Jeremias 23.16-29

Auxílio Homilético

05/06/1988

Prédica: Jeremias 23.16-29
Autor: Edna M. Ramminger e Oto H. Ramminger
Data Litúrgica: 2º. Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 05/06/1988
Proclamar Libertação - Volume XIII


l - Texto

Este texto faz parte de um conjunto de profecias (caps. 25-27), em sua maioria proferidas quando Zedequias era rei de Judá (597-587 a. C.). Desde 605, quando Nabucodonosor derrotou o faraó Neco (Jr 46.2), a supremacia egípcia foi substituída pela babilônica, e viviam-se anos de humilhação. Zedequias era rei por concessão do rei babilônico e se encontrava nas mãos de círculos nacionalistas que atiçavam a um levante contra a Babilônia. Essa localização política do texto tem certa vantagem, pois a destruição de Jerusalém, no ano de 586, e o fim da re¬lativa independência de Judá, acaba com as ilusões dos adversários e atesta a correção da mensagem de Jeremias. Ele pregava a submissão ao jugo babilônico. Via nesse jugo o castigo pelos pecados de Israel e em Nabucodonosor um servo de Deus (cf. 27.6). Outro grupo pregava o Paz tereis... Não virá mal sobre vós (v. 17), conduzindo o povo e o rei à insurreição. Jeremias tornou-se impopular (cf. 37.11-16). A prédica de fundamento religioso leva a consequências políticas, tanto que um intérprete posterior do texto pôde caracterizar 'Jeremias como um traidor inspirado pela Babilônia (Breit, p. 194).

Essas palavras de Jeremias são ditas durante o culto. Lá, onde alguns profetas anunciam mensagens de grande otimismo, outro conclama ao arrependimento. As palavras de Jeremias são dirigidas contra figuras que têm apoio de vastas camadas do povo que veio adorar, mas o texto não deixa transparecer as reações que suas palavras provocaram. Ó ato litúrgico do templo dava espaço para anúncio da mensagem de desgraça. Com isso, a divergência entre verdadeiro e falso profeta é trazida para o meio do culto. A mensagem de Jeremias o um protesto contra a falsa atualização da palavra de Javé pelos profetas.

Os vv. 30-32, apesar de não serem considerados para a prédica, ajudam a compreender o clima da briga. Os profetas roubam as palavras uns dos outros e as colocam como revelação de Javé. O logro não consiste no plágio, mas na ânsia de querer ser o primeiro a apresentar a mensagem de modo mais convincente. O v. 32 tem a característica de ataque pessoal, compreensível pelo fato de o profeta não conhecer distanciamento crítico. É preciso ter o cuidado de não ver rápido demais todos os profetas como falsos. Nesse pega entre profetas, a legitimidade de cada um está em jogo, por isso Jeremias não mede palavras para influenciar os presentes.

V. 16 - Jeremias fala suas palavras no culto e busca sua principal argumentação no pacto. Adverte claramente os presentes para não darem ouvidos às palavras dos profetas, pois não falam as palavras de Javé, mas o que provém de seus corações, e enganam o povo. Jeremias não diz que enganam conscientemente. Fica aberta a possibilidade de que, na intenção de pregar a palavra de Javé, estejam enganando a si mesmos e ao povo.

V. 17 - Jeremias apela para a tradição do pacto onde o bem e a paz dependem da fidelidade e obediência à palavra de Javé. Se os profetas anunciam salvação ao povo desobediente, sem falarem de castigo, entram em conflito com as exigências básicas do pacto com Javé. Portanto, o anúncio de paz que eles trazem não pode vir de Javé.

V. 18 - Jeremias se sabe ligado à tradição de Javé quando anuncia desgraça ao povo pecador, em contraposição às palavras dos falsos consoladores. A falsa profecia sempre coloca em dúvida o efeito da profecia verdadeira. Por isso, Jeremias pergunta se o embasamento de quem fala está no 'conselho do Senhor’. Jó também procura a legitimidade de quem fala ligado ao 'conselho do Senhor’ (cf. Jó 5.8).


