Marcos 10.46-52

Auxílio Homilético

26/10/1997

Prédica: Marcos 10.46-52
Leituras: Jeremias 31.7-9 e Hebreus 5.1-6 (7-10)
Autor: Arteno L Spellmeier
Data Litúrgica: 23º. Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 26/10/1997
Proclamar Libertação - Volume: XXII


1. Introdução

O texto de Marcos permite diversas abordagens. Pode-se abordá-lo de uma forma mais simbólica e alegórica, explorando os pontos em comum com Jo 9, falando da cegueira frente à realidade de Deus, de sua criação e de seus pobres, falando da cegueira de fé e da falta de visão política. Pode-se abordá-lo a partir do conjunto de textos previstos para o 23o Domingo após Pentecostes, como fez Vítor Westhelle em seu auxílio em Proclamar Libertação, vol. XVI, cuja leitura recomendo.

Estive tentado a abordar os três textos a partir da realidade indígena, da situação à margem do caminho dos povos indígenas e do seu grito. Por fim, decidi refletir sobre o texto de Marcos a partir da situação do cego Bartimeu, uma pessoa portadora de deficiência (PPD), e a partir das PPDs de hoje.

Seja qual for a abordagem escolhida, deve-se evitar uma pseudo-espiritualização. Não há dúvida de que repetidamente nos comportamos como cegos, necessitados do milagre divino que Bartimeu experimentou. É verdade também que repetidamente nos comportamos como cegos, surdos e mudos diante da dor de Deus e do sofrimento e dos gemidos de sua criação. De tão empenhados que estamos em forçar Deus para dentro de nossos esquemas teológicos e ideológicos, muitas vezes nem mais notamos que ele nos está chamando e desafiando, através dos Bartimeus e dos demais esmoleiros à beira da estrada, para uma nova espiritualidade. E, assim, ele põe a nossa espiritualidade à prova. A moralização das relações dos seres humanos entre si e com Deus, a negação da realidade do outro e a centralização de tudo na própria pessoa são sintomas de uma espiritualização alienada e alienante.

De tanto espiritualizar, de tanto querer olhar as coisas do mundo através dos olhos de Deus, quando ele as está olhando através dos olhos das pessoas sofridas em nosso meio, tornamo-nos cegos para a dor e marginalização das pessoas deficientes e acabamos mutilando-as e mutilando-nos diante de Deus.

2. Considerações Exegéticas — Reflexão

O texto é comum aos três evangelhos sinóticos, apresentando, no entanto, algumas diferenças: a) Mateus fala de dois cegos, sem citar nomes; b) Lucas localiza a cura na entrada de Jericó e não na saída da cidade a caminho de Jerusalém, como o fazem Marcos e Mateus; c) Em ambos o relato da cura é antecedido pelo anúncio da morte e ressurreição e pelo pedido dos discípulos para se assentarem à esquerda e direita de Jesus em seu reino; d) Lucas não traz o pedido dos discípulos e intercala entre a cura e a entrada de Jesus em Jerusalém a história da convocação de Zaqueu e a parábola das dez moedas de ouro, alterando profundamente o contexto e, com ele, o sentido e a amarração do texto.

O contexto é essencial para o entendimento do relato de Marcos. Ele determina e direciona o sentido.

Jesus diz aos discípulos que terá que sofrer, será crucificado e irá ressuscitar. Não conseguindo superar o paradigma antigo, Tiago e João (em Mateus é a mãe deles) pedem a Jesus para assentar-se à sua direita e esquerda em seu reino glorioso, e Jesus pergunta-lhes: Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso podem beber o cálice que eu vou beber e podem ser batizados como eu vou ser batizado? Jesus define a participação no poder como participação no serviço e no sofrimento. Poder é servir e não dominar. Bartimeu é curado e convocado. Inicia o seu discipulado e começa a seguir àquele que já está a caminho da cruz.

Apesar de já ter relatado no cap. 8 a cura de um cego, Marcos conta mais esta, a última em seu Evangelho. A razão dessa insistência, provavelmente, reside no fato de que a cura de cegos era um sinal claro da vinda e atuação do Messias, do início dos tempos messiânicos.

O relato gira ao redor de Bartimeu, da margem da estrada, de Jesus, dos discípulos e da multidão e se divide em três momentos: a) Exposição — Jesus passa e o cego Bartimeu está sentado à margem do caminho; b) Cura — Jesus pára e o cego se levanta; c) Testemunho — Jesus se põe novamente a caminho e Bartimeu, curado, o segue.

