Da liberdade cristã 3ª parte - (comida, roupa, culto) - Filipenses 4.13

Liturgia e prédica

05/04/2009

Da liberdade cristã 3ª parte - (comida, roupa, culto)

Saudação: Bom dia! Quero saudá-los e acolhê-los com a Palavra Bíblica: “Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação” (Filipenses 4.13). Hoje, como prometido, vamos retomar o tema: “Da liberdade cristã” e vamos refletir sobre comida, roupa e culto a Deus. Mas antes, vamos cantar. Vamos iniciar louvando a Deus com o hino:

Hino: ___.

Intróito: Iniciamos este culto em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Elevamos nossos olhos para o alto, pois o nosso socorro, nossa ajuda e salvação vêm do Senhor que fez o céu e a terra.
O salmista diz: “Que os teus sacerdotes façam sempre o que é certo! Que o teu povo fiel grite de alegria!” (Salmos 132.9)
Por isso, cantemos juntos louvores ao trino Deus com o hino:

Com: Glorificado seja teu nome!

Vamos nos achegar de maneira humilde, diante de Deus e confessar a nossa culpa e suplicar pela dor do mundo:

Kyrie: Senhor, (junto com Mercedes Sossa) uma coisa te pedimos: que a dor não nos seja indiferente. Que a morte não nos encontre um dia, sem ter feito tudo aquilo que tu, de nós, querias!
Pedimos-te, ó Deus: que a injustiça não nos seja indiferente. Pois é difícil de dar a outra face, quando uma já está machucada brutalmente!
Pedimos-te, ó Senhor: que a mentira não nos seja indiferente. Se um corrupto tem mais poder que um povo, que este povo não se esqueça disso facilmente.
Pedimos-te, ó Deus: que o futuro não nos seja indiferente. Se as escolhas que fazemos no presente forjam o futuro, que possamos escolher diferente.
Pelas dores que existem no mundo te imploramos: Tem, Senhor, piedade!

Com: Tem, Senhor, piedade.

Confissão de pecados: Senhor, muito do sofrimento e da dor que existem no mundo são frutos também de nossa omissão, inação, comodismo e modismo. Vamos na onda! Preferimos seguir a maioria, sem questionar se isto é certo e correto! Sem fazer resistência e construir espaços de vida digna, justa e abundante! Damos muito valor para a aparência, pelo que os outros vão dizer, para as coisas exteriores e passageiras. Seguimos a moda, investimos na nossa elegância, conforto e bem-estar. Vivemos numa sociedade que consome e se consome. Perdoa-nos este modo de agir e viver. Liberta-nos para a verdadeira liberdade! Concede-nos teu Espírito, que nos ajuda a discernir o que tem valor de verdade e o que desejas de nós. Pelos pecados, cantando, imploramos: Perdão, Senhor, perdão!

Com: Perdão, Senhor, perdão! (2x).

Versículo de absolvição: “O SENHOR já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer, é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.” (Miquéias 6.8). Quem com sinceridade orou, Deus o perdoou, por ser um Deus bondoso. Agradecidos pelo perdão de Deus, cantemos confiantes: - Glória a Deus nas alturas!

Com: Glória (3x) a Deus nas alturas. Glória (2x) %paz entre nós %

Oração do dia ou hino da palavra:

Leitura bíblica: Lv 11.1-23; At 10.9-16; Mc 7.14-23. Deus diz: “Eu sou o SENHOR. Dediquem-se a mim, o Deus de vocês, e sejam completamente fiéis a mim, pois eu sou santo.... Portanto, sejam santos, pois eu sou santo.” (Levítico 11:44-45). Louvado seja Deus. Aleluia!

Com: Aleluia (8x).

Hino da pregação:

Pregação: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).

“Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas doenças.” (Salmos 103:2-3)

 “Dêem graças a Deus, o SENHOR, porque ele é bom e o seu amor dura para sempre. Quem pode contar todas as coisas maravilhosas que ele tem feito? Quem pode louvá-lo como ele merece? Felizes são aqueles que vivem uma vida correta, aqueles que sempre fazem o que é certo! Lembra de mim, ó SENHOR, quando abençoares o teu povo; e, quando o libertares, liberta-me também a mim. Deixa que eu veja o teu povo progredir e que eu tome parte na felicidade da tua nação, na alegria daqueles que pertencem a ti.” (Sl 106.1-5: Motivos de gratidão!) Que bens recebemos de Deus, pelo que podemos agradecer? Eu divido em 3 tipos:

- Bens visíveis: pão, família, casa, lar, amigos, vizinhos, sol, chuva, ...

- Bens invisíveis: fé, amor, carinho, esperança, ...

- Bens para a vida eterna: Perdão do Senhor, Palavra de Deus e os sacramentos: Batismo e Santa Ceia! Sem estes, ninguém é bom, nem vai para a Vida Eterna, no Reino Eterno de Deus. Isso é indispensável para que possamos iniciar e entender a liberdade cristã sobre comida!

A comida: Quem acompanha as notícias, a que mais tem sido destacada é a “nova gripe”, também conhecida por gripe suína. O Irã tomou uma medida drástica: matou todos os porcos! * Não é solução!

[(Lv 22.1-3, 24.9; – 1 Sm 21.1-6 - Mc 2.26) O povo de Israel tinha uma lei: a parte dos sacerdotes é intocável. Que a transgredia, seria morto. Se a lei fosse aplicada, Davi e seus soldados deveriam ser mortos. Mas a necessidade física (fome) prevaleceu à lei! No AT (Lv 7.22-27) proibia comer sangue e a gordura da oferta ao Senhor! Por que isso? Pois no sangue estava a vida (Gn 9.4; Dt 12.23; Lv 17.11)! E nas coisas oferecidas a Deus, a gordura era a parte estimada (veja Gn 4.4).]

Ouvimos a leitura de Lv 11.1-23 sobre animais puros e impuros: Como entender isso? Bem, Moisés não era apenas um líder religioso. Ele também era o líder governamental. E como legislador, Moisés não desejava que seu povo ficasse doente. Alguns animais eram importantes para o transporte, outros precisavam muita água pra criar, então, como água era escassa, importante era desestimular a criação; e outros traziam consigo muitas doenças, se a carne era mal cozida ou assada. E como no deserto a madeira era escassa, se desestimulava a criação e o consumo. Além do mais, existiam animais venenosos, que precisavam ser evitados.

No AT, Moisés “não ensina apenas a temer e amar a Deus e nele confiar, mas também institui várias formas de culto exterior, com sacrifícios, juramentos solenes, jejuns, flagelos, etc., de sorte que a ninguém seja necessário escolher outras formas. (...) e tudo o mais que é mister (necessário) fazer em nível exterior e interior e isso de tal maneira que algumas prescrições devem ao mesmo tempo ser consideradas como tolas e fúteis” (OS, vol. 8, p.24).

Lutero disse que todas as leis precisam “ter sua medida a partir da fé e do amor. (...) Se, porém, contrariarem a fé e o amor, devem ser simplesmente abolidas” (OS, vol. 8, p. 25). A fé e o amor devem ser os mestres de todas as leis e tê-las a todas em seu poder. Nenhuma delas deve continuar a valer e a ser lei se colidir com a fé e o amor.

Por essa razão, ainda hoje em dia erram aqueles que mantêm tão rigorosos e rígidos em relação a algumas das leis de Moisés, preferindo deixar sucumbir o amor e a paz a comer ou beber conosco. Esse entendimento é imprescindível para todos que vivem sob as leis.

