Mateus 5.21-37 - 6º Domingo Após Epifania - 16/02/2020

Caderno de Cultos 2020 - Sínodo Mato Grosso

16/02/2020

16/02/2020 - 6º DOMINGO APÓS EPIFANIA
Pregação: Mateus 5.21-37; Demais leituras: Salmo 119.1-8;
1 Coríntios 3.1-9
P. Valmiré Martin Littig – Chapadão do Sul - MS

LITURGIA DE ABERTURA

ACOLHIDA
Um bom dia/noite! Nosso Deus, através de Jesus, possibilitou que as pessoas mantivessem a comunhão com ele, através da disposição de se encontrarem como irmãos. Uma comunhão/união onde Cristo se manifesta. Por isso, estamos aqui para ouvir a palavra que nos diz: Simão Pedro respondeu a Jesus: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavra de vida eterna (João 6. 68) Com essas palavras, desejo um bom e abençoado culto a todos e todas vocês.
Acolher os/as visitantes
Cantemos, louvando o Deus que se faz presente no nosso encontro de fé e amor: Sejam todos bem-vindos e bem-vindas! Que a graça e o amor do Bondoso Deus esteja conosco!

CANTO DE ENTRADA
N° 20 – LC – Jesus, em tua presença

Ou: Nº ____________________________________________________

SAUDAÇÃO
Estamos reunidos neste culto não em nosso nome, mas em nome e na presença do Deus que é Pai criador dos céus e da terra, do seu filho Jesus Cristo, nosso irmão e salvador, e do Espírito Santo que nos congrega e nos impulsiona a vivermos em comunidade. Amém.

CANTOS DE INVOCAÇÃO
Nº 2 – LC – Que a graça do Senhor Jesus

Ou: Nº ____________________________________________________

CONFISSÃO DE PECADOS
Senhor, nosso Deus, tua ajuda e tua ternura curam nossas feridas; tua bondade e tua generosidade enriquecem a nossa pobreza; tua proteção nos liberta do medo; tua força reanima nossa fraqueza; teu amor generoso satisfaz nossa carência; tua riqueza cumula de bens nosso nada.
Acalma a sede que temos de ti! Consola nossas tristezas. Ameniza nossos sofrimentos. Cura nossas doenças. Tu que respondes ao clamor dos pobres, Senhor generoso e rico em misericórdia, nós te pedimos, mergulha-nos na água viva dos teus dons, derrama tua graça sobre o povo que te pertence. Eis nós aqui à porta da tua generosidade, amor e perdão.
Pedimos perdão porque somos vorazes, mas falhamos em alimentar de amor nossa vida. Somos egoístas, mas não amamos a nós mesmos como tu, bondoso Deus, nos ama. Somos humanos, mas falhamos em amar e cuidar da humanidade. (adaptado de Luiz Carlos Ramos)
Momento de Silêncio
Perdoa-nos e restaura-nos para o amor e a gratidão.
Estamos e nos colocamos diante de Ti, bondoso Deus com nossas falhas, fraquezas e medo; mas com o coração aberto para a mudança que Deus quer fazer em nós mediante o seu perdão. Por isso clamamos:
Nº - 35 LC-
Perdão, Senhor perdão. Perdão, Senhor perdão.
ANÚNCIO DO PERDÃO
O Apóstolo João, na sua 1º carta, escreve: “Porém, se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo o pecado. Mas se confessamos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda a maldade.”
Amparados nesta palavra podemos crer que nossos pecados foram perdoados em nome do Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

KYRIE
No mundo em que vivemos faltam sinais do reino de Deus. Ao invés das pessoas serem instrumentos de paz, amor e justiça, tantas vezes são instrumentos de destruição, guerras e violência.
Por isso nós queremos clamar a Deus:
Pelas pessoas que diariamente são violentadas pelas relações de poder, pela exclusão, pela falta de oportunidades.
Clamamos pelos países onde faltam a dignidade de vida, onde as pessoas são oprimidas por guerras, conflitos e destruições.
Clamamos por toda a criação de Deus, por lugares dominados pela seca, outros dominados pelas enchentes, pelo desmatamento, poluição e queimadas.
Nós precisamos da misericórdia e piedade de Deus. Sozinhos nada somos e podemos, por isso clamamos....

