Mateus 11.25-30

11/07/1999

Prédica: Mateus 11.25-30
Leituras: Ezequiel 34.1-2(3-9) 10-16 e Romanos 8.9-13
Autor: Christoph Schneider-Harpprecht
Data Litúrgica: 7º Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 11/07/1999
Proclamar Libertação - Volume: XXIV
Tema:

1. Contextos

Pregadores chamaram o texto de Mt 11.25-30 a pérola mais preciosa do Evangelho de Mateus, ou a veia e fonte do santíssimo evangelho e segredo do mistério todo de Cristo (Luz, p. 200). Na Igreja antiga ele era fundamental para a compreensão trinitária de Deus: o conhecimento mútuo e exclusivo entre o Pai e o Filho no v. 27 indicava para os pais da Igreja a união plena entre os dois na eternidade e na encarnação, em que o Pai passou todo o que é seu, o poder (Mt 28.18), o Reino para Jesus, o ser humano. Este, por sua parte, faz o grande convite a todos para vir e participar dessa relação, para conhecer a Deus. Que Deus? Lutero conclui numa pregação: um Deus que não apenas por causa de um grilo, mas por causa de sua majestade quer ter a ver com aqueles que são humildes, com os pobres, miseráveis, os menores, os insensatos. O jeito dele é transformar aquilo que nada é, transformar a morte em vida, o pecado em justiça, a desonra em honra, a pobreza em riqueza. Conhecer a Deus é graça e nada mais. Deus torna-se conhecido entre aqueles que não têm sabedoria nenhuma. Ele os torna alunos de Jesus, que ensina o jeito divino de ser: bondoso e humilde, ele dá a paz aos humildes. Na tradição da Igreja a interpretação deste texto relaciona um interesse altamente dogmático com o interesse poimênico e ético. Conhecimento de Deus é o seu grande tema, um conhecimento que torna-se experiência libertadora e remete para o agir das pessoas. De uma forma provocadora e consoladora chama para conhecer a Deus e mostra como podemos conhecê-lo, aceitando o convite para uma relação de amor com ele em que achamos descanso e alívio.

No shopping center onde fui olhar um filme com um amigo, um cartaz me convidava para participar de uma feira mística no terceiro piso: astrologia, búzios, cartomancia. Prometiam o conhecimento dos segredos da minha vida, o contato com a transcendência. Passando numa grande avenida da minha cidade, vejo uma propaganda que diz: Gnose — conhecimento da verdadeira sabedoria, participação mística e individual nos segredos da vicia. Estudantes de Teologia do primeiro semestre pedem um curso sobre Parapsicologia. Nas suas comunidades de origem eles ouviram falar muito dos chamados fenômenos paranormais. Têm dúvidas quanto ao sobrenatural, não sabem se é coisa de espiritismo ou se tem explicação científica. Homens e mulheres sábios no assunto, alguns até são teólogos, viajam pelas comunidades dando cursos de Parapsicologia. Não é uma contradição explicar cientificamente o que não tem explicação? O resultado muitas vezes é uma mistura pseudocientífica que satisfaz o sensacionalismo, mas confunde os ouvintes. No meu bairro apareceu um homem que trabalha com cura espiritual e o pessoal começou a fazer fila. Camelôs aproveitaram a oportunidade para vender doces e bebidas. Foi uma festa. Só os vizinhos se incomodaram por causa do barulho e da sujeira.

Na televisão a sabedoria sobre o sobrenatural está em oferta. É só ligar e você pode falar de seus problemas, terá conselhos espirituais, saberá o seu destino, os planos divinos para questões de amor, de família e de negócios — pode ficar tranquilo e descansar. O valor da conversa aparecerá na sua conta de telefone. De madrugada podemos olhar em certos canais de televisão pastores pentecostais fazendo exorcismo e pregando a verdadeira sabedoria que promete sucesso na vida. A busca de conhecimento de Deus está em alta. A sabedoria religiosa tornou-se mercadoria preciosa, oferecida através de videoclipes e outras técnicas impressionantes de marketing. Os profetas e sábios estão aí, convidam o povo para a sua crença, mostram os seus milagres, prometem cura, paz e riqueza. E as pessoas, aparentemente inseguras e ansiosas por um saber que ajude a enfrentar o seu cotidiano cruel, investem.

