João 13.1-17 e 31b-35

Auxílio Homilético

01/04/2010

Prédica: João 13.1-17 e 31b-35
Leituras: Êxodo 12.1-4 (5-10), 11-14 e 1 Coríntios 11.23-26
Autor: Olmiro Ribeiro Junior
Data Litúrgica: Quinta-feira da Paixão
Data da Pregação: 01/04/2010
Proclamar Libertação - Volume: XXXIV

Quem foi ele?

Foi um jovem homem que se doou. Ofertou o que possuía.

Que fez a sua presença em pão e suco da videira.

O pão repartido, o suco da videira servido para todos e todas

que têm fome de pão e de amor e sede de justiça e vida digna.

Olhem, atentem, a esse homem que se entregou, se repartiu,

pedaço em pedaço, dia após dia, ceia após ceia,

para que o mundo viva o amor e a fé que serve e liberta

1. Introdução

Quinta-feira Santa! E assim, mais uma vez, a comunidade cristã é convida- da a andar e refletir os acontecimentos finais da vida de Jesus de Nazaré e do início da fé no Cristo ressuscitado. Data marcante para a identidade da comunidade de fé mediante o Senhor que serve e se entrega por seus amados e amadas. As comunidades que celebram o Tríduo Pascal reforçam ainda mais a centralidade da Semana Santa para a vivência da fé nas comunidades cristãs.

Os textos bíblicos abordam a ceia do Senhor e o lava-pés. Na IECLB, infelizmente o lava-pés foi trabalhado muito pouco liturgicamente . De forma simplória, podemos comparar a pouca atenção dada ao lava-pés pelos estudos homiléticos no PL, enquanto há mais de 12 estudos referentes à ceia do Senhor, encontram-se apenas três estudos do lava-pés. Logicamente, quando falo do lava-pés, não estou falando das belas e ricas encenações, teatro e bibliodrama feitos nos mais diversos templos e comunidades na IECLB. Mas sim do lava-pés como rito litúrgico e proposta de ser igreja de Jesus Cristo que serve em diaconia.

Nessa ótica, necessitamos refletir qual a importância do serviço, da diaconia nas comunidades da IECLB, principalmente para o ministério pastoral. Pois participamos da ceia do Senhor como o encontro com Cristo, com a comunidade e todos os santos de Deus, e somos alimentados para servir. Os demais textos bíblicos – Êxodo 12.1-14 na instituição da Ceia, como na narração de Paulo em 1 Coríntios 11.23-26 – enfatizam a Ceia como alimento para a salvação, para a libertação. Refeição que perdoa, acolhe e envia com o compromisso de alimentar e acolher, ou seja, servir.

2. Exegese

2.1 – O Evangelho de João

O Evangelho de João é polêmico e contraditório, possuindo ênfase teológico e dialogal. Ou seja, o ponto de partida do evangelho não é histórico, como nos sinóticos, contendo a narração ou biografia de Jesus de Nazaré, seus feitos e ensinamentos. João propõe um diálogo com enfoque na eternidade. O início do evangelho já destaca essa característica quando diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

João não quer uma narração histórica, mas uma reflexão que produza a fé nos seus ouvintes em Jesus Cristo. Eles, membros de uma comunidade cristã que conhecem os feitos e ensinamentos de Jesus, provavelmente localizada na Síria e situada no final do século I, são os destinatários do evangelho. Essa comunidade é convidada a dialogar e refletir sobre Jesus como o Filho de Deus, o Salvador. Uma das características de João é revelar realmente quem é Jesus Cristo. João busca no evangelho despertar e alimentar a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus no qual “a palavra era logos” (cf. Jo 1.2). Ele nos mostra que Jesus é o próprio Deus vivo, e a sua função é revelar o Pai aos seres humanos até ao ponto de se ofertar na cruz por amor à humanidade.
“Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20.30-31)

Embora os ensinamentos de Cristo tenham um grande lugar nos evangelhos sinóticos, no Evangelho de João eles têm um lugar de destaque na estrutura do livro, mas de maneira um pouco distinta. Ao invés de encontrarmos ensinamentos paradoxais, parábolas ou grande destaque para o ensino sobre o reino de Deus, em João vemos que os discursos de Cristo são longos e confrontantes. Em contraste com os evangelhos sinóticos, o foco não está sobre o reino de Deus, mas sim sobre a pessoa do Messias.