Nº 56 – LC – Pelas dores deste mundo, ó Senhor.

GLÓRIA IN EXCELSIS
Deus é fiel. Ele nos enviou seu Filho, Jesus Cristo, para lavar nossos pecados. Enviou o Espírito Santo para nos consolar, animar e capacitar. Ele escuta o clamor do seu povo e vem através da Sua palavra e da Ceia. Por esta boa notícia nós o louvamos, cantando glória a Deus.

Nº 75 – LC – Agua Cristalina

ORAÇÃO DO DIA
Deus, Todo Poderoso, Tu que enviaste teu filho, Jesus Cristo, e o Espírito Santo para transformar e encher de esperança este mundo, em todos os tempos e em todos os lugares, nós te pedimos: capacita-nos com este espírito para proclamarmos a reconciliação entre todas as pessoas, principalmente entre pais e filhos e ilumina nosso coração e nossa mente para reconhecermos tua palavra orientadora também aqui entre nós. Por teu filho, Jesus Cristo, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina eternamente. Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

LEITURAS BÍBLICAS
A palavra de Deus é orientação no caminho da vida. Por isto a ouçamos com devoção.
1ª Leitura Bíblica: Salmo 119.1-8

2ª Leitura Bíblica: 1 Coríntios 3.1-9

CÂNTICO INTERMEDIÁRIO

Nº 173 – LC – Nome sobre todo nome

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO
Convido os que puderem, que se coloquem de pé, para aclamarmos o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo cantando:

