE TODAS AS PESSOAS SÃO DIFERENTES

Somos pessoas iguais no que diz respeito aos direitos e deveres. Somos pessoas iguais quanto a nossa natureza humana. Mas o que nos marca é a diversidade. As pessoas são diferentes em tamanho, cor, costumes, valores, interesses, formação, capacidades e limites, gostos, gestos, jeitos e em muito mais detalhes... Ninguém é igual! Todas as pessoas são diferentes!

ACEITAR QUE TODAS AS PESSOAS TÊM LIMITES

Mesmo sem deficiência, toda pessoa possui limites. Não somos pessoas perfeitas ou autossuficientes. Necessitamos umas das outras. Somos, como humanidade, pessoas interdependentes. Dependemos umas das outras em todas as esferas da vida – pessoal, familiar ou social.

REVER – OLHAR DE NOVO – CONSTANTEMENTE CONCEITOS E PRECONCEITOS, NORMAS E PADRÕES

Temos naturalmente a tendência de fechar ideias, cristalizar conceitos. A vida não é “uma ciência exata”. Não dá para dizer que 2+2 = 4. Inclusão também não o é. Aquilo que um dia aprendemos como “certo” precisa ser revisto, reavaliado. Se alguém começa a “ficar de fora”, então é preciso rever conceitos, métodos, saberes, estruturas e políticas. A pessoa é sempre mais importante que os padrões e as normas estabelecidas. Quando estes se impõem, começa a exclusão.

DIALOGAR COM E NÃO SOBRE

Uma vez uma pessoa com deficiência me disse: “Se queres incluir alguém, então é preciso dialogar com as pessoas interessadas, e não sobre elas (em sua ausência)”. Pois, falar sobre alguém é fofoca! Falar com alguém é diálogo. A inclusão implica o esforço de dialogar com todas as pessoas envolvidas. Se quisermos mudanças na escola, devemos trabalhar com as crianças com e sem deficiência, e só assim vamos construir caminhos inclusivos.

ACREDITAR QUE TODAS AS PESSOAS PODEM SER PROTAGONISTAS DE SUAS VIDAS E APRENDER

Uma das maiores lições do processo de inclusão é que todas as pessoas podem aprender e que ninguém aprende tudo, assim que nada mais necessite ser aprendido. O processo de inclusão acontece lá onde acreditamos que todas as pessoas, com suas limitações e capacidades, aprendem a viver e ser sujeitas de suas vidas. Eu não vivo melhor por não ter uma deficiência. A vida de uma pessoa com deficiência possui desafios e conquistas quanto às oportunidades que lhe forem abertas.

TRANSFORMAÇÃO E ADAPTAÇÃO

A inclusão só acontece onde há acessibilidade para todas as pessoas. E, nesse sentido, nossa sociedade e estruturas físicas são incapacitantes. Os acessos aos lugares para ir e vir, os transportes, os edifícios, os meios de comunicação ainda são pensados para pessoas que não possuem uma deficiência, ou, numa linguagem popular, ainda são pensados para a “maioria” das pessoas.

A inclusão justamente é este processo que pensa também “as minorias”
excluídas.

E inclusão não acaba aqui. Na verdade, começa. Começa com você e abraça a outra pessoa. Envolve mais pessoas. Acolhe todas as pessoas numa roda, na roda da vida, onde a diversidade não incomoda, mas dá a beleza necessária para o bem viver!

Diácona Nádia Mara Dal Castel de Oliveira
Paróquia dos Apóstolos – Joinville/SC

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Autor(a): Nádia Mara dal Castel de Oliveira
Âmbito: IECLB
ID: 24840
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Que o Senhor, nosso Deus, esteja conosco. Que Ele nunca nos deixe nem nos abandone!
1Reis 8.57
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