V. 19 - Além de usar argumentos da tradição, Jeremias também anuncia que Javé fala, na situação histórica, uma linguagem clara e perceptível para aque¬les que conseguem compreender os sinais dos tempos. Em oposição aos profetas, Jeremias leva a sério esse Deus que também age na história.

V. 20 - Sob a figura da tempestade do Senhor, Jeremias diz que os profetas perceberão seu engano quando a catástrofe passar. Nos vv. 19-20 o acento não está naquilo que virá, mas no fato de que Deus mesmo vai desmascarar os que conduzem mal o povo.

V. 21 - Cegos ao agir de Javé no presente, es profetas correm e falam. Defendem causa particular e anunciam a própria palavra: profetas sem chamamento e envio (Weiser, p. 206). Não mandei esses profetas... mostra o estrago que a palavra mentirosa causa. Apesar de os profetas serem legitimados, e benquistos em sua função pelo povo, Jeremias os coloca como mentirosos.

V. 22 - O reconhecimento último do falso e verdadeiro está ao encargo de Javé. O profeta autêntico chama à responsabilidade ética. Essa missão foi levada a sério por Jeremias apesar de todos os insucessos e inimizades. A palavra da graça que procura trazer de volta o pecador é, ao lado da palavra de juízo, a legítima palavra de Deus para seu povo, que também legitima o profeta enviado por Deus.

Vv. 23-24 - Servem de introdução aos vv. 23-32 que são forte ataque aos profetas. As perguntas querem clarear com o quê os profetas estão mexendo quando vendem seus sonhos como palavra de Javé. O v. 23 acentua o distanciamento entre Deus e a pessoa, que também existe entre Deus e o profeta. Os profetas desconhecem a verdade e desprezam o distanciamento de Deus quando se presumem tão perto dele a ponto de atribuírem a ele seus próprios pensamentos e palavras. Javé é Deus de perto e de longe. Não é Deus sob medida, sempre pronto a ajudar como deus popular (Breit, p. 199), como os profetas o descrevem. Também não é Deus distante, do qual se pode prevalecer. A honra de Javé é ofendida pela conversa de salvação barata dos profetas. Estes são lembrados claramente que Javé preenche céus e terra. Os vv. 23-24 saem um pouco do ambiente da briga e apontam para o Deus Todo-Poderoso - próximo e distante - que se mostrou a Jeremias. Ninguém pode se desviar de Javé e dele ninguém pode dispor. Ele tudo vê, ninguém se esconde dele. Ele desmascara qualquer mentiroso.

Vv. 25-26 - Não é possível qualquer mistura entre homens e Deus. Por isso, Jeremias ataca mais direta e pessoalmente os profetas que vendem seus sonhos como se Javé falasse de dentro deles. Coloca divisas claras entre sonhos e palavra de Javé e designa de mentira a identificação entre ambos. No desconhecimento e desrespeito à honra de Javé está a maior mentira. Na colocação dos sonhos próprios como palavra de Javé está o logro.

V. 27 - Com os sonhos que contam uns aos outros para se engrandecer, os profetas conseguem exatamente o contrário do que a palavra de Javé: ao invés de anunciar o nome e a verdade de Javé, para que o povo o reconheça e honre, eles, no fundo, se preocupam com seu próprio nome e influência. Javé cai no esquecimento, mesmo que tenham seu nome sempre na língua. O juízo que Jeremias faz é pesado quando diz que o agir dos profetas acabará levando o povo ao culto a Baal.

V. 28 - Jeremias não quer tirar dos profetas o prazer de contarem seus sonhos, mas que coloquem a clara distinção entre os sonhos e a palavra de Javé. Há entre ambos uma diferença de essência e valor como entre palha e semente.

V. 29 - Quando Jeremias fala da palavra de Javé como fogo e martelo que esmigalha a rocha, fala de experiência própria. A palavra de Javé age viva e ativamente sobre o profeta e esmigalha qualquer resistência. Para assumir a revelação da palavra de Javé, Jeremias também experimentou humildade pessoal, medo e desespero. Deus se impõe (martelo) contra os desejos e resistências humanas. Jeremias também experimentou como a palavra de Javé encontra resistência. Por isso, a função de profeta não serve para quem quer honra junto a homens. Cada época precisa brigar a briga na qual se encontrava Jeremias.