Nº 182 – LC – Aleluia

Evangelho: Mateus 5.21-37
PREGAÇÃO
O sermão da Montanha (Mateus 5-7) começa com as Bem-aventuranças e continua com a exposição da Lei de Moisés ( a Torá) e a interpretação que Jesus Cristo dá a essa Lei.
No mundo antigo, configurado com os patamares do autoritarismo, dos impérios, do feudalismo, das monarquias absolutas... o ser humano aceitava como natural que o “mundo lá de cima” devesse ser estruturalmente igual no mundo daqui de baixo. No mundo lá de cima, Deus está sentado em seu trono. Por isso, no mundo aqui de baixo o poder está com o imperador ou o rei ou o senhor feudal. No mundo lá de cima, Deus tem um grupo de anjos para servi-lo e no mundo aqui de baixo o rei (imperador, senhor feudal, ou seja o governante) tem um grupo de pessoas que devem vigiar o povo para que as ordens ditadas pelos reis sejam cumpridas.
No entanto, essa forma de pensar e essa estrutura política mudou radicalmente. O regime antigo do autoritarismo, imperialismo, da obediência cega, da submissão absoluta e a-racional teve seu fim. Os impérios, reinos e monarquias foram extintos e apareceram as repúblicas e as democracias e os direitos dos “cidadãos” (que já não são súditos).
A partir da Reforma de Martin Lutero fomos compreendendo que a realidade - na maioria das vezes - é fruto da vontade de pessoas, que usam o nome de Deus para legitimar seu poder. Lutero enfatizava: as nossas autoridades não são divinas. O que elas fazem, nem sempre é vontade de Deus.
Podemos pensar que a situação de violência e de medo, que vivemos hoje em muitas cidades do Brasil, tem a sua causa na falta de obediência às leis de Deus que estão no Antigo Testamento. Em situação de crise, sempre aparecem aqueles que apelam para a obediência cega as Leis do Antigo Testamento. Mas, - devemos reconhecer - a nossa realidade é apenas uma consequência catastrófica do mal exemplo que dão os nossos governantes. Políticos existem para cuidar da justiça, do bem-estar comum, da paz, da harmonia, da equidade. Para preservar isso, eles sempre deveriam escolher entre o mal menos ao invés do mal maior. Quando eles se esquecem disso, ou quando temos maus governantes - eles acabam destruindo a justiça, a paz e o bem-estar social.
No Sermão da Montanha, vemos que Jesus está preocupado com as boas relações entre as pessoas, mas também está preocupado com a justiça, o bem-estar e a paz e por isso retoma a lei de Moisés. Sem desrespeitar a lei do Antigo Israel, Jesus aponta – que não se trata apenas de impor as velhas leis, mas as pessoas precisam ter consciência e responsabilidade com as consequências de suas atitudes.
O mundo no tempo de Moisés era muito diferente do mundo do tempo de Jesus. As proibições de assassinato, do adultério, do divórcio e do juramento não estão abolidas por Jesus, mas elas precisam ser atualizadas para a realidade de Jesus. Para Jesus, a Lei não deve apenas proibir, mas ela deve orientar. É preciso lembrar que a vontade de Deus quer tocar o ser humano em seu mais íntimo e não somente em sua ação externa.
Por isso, Jesus não apenas proíbe o assassinato, mas aponta para a importância da reconciliação. A boa vontade e a ação de reconciliar-se com o próximo são tão importantes, que devem preceder até mesmo ao culto a Deus. A oferta a Deus somente deve ser entregue, após restabelecidas as boas relações com as pessoas.
Sobre o adultério e o divórcio, Jesus fala da relação entre homem e mulher, das relações familiares e dos matrimônios. Na sociedade de Jesus o matrimônio era patriarcal. No entanto, Jesus não acha bom essa superioridade do homem sobre a mulher. Por isso, ele restringe o poder masculino e protege a integridade da mulher e acentua que as responsabilidades devem ser compartilhadas entre homem e mulher.
Jesus mostra que os nossos braços, os nossos olhos, são apenas porta vozes daquilo que já decidimos em nosso coração. As nossas atitudes apenas demonstram as nossas decisões. E para Jesus, não é o cérebro que decide – é o coração. Por isso, a raiva, a ira, o ódio que levamos em nosso coração contra alguém – se não for controlado dentro de nós – pode nos levar ao assassinato. Alimentar o ódio vai nos destruindo por dentro. Também o adultério ele não acontece apenas na traição, mas ele já começa na concepção de que as mulheres são inferiores e que elas existem para agradar e satisfazer os desejos carnais dos homens. O olhar adúltero é uma demonstração dessa concepção machista.
Jurar era um ato público de comprometer-se em dizer a verdade ou de agir da forma anunciada. A lei do Antigo Testamento previa não jurar falsamente, conforme o segundo mandamento do Decálogo. Não tomarás em vão o nome de Deus ... (Êx 20.7 e Dt 5.11). No entanto, Jesus via que o juramento era algo exigido pelas instituições falidas e corrompidas. Jurar em nome de Deus era uma forma de dar credibilidade a palavras e ações falsas.
Jesus diz que não devemos jurar por ninguém. O que devemos fazer é ter um discurso franco, honesto, sincero e confiável. “Seja, porém, a tua palavra: sim, sim; não, não”. A comunicação sincera, a honestidade – ser uma pessoa honesta – isso é uma marca do reino de Deus.
Portanto, Jesus nos mostra no Sermão da Montanha que cada um de nós tem uma responsabilidade diante de Deus. Que as pessoas não podem dizer – eu fiz isso porque todo mundo faz. E nem mesmo podemos dizer que fizemos o que nos mandaram fazer. Diante da injustiça, se alguém nos manda fazer algo éticamente errado - nós temos o direito a desobedecer.
Para viver em sociedade, para viver em comunidade, é necessário cuidar do respeito entre as pessoas. Nem sempre podemos dizer abertamente tudo o que queremos dizer. Quem é sincero demais, é visto como uma pessoa chata.
Mas também não devemos ter uma atitude conformista, que diante da realidade aceita tudo como sendo a vontade de Deus. Como luteranos devemos sempre lembrar que Martin Lutero já alertava que as autoridades somente são legítimas quando elas estão à serviço da vontade de Deus. Autoridades corruptas, desonestas, opressoras, não são legítimas aos olhos de Deus. E devemos resistir a tudo aquilo que não for da vontade de Deus.
Por isso, seguindo o exemplo de Jesus, também podemos dizer que o mundo do século XXI é diferente do mundo do tempo de Moisés. Não dá para tomar as Leis do Antigo Testamento ao pé da letra. As leis do Antigo testamento precisam ser atualizadas para a nossa realidade. Elas devem ser atualizadas com o objetivo de preservar o respeito, a reconciliação e a honestidade entre as pessoas. E quanto aos governantes, sua principal tarefa deveria ser cuidar da justiça, do bem-estar e da paz entre as pessoas. Quando os governantes se desviam dessa tarefa, então eles deixam de ser legítimos aos olhos de Deus.
Amém.
Oremos:
Cristo, querido Senhor e Mestre, tu nos revelas constantemente o correto significado de tua palavra. Permite que a entendamos sempre melhor. Fortalece-nos através de tua palavra e ajuda para que também vivamos e atuemos de acordo. A ti louvor e gratidão com o Pai e o Espírito Santo para sempre. Amém.
(Martim Lutero “A serviço de Deus”)
Texto P. Nilton Giese /IECLB em Belo Horizonte - MG

