Marcos 14.3-9

Auxílio Homilético

09/04/1995

Prédica: Marcos 14.3-9
Autor: Harald Malschitzky
Data Litúrgica: Domingo da Paixão - Ramos
Data da Pregação: 09/04/1995
Proclamar Libertação - Volume: XX


1. Algumas observações introdutórias

O texto da Unção em Betânia (Bíblia de Jerusalém) aparece em três evangelhos: Mateus, Marcos e João. Uma leitura comparativa vai mostrar as diferenças, numa demonstração elucidativa de como acontecimentos e temas são usados e atualizados em contextos diferentes.

Assim, Mateus e Marcos situam o acontecimento na casa de Simão, o leproso, enquanto que João o coloca na casa de Lázaro, que (Jesus) ressuscitara dos mortos. A localidade é sempre a mesma, Betânia, a caminho de Jerusalém, por onde naqueles dias passavam muitos romeiros que iam celebrar a Páscoa.

A diferença maior está na caracterização de quem reclama do esbanjamento protagonizado por uma mulher: enquanto Mateus fala dos discípulos, Marcos apenas menciona alguns dos presentes e João restringe a reclamação à pessoa de Judas, o que o iria trair e que era ladrão.

De resto o ponto alto e a mensagem são idênticos nos três evangelhos, assim como é muito semelhante a colocação deste episódio no contexto da paixão e morte de Jesus.

2. O texto de e em Marcos

Segundo a pesquisa tem apurado, estamos diante de uma passagem que reflete um acontecimento histórico da vida de Jesus. Principalmente as circunstâncias mostram lugares comuns na caminhada para Jerusalém, que se repetia todos os anos na semana da Páscoa. No contexto de Marcos, ela parece uma inserção. O cenário imediatamente anterior e posterior já é outro: autoridades buscam a melhor forma e o melhor momento de deitar a mão nesse Jesus de Nazaré. Não fosse pela interpretação que o próprio Jesus dá ao gesto da mulher, e este trecho não mencionaria o momento crucial para Jesus e seus amigos. No entanto, a inserção neste lugar não é aleatória: o trecho está bem ancorado e comunica algo que para os amigos diretos de Jesus, os discípulos, aparentemente ainda não estava claro, a saber, que o caminho para Jerusalém era o caminho para a morte!

Tento, a seguir, apontar para alguns detalhes exegéticos que são importantes para a compreensão do texto.

A casa de Simão: Simão é identificado como o leproso. Não fica claro se se trata da casa onde morara um leproso ou de um leproso que fora curado por Jesus. Verdade é que, se ainda fosse leproso, não poderia estar na casa e muito menos participar de uma refeição com outros. No Evangelho de João se fala da casa de Lázaro a quem (Jesus) ressuscitara dos mortos. De qualquer forma, deve tratar-se da casa de alguém que não desconhecia Jesus e o seu grupo.

A mulher: Em Marcos (e em Mateus) não se identifica a mulher, quase personagem central do texto. João, por sua vez, fala de Maria, aludindo à irmã de Marta e Lázaro (cf. Jo 11.1). Em Marcos não fica claro se ela pertence à família ou é moradora da casa onde o grupo se encontra, ou se vem de fora. Também não há alusão a um eventual conhecimento ou encontro anterior entre ela e Jesus. Talvez justamente o anonimato da mulher seja um elemento a mais no seu gesto provocador.

O perfume: O nardo é extraído das raízes de uma planta da índia. É um perfume muito caro. O frasco é descrito como alabastro, que é uma espécie de pedra de gesso muito branca e transparente, com uma consistência semelhante à da nossa pedra-sabão, fácil de esculpir e tornear. Normalmente se quebrava somente a ponta do frasco para usar o perfume em pequenas doses. Quebrar o frasco todo e derramar todo o perfume de uma só vez era, pois, um exagero completo, principalmente levando-se em conta que o custo do frasco era semelhante ao salário médio de um ano de um trabalhador da época. Aliás, Marcos é o único que diz explicitamente que o vaso foi quebrado. João, em contrapartida, informa que toda a casa foi tomada pelo cheiro do perfume.

