Experiências com a campanha Por um lar sem violências

22/09/2021

Experiências com a campanha Por um lar sem violências - Albergue Martim Lutero
Experiências com a campanha Por um lar sem violências - Albergue Martim Lutero
Experiências com a campanha Por um lar sem violências - Albergue Martim Lutero
Experiências com a campanha Por um lar sem violências - Albergue Martim Lutero
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Ao termos conhecimento do conteúdo da campanha da IECLB “Por um lar sem violências”, a Psicóloga e eu, Assistente Social, planejamos as atividades do Agosto Lilás realizadas com as pessoas que acolhemos na AAML – Associação Albergue Martim Lutero.

Primeiramente, escolhemos os cards produzidos pela IECLB que, além de serem informativos - pois neles constam frases e número de telefones para incentivar a denúncia -, também foram escritos em uma linguagem acessível ao público atendido pela instituição. Logo no início de agosto, os cards foram afixados nas paredes do Albergue para ficarem acessíveis a todas as pessoas que frequentam e atuam na instituição.

Os cards da campanha não ficaram expostos somente no pátio principal, mas também foram utilizados nas rodas de conversa sobre a violência contra a mulher, tema em destaque no Agosto Lilás. No decorrer das atividades, outras violências vividas no espaço doméstico também foram abordadas pelas pessoas acolhidas.

A programação foi dividida em três atividades: Uma contação de história com um capítulo do livro “Torto Arado” no qual se descreve a violência doméstica sofrida por uma das personagens num contexto rural; Uma roda de conversa sobre a Lei Maria da Penha, avanços, apoio da rede e formas de denúncia; Um cine debate sobre o filme “A verdadeira História de Tina Turner”, no as cinco formas de violência contra a mulher, tratadas na Lei Maria da Penha, são vivenciadas pela cantora, bem como, evidencia a cultura machista impregnada nos homens e, na sociedade como um todo, de forma estrutural.

Sabe-se que falar sobre violência não é fácil, em especial sobre violência contra a mulher numa sociedade que ainda é marcada por jargões como “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” ou “ela apanha porque gosta”. No entanto, as metodologias utilizadas fizeram com que os e as participantes pudessem expressar sua opinião, contar casos de violência vivenciados na família e vizinhança e, também, uma reflexão sobre pensamentos que antes foram construídos. Uma das acolhidas da instituição, no início da roda de conversa sobre a Lei Maria da Penha, mencionou que com a Lei, os casos de violências contra a mulher aumentaram. retificou sua fala e disse que o problema não é a Lei, mas a maneira como educamos nossas crianças, pois a educação que damos a elas reflete na construção de uma nova sociedade. Outra, completou dizendo: as violências vividas por mulheres são fruto de uma sociedade machista. E, para finalizar, um dos poucos homens presentes falou que se prestássemos atenção ao que estava escrito nos cartões “cards” da campanha Por um lar sem violências, não existiria violência.

Finalizamos as atividades com a percepção de que esta roda de diálogo foi apenas um passo na direção de sensibilizar para transformar atitudes. Cada pessoa que participou das rodas de conversas encontrou ali, um lugar seguro no qual pode compartilhar experiências, falar do que percebe e sente, refletir sobre o tema, levando um novo impulso e motivação para dialogar em casa com quem não pode participar. Além disso, frisar que o maior intuito da Lei Maria da Penha é fomentar ações preventivas/informativas, como essas que realizamos, uma vez que a punição só existe quando há violência e nossa intenção é vivermos em lares calmos e tranquilos.

Por fim, encerramos as atividades destacando a seguinte frase de um dos cards:
“Se sua casa deixou de ser um lugar seguro e acolhedor, saiba que violências e medo não são vontade de Deus”.

Nayara Rodrigues Bernardes, Assistente Social e Elisa Joanna Schneider, Psicóloga na AAML – Associação Albergue Martim Lutero.


Os cards da Campanha Por um lar sem violências podem ser descarregados aqui
 

COMUNICAÇÃO
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Deus, ao atender uma oração, atende-a de modo maravilhoso e rico, assim que o coração humano é por demais apertado para poder compreendê-lo.
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