Dia da Reforma/ 23º Domingo após Pentecostes - João 8.31-36

Caderno de Celebrações 2021 - Sínodo da Amazônia

01/05/2021

31/10/2021 - Dia da Reforma/ 23º Domingo após Pentecostes
Pregação: João 8.31-36;
Leituras: Romanos 3.19-28; Jeremias 31.31-34
P. em Walter Sass – Rio Branco/AC

LITURGIA DE ABERTURA

ACOLHIDA
O lema da semana quer nos ajudar a interceder pelas pessoas que anunciam o Evangelho: Irmãos, orem por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre nós” (2 Tessalonicenses 3.1). Sejam bem vindas e bem vindos à Casa de Deus. Pedimos a Deus que abençoe cada pessoas em seu momento de vida, seja de tristeza ou alegria, de luto ou júbilo, de angústia ou realizações, de incertezas ou certezas sobre o que está acontecendo no mundo. Hoje celebramos o Dia da Reforma. Por esta razão, saúdo vocês com as palavras do apóstolo Paulo que está na carta aos Efésios 2.8-9: “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la.”

CANTO DE ENTRADA
LCI Nº 517, HPD Nº 241, Com gratidão ao nosso Deus
ou LCI Nº 479, Nº 237, Graças dou por esta vida

SAUDAÇÃO
Neste dia especial para a nossa igreja luterana, o Dia da Reforma, celebramos este Culto em nome do Pai, criador do universo, Filho, libertador de tudo aquilo que nos afasta da união com Deus e do Espírito Santo que nos anima dia a dia no seguimento a Jesus Cristo.

CANTOS DE INVOCAÇÃO
LCI Nº 3 Deus Trino
ou LCI Nº 25 Quando o povo se reúne

CONFISSÃO DE PECADOS
Amado Deus reconhecemos que pecamos contra ti quando não ouvimos a tua voz e resistimos frente ao teu chamado para reformarmos nossa maneira de pensar e agir. Ó Senhor, que a tua presença acenda uma chama em nós, e faça-nos voltar para ti para que sejamos totalmente dedicados a ti. Que nós sejamos unidos contigo em espírito, pela graça da união interior e pela fusão de amor ardente. Não nos mandes embora famintos e sedentos, mas nos trates com misericórdia assim como tu lidaste com teus servos em tempos passados. Como seria maravilhoso se nós ardêssemos por ti e morrêssemos para nós mesmo! Pois tu, Senhor, és o fogo inextinguível queimando para sempre. Tu és o amor que purifica o coração e ilumina a mente (Tomás de Kempis).
Pai de misericórdias, perdoa-nos quando não amamos ao nosso próximo e quando não testemunhamos o teu amor e misericórdia em meio aos conflitos do mundo. Abre o coração de cada ser humanos para que, ouvindo a tua Palavra, possa reconhecer que é pecador e busque a tua graça mediante a fé em Jesus Cristo. Senhor, por amor ao teu Filho, dá-nos o teu perdão e a possibilidade de nova vida. Amém.

ANÚNCIO DO PERDÃO
Irmãs e irmãos, Deus oferta perdão ao pecador arrependido, mas não para aquele que não confessa seus pecados. Sendo assim, lembramos da misericórdia do Pai que recebeu de volta o filho pródigo arrependido. É bom saber que Deus quer perdoar o nosso pecado e não deseja que vivamos afastado Dele. Nossa esperança se renova porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida renovada aqui e agora e a vida eterna. Amém

KYRIE
O Mundo necessita de reforma, pois existem muitas situações que trazem sofrimentos para mulheres, homens, crianças e jovens. Existem pessoas que sofrem violências, racismo e injustiças. Para a maioria da população mundial é negado o acesso à educação, à saúde, à terra e às oportunidades de dignidade de vida. Aos cuidados de Deus colocamos todas as pessoas que sofrem no mundo quando cantamos o hino:

