Mateus 5.38-48

Auxílio Homilético

20/02/2011

Prédica: Mateus 5.38-48
Leituras: Levítico 19.1-2,9-18 e 1 Coríntios 3.10-11, 16-23
Autor: Gerson Correia de Lacerda
Data Litúrgica: 7º Domingo após Epifania
Data da Pregação: 20/02/2011
Proclamar Libertação - Volume: XXXV

1. Introdução

O texto de Mateus deve ser focalizado tendo em vista o seu contexto. Em Jesus de Nazaré, Deus manifesta-se e revela a sua presença entre nós. A manifestação de Deus acontece em toda a atuação de Jesus. Ele dá início a seu ministério depois da prisão de João, saindo de Nazaré e indo para Cafarnaum (Mt 4.12-12), onde proclama a mensagem da chegada do reino de Deus e convida ao arrependimento (Mt 4.17). A seguir, chama algumas pessoas e forma uma comunidade de discípulos (Mt 4.18-22). E, imediatamente, passa a andar por toda a Galileia, ensinando, anunciando a chegada do reino e curando os enfermos (Mt 4.23). O ensino de Jesus é detalhado nos capítulos 5 a 7 de Mateus, ao passo que sua atuação curativa é destacada nos capítulos 8 e 9.

Em seu ensino, conforme apresentado pelo Evangelho de Mateus, Jesus trabalhou com antíteses (Vocês ouviram o que foi dito a seus antepassados... Mas eu lhes digo). O texto para este domingo apresenta duas antíteses (Mt 5.38-42 e Mt 5.43-48).

Elas têm algo em comum: tratam do modo como devem agir os seguidores de Jesus diante dos que lhes fazem mal. Uma coisa fica clara: a comunidade dos discípulos deve apresentar um novo modo de relacionamento. Representa o que Warren Carter chamou de “mundo alternativo marcado não pela opressão, mas por relacionamentos sociais reestruturados e por recursos acessíveis e redistribuídos”.

É desse reino alternativo que também trata o texto de Levítico 19.1-2,9-18. Sua exortação é para que o povo de Deus não seja como os outros povos. Sua obrigação é ser um povo diferente ou um povo santo. Na mesma linha caminha, o texto de 1 Coríntios 3.10-11,16-23, no qual a igreja é comparada ao templo de Deus, no qual habita o seu Espírito, em que cada um é orientado a fazer o trabalho de um construtor competente, edifi cando sobre o alicerce que é Cristo.

2. Exegese

2.1 – O problema da resistência ao perverso

A difundida tradução de Almeida, revista e atualizada, traduz: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso...” A Nova Versão Internacional traz: “Não resistam ao perverso”. A Bíblia de Jerusalém: “Não resistais ao homem mau”. Warren Carter propõe uma tradução diferente para o texto: “Não resistais violentamente ao malfeitor”. Sua proposta de tradução ao verbo “resistir” (antistënai) baseia-se em obra de W. Wink (Beyond Just War), na qual afirma que a raiz desse verbo é utilizada em inúmeros termos compostos para referir-se à insurreição armada e à guerra violenta.

Essa argumentação tem sentido. O texto bíblico, se traduzido simplesmente “não resistais ao perverso”, apontaria para uma atitude de submissão total e completa diante da pessoa má. Ora, quem se submete dessa maneira está, de fato, dando sua colaboração para que o mal prevaleça. Devemos lembrar-nos aqui do procedimento do próprio Senhor Jesus. Ele foi tentado pelo diabo no deserto (Mt 4.1-11). Defrontou-se, pois, com o “perverso”. Contudo, resistiu. Não recorreu à violência contra o tentador. Mas resistiu, opondo-se radicalmente à submissão. Carter complementa: “O assunto não
é resistir ou não (submissão passiva ou retaliação violenta), mas como se resiste ao mal. O ensino de Jesus oferece uma terceira opção: resistência não-violenta”. Depois de ordenar “Não resistais ao perverso”, Jesus deu quatro exemplos a respeito do que queria dizer com a não-resistência: a) “Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também”; b) “Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa”; c) “Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros”; d) “Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e se alguém lhe pedir emprestado, empreste”. Em todos esses exemplos, Jesus não estava ordenando submissão irrestrita ao perverso. Ao contrário, estava oferecendo exemplos de resistência não-violenta. Dar um tapa na cara de outra pessoa representa um gesto insultante de alguém que se considera superior. Oferecer a outra face mostra a resistência não-violenta de quem não se deixou intimidar. Tomar a túnica num processo é um gesto desumano que contraria a própria lei do Antigo Testamento (Dt 24.10-13). Entregar também a capa é uma atitude que expõe a crueldade de quem move o processo. Um soldado estrangeiro podia obrigar um judeu a carregar seu equipamento militar por um quilômetro. Carregá-lo voluntariamente mais um quilômetro mostraria que o soldado não tinha controle da situação. Finalmente, dar e emprestar são atitudes que representam resistência a um sistema econômico que defende o egoísmo e a avareza.