A miséria social, o desemprego, os salários baixos, a fome, a seca, a violência que ameaça as pessoas na família e na rua, a desestruturação das relações particulares são o pano de fundo de uma busca religiosa de ordem e segurança na vida. Aqui não aparece apenas o imaginário religioso do povo que durante gerações sobreviveu na clandestinidade, foi oprimido pela religião dominante das igrejas históricas e agora cresce explosivamente, libertado pela sociedade pluralista. Sob as condições do mercado o dualismo comum do discurso da religiosidade popular é maciçamente divulgado. Ele é reforçado através dos meios de comunicação de tal forma que talvez venha a tornar-se futuramente um discurso dominante. Imagens sobre Deus, os anjos, os espíritos e os demônios, a esfera da matéria e do espírito, o natural e o sobrenatural vão povoar cada vez mais a mente dos membros das comunidades cristãs. Ideias sobre a oração, meditação, atos mágicos como meios de comunicação com o além suscitarão muitas perguntas. Será que essa libertação do imaginário religioso é um resgate da cultura popular, a redescoberta da subjetividade daqueles que vivem sem condições sociais dignas? Em todo caso, pode criar confusão e desorientação de tal forma que desvia as forças que os membros precisam para vencer as suas dificuldades. Exige uma resposta adequada em termos de conteúdo e de linguagem para que as pessoas passam achar, na sua relação com Deus, paz, o seu valor como sujeitos, força e esperança para o futuro pessoal e da sociedade.

Lendo Mt 11.25-30 nesse contexto da busca religiosa de conhecimento de Deus e do sentido da vida na pós-modernidade, descobrimos que ele pode ter uma função norteadora. Especialmente a combinação entre os seus aspectos dogmáticos e poimênicos indica critérios para dizer o que é conhecimento de Deus no cristianismo. Sugiro que a pregação coloque o foco neste tema e trabalhe com a comunidade a diferença entre as ofertas religiosas de conhecimento de Deus na praça e o convite de Jesus Cristo para conhecer Deus.

2. Aspectos exegéticos

Em Mateus o júbilo de Jesus segue a sua acusação contra as cidades que não creram, enquanto que Lc 10.21 o relaciona com a volta dos 70 discípulos enviados para pregar o Reino. O contraste entre o ai e o júbilo é forte. Constatando que a sua mensagem do Reino é rejeitada, Jesus indica o grupo de pessoas ao qual dirige-se o evangelho. Os textos do cap. 11 são interligados tematicamente a partir dos vv. 5s.: Jesus identifica-se perante Israel como o Messias esperado que anuncia o evangelho aos pobres através da palavra e dos milagres. O v. 25 retoma e aprofunda o v. 6: Felizes os que não duvidam de mim. Na estrutura de Mateus os vv. 25-30 marcam a transição da abertura e do convite de Jesus para Israel ao distanciamento e conflito crescente com os líderes do seu povo (12.1-14).

O texto apresenta três elementos distintos da tradição: os vv. 25-26, uma oração de agradecimento (cf. Ec 51.1-12; SI 9; 138) usada para proclamar a vontade de Deus. Por causa da proximidade com a linguagem judaica e do conteúdo que contraria a tradição da literatura de sabedoria e do judaísmo contemporâneo (Qumran) deve tratar-se de uma palavra do Jesus histórico (Luz, p. 200). O v. 27, o segundo elemento, ainda que tenha a tradição paralela em Lc 10.22 e provavelmente, junto com os vv. 25s., pertença à fonte Q, mostra uma linguagem diferente, próxima do Evangelho de João (3.35; 10.14s.; 17.2). A formulação de Mateus provavelmente é mais antiga, pois Lucas ameniza o estilo mais áspero do texto grego de Mateus. O uso absoluto de o Pai e o Filho (Mt 24.36; Mc 13.32) não é comum para o Jesus dos evangelhos sinóticos, e a expressão todas as coisas refere-se a aquilo no v. 25. Por isso o v. 27 pode ser melhor entendido como interpretação dos vv. 25s. pela comunidade que explica a revelação não aos sábios, mas aos não-instruídos. O terceiro elemento é o grande convite nos vv. 28-30, formulado na tradição do convite da sabedoria (Pv 8.1-21,32-36; 9.4-6; Ec 24.19-22; 51.23-29), em que a sabedoria como criatura primogênita de Deus que conhece todas as suas obras e a sua vontade dirige-se ao público, convida, apela para aprender dela e dá uma promessa
Motivadora. Trata-se de uma formulação no estilo de Mateus que talvez use uma palavra tradicional de sabedoria, mas aqui é Jesus que chama, e não a sabedoria. Mateus o identifica com o mestre da sabedoria ou com a sabedoria mesma, que, por sua vez, entre os judeus é identificada com a lei da torá.