2.2 – Contexto narrativo

A delimitação da perícope prevista para a Quinta-feira Santa não condiz com a delimitação literária do evangelho. O texto previsto faz parte do discurso de despedida aos discípulos (13.1-17,26):

1. Última ceia e lava-pés – 13.1-30.

2. Primeiro discurso: novo mandamento e consolador: 13.31-14.31.

Dessa maneira, para o culto de Quinta-feira Santa, o texto foi mesclado com o início do bloco da ceia e lava-pés e início do discurso acerca do novo mandamento: 13.1-17 e 31b-35. Com isso, a perícope destaca o lava-pés como mandamento ao serviço, indicando que esse serviço glorificará Jesus como Filho de Deus mediante o novo mandamento do amor.

2.3 – Análise de contexto em João 13.1-17 e 31b-35

V. 1 – João inicia a narração da ceia destacando a convicção de Jesus. Ele foi para a ceia sabendo do seu fim. A ceia é a prova de amor sem fim de Jesus pela humanidade.

Podemos reforçar a determinação de Jesus analisando a oração no Getsêmani. Nos evangelhos sinóticos (Mt 26.36-46, Mc 14.32-42 e Lc 22.39-46), Jesus ora pedindo para afastar o cálice se for possível (ora para evitar a cruz); já no Evangelho de João 17, Jesus ora pelos discípulos.

V. 2-3 – Traição de Judas como obra do maligno e ênfase na consciência de Jesus para os fatos posteriores à ceia: sua crucificação.

V. 4 – Término da ceia e início do lava-pés. Algo interessante é que Jesus não está fazendo um rito de purificação, pois o rito de lavagem para purificação acontecia na entrada da casa antes da refeição. Jesus faz o lava-pés após a ceia: para revelar o sentido de serviço no discipulado, a diaconia.

V. 5-7 – Ato de lavar os pés dos discípulos. Discussão inicial entre Pedro e Jesus acerca do lava-pés. Pedro questiona Jesus, e ele tenta convencê-lo.

V. 8 – Pedro energicamente e eufórico se nega a ter seus pés lavados e Jesus o repreende duramente, revelando que então não terá parte com ele. Pedro não entende a lógica do serviço, ainda está preso à mentalidade do poder e da força.

V. 9 – Arrependido, Pedro pede para ser lavado totalmente, porque ainda não tinha entendido o gesto de Jesus e tentava justificar-se pedindo para ser todo purificado, lavado completamente.

V. 10-11 – Jesus novamente repreende Pedro, revelando que não está purificando os discípulos com o lava-pés, pois eles já estão limpos, menos Judas, o traidor.

V. 12-14 – Explicação do lava-pés como exemplo de discipulado. Jesus sendo Mestre lavou os pés dos seus discípulos para que eles sirvam uns aos outros em humildade. Jesus inverte a ordem de serviço: mestre serve os discípulos, isso porque eram os discípulos que lavam os pés dos mestres em respeito e obediência.

V. 15-17 – Jesus revela o valor igual entre servo e senhor, o que é enviado e o que envia, mediante o serviço. O lava-pés não é simbologia, mas prática de fé; bem-aventurados os que o praticarem.

V. 31b-33 – Glorificação de Jesus está se aproximando, e assim Deus será glorificado, por isso Jesus se despede dos discípulos.

V. 34-35 – Despede-se pedindo o novo mandamento do amor como marca da sua presença nos seus discípulos.

O texto bíblico une duas partes diferentes, enfatizando o serviço como marca do discípulo de Jesus. A fé em Jesus Cristo é serviço, diaconia, e esse serviço somente acontece mediante o amor a Deus e ao próximo.

3. Mensagem pastoral

A Quinta-feira Santa através da ceia do Senhor e do lava-pés determina o jeito de ser comunidade, igreja, corpo de Jesus Cristo. Uma proposta de pessoas que se encontram em comunhão de partilha e de serviço. Comunhão que traga libertação através do amor como ação de cuidado da vida dos famintos e sedentos, dos excluídos, oprimidos e entristecidos que andam entre nós. Jesus ressignificou a ceia pascal como memória de libertação do povo israelita para gesto concreto de salvação. Sirvam como eu servi em amor a Deus mediante a diaconia. A ceia não pode ser uma memória, uma tradição, mas comunhão que liberta, que salva e serve.

3.1 – O que o texto bíblico traz como lei (Libertar do quê?)

