João 11.47-53

Auxílio Homilético

12/03/1989

Prédica: João 11.47-53
Autor: Oto H. Ramminger e Edna M. Ramminger
Data Litúrgica: Domingo Judica
Data da Pregação: 12/03/1989
Proclamar Libertação - Volume: XIV


l - Personagens do pano de fundo

Na época de Jesus, o poder romano era representado, na Judéia, por um procurador que dispunha de um exército de três mil homens. Para não irritar os judeus, que não toleravam as bandeiras e os estandartes romanos com a imagem do imperador, os procuradores nem sequer residiam em Jerusalém, mas em Cesaréia. Cerca de 500 soldados estavam constantemente no forte Apolônia, em Jerusalém, de onde controlavam a vida na cidade e, especialmente, no templo. Os procuradores eram autoridade fiscal e tinham a mais alta função judiciária (Brakemeier, p. 68). Podiam condenar à morte e interferir em quaisquer assuntos administrativos dos judeus. Já os assuntos internos judeus, via de regra, eram da competência do Sinédrio, composto predominantemente dos principais sacerdotes e fariseus. A direção do Sinédrio cabia ao sumo sacerdote. Seu cargo, originalmente, era vitalício, mas, com a ocupação romana, tornou-se cargo de confiança dos procuradores. Assim, o sumo sacerdote era trocado frequentemente. Às vezes durava apenas meses no cargo. O Sinédrio, como reunião plena, se reunia poucas vezes. O trabalho corriqueiro era feito por comissões ou senadinhos.

Valério Grato foi procurador de 15 a 26 d. C. Depois de colocar e destituir alguns sumos sacerdotes, encontrou Caifás que foi investido em 18 d. C., permanecendo no cargo até o final do mandato de Valério Grato. Caifás se manteve ainda no cargo durante todo o mandato de Pôncio Pilatos, sucessor de Valério Grato, que se estendeu até 36 d. C. Para se manter num cargo de alta rotatividade durante 18 anos, dá para entender que Caifás fez bem o serviço dos romanos, sendo submisso à sua autoridade, não se esquivando de fazer uso de meios duvidosos para se manter no posto.

Pilatos é pessoa violenta, corrupto, ladrão, torturador, cometia assassinatos sem julgamento, cruel (Brakemeier, p. 69). Foi colocado como procurador por Sejano, prefeito da guarda imperial de Roma. Sejano era hostil aos judeus. É óbvio que colocou Pilatos porque também não morria de amores pelos judeus. Pilatos julgava vergonhoso para o Império Romano ceder diante das leis e particularidades do povo judeu através de uma série de concessões. Reprimia violentamente manifestações de massa dos judeus ou movimentos messiânicos. Em certa ocasião chegou a infiltrar seus soldados no meio da multidão, vestidos de gente simples, mas munidos de cacetes. A um sinal, desferiram golpes para todos os lados, matando gente, fazendo com que a multidão em pânico se matasse, calando os protestos.

De parte dos judeus eram frequentes as queixas em Roma contra Pilatos. Com a queda do seu esteio em Roma, Sejano, também ele precisou ser mais cauteloso em sua afronta aos judeus e suas lideranças. Lembramos que a ordem de não irritar os judeus com emblemas do Império e retratos do imperador vinham do próprio César. Os judeus, no processo contra Jesus, encontraram um Pilatos muito preocupado em não cometer arbitrariedades que motivassem queixas em Roma e se aproveitaram dessa circunstância.

Grupo de poder era o dos fariseus. Faziam parte do Sinédrio. Tinham força de fazerem convocar reunião plena para tratar de assunto de peso que merecesse tal reunião. Era o grupo com o qual Jesus tinha sérios desentendimentos. Os fariseus interpretavam a lei, cumpriam a lei e exigiam o cumprimento por parte do povo. Reduziam a vontade de Deus ao cumprimento da lei. Não admitiam que ela pudesse ser mais ampla. Era-lhes impossível compreender que Deus pudesse agir fora do âmbito da lei (do templo). Desprezavam a graça de Deus, por isso lhes era inadmissível que Deus aceitasse pecadores e prostitutas. Presumiam alcançar, por seu próprio esforço (cumprindo simplesmente a lei), a justiça perante Deus. Da mesma forma, como cumpriam a lei, também driblavam-na, achando-lhe os furos. Por isso tantas vezes Jesus os chama de hipócritas.

II — Texto — contexto

João 11.1-44 relata o maior de todos os sinais de Jesus: a ressurreição de Lázaro. É o sinal que não deixa mais dúvidas sobre a divindade de Jesus. Os versículos 45 e 46 relatam a reação das pessoas, dos judeus que vieram consolar as irmãs de Lázaro e acabaram presenciando o sinal de Jesus. Muitos crêem em Jesus, e outros foram ter com os fariseus para contar a eles o que Jesus havia feito. Colocada essa lenha na fogueira, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio para decidir o que fazer com Jesus.