Jesus é a sabedoria que ensina a nova lei do amor que se dedica ao outro através da sua maneira mansa e humilde de viver.

Vv. 25s.: No louvor de Jesus aparece a sua relação pessoal com Deus, a quem chama de Pai. O Pai é Senhor do céu e da terra, o Todo-Poderoso. No entanto, para Jesus essa compreensão de Deus não serve de fundamento de um patriarcado que apóia o poder paterno dos homens das elites religiosas. O Pai inverte a ordem patriarcal, revelando a sua verdade aos não-privilegiados e escondendo-a das elites. O v. 26 destaca este aspecto da decisão e da autonomia da vontade de Deus, usando uma tradicional fórmula judaica de oração. Os sábios no mundo judaico contemporâneo de Jesus são os mestres da sabedoria de Israel, seus discípulos, os doutores da lei, os adeptos de grupos apocalípticos, os membros e os mestres da seita de Qumran. Eles são um grupo social especifico diferenciado e social e religiosamente superior ao povo da terra, chamado em nosso texto de menor imaturo que não tem instrução. O confronto entre essas duas entidades, os sábios e o povo da terra, excluído das condições de aprendizagem, é o foco da palavra de Jesus. Ele usa e inverte a ideia tradicional judaica de que a sabedoria está escondida e é revelada apenas a um grupo especial de sábios. Contra esse elitismo religioso (cf. Dn 2.20-23) Jesus renova a crítica dos profetas (Is 5.21; 29.14-19; Jr 9.22s.) e inverte a ordem da revelação, convidando a todos e todas, mas privilegiando os não-instruídos, aqueles que o acompanham: as mulheres, os trabalhadores rurais e pescadores pobres. O que vai ser revelado a eles? A palavra aquilo deve referir-se ao reino de Deus (cf. v. 6).

O texto é motivo para uma autocrítica dos teólogos e das teólogas. Em que medida cultivamos uma superioridade do saber? Com o que contribuímos para que muitas pessoas nas comunidades ainda deleguem a autoridade do saber teológico aos pastores e às pastoras? Encontramos nas igrejas pentecostais, no movimento carismático, na religiosidade popular sincretista uma busca autônoma do saber pelo povo não-instruído que, em vez de ser explorada e distorcida, merece ser levada a sério e transformada! Jesus exige que os sábios aprendam a simplicidade para poder aprender com o povo. Não diz que a voz do povo é a voz de Deus. Mas diz que o povo simples pode ouvir melhor a voz de Deus do que os eruditos e privilegiados porque é humilde e precisa dele. Não é motivo para alguém parar de aprender ou para a soberba dos pobres. Lutem lembra: Pode acontecer que um mendigo com roupa de feltro cinza e barba longa tenha uma mente mais soberba do que dez príncipes. Deus revela a sua vontade ao coração humilde.

V. 27: A explicação da revelação para as pessoas simples introduz um critério cristológico e eclesiológico. O conhecimento de Deus não pode ser separado da pessoa de Jesus, passa pelo crivo da sua vontade e do seu conhecimento do Pai. O grupo ao qual Jesus quer revelar o segredo de Deus é, neste versículo, mais especificamente a sua comunidade. Ela participa do conhecimento de Jesus.

Que conhecimento é esse e como ele é transmitido? O tudo que foi dado a Jesus poderia referir-se ao poder no céu e na terra. Antecipando Mt 28.18, o texto falaria do poder divino de Jesus, fundamentado na sua relação com o Pai. Outra possibilidade é a referência à autoridade com que Jesus anuncia o Reino, pregando, curando e fazendo milagres. Por causa do contexto o mais provável é que tudo refira-se a aquilo no v. 25, quer dizer, ao conhecimento do Reino que as pessoas descobrem ouvindo Jesus e convivendo com ele. Assim o v. 27 fala da tradição do saber, diz que Jesus conhece plenamente a Deus c a sua vontade e transmite isto à sua comunidade.