• Libertar da concepção equívoca, fatalista e acomodada da ceia como lembrança da libertação. O povo israelita estava novamente sob o domínio dos romanos na época de Jesus e assim não era livre. Por isso, como festejar a libertação?

• Libertar da disputa de poder, da segregação das pessoas, da mentalidade de Pedro que não entende uma fé que serve as outras pessoas. A identidade dos discípulos a partir do serviço ao próximo como grande e único mandamento: amor a Deus e ao próximo.

• Libertar da prática da fé indiferente, em que o central é apenas o encontro com Deus. Jesus destaca fé como serviço ao próximo.

3.2 – O que o texto traz como evangelho?

• Baseado na salvação, na libertação de Cristo, que enfrenta a cruz, consola seus amigos e institui a ceia como sua presença e exemplo de serviço através da diaconia.

• O amor de Deus e sua aceitação incondicional por nós são ofertados na ceia, em que Cristo nos alimenta e capacita a servir. O amor de Deus em Cristo por nós vence até a morte. Em Cristo estamos em Deus, e a ceia é o lugar de encontro, de salvação.

3.3 – O que o texto traz como imperativo?

• Liberta para que nossa vida seja testemunho da presença de Cristo, do amor de Deus mediante o serviço a outras pessoas.

• Para que as nossas comunidades possam ser diaconais, com preocupação de ser instrumento de solidariedade, justiça, ou seja, do amor de Deus.

• Para que o serviço, a humildade sejam a marca das pessoas que professam a fé nos templos e encontros das comunidades na IECLB. Mas principalmente que possamos amar com coragem até o fim.

• Que nossos encontros e celebrações possam impulsionar as pessoas a servir no dia-a-dia. Superando a concepção individualista de fé por tradição, lembrança ou autojustificação.

4. Tópicos para prédica

a) Jesus institui a nova Páscoa, a rememoração da sua presença entre os seus. Jesus não quer mais celebrar a lembrança da libertação do povo israelita no Egito. Ele quer celebrar uma dádiva presente mediante a sua presença nos ele- mentos, e assim celebrar e viver a comunhão, o perdão, a partilha. Manter a fé que liberta em atos concretos de libertação: reconciliação mediante o perdão, fé e paz mediante a comunhão, superação das injustiças mediante a partilha e a diaconia.

b) A ceia é o banquete do perdão, da partilha. Um convite, uma oferta e um envio. Assim como somos perdoados – perdoamos, assim como somos acolhidos – acolhemos, assim como partilhamos das bênçãos de Cristo – partilhamos nossa vida em comunidade e sociedade. Isso não por obrigação, mas por compromisso da fé em Cristo. O banquete é acompanhado de um ato de humildade e serviço. Jesus lava os pés dos discípulos, não como purificação, mas como exemplo a ser seguido.

c) Trabalhar a centralidade do ato do lava-pés como prática vivencial da igreja como corpo de Cristo no mundo. Abordar o diálogo que revela a mentalidade de Jesus serviço e a de Pedro poder e autojustificação. Esse diálogo revela a mentalidade humana e o propósito de Deus. Como Pedro, nós também relutamos sobre o desafio, o chamado de ser uma igreja atuante, ativa e participativa, disposta a servir as pessoas na sociedade. E, muitas vezes, interpretamos as coisas sob a ótica da contemplação. Analisar como é a prática de fé em nossa comunidade: serviço ou contemplação egolátrica.

d) O lava-pés revela o propósito e o fundamento da existência da igreja: servir como Jesus serviu. Servir independente da condição social, da descendên- cia, da origem. Servir porque Jesus serviu e pediu isso a quem o seguisse. Como o texto revela: O que Jesus fez, seus discípulos necessitam fazer, para ter parte com ele e com Deus.

Lavar os pés é demonstrar a solidariedade, o amor, o serviço. Mostra que a igreja, que a comunidade está aí, está aqui para servir os seus membros. E que os membros são convidados, motivados a seguir lavando outros pés. O lava-pés e a ceia do Senhor nos convidam a ser uma comunidade que vive a fé de forma prática e não apenas contemplativa. Não somos chamados a ser admiradores de Jesus, mas sim seus braços, pernas, solidariedade, amor e serviço.

e) Refletir sobre que Jesus está em nossa comunidade e que comunidade somos. Aquela que serve? Analisar como são os jogos de poder na comunidade, quais os projetos de diaconia que a comunidade têm. A ceia nos alimenta para que: para a obesidade da fé ou para o serviço na sociedade?

