História de vida de Eliane Maria Koch

08/01/2016

 

Nome: Eliane Maria Koch

Tempo de participação na IECLB: Desde o Casamento - 19-05-1973

Comunidade: Evangélica de Confissão Luterana em Rincão dos Ilhéus, Estância Velha - RS

Sínodo: Nordeste Gaúcho

Data nascimento: 20-09-1956

 

 

 

Meu nome é Eliane Maria Koch. Fui criada por uma tia católica, Susana Schneider (in memorian). Ela participava de grupos de igreja e desde pequena me ensinou que devemos amar o próximo como a nós mesmas. Isto eu sempre procuro passar para minha família: que devemos ser exemplos. Penso que as pessoas têm uma vida melhor quando contribuem com seus talentos e dons. Fui batizada e fiz comunhão na Igreja Católica.

Meu esposo, Alceu Koch, desde o batismo é membro da Igreja Evangélica de Confissão Luterana. Quando decidimos nos casar, no ano de 1973, optei em tornar-me membro da IECLB. Lembro que o pastor Orlando Keil, da Comunidade da Ascensão de Novo Hamburgo, pediu-me que eu estudasse o Catecismo Menor de Martim Lutero. Depois de um tempo, me fez algumas perguntas, confirmando que eu estava convicta e consciente para seguir a Igreja Evangélica de Confissão Luterana.

Logo que casamos (19/05/1973), ingressamos membros da Comunidade da Ascensão – Novo Hamburgo. Mas, como morávamos e trabalhávamos em Hamburgo Velho, resolvemos nos tornar membros da Comunidade de Hamburgo Velho, onde os nossos filhos Daniela nascida em 26/05/1976 e Jonathan nascido em 05/04/1981 também foram batizados.

No ano de 1982, fomos morar no bairro Rincão – Estância Velha. Ali entramos como membros na Comunidade do Rincão, onde os nossos filhos também frequentaram o Ensino Confirmatório e fizeram a Confirmação. Após a Confirmação os filhos começaram a participar do grupo de jovens. Foi nesse grupo de jovens que meu esposo e eu fomos convidados a sermos pais conselheiros. Acompanhamos o grupo de jovens, por um tempo, em retiros e outros programas. Foi uma época muito gratificante para nós, nos sentimos abençoados. Na  Comunidade do Rincão também passei a frequentar a OASE – Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas. Os estudos bíblicos eram realizados nas casas dos membros, e o estudo em sábado era no pavilhão da comunidade. O pastor da Comunidade era o Anibaldo Fiegenbaum, (in memorian). 

Um ponto marcante na OASE neste tempo foi que a cozinha era num pavilhão de madeira, onde preparávamos o chá da OASE. Na época, fazíamos as tortas com nossas próprias mãos. Não esqueço que aprendi com Atêmia Möller a fazer o chantilly, cremes, enfeitar as tortas. Nossa! Tudo era muito bom. Graças a Deus, o nosso grupo sempre esteve unido. Nesta caminhada, como tinha bastante participação na OASE, fui convidada para entrar na diretoria da mesma. Fui secretária no mandato de dois anos (2002 a 2003).

Em 2010 me convidaram para ser a presidente do grupo. Aí eu pensei: e agora aceito ou não aceito este desafio? Depois de orar muito, aceitei. Sempre tinha no pensamento que Deus vai me guiar. Nas primeiras reuniões, lembro que tremi, gaguejei, suei frio, mas não desisti, fui enfrentando os desafios. Foi um aprendizado muito grande para mim como pessoa, o mandato foi de dois anos, e com a reeleição, fiquei por mais dois anos (2011 - 2014). Atualmente ocupo o cargo de vice Presidente da OASE.

Já participei em varias reuniões do Sínodo, onde aprendi muitas coisas, principalmente a ter coragem, fé, e seguir em frente. Gosto muito de conversar com as pessoas e dar atenção a elas. Conversando descobrimos o que elas precisam e no que podem ajudar também outras pessoas, inclusive, na própria comunidade. 

Penso que fazer Diaconia é fazer sempre tudo com muito amor. Acho que devemos fazer a diferença ali onde Deus nos colocou. O compromisso que eu assumi comigo mesma é de sempre convidar senhoras novas para o grupo de OASE. Sempre que surge uma oportunidade, estou fazendo o convite. Ser parte da OASE é importante para a nossa formação como mulher, como pessoa. Nos encontros do grupo, aprendemos a agir com mais autonomia, buscando o bem de cada mulher e da comunidade.

Aspecto que considero importante: não importa o que for fazer, que seja bem feito e feito com amor. Em primeiro lugar coloco Deus em minha vida, porque sem Deus a nossa vida é vazia. Participo atualmente do grupo OASE, grupo de Canto, Terceira Idade e de Dança Sênior da Comunidade do Rincão dos Ilhéus. 

Olhando minha trajetória de vida na IECLB, eu afirmo que sou feliz pela escolha que fiz em me tornar Luterana. Eu pretendo continuar coletando histórias de vida, pois sempre quis também ser escritora e atualmente estou escrevendo sobre minha vida desde o meu nascimento e sobre os momentos importantes no qual cito que a  minha participação nos grupos da Comunidade é parte de minha missão como Luterana.

Eu estudei até completar o primeiro grau. Quando criança, um dos meus sonhos era estudar em uma escola maior e ser professora. Mas eu não consegui, pois tive que trabalhar para ajudar a família. Comecei trabalhar aos 14 anos. Primeiro trabalhei em casa de família e depois em gráfica e no comércio. Por falta de incentivo e de condições financeiras, não realizei o sonho de ser professora. Mas de uma forma toda especial este sonho está sendo realizado por minha filha que hoje é uma professora.

Ressalto que uma das bênçãos na minha vida foi o nascimento, em 2003, de minha neta Mariana, hoje com 12 anos. Ela mora no mesmo terreno que eu. Desde pequena eu cuido dela, pois a minha filha Daniela trabalha o dia todo em uma escola. Sobre a minha neta, eu aprendi com ela a voltar a ser criança, ser brincalhona, ser risonha. Tenho ensinado a ela que em primeiro lugar devemos sempre respeitar as pessoas não importa religião ou cor, e que tudo que ela for fazer, é para ser com amor. 


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