Tudo acontece na estrada que leva os peregrinos de Jericó a Jerusalém (24 km). Na saída da cidade está sentado um cego, que em Marcos tem o nome de Bartimeu, filho de Timeu — em épocas passadas tentou-se vincular este nome com o apóstolo Timóteo, — pedindo esmolas. Ele fica sabendo através da multidão que Jesus está passando e se põe a gritar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim. Quanto mais os passantes o repreendem e admoestam a se calar, tanto mais ele berra, até que Jesus pára e o manda chamar. Há dúvidas quanto aos motivos para esta ordem de manter silêncio. Conjetura-se que eles podem ser de ordem política (para não chamar a atenção das forças repressoras), de ordem pessoal e cultual (para não perturbar a Jesus e a compenetração da comunidade peregrina) ou de ordem de competência (Jesus, o Filho de Davi, veio, como Messias, realizar o sonho de autonomia político-religiosa de um povo lodo e não para livrar da cegueira um esmoleiro individualmente).

Seja lá qual tenha sido o motivo original, o esmoleiro cego não toma conhecimento dele, mas se arroga o direito de gritar, de chamar a atenção para a sua situação pessoal, a sua dor e o seu desejo de cura: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim. Jesus pára e o chama. Os que antes o repreendiam, mandando que se calasse, agora o consolam e animam. Bartimeu se levanta. Junta e veste a capa estendida à sua frente para a coleta de esmolas ou, numa segunda versão, a atira longe (das duas versões esta é a mais dramática e a que melhor caracteriza que a sua vida de esmoleiro está definitivamente encerrada) e, depressa, vai ao encontro de Jesus, como se já estivesse enxergando. As duas personagens centrais do relato estão frente a frente, o esmoleiro e o Filho de Davi.

O pedido Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim possivelmente não reflete mais o sentido judaico original, pois nenhum judeu o podia dirigir diretamente ao Messias-Rei, cuja vinda já é por si um sinal da piedade de Deus, mas só ao próprio Deus. Na tradição das primeiras comunidades o Filho de Davi que veio para salvar seu povo e o salvador e libertador dos cegos e marginalizados se fundem.

À pergunta de Jesus: Que queres que eu te faça? Bartimeu responde: Mestre, que eu torne a ver!, ou, literalmente: Eu quero levantar os olhos! A cura propriamente dita não aparece no relato. Não são reproduzidos nenhum gesto e nenhuma palavra de Jesus neste sentido. Em estilo telegráfico são narrados os acontecimentos centrais: Vai, a tua fé te salvou, e: Imediatamente tornou a ver, e seguia Jesus estrada afora. Bartimeu decisivamente era um homem com vontade própria; em vez de ir, como Jesus mandou, ele o começou a seguir. A fé o transformou em sujeito de sua história, abriu-lhe os olhos, fez com que levantasse os olhos, libertou-o para o seguimento rumo a Jerusalém, rumo à cruz, espontânea e coerentemente.

Aquele que veio para salvar o seu povo passa por Jericó a caminho de Jerusalém, pára por insistência de um esmoleiro cego, chama-o, constata que a sua fé o curou da cegueira, segue viagem e o cego curado o acompanha. Aquele que veio para salvar seu povo enxerga o cego marginalizado e este vira discípulo.

Há muitos Bartimeus e Bartiméias sentados à margem do caminho pedindo esmolas. Há os que são cegos. Há as que são surdas. Há os que têm lesões nos nervos e no cérebro. Há as paraplégicas. Há os doentes. Há as pessoas de idade. Muitos deles e delas vivem e se sentem como o Bartimeu de nosso relato: esmoleiro, discriminado, sentado à margem do caminho, sem direito a gritar.

Limitadas pela doença e deficiência, essas pessoas vivem à margem da vida familiar e social. As limitações de seus corpos fazem com que se sintam, muitas vezes, humilhadas, diferentes e diminuídas. Há o sonho de cura. As esperanças vão dando lugar à incredulidade e à desilusão após mil consultas a médicos, curandeiras, milagreiros de toda espécie, sem cura. Há a luta consigo mesmas. Há a luta com Deus em torno do porquê. Há o sentimento de estar sendo tratado injustamente por Deus. Há a dor oculta, a raiva não-trabalhada. Há o condicionamento para aceitar o destino e não se rebelar. Bartimeu se rebelou e se pôs a berrar. Maria Odete engoliu a raiva e a dor e fala que tem nojo das pessoas de sua cidadezinha. Elas nem sabem disso. Não sabem da dor de Maria Odete. Se ela gritasse a sua dor, poderia surgir um novo relacionamento e ela poderia sentir-se amada, liberta, sujeito de sua história, parte de um corpo maior, mesmo que a sua deficiência não seja fisicamente superada. Como parte de um corpo maior, o que são as deficiências de um membro só? Como parte de um corpo maior, de sua comunidade, ela poderá compensar as deficiências dos outros membros e ver compensadas as suas. Bartimeu se integrou à comunidade de Jesus, em que todas as suas deficiências não mencionadas no relato podem ser compensadas pelos outros membros.