Stott resumiu bem o que Jesus ensinou sobre a resistência não-violenta, dizendo: “Ele não ensina a irresponsabilidade que incentiva o mal, mas a paciência que renuncia à vingança. A autêntica não-resistência cristão é a não-retaliação”.

2.2 – Próximos e inimigos

A tradução atualizada de Almeida traz: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo” (Mt 5.43). A Bíblia de Jerusalém e a Nova Versão Internacional repetem a mesma oposição entre os termos próximo e inimigo. Ao falar em amor ao próximo, Jesus estava fazendo referência ao texto de Levítico 19. Devemos observar que o texto do Antigo Testamento se dirigia ao povo de Israel. Chega a dizer especificamente: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Eu sou o Senhor” (Lv 19.18). Portanto é um texto no qual o próximo são todos aqueles que fazem parte do povo de Israel ou estão no meio do povo de Israel, podendo ser os membros da própria família (Lv 19.2), os pobres e os estrangeiros (Lv 19.10, 33-34)), os idosos (Lv 19.32) etc. Por outro lado, o texto de Deuteronômio 20, ao apresentar leis acerca das guerras, deixa claro que os inimigos são as nações estrangeiras, contra as quais Israel iria pelejar. A partir da conjugação desses textos do Antigo Testamento, era fácil estabelecer a distinção entre próximo e inimigo: próximo são os de nosso
próprio povo ou entre os que vivem entre nós; inimigos são os adversários nacionais estrangeiros.

Jesus, porém, não se referia a essa distinção. Em seu ensino, inimigos podem ser os membros da própria família (Mt 10.36). Na verdade, Jesus deixou claro, no próprio Sermão do Monte, que seus discípulos iriam sofrer oposição por segui-lo (Mt 5.11-12). Em outras palavras, teriam inimigos entre os próprios parentes.
Assim, cai por terra a distinção a que estavam acostumados os ouvintes do sermão de Jesus entre próximo e inimigo. Próximos podem ser inimigos. Gentios estrangeiros podem ser próximos. Tudo isso tem a ver com o novo reino que Jesus anuncia e proclama. Esse reino irrompe em nosso mundo e transforma todas as relações humanas. E o ensino de Jesus é a respeito de como devem agir seus seguidores como verdadeiros cidadãos do reino de Deus tanto diante do próximo como diante do inimigo.

3. Meditação

Quando Jesus transmitiu seus ensinamentos, todas as regiões ao redor do mar Mediterrâneo estavam sob domínio romano. Com frequência, nos dias de hoje, tem-se uma visão a respeito da dominação romana que não corresponde à realidade histórica. Imagina-se que os romanos subjugaram os outros povos com violência, privando-os de toda liberdade e impondo-lhes suas leis, costumes e cultura. Isso não corresponde a toda a verdade. De fato, os romanos conquistaram e dominaram. Mas não dominaram e conquistaram somente com a violência.
Ao contrário, souberam também dominar com astúcia. Procuraram respeitar os costumes e a cultura dos povos dominados. Fizeram o possível para seduzi-los, atraindo-os às vantagens oferecidas pelo Império Romano. A dominação chegava a ser atraente. Roma prometia a Pax Romana. Algo semelhante está a ocorrer no mundo atual. Ao invés de Roma, o deus capitalismo atrai e encanta. Aos que o adoram e se submetem às suas leis, essa nova divindade promete um reino de paz e de prosperidade. Mas essa nova divindade é exigente. Cobra submissão total às suas determinações. Uma delas, por exemplo, é a avareza. Ela foi transformada em virtude e recebeu um novo nome; tornou-se previdência. Outra delas é a ganância. Também foi transformada em virtude e recebeu um novo nome; passou a ser amor à poupança.
É diante desse mundo e sua realidade que se coloca o ensino de Jesus. Ele anuncia a chegada de um novo reino. Trata-se do reino de Deus, ou seja, um império no qual prevalece a vontade de Deus.

O reino de Deus proclamado por Jesus é diferente do reino capitalista vigente em nosso mundo. Nesse sentido, o Sermão do Monte apresenta o novo estilo de vida do reino de Deus. E o texto de Mateus 5.38-48 coloca dois diferentes princípios do novo tipo de vida no reino de Deus.