II - Meditação

Todos gostamos do Deus de perto, do Deus próximo, companheirão, com o qual se pode levar uma convivência pacifica. Como comunidades, procuramos as igrejas e seus serviços em situações específicas. Ficamos satisfeitos quando, em épocas boas, ouvimos votos de que tudo prossiga assim e, em épocas difíceis somos consolados, nos desejam mudanças, tempos melhores e nos afirmam quo Deus mesmo luta conosco pela solução de nossos problemas.
Como pastores, pastoras, líderes, aprendemos a arte de acomodar as coisas, preservando um clima fraterno e de bem-estar entre comunidades e membros. Liberamos as palavras mais desafiadoras de Deus, em doses pequenas, no ponto certo para não ofender nem assustar ninguém. Assim, permanecemos os anos desejados num mesmo lugar e ao sair, ouviremos que fomos bons pastores. Podemos também constatar a falta de sentido de um trabalho apaziguado e exorcizado dos desafios da palavra de Deus e idealizamos um trabalho voltado para uma certa classe social. Colocamo-nos ao lado dela, ouvindo e aprendendo. Aprendemos das contradições do sistema e procuramos saídas comunitárias. Tornamo-nos benquistos, estimados pelas pessoas, em alguns casos até pequenos santos vivos. Imaginamos e até podemos desenvolver um trabalho social, aprendemos a reivindicar em conjunto, aprendemos a arte das greves, invasões e bloqueios. Se esse trabalho fracassa, não traz os resultados esperados, emperra e não se desenvolve, em geral, somos rápidos em descobrir as estruturas e grupos dominantes, civis, militares ou eclesiásticos, que atrapalharam. Em casos, até pintamos ligeirinho um diabo que culpamos dos reveses. Dificilmente, tanto num como noutro tipo de trabalho, nos submetemos à penosa pergunta pelo que se propugnava: - visões do coração? - sonhos e ideais próprios? - Deus que precisou se amoldar às nossas táticas e métodos? - ou anúncio da palavra de Deus: livre, inesperada, independente do nosso querer e saber?

O Deus de longe é caracterizado com bastante clareza em nosso texto. Sua palavra não é palha, não é visão que se amolda ou encaixa com exatidão em cada momento da vida. E semente, é grão que sustenta e gera vida, mas que primeiro precisa ser trabalhado e digerido. É fogo a palavra de Deus. Arde no peito e na boca do profeta e queima aqueles que a ouvem. Cria consternação e mal-estar entre os que a ouvem. Deixa gente irritada, descontente, desejosa de mandar para bnge o atrevido e ingrato criador de problemas que a anuncia. Essa constatação nos faz perguntar pela possibilidade de uma convivência pacífica e harmoniosa entre anunciador da palavra e vontade de Deus e as pessoas que são atingidas por ela, sejam ricas, pobres ou remediadas.

É inerente à palavra de Deus que ela julgue, purifique e acabe por se impor, mesmo que isso aconteça num doloroso processo. Não há obstáculo que resista a ela. Essa convicção certamente esteve presente para Jeremias quando tinha contra si as evidências e a maioria, e precisava se curvar ante aparentes derrotas.

O espaço, a possibilidade de atuação dos profetas sempre foi cercada e limitada dentro das igrejas, comunidades e sociedade. Profeta é gente sofrida e solitária. Diante disso, os tantos esquentar as costas, não se queimar à toa, ir devagar, fazer harmoniosa convivência, fazer acordos, aguentar a aliança por causa do objetivo maior, parecem ter cheiro de politicagem, de preservação do emprego, de manutenção da imagem perante o povo, sociedade e autoridades.