3. Prédica

Sabemos que em nossas comunidades os familiares procuram esconder seus membros deficientes. Muitas famílias não os escondem, mas também nada fazem para eles participarem normalmente, dentro de suas limitações, da vida comunitária. Muitas vezes a vergonha permeia o relacionamento dessas famílias com a comunidade e a sociedade. Para as famílias e as pessoas portadoras de deficiência é uma situação muito difícil. A comunidade pode ajudar decisivamente, animando-as, abrindo espaços e convidando-as constantemente para se integrarem.

Ingenuamente assumimos como ideais nossos os ideais de beleza, de sucesso e os padrões de normalidade propagados pela mídia. Só o que é belo, tem sucesso, é forte, são e normal tem direito de existir, de ser mostrado em nossa sociedade. Esquecemos que há milhares de formas e manifestações de beleza. Esquecemos que o sucesso não se alcança sozinho, que não é um valor em si, que é relativo e efémero. Esquecemos que aquilo que é normal e certo não é absoluto, mas varia de sociedade para sociedade e de época para época.

Sugiro abordar na prédica a vida e luta das pessoas portadoras de deficiência a partir dos seguintes enfoques:

1) Num primeiro momento ela se deve dirigir às pessoas portadoras de deficiência e seus familiares: 1.1) caracterizando as dificuldades das PPDs e seus familiares, mostrando empatia e delineando em que pontos a situação de Bartimeu se toca com a deles; 1.2) reforçando o direito ao grito e à rebeldia como forma legítima de se relacionar com Jesus; 1.3) expressando que Jesus ama de uma forma especial as pessoas fragilizadas e à margem, por amor à integridade de sua criação.

2) Num segundo momento ela se deverá dirigir à comunidade como um todo: 2.1) questionando-a com as perguntas: 2.1.1) é possível construir, cm conjunto, uma sociedade justa para todas as pessoas, a partir dos atuais ideais que supervalorizam a beleza, a saúde, a riqueza e a normalidade, como as entendemos hoje? 2.1.2) É possível edificar uma comunidade luterana que constrói a relação de seus membros a partir da conduta e das palavras de Jesus Cristo, sem que nela haja um lugar especial para todas aquelas pessoas que não cabem dentro dos ideais passageiros de nosso tempo? 2.2) animando-a a assumir como membros seus todas aquelas pessoas que de alguma forma não se enquadram nas normas, têm alguma forma de deficiência e que, por algum motivo, estão à margem do caminho, pois, sem elas para nos corrigir e orientar, iremos abraçar valores que nada têm a ver com o exemplo e a herança que Jesus Cristo nos deixou; 2.3) testemunhando que a fé, essa confiança inabalável de Bartimeu contra o destino de esmoleiro à beira do caminho, contra a desesperança, contra o isolamento, contra a discriminação e as ordens de silêncio dos que acompanham Jesus, pode curar o isolamento e a marginalidade das PPDs em nosso meio, integrando-as e fazendo com que se sintam parte importante do corpo de Cristo, a sua Igreja. A cura de Bartimeu sinaliza, em seu contexto histórico, que em Jesus iniciou-se o reinado do Messias escatológico. É um reino muito especial que se caracteriza pelo serviço, pela cruz e ressurreição, pelo caminho, pelo grito dos marginalizados e pela sua redenção. O grito de dor e de rebeldia contra o destino de marginalização de Bartimeu é manifestação de sua fé em Jesus Cristo e o transforma em sujeito de sua história e libertação. Ele supera a cegueira para seguir Jesus como discípulo, voluntariamente, rumo a Jerusalém, para vê-lo morrer na cruz. O seu reino é construído a partir do marginal. Na fraqueza manifesta-se a sua glória.

Quanto à dinâmica, há diversas possibilidades que podem ser combinadas uma com a outra:

a) Caso na comunidade houver PPDs em condições de falar sobre a sua vida, dores e alegrias, dever-se-ia criar um espaço generoso no culto para elas, seus familiares ou para pessoas em condições de dar informações concretas e qualificadas.

b) Uma encenação da cura de Bartimeu, adaptada à realidade de um grupo de deficiência (cegos, cadeirantes, etc.) e apresentada pelos/as confirmandos/as, pode anteceder ou vir em lugar da prédica.

Sugiro abordar numa segunda prédica ou num segundo momento a relação deficiência-doença e culpa-pecado a partir de Jo 9 ou de outro texto, uma vez que muito sofrimento é gerado pelo sentimento de culpa. Quem não se aceita jamais poderá ser sujeito de sua história.