Nos versículos 47-50 é feita a convocação da reunião, a colocação do problema e estabelecido o rumo a ser tomado. Já os versículos 51-52 são interpretação de João das palavras de Caifás, e no v. 53 fica colocada, de maneira bem clara, a decisão da reunião.

V. 47: Que estamos fazendo. . . tem o sentido de: O que devemos fazer? Os sinais e milagres estão gerando insegurança, deixando perplexos os sacerdotes e fariseus.

V. 48: Se eles deixam as coisas correrem soltas, esse movimento, que já é expressivo, se generaliza. O grande número de seguidores já pode caracterizar o movimento de messiânico. Tomar o lugar significa, especialmente, tomar o templo, ocupar o de que mais precisam. Logo, Jesus está colocando em perigo o templo, a vida religiosa, o estado e a ordem mantida pelo Sinédrio. Jesus está trazendo insegurança quanto ao futuro do povo judeu. O problema foi colocado pelos preocupados com a atividade de Jesus de forma que só sobra um caminho, o apontado por Caifás.

V. 49: Caifás sabe das coisas. É claro que, para se manter por 18 anos num posto tão delicado, ele, só ele, devia mesmo saber das coisas.

V. 50: Aquilo que os que trouxeram o assunto não quiseram assumir, Caifás assume. A sabedoria política e a responsabilidade pela nação mostram claramente que é preferível acabar com esse elemento do que colocar em risco toda a nação. É preferível o mal menor. Os fins justificam os meios. É preciso preservar.

Vv. 51-52: João interpreta essa frase politicamente sábia de Caifás com profecia. Era um dom dado aos sumos sacerdotes. E Caifás, sem querer e sem saber, estava predizendo o significado salvífico da morte de Jesus. Jesus seria sacrificado não só para Israel, mas para a Igreja de todos os povos.

V. 53: Está formalizada a decisão de matar Jesus. Sob o manto da oficialidade, agora, se pode efetuar o que há tempos se desejava.

De acordo com o Evangelho de Marcos, o motivo para a condenação de Jesus à morte foi sua maneira de explicar a lei. Ele retirou da tora mosaica a condição de única mediadora da vontade de Deus. Já para o cristianismo joanino, do final do século I, o motivo mais forte para a morte de Jesus foram os sinais que operou.

Marcos parece estar mais perto daquilo que historicamente se deu. A liberdade de Jesus perante a lei, restringindo-a e sujeitando-a ao amor às pessoas necessitadas, irritou sobremaneira os fariseus, principais sacerdotes e grupos por eles influenciados. Ambos os fatores, contudo, devem ter pesado contra Jesus. Ele realizou coisas fora da esfera da lei e do templo. Com ele, os acontecimentos fugiram do controle da Igreja oficial. Sujeitou a lei às pessoas, valorizou os perdidos e desprezados. Local e forma de ação de Deus fugiram do controle dos que para tudo tinham a última palavra.

Ill — Meditação

Deus veio ao mundo, mostrou em Jesus Cristo como é o seu jeito, e colocou em perigo o que havia de mais importante para as lideranças, os poderosos de seu tempo: os frágeis pactos e a frágil convivência política, o tão bem alicerçado templo e todo o esquema teológico dos sacerdotes e estudiosos da Tora. Com seus sinais, com seu modo de agir, Jesus afrontou e colocou em cheque os valores defendidos com unhas e dentes. Colocou em questão aquilo que era tudo o que alguns faziam e sabiam fazer, arrasou objetivos de vida. Essas pessoas não conseguem tolerar a livre manifestação de Deus, não aceitam que pessoas se liguem a Jesus e, nessa ligação, encontrem Deus. Deus fora da lei, Deus fora do templo, Deus agraciando miseráveis — isso tudo é demais! A reação de decepção, de perplexidade e, logo em seguida, de raiva, de pessoas às quais é colocado, de maneira clara, que erraram de alvo — isso é terrível! Para preservar a nação e para preservar a Igreja é preciso tirar Jesus do caminho.

Reinos, estruturas, organizações, normas, decisões, tudo isso recebe conotação de provisório e limitado a partir da presença de Jesus, do irrompimento do Reino de Deus. E isso os fariseus e o Sinédrio não aguentaram. Isso o mundo não aguenta. Isso a IECLB, a Igreja Católica, etc., não aguentam. Isso poucas pessoas aguentam. Todos querem pontos de referência sólidos e confiáveis. Estrutura precisa ter! E lá se vão os fariseus, gastando a vida para manter os referenciais e as estruturas sólidas e confiáveis. A partir de Jesus, o caminho da Igreja não passa mais pelo templo.