Profeta e profetas continuam existindo e pregando nas mesmas igrejas. As igrejas tornaram-se hábeis, afiaram-se na arte de absorver e neutralizar qualquer tipo de pregação. Toda a estrutura económica que impera nas igrejas ajuda nessa neutralização. As comunidades têm seus meios de eliminar ou amansar os mensageiros das palavras mais desafiadoras e, em casos extremos, optam peto profeta da paz e da acomodação das coisas. Seguidamente se defrontam posições contraditórias no seio das igrejas. Como às igrejas (estrutura-direção) têm seus próprios interesses a defender, elas sempre correm o risco de dar razão ao que, no momento, lhes parece render mais trunfos ou causar menos problemas. Poderão receber apoio aqueles profetas que falam melhor ou que pisam o cenário com maior petulância (Kirst, p. 207). Há inúmeras ocasiões em que o profeta precisa abandonar o campo das disputas com o amargo sabor da derrota em sua boca. Mesmo que a história tenha dado razão a Jeremias, neste confronto e em outros, ele estava do lado perdedor.

Os sinais da tempestade do Senhor estão af para todo mundo enxergar: concentração cada vez mais estúpida de renda, bens e terra; governo cada vez mais abertamente manobrado por interesses econômicos; legislativo vergonhosamente legislando em causa própria; envenenamento irresponsável da natureza, da água, dos alimentos, o que põe em risco a saúde, a vida e o futuro dos brasileiros; desmatamento inescrupuloso de imensas áreas comprometendo a vida de todos, e a fome aniquilando gente em toda parte enquanto há quem ganhe mensalmente o que daria para matar a fome de centenas de crianças e adultos.

Certamente restam poucas dúvidas de que só há uma postura possível para os que querem levar a sério trabalho e vivência cristã: colocar-se com todas as forças e possibilidades na defesa dos famintos, desempregados, sem-terra, empobrecidos e injustiçados e na denúncia e advertência dos que causam esse mal - de todos eles - mesmo os que tentam driblar, sentando sempre nos primeiros bancos dos santuários desta terra. Quem assume essa postura terá contra si os detentores do poder, da justiça, e uma parcela dos pequenos que têm a cabeça voltada a se igualar aos grandes. É decisão que trará sofrimento. É um processo que absorve tempo, energia, arrasa nervos. Restaria ainda capacidade e forças para incluir os pequenos - cuja causa está sendo defendida - na necessidade de arrependimento e mudança de atitude e mentalidade? Isso não seria logo interpretado como atitude de amigo dos patrões? Essa pergunta sobre como assumir a causa dos pequenos aumenta quando nos lembramos que o resultado final .de nossos sonhos pode ser totalmente diferente do esperado: os pequenos de hoje serão os patrões de amanhã? Poderão ser os fazendeirinhos que tirarão o atrasado na peonada? Manterão todo o esquema de dominação paternalista em suas próprias casas? Ou prosseguem em suas saídas fáceis, sem se envolver de fato, esperando pela paz prometida pelo pessoal das igrejas? Ou assistirão à briga do outros com os ricos e poderosos mas, bem no fundo, aplaudirão o rico porque é a ele que recorrem na hora do aperto?

Esse confronto de profetas evidencia que todo nosso trabalho não pode menosprezar que a palavra de Deus compele ao arrependimento, onde são abandonadas as visões do coração e se espera apenas nele. Só então se poderá ter realmente capacidade de fazer frente a todo mal que destrói a vida plena. Toda caminhada deve passar por esta cruz e assim esperáramos ativamente pela a favor da qual Jesus se deu no Gólgota.

Ill - Prédica

O texto é longo e sua leitura toma-se cansativa Para tentar despertar o Interesse dos ouvintes, pode ajudar a localização histórica do texto. Depois de elucidados os motivos da disputa entre os profetas, com um breve destaque dos pontos importantes da mensagem de Jeremias, poderá estar criado um clima de interesse.

Dar uma de Jeremias - debatendo com os mensageiros da paz de hoje ou centrando na tempestade do Senhor, sinais dos tempos de hoje - pode ser a perda de uma boa oportunidade de refletir com a comunidade sobre alguns critérios para acatar a mensagem de Deus. Os ouvintes percebem que numa mesma igreja são proferidas prédicas distintas. Alguns terão interesse em critérios. Outros, que se ofendem quando a pregação os desafia em sua relação com bens, classes sociais, terão oportunidade de compreender que queimar é característica da palavra de Deus. A prédica sobre este texto possibilita a criação de espaço para a palavra desafiadora da parte de Deus.