HINO: LCI Nº 56 – Pelas dores deste mundo

GLÓRIA IN EXCELSIS
Exaltemos o nosso Deus que nos ama, perdoa e salva cantando o hino
HINO: LCI Nº 70 Glória

ORAÇÃO DO DIA
Deus Amoroso, graças te damos pela vida e pelo teu perdão. Dá-nos corações humildades para que, neste dia especial, escutemos o evangelho, a Boa Nova de Teu Filho o qual revelou a tua graça ao mundo. Dá-nos sabedoria para compreendermos que a salvação vem até nós somente pela fé em Jesus, sem que sejamos merecedores dela, porque sempre buscamos nos afastar de ti, colocando o nosso Eu em primeiro lugar, esquecendo que devemos em nossa vida colocar-te em primeiro lugar. Ajuda-nos para que não caiamos nas armadilhas do egoísmo, do orgulho e da autossuficiência. Dá-nos por graça e fé a verdadeira liberdade. Na tua graça, por meio do amor, somos servos de tudo e de todos. Amém

LITURGIA DA PALAVRA

LEITURAS BÍBLICAS
1ª Leitura Bíblica: Romanos 3.19-28

2ª Leitura Bíblica:Jeremias 31.31-34

3ª Leitura Bíblica da pregação: João 8.31-36;

CÂNTICO INTERMEDIÁRIO
HINO: LCI Nº 14, HPD Nº 124, Deus está presente

PREGAÇÃO: João 8.31-36

Prezada comunidade,

O Evangelho do João que acabamos de ler e ouvir neste Dia da Reforma, nos leva ao cerne, ao essencial da fé em Deus. Lutero sob inspiração divina reconheceu a importância desse ensinamento de Jesus. Antes de Lutero, o apóstolo Paulo, iluminado por Deus, se encontrou com Jesus e descobriu que a nossa separação, o abismo que há entre nós e Deus, acabou pela graça do amor de Deus. Isto acontece sem nossas obras e por causa de nossos méritos, mas simplesmente pela graça de Deus que nos deu a fé. Ao se abrir a Deus, que se revelou em Jesus Cristo, o ser humano recebeu a graça do perdão e a verdadeira liberdade.

O texto do Evangelho de hoje revela algo importante sobre nós, seres humanos. Nós vivemos sempre no estado de pecado, separado de Deus. A união com Deus, segundo o apóstolo Paulo é “a justificação”. Lutero formulou isto a partir de duas palavras em Latim: “justus e pecador”. Para Lutero somos ao mesmo tempo justos e pecadores. Deus pela graça amorosa, na morte de Jesus na cruz, nos justifica. Ou seja, reestabelece a comunhão com o ser humano. Todavia, Deus reconhece que os seres humanos vivem separados Dele por causa do pecado. Os Judeus, na época de Jesus, se achavam justificados, livres de qualquer escravidão, somente por serem descendentes de Abraão e por obedecerem às leis. Jesus falava para eles e, hoje, para nós de que para seremos livres de verdade é necessário não sermos escravos do pecado. O primeiro passo para a liberdade é reconhecer que somente pela graça de Deus é que ficamos livre do pecado. Assim sendo, precisamos deixar de confiar em nossa capacidade de obedecer às leis e preservar as tradições.

Na carta aos Romanos no capítulo 7, versículos 14 e 15, Paulo fala da natureza humana: “Sabemos que que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que eu faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio.” Como podemos receber a graça do perdão do Deus misericordioso? Perdão há somente para o pecador arrependido que deposita sua esperança em Deus e crê em Jesus Cristo, mas não para aquela pessoa que não reconhece seus pecados. O pastor e teólogo luterano, Dietrich Bonhoeffer, quem fez parte do movimento de resistência contra Hitler, escreveu um poema enquanto estava preso numa cadeia nazista esperando a sua morte. No poema “Quem sou eu ?” se percebe que Bonhoeffer compreendeu o que significa ser justo e pecador. Ele escreveu:

Quem sou eu? Frequentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.
Quem sou eu? Frequentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.
Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?
Quem sou eu? Este, ou o outro? Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?
Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!