3.1 – Princípio da resistência não-violenta ao mal

No reino deste mundo, tal como na época de Jesus, prevalece a Lei de Talião: “Olho por olho, dente por dente”. Trata-se da lei da retribuição da maldade na mesma proporção em que é praticada. Considera-se tal lei um princípio de justiça. Sem a sua observância, teme-se que prevaleça a impunidade e a vida em sociedade se torne um caos.

O reino de Deus, no entanto, proclamado por Jesus, anuncia o estabelecimento de um novo princípio: ao invés da retribuição, a resistência não-violenta. Será que esse tipo de princípio funciona? É aplicável em nosso mundo? Há muitos que duvidam de sua exequibilidade. No entanto, temos dois exemplos de que a sua prática dá resultado. Em primeiro lugar, a atuação de Gandhi no processo de libertação da Índia da dominação inglesa. Ao ler o Sermão do Monte, ele declarou: “Foi esse sermão que me fez estimar tanto a Jesus”. Colocou em prática o ensino da resistência não-violenta ao mal e conseguiu vencer o formidável poderio militar britânico. Em segundo lugar, e profundamente influenciado por Gandhi, destaca-se a figura de Martin Luther King. Ele resistiu pacificamente aos que defendiam a discriminação racial. Acabou sendo vítima do ódio de seus opositores. Mas, sem dúvida, conseguiu a vitória em sua luta pela justiça. Tanto na Índia como nos Estados Unidos, havia aqueles que defendiam a resistência violenta e a prática da vingança. Tanto Gandhi como Martin Luther King enfrentaram tremenda oposição na obediência ao ensino de Jesus. Isso mostra que o caminho da resistência não-violenta é muito difícil de ser trilhado.

3.2 – Princípio do amor até aos inimigos

Ao ordenar o amor até aos inimigos, bem como a oração em seu favor, Jesus esclareceu que essa forma de agir tem um fundamento divino. Deus age dessa maneira ao não estabelecer discriminação alguma no seu amor, pois “faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus, e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal”. Isso quer dizer que, ao amarem e orarem por seus inimigos, os seguidores de Jesus mostram que são filhos de Deus. Stott relembra, a respeito disso, as palavras de Alfred Plummer: “Retribuir o bem com o mal é demoníaco; retribuir o bem com o bem é humano; retribuir o mal com o bem é divino”.

O princípio do amor até aos inimigos não significa concordância passiva com tudo o que fazem. Jesus é o exemplo máximo do amor de Deus. Amou certamente a todos, até os que se opunham a seu ministério. Isso, porém, não o impediu de denunciar os seus pecados. Recordamos as palavras de Stott: “As duas últimas antíteses revelam uma progressão. A primeira é uma ordem negativa: Não resistais ao perverso; a segunda é positiva: Amai os vossos inimigos e procurai o seu bem. A primeira é um chamado para a não-retaliação passiva; a segunda, para um amor ativo. Ou, nas palavras de Agostinho: ‘Muitos têm aprendido a oferecer a outra face, mas não sabem como amar a pessoa que os esbofeteou’”.

4. Imagens para a prédica

4.1 – Prece de Gandhi

“Não terei medo de ninguém sobre a terra. Temerei apenas a Deus. Não terei má vontade para com ninguém. Não aceitarei injustiças de ninguém. Vencerei a mentira pela verdade e, na minha resistência à mentira, aceitarei qualquer tipo de sofrimento.”

4.2 – Eu tenho um sonho

“Eu tenho o sonho de que, um dia, os homens se ergam e percebam que são feitos para viver uns com o os outros, como irmãos. Hoje, ainda tenho o sonho de que, um dia, todos serão julgados com base no seu caráter e não na cor de sua pele e de que todos os homens respeitarão a dignidade e o valor da personalidade humana. Ainda sonho, hoje, que um dia as indústrias paradas serão revitalizadas e os estômagos vazios serão cheios; a fraternidade será mais do que algumas palavras no fim de uma oração; será o primeiro assunto em todas as agendas legislativas. Ainda sonho, hoje, que um dia a justiça jorrará como a água e o direito será um rio caudaloso. Sonho, hoje, que em todos os nossos estatutos e assembleias serão eleitos homens que praticarão a justiça, possuirão piedade e serão humildes ante o seu Deus. Sonho que, um dia, a guerra chegará ao fim; que os homens transformarão as espadas em arados e as lanças em machados, e as nações não mais se levantarão contra outras nações, nem se estudará mais a arte da guerra. Ainda sonho, hoje, que um dia o cordeiro e o leão ficarão lado a lado e todos os homens poderão sentar-se sob a sua vinha e sob a sua figueira, e ninguém sentirá medo. Sonho que, um dia, todos os vales serão exaltados e todas as montanhas e colinas aplainadas, e a glória do Senhor será revelada e toda a mortal humanidade a verá em conjunto. Ainda sonho que, com essa fé, seremos capazes de derrotar o desespero e levar uma luz nova às câmaras escuras do pessimismo. Com essa fé apressaremos a chegada do dia em que haverá paz na Terra e boa vontade para com todos os homens. Será um dia de glória. As estrelas da manhã cantarão em coro e os filhos de Deus gritarão de alegria” (Rev. Martin Luther King Junior).