CONFISSÃO DE FÉ
Coloquemo-nos de pé, e professemos a nossa fé no Deus triúno, com as palavras do Credo Apostólico; Creio em Deus Pai.....

Creio em Deus Pai, ...

CANTO PÓS-CONFISSÃO (proceder motivação e o recolhimento das ofertas)
Nº 221 – LC – Oferta do Coração


ORAÇÃO DE INTERCESSÃO
Motivos de Oração:
1. Aniversariantes
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Querido e amado Deus! Achegamo-nos a Ti com alegria e esperança, pois, Tu mesmo crias, sustentas e impulsionas a Igreja. Tu nos redimiste de nossos pecados através de Jesus Cristo e nos acolhe como Teus filhos e filhas, através do batismo. Suplicamos, nosso Deus, para que nunca nos esqueçamos de Tua misericórdia e bondade. Ouve nossa oração e atende a nossa súplica.
Canto: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica....

Senhor, Te pedimos pela nossa Igreja, para que seus membros estejam sempre firmes na Tua fé. Que teus obreiros possam ensinar com clareza a Tua palavra e exercer tuas atividades de forma justa e honesta para com o Teu povo. Ouve nossa oração e atende a nossa súplica.
Canto: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica....

Senhor, intercedemos pelo mundo e por suas autoridades. Esteja com elas nos momentos de dificuldades, angústias e temores. Coloca Tua mão protetora sobre cada uma, para que, quando tomarem suas decisões, não seja em beneficio próprio, mas, para o bem de todos. Pedimos pelo fim das guerras em todo mundo. Intercedemos para que seja feita a Tua vontade por primeiro, ó Senhor, e não a nossa. Ouve nossa oração e atende a nossa súplica.
Canto: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica....


Senhor, Te pedimos pelas pessoas enfermas, com dificuldades e privações, para que, pela nossa presença diaconal, a Tua mão bondosa ampare cada uma e restaure suas forças e suas esperanças, dando ânimo para continuar a vida, mesmo diante das dificuldades e privações. Pedimos-te, também, pela diversidade e pelo multiculturalismo que se estende aos quatro cantos do mundo, para que possam se manter unidos, respeitando as particularidades de cada um. Tudo mais que está nossas mentes e corações que te entregar através da oração de Jesus Cristo nos ensinou a dizer. Pai nosso.......

PAI NOSSO

LITURGIA DE DESPEDIDA

AVISOS
Próximo Culto: ___/___/______ às ___:___ h.
Oferta do último Culto: R$ _________ - destinada para ...
______________ _________________________________________
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BÊNÇÃO
Saiamos deste culto guardados, amparados, protegidos e cuidados pela Bênção de Deus: Que a bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar, que a bênção do Filho nascido de Maria, que a bênção do Santo Espírito de amor, que cuida com carinho, qual mamãe cuida da gente, esteja sobre todos nós. Em nome do Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém

ENVIO
Que o Espírito Santo vos acompanhe. Vão em paz e sirvam ao Senhor com alegria.

CANTO FINAL
Nº 298 - LC – Bênção do Caminhar
 


Autor(a): Pastor Valmiré Martin Littig
Âmbito: IECLB / Sinodo: Mato Grosso
Área: Celebração / Nível: Celebração - Ano Eclesiástico / Subnível: Celebração - Ano Eclesiástico - Ciclo do Natal
Natureza do Domingo: Epifania
Perfil do Domingo: 6º Domingo após Epifania
Testamento: Novo / Livro: Mateus / Capitulo: 5 / Versículo Inicial: 21 / Versículo Final: 37
Título da publicação: Caderno de Cultos - Sínodo Mato Grosso / Ano: 2020
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Prédica
ID: 54846
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Martim Lutero
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