Penso que cada pessoa experimenta, ao longo da vida, as duas faces da humanidade: ser visto como justo, mas perceber no seu interior o mesmo que Dietrich Bonhoeffer experienciou, ser fraco e pecador. Porém, o mais importante é ter consciência de que sendo pessoas justas e pecadoras somos, acima de tudo, pessoas que pertencem a Deus. A primeira mensagem da pregação de Jesus foi:” Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto! “A palavra em grego para o arrependimento é metanóia que significa mudança de mentalidade. O Reino de Deus, a união com Deus, começa já, nesta vida, começa com uma nova mentalidade. Onde Jesus encontrava pessoas simples, marginalizados, mulheres e doentes que tinham fé nele, que reconheciam que ele era o Filho de Deus, assim, aconteciam mudanças na vida delas. Foi isso que aconteceu na vida do apóstolo Paulo. Ele de perseguidor de Jesus passou a ser seguidor de Jesus Cristo. A mesma experiência teve Lutero, antes aflito, revoltado e raivoso com um Deus e, depois, anunciador do Deus bondoso, gracioso e misericordioso, que não exige obras do ser humano como condição para salvá-lo.

A Reforma luterana começou com a descoberta da graça divina que produz no ser humano fé. Esta é a verdade que vai além de doutrinas e instituições. É a verdade que liberta! Esta liberdade deu para Lutero coragem para propor reformas para sua amada igreja católica, criticar abusos de poder e atitudes contrária à mensagem do Evangelho. Sua vida mudou radicalmente. Sim, todo verdadeiro encontro com Cristo é renovador, porque estar na presença de Deus é transformador. Quando somos encontrados por Deus recebemos dele o novo, a missão de percorrer nova estrada e viver pela graça e fé. Mas Lutero não esqueceu a natureza humana. Lutero explica o Sacramento do Batismo, no Catecismo Menor, como sendo um arrependimento diário. “Batizar com água significa que, por arrependimento diário, a velha pessoa em nós deve ser afogado e morrer com todos os pecados e maus desejos. E, por sua vez, deve sair e ressurgir diariamente uma nova pessoa, que viva em justiça e pureza diante de Deus para sempre.” Para os que que creram nele, Jesus disse: “Se vocês continuarem a obedecer a meus ensinamentos serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.”

O que é verdade? disse Pilatos. O físico dinamarquês Niels Bohr disse sobre a verdade a seguinte frase: “O oposto de uma verdade é mentira, mas o oposto de uma verdade profunda pode muito bem ser outra verdade profunda.” Mas, Jesus não se refere a uma afirmação matemática exata ou a uma meia verdade que pode ser contestada, pois tudo na vida pode ser contestado. A verdade da qual Jesus se refere é Deus. Mas sempre temos que ter em mente o que Dag Hammarskjöld disse. Experimentar esta verdade não é algo que tenho para sempre. “O que dá valor à vida, você pode alcançar ou perder, mas nunca poderá possuir. Esta verdade da vida é valida do começo ao fim.” Lutero afixou suas 95 Teses, no dia 31 de outubro de 1517, na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha. Nelas ele escreveu contra os abusos da igreja católica da época, especialmente, desfavoravelmente as indulgências, que prometia para a pessoa que comprasse a indulgência a absolvição do pecado. Lutero denunciou a crise moral do clérigo, foi contra o conceito da salvação pelos próprios méritos e contra os poderes eclesiais absolutos, que tirava a liberdade das pessoas cristãs e dificultava a comunhão com Deus e com o próximo.