Perfumes e aromas sempre tiveram um papel importante para os seres humanos e também hoje se gastam exorbitâncias em certos perfumes. Mas perfumes e aromas têm também um papel em muitas religiões (lembremos, por exemplo, o incenso e o perfume de determinadas flores). Apenas a título de curiosidade, lembro o livro O Perfume, de Süsskind, e o filme Perfume de Mulher. Embora abordem temas diferentes, ambos têm no centro a questão do olfato e sua percepção. Ocorre-me mais uma curiosidade: ingleses descobriram que o cheiro da mulher que acaba de ter uma criança acalma. Os testes indicam que este perfume, usado em aviões, acalma os passageiros! Perfume, a fragrância não é apenas uma grandeza acidental!

O gesto: Gestos e ritos para demonstrar submissão, acolhida, passagem para posições especiais, eram conhecidos. Quando Jesus lava os pés dos seus discípulos (Jo 13.1-20), usa um gesto de acolhida e lhe empresta um sentido religioso. O mesmo gesto aparece no nosso texto na versão de João. Reis são ungidos: Davi foi ungido rei (2 Sm 5.3) e Salomão foi ungido rei (l Rs 5.1); famílias inteiras eram ungidas para o sacerdócio (Ex 30.30).

À primeira vista parece que, a partir dos exemplos citados — e que podem ser multiplicados! — também o gesto da mulher está explicado. Mas há alguns fatos que precisam ser mencionados e que levantam questionamentos. Em pri¬meiro lugar, lavar os pés de um visitante em sinal de boa acolhida era tarefa do dono da casa, portanto do homem, assim como na refeição estavam à mesa somente os homens, enquanto que as mulheres serviam. Não bastasse isso, o texto de Marcos sugere que a mulher nem ao menos pertence à casa de Simão. A outra alternativa não é menos problemática. Reis não eram ungidos pelo povo, pela plebe e, na época, muito menos por uma mulher. Se um dos títulos cristológicos poderia sugerir esta leitura, a prática da época não oferece apoio.

Parece que não resta outra leitura: o gesto da mulher — assim como está descrito — é uma provocação. Ela esbanja um perfume muito caro. De onde teria ela tanto dinheiro? Ela pertencia à classe rica? Não há resposta, apenas o fato. Ela esbanja! Depois, é uma mulher que se aproxima de um homem com toda a espontaneidade do mundo, com paixão. Num gesto de amor livre de preconceitos e de temores puristas, a mulher invade o mundo dos homens. É difícil entender por que alguns exegetas se apressam em dizer que não se trata de um amor com rosto humano. Não é por menos que Voigt (p. 170s.) afirma: é melhor que haja alguns tons de erotismo, do que a frieza muda do coração, com a qual 'cobramos' de Jesus a caridade, sem lhe devotar gratidão e amor. E Oettinger (p. 82) se detém neste ponto, dizendo: ' 'A mulher se aproxima de Jesus — se aproxima demais; terna — terna demais, para completar que Jesus o interpreta como um 'gesto bonito', em toda a sua proximidade e densidade.

É de se imaginar que a mulher sabia alguma coisa de e sobre Jesus e que isso a arrebatara, a contagiara. Quem sabe ela já estivesse vendo mais longe do que os amigos (discípulos) de Jesus. Por isso o gesto espontâneo, a entrega total e a ação tresloucada de derramar todo um frasco de perfume caríssimo de uma só vez. Numa leitura um pouco ousada, mas nem por isso menos verdadeira, poderíamos dizer que, assim como Maria cantou, quando lhe anunciaram que seria mãe do messias (cf. Lc 1.46s) e assim como ela meditou no seu coração as palavras dos pastores (Lc 2.19), e assim como as mulheres que, como primeiras, receberam a notícia da ressurreição de Jesus e ó anunciaram, assim a mulher apresentada aqui por Marcos reconheceu (talvez até mais com o coração do que com a razão) a hora que se anunciava e que aqui estava quem era muito mais do que um qualquer entre tantos peregrinos na Páscoa daquele ano. Aliás, também Jesus viu no seu gesto e nela mesma mais do que todos os que ali estavam. Isso fica claro em sua observação de que onde for anunciado o evangelho, cm lodo o mundo, contar-se-á também, em sua memória, o que ela fez (v. 9b). Infelizmente essa memória foi perdida e permaneceu soterrada por muitos séculos. Aliás, em parte cia ainda permanece soterrada sempre que se criarem limitações para a participação da mulher na vida e também na missão da Igreja.