5. Subsídios litúrgicos

Oração de confissão:

“Nosso Pai que está nos céus, tu que nos dás nosso pão no dia de hoje, volta nossos olhos e nosso coração para todos aqueles que, em nosso mundo, não têm pão, nem lar, nem justiça, nem esperança. Perdoa as nossas ofensas e, especialmente, nosso desejo insaciável de ter, porque temos muitas coisas, quando outros necessitam delas. Ajuda-nos a viver com sensibilidade, a vencer as necessidades criadas pela imaginação, a acabar com gastos exagerados, de maneira que possamos compartilhar mais e mais amar. Assim seremos irmãos e irmãs uns dos outros, e iremos trabalhar contigo pela vinda do teu reino na terra como no céu, para que tua vontade seja feita em nosso mundo. Amém” (Guia de Adoração da Aliança Reformada Mundial, Seul, 1989).

Canto ao subversivo:

“Feliz o que não aceita pegar uma metralhadora para matar seu irmão. Feliz o que não cede a pressões externas e é testemunha da verdade. Feliz o que não se cala às injustiças que vê, mesmo que seja condenado por muitos. Feliz aquele que assina com obras as verdades que prega. Feliz o que põe sua boca à disposição dos mudos; sua inteligência a serviço dos ignorantes; dá sua palavra de ânimo aos decaídos e denuncia o explorador. Feliz aquele que é considerado subversivo e digno de condenação por causa dos irmãos. Feliz será porque o Deus dos subversivos será seu forte e poderá resistir à força de qualquer inimigo.”

Oração de súplica:

“Ó Cristo, tu nos ordenaste orar pela vinda do reino do teu Pai, quando a sua justa vontade será realizada na terra. Nós guardamos as tuas palavras, mas esquecemos o seu sentido. Nós te louvamos por aquelas almas em que teu Espírito soprou, em todos os tempos, de sorte que elas puderam ver, ao longe, a fulgurante cidade de Deus, e pela fé deixaram as vantagens do presente para andar atrás da visão. Assim como fomos capazes de dominar a natureza por amor à riqueza, ajuda-nos a transfigurar as relações entre os homens, para que possamos estabelecer a justiça e construir um mundo de irmãos. Pois que vale a uma nação tornar-se grande e rica, se perder o senso do Deus vivo e a alegria da fraternidade humana? Ajuda-nos a viver por verdades e não por mentiras, a construir nossa vida comum sobre os alicerces eternos da justiça e do amor, deixando de escorar as paredes rachadas da casa da injustiça por meio da crueldade e da força legalizadas. Ajuda-nos a fazer com que a lei suprema desta terra seja o bem-estar dos cidadãos. Derruba de seu trono o deus Lucro, que mastiga, sem fim, o corpo das pessoas e coloca em seu lugar o seu trono, ó Cristo, pois morreste para que os seres humanos possam viver. Mostra aos teus vacilantes filhos o caminho que vai da Cidade da Destruição para a Cidade do Amor e realiza as aspirações dos profetas. Nosso Mestre, uma vez mais a tua fé é a nossa oração: Venha o teu reino! Seja feita a tua vontade na terra!” (Walter Rauschenbusch)

Bibliografia

CARTER, Warren. O Evangelho de São Mateus – Comentário sociopolítico e religioso a partir das margens. São Paulo: Paulus, 2002.
STOTT, John R. A Mensagem do Sermão do Monte. São Paulo: ABU Editora, 1986.


Autor(a): Gerson Correia de Lacerda
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Epifania
Perfil do Domingo: 7º Domingo após Epifania
Testamento: Novo / Livro: Mateus / Capitulo: 5 / Versículo Inicial: 38 / Versículo Final: 48
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 2010 / Volume: 35
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 25027
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