Dizer que Jesus precisou ser morto para não atrair as coortes de Roma é apenas meia verdade. Jesus seria morto de qualquer jeito. Mas é um dado interessante que, para-manter uma liberdade vigiada, a gente até mata Deus se preciso for. Israel não tinha liberdade. Vivia uma situação humilhante. O povo não estava satisfeito com aquele estado de coisas. Mas as autoridades, que certamente tiravam suas vantagens, faziam o serviço do opressor para garantir a liberdade vigiada. Quem nos dera. . . sentados juntos às panelas de carne e comíamos pão a fartar (na escravidão do Egito), mas nos trouxestes. . . (Êx 16.3)

Jesus colocou as pessoas em contato direto com Deus e lhes possibilitou uma nova, livre e despreocupada vida na presença dele. Gente livre? Sem preocupações legalistas? Gente que se atreve a decidir? Não! Isso a Igreja não pode tolerar! Gentinha querendo discutir de igual para igual? Movimento de vagabundo querendo reivindicar? Essa gente tem que aprender seu lugar! A Igreja precisa de gente de confiança! Não pode se meter em aventuras e nem confiar em aventureiros. Igrejas, as nossas igrejas, são pobres, paupérrimas em alegria, liberdade, confiança em alguma causa. As nossas ações, as nossas atividades, nossas reações demonstram até desespero em preservar, guardar, manter intactos. . . De quê? De quem? De Deus?

A expectativa judaica era de que, no tempo messiânico, os judeus da dispersão voltariam à sua pátria. E isso era tudo. Tudo em Israel, tudo em Jerusalém. Um messias para o povo de Israel! E a sacanagem, no bom sentido, na interpretação de João, é que ao próprio sumo sacerdote foi dado profetizar o fim dessa exclusividade judaica como povo de Deus. Com ou sem Caifás, Sinédrio, fariseus, etc., a causa de Deus se amplia. O Reino de Deus não tem mais limites nem fronteiras. E quem topar a parada, judeu ou gentio, vai precisar aprender a conviver com gentinha sem expressão, sem formação, sem educação, e aceitar que é parte desse mesmo corpo.

IV — Chegando mais para perto da realidade da IECLB e de nossas comunidades...

Refletindo sobre o que defendiam os grupos dominantes na época de Jesus e traçando paralelos com a nossa realidade, vamos perceber que, a grosso modo, as coisas continuam iguais. Nos presbitérios de nossas comunidades, paróquias, distritos, dificilmente encontramos alguém com um objetivo claro, mais próximo da proposta de Jesus. Como é difícil encontrar pessoas que se alegram nessa função! Via de regra, o que transmitem é: executam a tarefa por obrigação; estão fazendo um favor a Deus (ou ao pastor/pastora) e esperam recompensa; defendem as leis e a tradição com unhas e dentes; não são abertos a mudanças na vida das comunidades; têm verdadeira aversão aos assim chamados movimentos populares, a tudo o que foge do seu controle; trabalho com jovens e crianças — devido à instabilidade própria dessas idades ou por falta de retorno imediato desse investimento — é visto com restrições; Santa Ceia para crianças? Só sob rígidas condições. Em resumo, quase todos os caminhos de Deus precisam continuar passando por dentro das igrejas frias e vazias. E tudo o que acontece fora dali é altamente suspeito.

Se analisássemos friamente no que se investe a maior parte da verba arrecada na IECLB, poderíamos nos assustar. As festas, os chás são para construir, reformar, manter prédios, casas, etc. Parte das contribuições dos membros, para manter as estruturas maiores. A outra parte, para manter o clube de prestação de serviços religiosos, que é no que se transformaram, em grande parte, nossas comunidades e paróquias. E para a maior parte dos poucos trabalhos feitos em nosso meio que querem ajudar pessoas na restauração de sua dignidade como imagem de Deus, precisa vir dinheiro de fora.

Muitas pessoas — também de nossas comunidades — saíram buscando assinaturas para temas que gostariam de ver defendidos na nova Constituição. No final, no entanto, decisivo nas votações dos temas da nova Constituição foi a tal conversa de que os militares poderiam não gostar disso ou daquilo, que a gente não pode provocá-los, que há ameaça de golpe, etc. . . A posição das Igrejas segue fechando com o poder. O Papa vem para o Brasil? No mesmo dia do anúncio da nova visita, já tem Presidente de República falando sobre o bom relacionamento com a Igreja. . .

A gente segue insistindo que Jesus não excluiu os ricos e poderosos, que também teve contato e deu espaço a eles, mas não quer entender que são exatamente estes que lideram e dirigem nossas comunidades, são os mais árduos defensores das leis e tradições e se consideram bons cristãos. Ou alguém já encontrou algum defensor da categoria dos ricos e poderosos que se considere um humilde pecador?