A reação de pessoas: O gesto da mulher provocou uma reação imediata. Marcos fala apenas em alguns, Mateus fala dos discípulos e João o restringe a Judas, que o teria dito porque era ladrão. O interessante é que todos podiam basear-se tanto em passagens do Antigo Testamento como em palavras de Jesus para justificar a sua reação um tanto quanto irada: por que não vender o perfume e dá-lo aos pobres? E não se estava pensando em pobres que estariam em um lugar mais distante ou em um programa. Pensava-se nos pobres que, como tanta gente, também estavam a caminho e nas ruas de Jerusalém para a lesta da Páscoa. Só que eles nem podiam celebrar a festa integralmente, porque não tinham com que comprar uma pomba sequer para oferecer em sacrifício. Isso sem falar na falta de comida... Por isso, dar esmolas fazia parte dessa celebração de importância vital para os judeus. Quase poder-se-ia dizer que esmola já era uma parte da celebração e do sacrifício que se oferecia naquela ocasião. E pobres é que não faltavam!

As pessoas que reclamaram da mulher e do esbanjamento do perfume estavam duplamente com razão: Jesus se manifestara mais de uma vez em favor dos pobres e a tradição mandava que os pobres fossem ajudados para que pudessem celebrar a Páscoa integral e totalmente. Mas, atrás do argumento evidente dos pobres, foi possível esconder o desagrado e o constrangimento que a mulher tinha causado, afinal ela (e logo uma mulher) acabou por interferir e alterar o curso de uma refeição e de uma conversa. Em outras palavras, ela causou grande atrapalho!

A reação de Jesus: Jesus aqui se encontrava entre dois fogos. De um lado os comensais, entre os quais sem dúvida estavam também discípulos. Alguns (sic!) tinham deixado sua posição muito claro e decerto esperavam o assentimento de Jesus, ainda que o texto não nos informe sobre este detalhe. Do outro lado uma mulher, que, num gesto espontâneo e de arrebatamento, fez algo que dava margem a diversas interpretações, justamente porque não batia com nenhuma das práticas conhecidas na época. Seu gesto, porém, era tão espontâneo que ela parecia não perguntar pela aprovação ou não dele.

Acho que podemos dividir a reação de Jesus em três momentos. Em primeiro lugar ele jogou um balde de água fria na justa ira dos comensais (Jonas não achou também que a sua ira era mais do que justa em bem outro momento e em bem outra época [cf. Jn 4]?), aceitando aquele gesto como uma boa obra. Em segundo lugar ele interpretou a ação da mulher como uma preparação para a sua morte e, em terceiro, disse que tanto o gesto como a autora deveriam ser lembrados.

Mas Jesus também levou a sério a observação de que os pobres deveriam ser alvo de cuidado especial e de ajuda concreta. Ocorre que ele ampliou esta questão, dizendo que os pobres sempre estarão aí. Com isso desmascarou a intenção de quem reclamou, dizendo que uma coisa não elimina a outra. Mesmo sem o dizer explicitamente agora, Jesus se reportou a tudo o que já dissera em relação aos pobres e à responsabilidade por eles. Sim, eles continuariam estando aí e por isso a responsabilidade em relação a eles continuava, com ou sem o gesto dessa mulher, e essa responsabilidade não terminava com a esmola quase cúltica (cf. acima) daquela Páscoa. Mas esse gesto tinha valor e significado próprios, que não podiam ser abafados ou eliminados pelo fato de que os pobres estavam carecendo de ajuda e muito menos pela contrariedade manifestada pelos presentes.

Jesus tinha consciência do que o esperava. Em outras palavras, ele seguiu o caminho traçado por Deus para a salvação da humanidade, sabendo o que estava fazendo e por que passaria. Era o caminho da humildade e da humilhação: da humildade, porque ele o aceitou, e da humilhação, porque a morte na cruz era exatamente isso (cf. o hino cristológico em Filipenses 2).

A mulher o tinha expresso à sua maneira. Os comensais, entre eles os discípulos, não estavam entendendo a gravidade do momento. O sono dos discípulos no Getsêmani, a negação de Pedro e a dispersão dos demais o evidenciam muito bem.