Seria importante que, da parte de pregadores e pregadoras, houvesse disposição para compartilhar com a comunidade a tentação de abrandar a palavra de Deus para não ofender os ouvintes (mais influentes!). Ser sinceros e abertos nessa exposição pode ajudar a criar um clima de mais aceitação da dura mensagem da parte de Deus.

Sugestão de passos para a prédica:

1. Localização do texto: Jeremias e os profetas.

2. Que buscamos de Deus? Quando o procuramos e que esperamos dele?

3. Profetas da paz: anunciam um Deus que satisfaz a todos. São benquistos, falam o que o povo quer ouvir.

Profetas de Deus: não prometem saídas fáceis. Apontam os erros de todos. Colocam o arrependimento como ponto de partida para mudanças verdadeiras.

4. A dureza da palavra de Deus determinou a vida de Jesus. Seu caminho foi a cruz e dela apontou para o caminho da redenção verdadeira, abrindo o caminho de mudanças reais com sua ressureição.

IV - Subsídios litúrgicos

1. Leitura bíblica: Mateus 10.16-23 e 1 João 4.1-6

2. Confissão de pecados: Ó Deus! Chegando à tua presença e percebendo que estás sempre disposto a nos acolher, somos confrontados conosco mesmos. Neste confronto nos enxergamos procurando-te apenas na medida em que precisamos de ti ou dos serviços da Igreja que carrega o nome de teu Filho. Enxergamo-nos buscando e anunciando a tua mensagem apenas na medida em que satisfaz e não nos desafia. Enxergamo-nos querendo-te apenas como um Deus que subscreve os ideais e sonhos que brotam de nosso coração. Tornamo-nos, assim, merecedores do teu desprezo. Mas com humildade te pedimos: perdoa-nos, e tem piedade de nós, Senhor!

3. Oração de coleta: Nosso Deus, muito obrigado que nos reúnes aqui em tomo de ti e da tua vontade. Dá que neste encontro possamos nos reencontrar contigo e entre nós como comunidade de irmãos. Pedimos que tua palavra nos tire da sonolência e nos prepare para o serviço. Queremos estar atentos à tua vontade e não aos nossos próprios interesses. Ajuda-nos nesta nossa intenção com a força do teu Santo Espírito. Amém.

4. Oração final: Agradecer: pela palavra que nos lembra como a vontade e o caminho de Deus independem de nossos próprios sonhos e ideais. Pedir: por abertura para rever, a partir da palavra e vontade de Deus, nossos posicionamentos frente a Igreja, comunidade, bens, pessoas; por franqueza para examinar sempre se estamos nos deixando desafiar pela soberana vontade de Deus; por sabedoria para discernir entre a verdadeira palavra de Deus e pregações que brotam de corações humanos; por humildade nos confrontos, não querendo ser, sempre de antemão, os detentores da verdade única e última. Interceder por todos os que estão tendo a coragem de se deixar guiar pela palavra de Deus, que a vivem e anunciam sobriamente e, por isso, se dão mal, são odiados, perseguidos, despedidos, passam por aflição e são solitários.

V - Bibliografia

- BREIT, H. Meditação sobre Jeremias 23.16-29. In: Calwer Predigthilfen. 3. ed. Stuttgart, 1971. v. 3.
- GRIJP, K. van der. Meditação sobre Jeremias 23.16-29. In: Proclamar Libertação. São Leopoldo, 1977. v. 2.
- KIRST, N. Exege¬se sobre Jeremias 28.1.17. In: Jeremias Série Exegese. São Leopoldo, 1984. v. 3
- VOIGT, G. Meditação sobre Jeremias 23.16-29. In: Die Himmlische Berufung. Göttingen, 1981. v. 4.
- WEISER, A. Das Buch Jeremia. In: Das Alte Testamont Deutsch. 5. ed. Göttingen, 1966.


Autor(a): Edna Moga Ramminger e Oto H. Ramminger
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 2º Domingo após Pentecostes
Testamento: Antigo / Livro: Jeremias / Capitulo: 23 / Versículo Inicial: 16 / Versículo Final: 29
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1987 / Volume: 13
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 17902
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