Em hebraico, conhecer significa o envolvimento numa relação concreta de participação, amor, reconhecimento mútuo e experiência concreta (Luz, p. 213). Enquanto no AT o conhecer tem o caráter de uma escolha — o que significaria neste texto que o Pai escolhe exclusivamente a Jesus como Filho e Jesus escolhe exclusivamente a Deus como Pai (ele teria outra escolha?) —, no NT transparece a influência do misticismo do helenismo judaico (Filo de Alexandria) (cf. Jo 10.14s.; l Co 8.3; 13.12; Gl 4.9). Ela mostra traços parecidos com uma certa religiosidade no contexto contemporâneo da América Latina. A busca de conhecimento é movida pelo anseio de achar paz em Deus. É um caminho de progresso espiritual da mente da pessoa, a busca de uma ascensão que deixa para trás o mundo da razão e dos sentidos para unir-se com Deus na base da igualdade. Apenas o que é igual pode conhecer-se. Conhecimento de Deus é a dádiva da elevação ao nível de igualdade. Deus e o místico estão relacionados como o sol e a luz que dele provém. Ele é iluminado, pois vê a Deus face a face (l Co 13.12). Esse ver e a iluminação são compreendidos como graça e dádiva gratuita de Deus. Interpretado neste contexto, o v. 27 fala do conhecimento mútuo como união mística exclusiva entre Pai e Filho. Diferentemente do misticismo helenístico, que procura a ascensão e união do indivíduo com Deus, a união mística restringe-se estritamente à relação entre Pai e Filho (Luz, p. 212ss.). A comunidade conhece o Pai apenas através da mediação do Filho.

Esse cristocentrismo teológico deve nortear os membros da comunidade na sua própria busca espiritual e na confrontação com as ofertas do atual mundo religioso: Jesus Cristo, que escolhe os pequeninos e pobres, é a chave do conhecimento de Deus. Se as religiões não-cristãs conhecem algo de Deus, é em última instância por causa da mediação de Jesus Cristo e pode ser identificado como verdadeiro porque é conforme a humildade de Jesus. O amor humilde é o critério para avaliar e aceitar o que é verdadeiro nas outras religiões e em todas as ofertas espirituais de sabedoria das diferentes igrejas.

Isso não exclui a possibilidade de uma relação mística dos fiéis com Jesus Cristo. O mestre Eckart, místico medieval, diz numa pregação sobre este texto: quem quer ser feliz deve buscar a união com o Filho, deve tornar-se um filho junto com ele, uma emanação unida com a palavra eterna e Deus (Luz, p. 216). Não há união mística com Deus sem a mediação de Jesus Cristo, seja ele conhecido ou ainda desconhecido da pessoa na sua busca religiosa. Para os cristãos não há essa união sem a Palavra encarnada, testemunhada na palavra da Escritura. Sobre esta base a pregação pode convidar a comunidade para uma busca individual de Deus e tentar nortear a ânsia de fazer experiências espirituais.

Vv. 28-30: Mateus concretiza eticamente o significado da revelação aos pequeninos. O centro do texto é o exemplo de Jesus, que é manso e humilde e, assumindo o lugar da sabedoria, convida todos e todas a seguir o seu exemplo. Esta postura e as suas consequências no comportamento das pessoas são a aprendizagem em que o conhecimento de Deus torna-se palpável e tem consequências para a realidade das relações sociais.

Dois mal-entendidos podem dificultar a pregação: 1) O antijudaísmo simplista que confronta o jugo de Jesus com o jugo da lei mosaica, afirmando que a tora seria uma multidão de mandamentos desordenados e confusos que tornam-se um fardo pesado que os fariseus impõem às pessoas. Esse preconceito contradiz Mt 5.17-20, onde o Jesus de Mateus afirma que devem-se cumprir todos os mandamentos da tora. Na tradição da sabedoria associa-se a expressão jugo com a lei mosaica e identifica-se a sabedoria com a lei. Se entendemos o significado do jugo do qual fala Jesus como sabedoria neste contexto, ele seria a mesma lei. Mateus diferenciaria este jugo leve da piedade dos fariseus que não cumprem as exigências que impõem a outros e fazem boas obras para aparecer (Mt 23.4s.). Isso acontece frequentemente na Igreja e pode tornar a fé um fardo pesado. Com Agostinho poderíamos dizer que é o amor que torna suave o jugo da lei, pois faz com que as pessoas estejam dispostas a seguir o espírito e não a letra. Outra leitura possível diz que o sentido de jugo não se refere ao conflito com os fariseus, mas indica um relação violenta de poder que causa sofrimento e sobrecarga. O jugo de Jesus é a libertação dessa submissão sob os poderes sociais e políticos que cansam o povo (Schottroff, p. 162).