3. Pistas para a prédica

Antes de mais nada, eu tentaria familiarizar a comunidade com o momento: peregrinos a caminho de uma festa — Páscoa em Jerusalém. Apontaria para alguns detalhes que ajudam posteriormente: a caminhada, os grupos que se reuniam em casa, a importância da festa, os pobres, a mulher e seu papel na época. Jesus, algumas pessoas e também discípulos estavam fazendo algo bem comum, porque também eles queriam participar dessa festa importante para os judeus.

Em seguida destacaria:

1. O momento comum para aquele grupo reunido na casa de Simão foi interrompido por uma mulher que aparentemente não pertencia aos moradores daquela casa. Ela, em vez de estar servindo à mesa, como era o costume, se aproximou de Jesus e, com um gesto desconcertante para os demais, derramou sobre ele todo o conteúdo de um frasco de perfume caro... A reação foi imediata: Extravagância! Por que não vender e dar aos pobres? Na verdade, o que se dizia era um pouco diferente: logo uma mulher, num gesto que dava margem a diversas interpretações religiosas, políticas e até de relação entre homem e mulher. Ela inverteu os papéis no terreno religioso (a unção sacerdotal não era coisa para uma plebeia), no terreno político (a unção de reis tampouco estava nas mãos da plebe e muito menos nas de uma mulher) e no terreno das relações interpessoais, no qual a iniciativa era do homem. Quem reclamou achou que-estava cheio de razão!

Hoje comunidades se acham cheias de razão se não aceitam para a mulher papéis de liderança, especialmente o ministério pastoral. Igrejas inteiras, cujas doutrinas excluem taxativamente as mulheres (Igreja Católica Romana, Igrejas Ortodoxas, Igrejas Luteranas ligadas ao Sínodo Missouri e outras), não pensam que estão erradas do ponto de vista bíblico-teológico.

Principalmente em nossa Igreja estamos nos defrontando com formas de culto que puseram a razão e o espírito prático acima de tudo: os sentimentos, a estética, os gestos não premeditados e planejados, tudo isso está fora. Caímos na falácia de que ter olhos para os pobres ou optar pelos pobres é contrário à celebração, não tem espaço para sentimentos e para gestos, não pode conviver com o belo, envolvente, contagiante, como por exemplo, uma construção bonita, música, canto, meditação, uma flor. Não estou falando de luxo, nem de pompa. E amiúde nos admiramos que o pessoal vá procurar tudo isso em outro lugar, quando a nossa construção lógica e teológica é tão clara e correta.

2. Jesus desmascarou essa falsa alternativa, aceitando o gesto da mulher e reafirmando o encargo de seus seguidores em relação aos pobres. Ocorre que Jesus não se deixou enredar pela separação parciliazadora entre homens e mulheres, o que se mostra em muitas passagens (cf. Jo 8, p. ex.). O cuidado e a responsabilidade pelos pobres é contínua, mas há momentos em que gestos e celebrações são vitais para continuar no caminho e na tarefa propostos.

3. No Domingo de Ramos a comunidade, o povo celebra provocativamente um Deus que se mostra fraco e se deixa crucificar. Na entrada triunfal em Jerusalém tudo tem algo de caricato: o cavalo era um burro; o rei era o filho de um marceneiro que nem tinha onde reclinar a sua cabeça; o povo tirava sua própria roupa porque não tinha com que comprar tapetes caros para serem estendidos pelos caminhos; o destino não foi um palácio real, mas o sofrimento da solidão, da prisão, do castigo físico e da crucificação.

Há traços paralelos no nosso texto: foi uma mulher (!) que invadiu o mundo dos homens e se arvorou a liberdade de esvaziar todo o recipiente de perfume caro em Jesus, que era o visitante principal naquele momento na mesa dos homens! Jesus, em vez de recriminar aquela mulher, ainda lhe deu razão e afirmou que ela o estava preparando para a morte! Seguramente não era isso que os comensais estavam pensando naquele momento.

4. Domingo de Ramos é recordar gestos marcantes e celebrar o Filho de Deus que, aceitando o caminho por baixo, aceitou os humildes e marginalizados e seus gestos de amor e devoção. Ele mesmo quer que estes sejam lembrados. O desafio para a comunidade é celebrar arriscando também esbanjamentos no canto, na liturgia, na beleza, no espaço para os sentimentos. E um dos papéis da comunidade oferecer momentos muito marcantes para as pessoas, momentos que a memória registre para sempre. Dificilmente uma comunidade assim alimentada irá se descurar dos pobres, e, se ela o fizer, sempre haverá como chamá-la à razão com base no mesmo Jesus que aceitou o gesto da mulher e prometeu que ele seria lembrado.