As muitas repetições das leis feitas por Moisés mostram que quem tem de governar um povo com leis sempre precisa refreá-lo; sempre precisa açulá-lo (estimulá-lo; incitá-lo) e passar trabalho com o povo, como se faz com mulas. Pois nenhuma obra da lei ocorre com prazer e amor, tudo é coagido. Com a lei ele só consegue dizer o que se deve fazer e o que não se deve fazer, não dando, contudo, a força e a capacidade para fazer e deixar de fazer.

O próprio Moisés indicou que seu ministério e ensinamento deveriam durar até a vinda de Cristo, quando fala em Dt 18.15: “O Senhor teu Deus te suscitará um profeta do meio de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás”. Na transfiguração, Mt 17.5 (= Mc 9.7; Lc 9.35), uma voz da nuvem disse: “Este é o meu filho querido, em quem me alegro. A ele ouvi”. Este dito foi pronunciado com vista ao ensinamento da graça e a Cristo. Por essa razão temos o AT e o NT. Este NT se funda na Palavra e nas obras de Deus, a fim de que dure eternamente.

“nós, hoje, não rejeitamos os jejuns e outros exercícios piedosos como coisas condenáveis, mas ensinamos que, por meio de tais práticas, não alcançamos a remissão dos pecados” (OS-10, p.99).

“nós permitimos a liberdade a cada um...de comer carne ou verduras, contanto que o faça livremente e sem ofender a consciência, como um exemplo de caridade e não de fé, e saiba que tudo isso não tem o poder para...merecer a graça.” “existe apenas um exemplo de fé, a saber, crer em Jesus Cristo. E, ...somente este é necessário para a salvação”.(OS-10, p.100).

“não há pecado nem justiça no ato de comer e beber, que são necessidades físicas. Pois se comeres ou não comeres, não te tornarás melhor nem pior, 1 Co 8.8[“Não é esta ou aquela comida que vai fazer com que Deus nos aceite. Nós não perderemos nada se não comermos e não ganharemos nada se comermos desse alimento.” ]. Se, porém, alguém...dissesse: “Se comeres, peca; se te abstiveres, serás justo, ou vice-versa”, seria tolo e ímpio. Por essa razão, é uma impiedade mesclar as cerimônias com pecado ou justiça” (OS-10, p.101). “O fato de comer e beber ou não comer e não beber não significa nada” (OS-10, p.122). “não somos justos perante Deus por causa disso” (OS-10, p.131).

“Estou disposto a comer, a beber...contanto que permita fazê-lo de livre vontade. Mas, se exigir que essas coisas sejam necessárias para a salvação e a elas quiser perder as consciências e instruí-las como culto a Deus, então devem ser repelidas totalmente” (OS-10, p.105).

“Deus não aceita a aparência exterior. Deus não dá importância a tais coisas” (OS-10, p.107).

Por isso, precisamos analisar o assunto à luz do NT:

Ouvimos a palavra de Jesus (Mc 7.14-23): “Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, porque não vai para o coração, mas para o estômago, e depois sai do corpo. Com isso Jesus quis dizer que todos os tipos de alimento podem ser comidos.”

E também At 10.15: “A voz do céu falou: —Não chame de impuro aquilo que Deus purificou.”

Em Tt 1.15ª nos é dito: Tudo é puro para os que são puros.

No NT, não há qualquer proibição de comida. A liberdade cristã nos liberta para poder provar de tudo. Contudo, é também certo que há coisas que não convém:

- Médicos recomendam que não exageremos nas gorduras – por causa da nossa saúde! – Não exageremos na quantidade (excesso)! – E nos privamos de alguns alimentos quando estamos doentes (carnes remosas)! Não significa que seremos salvos se comermos só isso e aquilo não! A comida não salva, nem condena a pessoa para a vida eterna! A comida pode dar saúde ou trazer doença. Jesus deixou claro que todos os tipos de comida podem ser comidos!

b) A roupa: Na reunião da Diretoria da Comunidade, fui desafiado a falar sobre moda: Roupa!