O monge Willigis Jäger do mosteiro de São Bento, em Würzburg, na Alemanha, aponta para o desafio de compreendermos, hoje, a justificação. Ele disse, numa entrevista a respeito da justificação pelas obras e das indulgências, o seguinte: “A contestação protestante contra o fato de toda e qualquer forma de justiça depender das obras é absolutamente justificada. E a crítica feita ao mau costume das indulgências do catolicismo está fundamentada nisso. A problemática do protestantismo é apenas que, em última análise, ele se deixa conduzir, não menos do que o catolicismo, pela ideia de o Eu ter que se justificar perante Deus. Mas o Eu não tem essa obrigação. A tarefa do Eu consiste em se retirar para, dentro da vida, dar lugar a Deus, para deixar Deus nascer.” Muito dos males em nossas sociedades tem a ver com isso, também a nossa relação com a natureza. Quando o Eu se coloca no centro do mundo e não como uma parte da natureza, ele quer se justificar por suas obras e não se reconhece como dependente da graça divina. O ser humano puramente racional não quer saber deste mundo e de Deus, mas apenas de si mesmo. No entanto, as pessoas cristãs são chamadas a ter fé em Deus e dependerem do amor Dele. Porque o Deus de amor liberta a humanidade de tudo que a prende em si mesma e chama as pessoas a se abrirem para a graça e ao próximo.

Jesus revela ao mundo a graça de Deus, o amor que liberta. Esta verdade é o legado da Reforma. Porém, não podemos viver do passado e ficar mudos diante dos atuais problemas do mundo. A igreja precisa sempre estar se reformando. Reformas são, algumas vezes, incomodas e dolorosas. Mesmo com o legado positivo da Reforma não deveríamos esquecer o lado triste da história. A divisão se instalou na igreja. Houve guerras religiosas entre luteranos e católicos, perseguições das igrejas reformadas por parte dos católicos fora da Alemanha. Estas perseguições e condenações chegaram ao Brasil. Não podemos esquecer o apoio dado pela igreja luterana ao nacionalismo nazista, durante a Segunda Guerra. Lutero também tem seu lado obscuro como, por exemplo, seu antissemitismo e seu apoio aos senhores feudais contra os colonos. Atualmente, precisamos analisar nossas posturas diante dos abusos de poder, das atitudes racistas e preconceituosas, do nosso silêncio diante das injustiças e de da falta de nossa voz profética diante das desigualdades.

Claro, que como igrejas herdeiras da Reforma, contribuímos para que houvesse avanços ecumênicos e maior entendimento entre as igrejas. O movimento ecumênico mostra que há sinais positivos, de aprendizagem e testemunho mútuo. Especialmente, nas igrejas Católica e Luterana há ações conjuntas, por exemplo, estudos bíblicos, defesa dos direitos indígenas, dos trabalhadores, dos direitos humanos e cultos ecumênicos. Em 1999, representantes da Igreja Católica e Federação Luterana assinaram a “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação” confirmando o que o apóstolo Paulo e Lutero descobriram. O documento diz: “Juntos confessamos só pela graça, na fé, na obra salvadora de Cristo e não por causa de nenhum mérito da nossa parte, somos aceitos por Deus e recebemos o Espírito Santo que renova nossos corações.” Apesar de passos importantes temos o compromisso de nós empenharmos ainda mais pelo ecumenismo.

Neste Dia da Reforma, precisamos lembrar que a gente não vive por si só, mas para Cristo e para o próximo, para Cristo através da fé, para o próximo através do amor. Também, precisamos lembrar que por amor a nós Deus nos aceita e perdoa. Quando Deus nos alcança com sua graça ocorre em nós uma mudança profunda, mudamos a nossa mentalidade egocêntrica e somos livres para amar a Deus e ao próximo Nós precisamos de dois olhos para enxergar bem. Nós precisamos olhar para Deus para que o nosso coração esteja aberto para Deus e, assim, reconhecer que em nossa natureza humana pecadora somos pessoas carentes da graça divina. E nós precisamos ver o mundo e as pessoas para podermos viver e praticar o amor de Deus. Que o Espírito Santo nos ajude, pois a liberdade que Cristo nos dá é graça, é dom do Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Que Deus nos ajude a viver da graça do perdão e da fé que nos anima durante a caminhada rumo ao seu Reino.