5. Possíveis contextualizações

5.1 – Ato litúrgico

Convidar os líderes da comunidade para o lava-pés ou mãos no início do culto, trabalhar a temática em grupos e avisar a comunidade do ato litúrgico. Utilizar as reações e os debates na reflexão da prédica. Quem serviu sentiu o quê? Quem foi servido sentiu o quê?

5.2 – Dinâmica

Distribuir presentes no início do culto (caixa de chocolate). Chamar voluntários e entregar gratuitamente. Na prédica, questionar o que as pessoas vão fazer com o seu presente. Abrir uma caixa e partilhar os chocolates, trabalhar a doçura da Páscoa como serviço às outras pessoas. Como estamos vivendo o presente da fé?

5.3 – Música

Amanhã ou depois

Nenhum de Nós – Composição: Thedy Corrêa

Deixamos pra depois uma conversa amiga

Que fosse para o bem, que fosse uma saída

Deixamos pra depois a troca de carinho

Deixamos que a rotina fosse nosso caminho

Deixamos pra depois a busca de abrigo

Deixamos de nos ver fazendo algum sentido

Amanhã ou depois, tanto faz se depois

For nunca mais... nunca mais

Deixamos de sentir o que a gente sentia

Que trazia cor ao nosso dia-a-dia

Deixamos de dizer o que a gente dizia

Deixamos de levar em conta a alegria

Deixamos escapar por entre nossos dedos

A chance de manter unidas as nossas vidas

Amanhã ou depois, tanto faz se depois

For nunca mais... nunca mais

5.4 – Poema

Servir

Gabriela Ministral

Toda a natureza é uma aspiração de servir. Nessa vontade: serve a nuvem, serve o vento, servem os sulcos do arado. Onde houver uma árvore a plantar, planta ela tu; onde houver um erro a emendar, emenda ele tu; onde houver um esforço a quem todos se neguem, aceita ele tu.

Seja aquele e aquela que retira a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema. Há a alegria de ser sadio e a de ser justo, mas há, sobretudo, a formosa, a imensa alegria de servir. Que triste seria o mundo se tudo nele estivesse feito! Se não fosse possível plantar uma flor nele ou iniciar um gesto de solidariedade entre as pessoas!

Não. Não gostes apenas dos trabalhos fáceis. É belo fazer aquilo que os outros evitam porque é difícil! Não cai no erro de acreditar que só há grandeza nos trabalhos nobres: há pequenos gestos, que são imensos trabalhos: adornar e servir a mesa, pentear uma criança, plantar uma flor... Há uns que criticam, há outros que destroem – seja tu aquele que serve.

Servir não é tarefa dos inferiores. Deus, que dá o fruto e a luz, serve. Assim podemos chamá-lo: “O que serve!”. Quando o crepúsculo chegar, fixa teus olhos em tuas mãos e perguntar a cada novo dia: Servi hoje? A quem? À árvore, a teu próximo, à tua mãe?

6. Subsídios litúrgicos

Confissão de pecados:

Bondoso Deus, mediante Jesus Cristo tu vieste ao mundo, para reconciliar as pessoas, consigo, com as demais e contigo. Tu deixaste a ceia do Senhor, o lava-pés, como exemplo de convivência, de superação das dificuldades, de solidariedade aos necessitados, de perdão nas desavenças. Por mais que se espalham movimentos espiritualistas, igrejas em cada esquina, a vida está cada vez mais conturbada, aumenta a violência, prolifera a maldade, estimulam o egoísmo, e assim prolifera a ausência da tua presença entre nós. Falta-nos viver a fé como estilo de vida e não como modismo, solução fácil, tradição. Esquecemos que a ceia é um convite ao perdão, à comunhão, à reconciliação, que o lava-pés é um exemplo para vencer as dificuldades da vida, no serviço e na humildade. E assim pedimos: Perdoa-nos, renova-nos e purifica-nos, para enxerga a vida, a nós mesmos, as outras pessoas com os teus olhos de amor, paz, justiça, solidariedade e perdão.

Absolvição:

Quando o sofrimento for demais doloroso, que ouçamos Jesus dizendo: Eu também sofri sozinho. Pega na minha mão, pois a minha graça te basta. Quando desânimo tomar conta de nossos corpos e mentes, que ouçamos Jesus dizendo: Eu também estive cansado, sobrecarregado pela cruz, mas tenha bom ânimo, pois a minha graça te basta. Quando a maldade, as injustiças assolarem nossos olhos e nossas vidas, ouçamos Jesus dizendo: Eu fui condenado inocentemente, eu venci as injustiças. Segue tua vida comigo, pois a minha graça te basta. Que as palavras de Jesus Cristo nos estimulem a viver o perdão e a viver a graça de Deus, absolvendo-nos e nos motivando a perdoar.

