Missão no lar e entre amigos!

22/07/2021

 

Continuamos nossa caminhada com o evangelista Marcos. Lembrem-se do último culto, onde Jesus decide voltar para Nazaré, pregando e ajudando os seus familiares e amigos. Naquele momento, não obteve o sucesso desejado. Todavia, deixou claro o desafio de que somos responsáveis também espiritualmente por nossa família e também pelo círculo de amigos. Aliás, anteontem, foi o DIA DO AMIGO / DA AMIGA. Na sequência, logo após a passagem por Nazaré, o Mestre dá aos discípulos uma nova determinação, a qual está relacionada ao desafio que citei no início do culto. Acompanhem...

“Então, Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando. Chamando os discípulos para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Ainda lhes passou as instruções: Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos. Calcem sandálias, mas não levem túnica extra. Sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem. Se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles. Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios e ungiam muitos doentes com óleo e os curavam” (Marcos 6.6-13).

Tal relato bíblico é igualmente citado, com algumas mudanças, pelos evangelistas Mateus e Lucas. Que fique bem claro... A acomodação não é do estilo cristão. O mundo que nos cerca, no qual Deus sabiamente nos colocou é um campo missionário. Não sou eu a razão da missão, nem mesmo a minha igreja. Somos desafiados a apontar ao Reino de Deus que começa e se concentra na pessoa de Jesus. Ele é o Senhor que coordena a missão. Somos os seus servos e a seara é grande. Mateus faz questão de destacar que a nossa tarefa começa em casa, com aqueles que Deus colocou à nossa volta, com os quais nos identificamos (Mt 10.5). Noutras palavras, não adianta querer mudar o mundo ou converter os índios no meio da selva se não entrego o meu coração a Jesus e falo dele aos meus queridos.

Jesus aponta à missão como tarefa conjunta. Até posso ser um missionário solitário, mas tal não é o caminho normal. A missão pode ser compartilhada com outros. O ideal é quando acontece na Comunidade. Por isso, a educação espiritual é um desafio ao casal, mas também repartido com padrinhos, madrinhas e comunidade. Há um esforço comum em busca do bem. Sempre é bom lembrar que uma boa educação não é garantia de sucesso, pois a escolha sempre foi e será particular. No fundo a criança, jovem, adulto ou idosos escolhe se deseja caminhar ao lado ou longe de Jesus. Contudo, que fique bem claro nossa tarefa educativa.

Existem pequenas contradições entre os evangelistas Marcos, Mateus e Lucas com respeito ao que é necessário na tarefa missionária: Bordão, alforje, dinheiro, sandálias, pão, enfim... Como pessoas e como igreja temos muitas necessidades. O que é possível ou desnecessário depende do momento, do local, das pessoas envolvidas. Mas, não esqueça jamais que pode faltar tudo, menos Deus! Por isso é que o Salmista insiste: “O Senhor é meu Pastor. Nada me faltará” (Salmo 23.1). Ele é o mais importante. Tudo o mais, Ele acrescentará, do seu jeito, no seu tempo. É uma questão de confiança. É um estilo de vida.

Outra ordem bem curiosa diz respeito ao “bater o pó dos pés” caso não ocorra a aceitação do testemunho. Existem situações onde chegamos bem-intencionados com uma proposta clara de vida com Jesus. Todavia, como seres humanos, podemos nos deixar influenciar pelas opiniões e jeitos do outro. Por isso, o bater o pó. Semeamos o bem sem nos deixar influenciar pelo mal. Jesus foi muito claro quando disse que não como servir a dois senhores: Ou é Deus ou é o dinheiro! Na maioria das igrejas evangélicas, principalmente àquelas que tem um envolvimento político, o que manda é a questão do dinheiro. Ou seja, não bateram o pó. Estão encardidos.

Por fim, Marcos escreve de maneira suscita e clara, a tarefa dos cristãos e também da igreja. Diz nos versos 12 e 13, a ordem da missão: Pregar (ensinar), expelir demônios e curar. Assim termino minha reflexão, voltando ao constante destaque do extraordinário, mas ao mesmo tempo natural. À medida que apontamos para Jesus como o único caminho à salvação, damos rumo às pessoas desorientadas. Naturalmente, o capeta com suas propostas esdrúxulas é abandonado. A verdadeira alegria não se encontra num copo de trago, mas em Jesus. O meu futuro não se encontra nas cartas de tarô ou horóscopo, mas na Bíblia. Não adianta ter o bolso cheio e o coração vazio. Assim, segue. Os maus espíritos são enxotados. Por isso, de maneira bem natural, a saúde física é decorrente da saúde espiritual. Mesmo em meio à doença e fraqueza, Deus pode fortalecer o teu espírito para enfrentar toda e qualquer situação.

Que as palavras desta noite, sirvam de desafio à missão que começa em casa e continua em nosso círculo de amizade. Que fique claro que não somos e não podemos nada sem Jesus. Dele dependemos e para ele caminhamos. Que Deus continue nos abençoando. Amém!

Ouça o arquivo em anexo!
 


Autor(a): P. Euclécio Schieck
Âmbito: IECLB / Sinodo: Norte Catarinense / Paróquia: Garuva-SC (Martinho Lutero)
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Testamento: Novo / Livro: Marcos / Capitulo: 6 / Versículo Inicial: 6 / Versículo Final: 13
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 63756
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Filipenses 2.4
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