Não será necessário vir nenhum Caifás profetizando que Jesus não está acompanhando com pesar nossos dilemas, e mansa e docemente esperando pela nossa conversão, para, então, surgir a verdadeira Igreja Cristã. Não, a sua causa, a causa do Reino de Deus, está em andamento. Fora de nossos salões, igrejas e atividades. Lá fora, nos acampamentos, barracos, movimentos daquela gente sem expressão, sem educação, sem preparo. . . Nem será necessário dizer que a nossa sobrevivência como estrutura, organização, também a nível de comunidade, muitas vezes, continua se dando às custas da morte de Deus e da sua causa.

V — Passos para a prédica

1) Descrever um caso de conhecimento geral, de movimento que exista em nosso meio, movimento reivindicatório, de defesa de uma causa comum, em busca de benefício para mais gente. Tentar clarear, por exemplo, o seguinte: a reação dos líderes da comunidade/ paróquia; a reação dos membros das comunidades; a reação dos poderosos do lugar. Por que se combate tal movimento? Como se combate: identificação do líder; forma usada para calá-lo e aniquilar o movimento. . .

2) Leitura do texto

3) Que, como e por que se decidiu acabar com Jesus?

4) De que lado nós estamos ou queremos estar, hoje? O objetivo da pregação seria clarear que c como, também hoje, se mata Jesus e sua causa.

VI — Subsídios litúrgicos

1. Leitura bíblica: Jeremias 26.1-11 e Gálatas 5.1-6.

2. Confissão de pecados: Ó Deus, gastamos tempo, gastamos vida preocupados com leis, com costumes e tradições que defendemos com unhas e dentes, dando a impressão de que com isso participamos da causa do teu Reino. Muitas vezes, fazemos de conta que nossas causas egoístas e particulares são da tua vontade. Nós te queremos preso à nossa Igreja, às nossas leis, aos nossos preceitos. Fechamos nossos olhos quando tu te manifestas a nós onde pessoas lutam, até com desespero, para sobreviver, para alcançar seus direitos, para chegar mais perto da vida plena. Nós te desprezamos. Sabemos que não merecemos, mas ousamos implorar que nos perdoes e tenhas piedade de nós, Senhor!

3. Oração de coleta: Obrigado, nosso Deus, porque nos trouxeste até aqui e nos dás oportunidade de meditar sobre tua vontade e reaprender os teus caminhos. Que nossos ouvidos estejam atentos à tua Palavra e nossos corações não se endureçam quando nos desafias. E para que nossas intenções não caiam no vazio, concede-nos a força do teu Santo Espírito. Amém!

4. Oração final: Bondoso Deus, muito obrigado porque tu nos deixaste ver com bastante clareza quem somos, onde estamos com nosso jeito de ser cristãos e onde deveríamos estar como gente que soma no teu Reino. Faze-nos aprender a arriscar confiando em ti. Que aprendamos a dar passos para longe de nossas leis, costumes, tradições e preconceitos. Deixa-nos aprender e aceitar com humildade que és livre, não dependes de nós, mas que nós é que precisamos ir ao teu encontro apoiando os pequeninos que sofrem. Que não apoiemos somente aquelas pessoas e aqueles grupos que se organizam, lutam e se alegram com suas promessas, mas também levemos coragem aos que já desanimaram, aos que já não querem mais lutar, porque tantas vezes passaram por decepções e desenganos. Livra-nos de todos os preconceitos que temos contra pessoas que são e pensam diferente de nós e que, talvez, até tenham nos magoado ou decepcionado. Não nos permitas esquecer que, na causa para a qual nos chamas, não queres apenas a nós, mas também aos nossos familiares. Amém!

VII - Bibliografia

- BRAKEMEIER, G. Mundo contemporâneo do NT. In: Série Exegese. São Leopoldo, 1984. V. 5, fascículos l e 2.
- LÜCKEMEYER V. Meditação sobre João 11.47-53. In: Proclamar Libertação. São Leopoldo, 1982. V. 8.
- SCHNEIDER, J. Das Evangelium nach Johannes. In: Theologischer Handkommentar zum Neuen Testament.Berlin, 1976.
- SCHULZ, S. Das Evangelium nach Johannes. In: Das Neue Testament Deutsch, 12. ed. Göttingen, 1972. V. 4J
- VOIGT, G. Meditação sobre João 11. 47-53. In: Die bessere Gerechtigkeit. Göttingen, 1981.


Autor(a): Edna Moga Ramminger e Oto H. Ramminger
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Quaresma
Perfil do Domingo: 5º Domingo na Quaresma
Testamento: Novo / Livro: João / Capitulo: 11 / Versículo Inicial: 47 / Versículo Final: 53
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1988 / Volume: 14
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 17937
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