Liturgia da Ceia do Senhor:

L: O senhor esteja com vocês. C: E com você também.

L: Elevai os corações.

C: Ao Senhor os elevamos.

L: Demos graças ao Senhor, nosso Deus. C: Isto é digno e justo.

L: Sim, é digno e justo e do nosso dever que, em todos os tempos e lugares, rendamos graças a ti, Deus Eterno e Todo-Poderoso, por Jesus Cristo, nosso Senhor. Com teu Filho unigênito e o Espírito Santo és um só Deus e Poder. Por isso, com toda a tua igreja e os coros celestiais, louvamos e adoramos teu glorioso nome, cantando o sempiterno canto: HPD – Vol. 3 – n° 362.

Oração eucarística:

L: Nós te bendizemos, ó Pai, pela salvação que nos trouxeste por Jesus, teu Servo. Pois, na noite em que foi traído, Ele, nosso Senhor Jesus Cristo, tomou o pão, rendeu graças, partiu-o e o deu a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei, isto é o meu corpo que dado por vós. Fazei isto em memória de mim”.

C: Louvemos todos juntos o nome do Senhor.

L: Nós te bendizemos, ó pai, pela vida que nos revelaste por Jesus, teu servo, o qual, depois de cear, tomou também o cálice, rendeu graças e o deu a seus discípulos, dizendo: “Bebei dele todos, porque este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós, para remissão dos pecados. Fazei isso todas as vezes que o beberdes em memória de mim”.

C: Louvemos todos juntos o nome do Senhor.

L: Reunidos nesta mesa, celebramos a vitória do sofrimento, morte e res- surreição de teu filho. E te rogamos que, mediante o Espírito Santo, nos concedas receber remissão dos pecados, nova vida e salvação.

C: Louvemos todos juntos o nome do Senhor.

Gesto da paz: Jesus Cristo, tu disseste: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Concede também a nós paz e guia-nos à perfeita unidade do teu reino, para que se cumpra a tua vontade.

C: Amém.

L: A paz do Senhor seja sempre convosco.

C: E contigo também.

Oração do Pai-Nosso

Comunhão:

L: O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo;
o pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo.

C: Nós, embora muitos, somos um só corpo.

L: Vinde, pois tudo está preparado

Oração pós-comunhão e Oração de intercessões:

L: Deus de amor sem fim, agradecemos-te que nos restauraste através da comunhão do corpo e do sangue de teu Filho. Concede, em tua infinita misericórdia, que essa ceia nos fortaleça na fé em ti e no amor ao próximo, concedendo-nos ânimo e coragem para servir ao teu Reino de paz e de justiça. Isso te pedimos por Jesus Cristo, nosso amigo e Senhor.

Cantos:

Senhor, se tu me chamas (Hinos do Povo de Deus – vol. 2 – n° 413); Pronto para ouvir (Hinos do Povo de Deus – vol. 2 – n° 379); Por um pedaço de pão (Hinos do Povo de Deus – vol. 2 – n° 405); Lava-pés (O Povo Canta n° 261); Comece em sua casa (Hinos do Povo de Deus – vol. 2 – n° 422); Arde a voz no meu peito (Hinos do Povo de Deus – vol. 2 – n° 446).

Bibliografia

BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA – Barueri SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. DODD, Charles Harold. Interpretação do Quarto Evangelho (tradução José R. Vidigal). São Paulo: Ed. Paulinas, 1977.
KÜMMEL, W. Oscar. Síntese Teológica do Novo Testamento: de acordo com as testemunhas principais: Jesus, Paulo, João (tradução de Sílvio Schneider e Werner Fuchs). São Leopoldo: Editora Sinodal, 1974.
 



 

 

 

 

 




 


 


Autor(a): Olmiro Ribeiro Júnior
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Quaresma
Perfil do Domingo: Quinta-feira Santa
Testamento: Novo / Livro: João / Capitulo: 13 / Versículo Inicial: 1 / Versículo Final: 17
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 2009 / Volume: 34
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 25119
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Não há pecado maior do que não crermos no perdão dos pecados. Este é o pecado contra o Espírito Santo.
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