Quero lhes transmitir a minha tradução de uma estrofe do hino “Deus está presente”, que não foi traduzida para o português, a qual acompanha minha vida. Uma vida de olhar vertical de oração, meditação para que Deus possa agir dentro de mim e assim posso agir neste mundo para viver o Evangelho transformador e libertador neste mundo de hoje:

Como as flores tenras abrem-se espontaneamente e se dirigem calmamente para o sol, deixe-me assim, sossegado e alegre, receber os teus raios e deixar Tu agir em mim.

Que a graça de Deus nos liberte para agirmos no mundo, nos perdoe para podermos perdoar ao próximo e nos anime na nossa caminhada de fé em Cristo. Amém


HINO
LCI Nº 494, HPD 224 Conosco seja a graça de nosso Salvador

CONFISSÃO DE FÉ
Com toda a cristandade confessamos a nossa fé com a palavras do Credo Apostólico. Quero lembrar o que Lutero escreve no seu Catecismo Menor a respeito do Espírito Santo na sua explicação do Credo Apostólico: Creio que, por minha própria inteligência, não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem chegar a ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé. Assim também chama, reúne, ilumina e santifica toda a Igreja na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé. Nessa Igreja ele perdoa, cada dia e plenamente, todos os pecados a mim e a todas as pessoas que creem. Pedimos nesta Confissão que seguimos na nossa igreja luterana, mas nas outras igrejas, também, a fé que vem de graça e nos liberta.

Creio em Deus Pai, ...

OFERTA:

Vamos ofertar com gratidão a Deus. As ofertas que damos de coração são destinadas à própria comunidade. Enquanto ofertamos cantaremos o hino HPD Nº 434, Deus chama a gente


ORAÇÃO DE INTERCESSÃO
Deus de infinita misericórdia, neste Dia da Reforma, dá-nos a oportunidade de vivermos na tua graça e que procuremos sempre estar na tua presença. Ajuda-nos para que, em liberdade, atuemos em prol de um mundo mais justo, pacífico e equitativo no qual todas as pessoas tenham vida digna. Não permita que fechemos os olhos frente às injustiças, frente às pessoas necessitados, frente a destruição da natureza, frente às violações dos direitos humanos. Não permita que nos calemos diante das crescentes opiniões de pessoas que acham ter a verdade absoluta. Dá-nos coragem para proclamarmos a verdade do teu evangelho para que as pessoas abram o coração para o teu Reino e para o próximo necessitado de bens materiais e espirituais. Seja consolo para as pessoas tristes e desanimadas, doente e enlutadas. Proteja-as contra todo mal e dá-lhes a certeza de tua presença e bênção através de mulheres e homens que ficam ao lado delas. Ajuda a nossa igreja a estar em processo de reforma para que promova, cada vez mais, a boa convivência e o aprendizado mútuo com as demais igrejas e religiões. Tudo aqui ainda temos para te agradecer e pedir entregamos a ti por meio da oração que Jesus ensinou: PAI NOSSO….

LITURGIA DE DESPEDIDA

AVISOS
Próximo Culto: ___/___/______ às ___:___ h.
Oferta último Culto: R$ _________ - destinada para ...
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BENÇÃO
Deus te abençoe e te guarde; Deus faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; Deus sobre ti levante o Seu rosto e te dê a paz.

ENVIO
Ide em paz com a graça de Deus revelada através de Jesus Cristo e com o Espírito Santo que fortalece a fé para uma vida renovada com coragem para se abrir a Deus e ao próximo. Que possamos dizer com Bonhoeffer: Seja quem eu for, Tu, ó Deus sabes, que sou teu! Amém

CANTO FINAL
LCI Nº 13, HPD Nº 94 Corações em fé unidos (Pode ser cantado também com a melodia de Beethoven da nona sinfonia, Ode à Alegria)
 


Autor(a): P. em Walter Sass
Âmbito: IECLB / Sinodo: Amazônia
Testamento: Novo / Livro: João / Capitulo: 8 / Versículo Inicial: 31 / Versículo Final: 36
Título da publicação: Caderno de Celebrações 2021 - Sínodo da Amazônia / Ano: 2021
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Prédica
ID: 62293
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