4. Subsídios litúrgicos

1. Hoje é Domingo de Ramos, o início de uma semana que reservaria sofrimento, desespero e morte para Jesus, o Cristo de Deus. Nós celebramos este culto, trazendo tudo isso à nossa memória e voltando a ouvir que tudo aconteceu por nós. Mas celebramos não em nosso nome, e sim em nome de Deus o Pai que nos criou, o Filho que nos salvou e o Espírito Santo que nos dá a fé.

2. Uma outra pessoa poderia ler Filipenses 2.5-11 depois das seguintes palavras de introdução: O trecho que vamos ouvir resume o caminho de Jesus e o seu significado para nós hoje.

Após a leitura: Cantemos louvores ao Trino Deus, ao que a comunidade responde com o Glória seja ao Pai...

3. Confissão de pecados: Senhor, também na Igreja criamos leis e convenções que separam e marginalizam pessoas. Tantas vezes, também entre nós, as mulheres não são aceitas para cargos de liderança e não damos espaço suficiente para que elas participem alegremente com os seus dons e suas capacidades, da maneira como elas sabem e gostam de fazer. Dá que Jesus seja o guia e critério também na relação entre homens e mulheres em tua Igreja e no mundo. Tem piedade de nós, Senhor.

Comunidade: Hino 150.

4. Leituras: Isaías 50.4-9; Lucas 19.28-44.

5. Jesus Cristo, aclamado na entrada em Jerusalém, ungido em Betânia por uma mulher, traído, desprezado e negado por seus discípulos, morto na cruz, foi feito Senhor e Salvador. Este é o centro do credo que vamos usar hoje, chamado Credo Niceno. Vamos lê-lo em conjunto e meditar sobre ele.

6. Após a prédica, avisos, etc., oração de intercessão. Para sair do modelo mais em uso, há dois caminhos: se a comunidade está acostumada a participar com intercessões livres, bastaria anunciar alguns assuntos a serem lembrados. Caso não seja assim, um caminho é escrever as intercessões e distribuí-las para diversas pessoas. No dois casos, depois de cada intercessão a comunidade canta o Kyríe Eleison (Celebrações do Povo de Deus, p. 10). Segue-se o Pai-Nosso.

Alguns assuntos para intercessões poderiam ser: agradecimento pela comunhão entre homens e mulheres e pelos dons que cada um recebeu; agradecimento pela oportunidade de celebrar em culto. Pedido para que todos os tipos de preconceitos que nos separam sejam tirados do nosso meio e para que todos tenham espaço para viver a sua fé. Interceder por toda a humanidade, que também é dividida entre ricos e pobres e entre raças por causa de preconceitos c desamor, e pedir que Deus não nos deixe descansar sem buscar constantemente caminhos para que todos tenham a dignidade da sua criação.

7. Bênção.

5. Bibliografia

EHLERT, H. Meditação sobre Mc 14.3-9. In: KIRST, N., coord. Proclamar Libertação. S. Leopoldo, Sinodal, 1980. v. VI.
HASTEDT, H. W. Meditação. sobre Mc 14.3-9. In: BORNHÄUSER, H. et ai., eds. Neue Calwer Predigthilfen. Stuttgart, Calwer, 1980. v. 3 A.
OETTINGER, F. Meditação sobre Mc 14.3-9. In: HÄRTLING, P., ed. Textspuren. Stuttgart, Radius, 1992. v. 3.
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VOIGT, G. Meditação sobre Mc 14.3-9. In: —. Die geüebte Welt. Göttingen, Vandenhoeck & Ruprecht, 1980.


Autor(a): Harald Malschitzky
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Quaresma
Perfil do Domingo: Domingo de Ramos
Testamento: Novo / Livro: Marcos / Capitulo: 14 / Versículo Inicial: 3 / Versículo Final: 9
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1994 / Volume: 20
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 13293
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Cristo, juntamente com todos os santos, assume a nossa forma pelo seu amor, luta ao nosso lado contra o pecado, a morte e todo o mal. Em consequência, inflamados de amor, nós assumimos a sua forma, confiamos em sua justiça, vida e bem-aventurança.
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