2) Outro mal-entendido é a espiritualização que relaciona o cansaço e a sobrecarga em primeiro lugar com o pecado e até separa corpo e alma, afirmando que a alma acha o descanso prometido enquanto o corpo continua sob o peso do pecado. O texto, em contrapartida, fala daqueles que estão cansados por causa da sobrecarga com trabalho físico duro. Ele visa a situação social do povo da terra, violentamente explorado. O descanso prometido não é apenas o futuro escatológico ou espiritual. Jesus oferece um lugar onde todos os que sofrem podem experienciar alívio e melhora.

A sabedoria de Jesus é a postura de mansidão e humildade. Ela o torna um amigo bondoso e cordial que, movido pelo amor, permite que se aproximem os pequeninos e sofredores e segue o caminho da solidariedade até a cruz. Aprendendo que ele é assim, que esse é o jeito de Deus Pai, e seguindo o sen exemplo, as pessoas podem achar pá/ nas suas relações e descansai. Convidando, Jesus desafia os poderes que cansam o povo e o motiva a não se deixai mais dominai por eles. Não propõe uma fuga individual para um mundo de ilusões religiosas, mas ensina um caminho de bondade e não-violência que contesta a arrogância dos sábios e dos violentos.

3. O culto

Sugiro uma encenação antes da pregação que mostre o cansaço do povo, a busca de saídas religiosas, a desilusão, finalizando com o convite de Jesus. O culto pode enfocar a busca de cura. Outra possibilidade é o testemunho de alguns membros da comunidade sobre as suas experiências no mercado de religiões. Após a pregação seria conveniente oferecer uma meditação de descanso, um abraço fraterno e a bênção personalizada entre os participantes, colocando as mãos na cabeça da outra pessoa. Uma boa possibilidade meditativa é a oração de coração da Igreja Oriental. Na intenção de louvai a Deus o tempo todo os fiéis repetem sempre que podem a oração: Senhor Jesus Cristo, tem compaixão de mim. O/a pastor/a convida cada participante a sentar no banco de maneira agradável, com os pés no chão, a fechar os olhos e, durante os cinco minutos seguintes, prestar atenção em sua respiração, repetindo constantemente essa oração na sua mente. Também pode escolher outra oração, p. ex. um versículo de um salmo (O Senhor é meu pastor). Após a meditação pede que as pessoas troquem ideias com o/a vizinho/a sobre o que sentiram. Convida para fazer essa oração duas vezes por dia em casa. Ela é um ótimo remédio contra o estresse.

Passos da pregação:

1) O cansaço do povo e a busca de conhecimento religioso.
2) O convite de Jesus: Deus revela-se aos pequeninos e miseráveis, não aos sábios.
3. Jesus Cristo: a chave do conhecimento de Deus.
4. Achar paz na união com o Filho.
5. O jugo leve: a subversão das nossas relações através da mansidão e humildade.
6. Descansar aprendendo: meditação proposta.

Bibliografia

LUZ, Ulrich. Das Evangelium nach Matthäus : 2. Teilband Mt 8-17. Zürich/Braunschweig : Benziger; Neukirchen-Vluyn : Neukirchcner. 1990. (Evangelisch-Katholischer Kommentar, 1/2).
CHRISTMANN, Louraini. Meditação sobre Mt 11.25-30. In: Proclamar Libertação São Leopoldo : Sinodal, 1992. v. XVIII, p. 186-191.
COMBLIN, José et al. Estudos Bíblicos n 26 : o Evangelho de Mateus. Petrópolis : Vozes; São Leopoldo : Sinodal, 1990.
SCHOTTROFF, Luise. Das geschundene Volk und die Arbeit in der Ernte Gottes nach dem Matthäusevangelium. In: ID., SCHOTTROFF, Willy (Eds.). Mitarbeiter der Schöfung : Bibel und Arbeitswelt. München : Chr. Kaiser, 1983. p. 149-206.

Proclamar Libertação 24
Editora Sinodal e Escola Superior de Teologia
 


Autor(a): Christoph Schneider-Harpprecht
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 7º Domingo após Pentecostes
Testamento: Novo / Livro: Mateus / Capitulo: 11 / Versículo Inicial: 25 / Versículo Final: 30
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1998 / Volume: 24
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 7044
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Quem conhece Deus também conhece as criaturas, as compreende e as ama, pois, nas criaturas, estão as pegadas da divindade.
Martim Lutero
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