Material e informações mais detalhadas sobre o trabalho, os direitos e o acompanhamento a pessoas deficientes podem ser pedidas ao Departamento de Pessoas Portadoras de Deficiência, a/c Vera Walber, Caixa Postal 14, 93001-970 São Leopoldo — RS.

4. Subsídios Litúrgicos

Confissão de pecados: Deus justo e bom, Senhor e origem de todas as formas de vida, pedimos-te que abras os nossos olhos para a dor e o sofrimento das pessoas que são diferentes de nós por não enxergarem, por não ouvirem bem, por não poderem caminhar, por serem limitadas em sua capacidade de pensar e reagir. Perdoa-nos por nossas limitações, quando não as aceitamos como são, quando achamos que somos mais. Ajuda-nos a superar a nossa deficiência no amor. Por Jesus Cristo, que foi tão diferente que os seus discípulos só o vieram a entender depois de ressuscitado. Amém!

Oração de coleta: Espírito Santo, Consolador das pessoas que sofrem e estão à procura! Pedimos por tua presença em nosso meio, para que a tua palavra adquira sentido em nossa vida, para que entendamos os paradigmas do servir e da cruz, para que Bartimeu se transforme num exemplo para todas as pessoas portadoras de deficiência, pela sua coragem de crer em Jesus, de gritar por ele e de segui-lo, mesmo sabendo que o caminho levaria à cruz. Amém!

Oração de intercessão: Deus Pai e Mãe, pedimos por todas as pessoas que são discriminadas por serem diferentes: por suas deficiências, por sua cor e cultura, por sua religião, sexo e idade. Pedimos por aquelas que sofrem com a sua deficiência e que têm dificuldades de aceitá-la e de se aceitarem. Abre-lhes a garganta para que ponham a sua dor para fora e não parem de gritar enquanto tu não as ouvires. Convoca-as, como convocaste Bartimeu, para o teu seguimento, para o serviço na causa do teu reino. Desperta pessoas que constantemente anunciem com clareza que a deficiência não é castigo teu por pecados passados ou futuros, que tu não és um Deus vingador. Ao contrário, repetidamente tu falas através daqueles que são diferentes: cegos, surdos, portadores de deficiências mentais, doentes, índios, negros, crianças, mulheres...

Para preservar a totalidade de tua criação tens um amor preferencial por aquelas partes dela que são fracas e ameaçadas em sua sobrevivência. Tu a enxergas através dos olhos das pessoas que estão à margem da estrada, como Bartimeu, o João, a Maria...

Queremos ser uma comunidade cada vez mais do teu jeito: diaconal, pastoral, terapêutica. Queremos levantar-nos da beira do caminho, gritar o teu nome, apostar na tua ajuda, acreditar na tua convocação para te seguirmos, assumir a cruz e arriscar a tua ressurreição.

Louvamos-te por teres trazido o povo de Israel de volta do exílio. Louvamos-te pela visão que devolveste a Bartimeu. Louvamos-te pelas bênçãos e lições que nos dás através das pessoas portadoras de deficiência, pela coragem e paciência que através delas nos ensinas. Louvamos-te pela vida, paixão, morte e ressurreição de teu Filho Jesus Cristo. Agradecemos-te por teres escolhido o caminho da fraqueza e por podermos seguir-te, como Bartimeu o fez.

Queremos celebrar a presença de teu reino nas pessoas doentes e deficientes, nas pessoas que sofrem e através de seu grito te procuram, na tua palavra e nos teus sacramentos. Por Jesus Cristo. Amém!

Bênção:

O Senhor esteja à nossa frente, para nos mostrar o caminho certo.
O Senhor esteja ao nosso lado,
para nos abraçar e proteger dos perigos.
O Senhor esteja atrás de nós,
para nos preservar das armadilhas dos maus.
O Senhor esteja debaixo de nós, para amparar-nos quando caímos.
O Senhor esteja dentro de nós,
para nos consolar quando estivermos tristes.
O Senhor esteja ao nosso redor como um muro protetor, para nos defender quando outros nos atacarem.
O Senhor esteja sobre nós, para nos abençoar.
Assim nos abençoe o bondoso Deus de todos os povos. Amém!

(Baseado numa oração de Patrick, o apóstolo da Irlanda, falecido em 461.)

5. Bibliografia

LOHMEYER, Ernst. Das Evangelium des Markus. 17. ed. Göttingen, Vandenhoeck & Ruprecht, 1967.
WESTHELLE, Vítor. Marcos 10.46-52. In: Proclamar Libertação. São Leopoldo, Sinodal, 1990. vol. XVI, p. 283ss.


Autor(a): Arteno Ilson Spellmeier
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 23º Domingo após Pentecostes
Testamento: Novo / Livro: Marcos / Capitulo: 10 / Versículo Inicial: 46 / Versículo Final: 52
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1996 / Volume: 22
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 17672
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