Minha mãe tinha 2 regras: “Pobreza não é doença!”, “Pobre, mas não relaxado!” Nós usávamos roupas velhas (remendadas), mas não esburacadas! Velhas sim, mas não sujas! A limpeza mostra capricho!

Lembro-me que um primo meu, que vivia ajuntado e deseja receber a BM, pediu-me se sua esposa podia usar vestido branco e véu (grinalda)? Para respondê-lo, o texto que me serviu de inspiração foi de Mateus 6, onde Jesus diz: Mt 6.25, 28, 31-33. “—Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? ...

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas.”

Meu lema: “A moda não me incomoda!” Não me deixo influenciar pela sociedade consumista! O que me incomoda é a apelação (por exemplo, vestido muito curto - confirmação). Isso não desperta coisa boa, mas incita abusos. E também a precocidade em que crianças são apresentadas como mocinhas!

A liberdade cristã me chama a vestir algo melhor: Em Efésios 6.11, 14 e Colossenses 3.12, nos desafiam a nos vestir com o seguinte: “Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça.

Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência”. Estas são as roupas que a Palavra de Deus pede para nós vestirmos.

c) O tamanho do culto

(Exemplo do peixe que era cortado o rabo por tradição- mãe, avó, bisavó faziam – forma pequena!)

Até aqueles que reclamam me ajudam muito para eu explicar a palavra de Deus. E a pergunta é:

Quanto tempo deve durar: um culto, uma oração, um casamento, um enterro?

Não sou eu que vou responder, mas o Senhor Jesus. E ele disse: “—Quando vocês orarem, não sejam como os falsos. Eles gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa. —Nas suas orações, não fiquem repetindo o que vocês já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois, antes de vocês pedirem, o Pai de vocês já sabe o que vocês precisam.” (Mateus 6.5-8).

Entenderam? Não é pelo tamanho da celebração que Deus mede e atende, mas pela sinceridade do coração e a veracidade da Palavra, pois a palavra de Deus não volta vazia, pois o Senhor diz: “assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me agrada e prosperará naquilo para que a designei” (Isaías 55.11). E Jesus ainda diz: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23). Não diz: os verdadeiros adoradores adorarão o Pai por tanto tempo e não por tanto tempo! Mas diz “em espírito e verdade”. Não é num determinado lugar, nem num determinado tempo, mas é com todo o seu ser e de modo verdadeiro.

Tenho por regra, pela liberdade cristã: um culto, um ofício ou uma celebração tem hora pra iniciar, mas só acaba quando termina. Não fico olhando pro relógio. E não fico “enchendo linguiça”, e também não fico repetindo a toa – cansando a comunidade! Mas também não deixo nada de essencial de fora! Não é pelo muito falar que Deus ouve! O Senhor pediu para nós não imitarmos os pagãos que acham que é preciso repetir e esticar para Deus atender! E Jesus nos lembra que Deus espera que seus adoradores o adoram em espírito e verdade! [Simplicidade, sinceridade, honestidade].

Por hoje, fico por aqui. Na próxima vez vamos concluir o estudo: Os livres libertados!

Ficam na paz e na bênção do Senhor. Amém.

Hino após a pregação:

Credo Apostólico:
[ Sacramentos]

Avisos: - Próximo culto será dia____ às____

- A coleta destina-se para
- Alegrias/Preocupações:

Oração final: (...)


E tudo o mais que trazemos em nosso coração, com confiança, colocamos em tuas mãos orando junto a oração que temos aprendido de Jesus Cristo: Pai Nosso... Amém.

Bênção:

Envio:

Hino final:

Reneu Prediger
Espigão do Oeste/RO
.
 


Autor(a): Reneu Prediger
Âmbito: IECLB
Testamento: Novo / Livro: Filipenses / Capitulo: 4 / Versículo Inicial: 13
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Prédica
ID: 25016
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É a fé que nos comunica a graça justificadora. Nada nos une a Deus, senão a fé: e nada dele nos pode separar, senão a falta de fé.
Martim Lutero
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