Proposta de liturgia para o Culto do Dia da Reforma - 2014

29/09/2014

 

PROPOSTA DE LITURGIA PARA O CULTO DA REFORMA - 2014

“VIDAS MOLDADAS EM COMUNHÃO”

Material necessário: pequenos vasos de cerâmica, que serão distribuídos na entrada da Igreja. Dentro dele pode ser colocado um versículo bíblico de acordo com o tema do Culto ou a oração de confissão de pecados de Martim Lutero.

Preparação do ambiente: diante do altar, vasos de cerâmica de diferentes formas e tamanhos.


 

LITURGIA DA ENTRADA

Prelúdio

Acolhida
L: Bom Dia! / Boa noite!
Celebramos neste culto a história da Igreja Luterana, oriunda do Movimento da Reforma, no século 16. Muitas mãos contribuíram para que a Igreja Cristã fosse reformada e pudesse estar constantemente orientada pela Palavra de Deus, que nos liberta para amar a servir.

A partir da Reforma é possível afirmar que “de Deus nada se compra. Tudo se recebe! Por gratidão, podemos servi-lo com alegria!” Assim também Martim Lutero, Katharina von Bora e tantas outras pessoas serviram a Deus ao longo da história da cristandade!

Somos pessoas moldadas diariamente por Deus, o grande Oleiro, para que tenhamos vida de comunhão, vidas que promovem paz, justiça, civilidade e respeito onde vivemos.
Assim celebramos este culto com alegria, dando graças a Deus pelas vidas que foram moldadas por Deus para atuarem antes, durante e após a Reforma da Igreja.

Agradecemos pelas nossas vidas que são moldadas para viverem em comunhão no serviço ao Trino Deus, dentro e fora da Igreja!

Saudação
L: Que a graça e o amor de Deus, que é vida, a força e a coragem do Espírito de Sabedoria, a paz e a misericórdia do Cristo Ressuscitado estejam conosco. Amém!

Canto

Oração de Confissão dos Pecados (em pé)
(Durante a oração de confissão dos pecados cada pessoa segura o vaso em suas mãos)

C: “Vê, Senhor, que sou um vaso que carece muito de ser preenchido.
Meu Senhor, enche o vaso, pois sou pessoa fraca na fé.
Fortalece-me, pois sou pessoa fria no amor.
Aquece-me e torna-me quente, para que meu amor transborde para o próximo e a próxima.
Não tenho fé robusta e forte, acontece que sou pessoa acometida de dúvidas,
não podendo confiar em ti inteiramente.
Ó Senhor, ajuda-me, faze crescer minha fé e confiança.
Tudo o que tenho se encerra em ti.
Eu sou pobre, tu és rico e vieste para receber em misericórdia às pessoas pobres.
Eu sou pessoa pecadora, tu és justo.
Comigo está a doença do pecado, em ti está a plenitude da justiça.
Por isso quero ficar contigo, não preciso dar de mim para ti:
de ti posso receber. Amém
.” (Martim Lutero).

L: Entregamos diante de Ti, ó Deus, tudo aquilo que pesa em nós, tudo o que nos afasta de Ti e ofende as pessoas ao nosso redor. Entregamos nossos pecados e fraquezas nas tuas mãos, para que teu amor e tua graça quebrem o nosso preconceito, nosso orgulho, nossa solidão, nossa prepotência, nossas maldades e ações violentas. Sabemos que tudo isso te ofende e produz indiferença e frieza nas relações humanas. Quebra e transforma nossa vida, ó Deus, para que ela esteja sempre ao teu serviço, em alegria, paz e comunhão. Assim cantamos:

Canto: Eu quero ser, Senhor amado, como um vaso nas mãos do Oleiro. Quebra minha vida, e faze-a de novo, eu quero ser, eu quero ser, um vaso novo! (2x) (421 HPD 2)

Absolvição
L: Como pessoas amadas e perdoadas por Deus, que nos aceita por graça e fé, que nos motiva para irmos e não mais pecar e nos conduz rumo à santificação, somos perdoadas e perdoados, pois assim está escrito:
“Mas tu, ó Senhor Deus, és o nosso Pai; nós somos o barro, tu és o oleiro; todos nós fomos feitos por ti. Não continues tão irritado, ó Senhor, nem lembres para sempre os nossos pecados. Não esqueças que somos o teu povo.” (Isaías 64:8-9)

Canto: Como tu queres, Senhor sou Teu, tu és o oleiro, barro sou eu.
Quebra e transforma, até que enfim, tua vontade se cumpra em mim.
(2x) (194 HPD 1)

L: Louvamos a Deus que ouve a nossa oração, aceita nosso pedido de perdão e nos conduz para uma vida de santificação diária, pois conforme as palavras do Reformador Martin Lutero:
“A vida cristã não consiste em sermos piedosos, mas em nos tornarmos piedosos.
Não em sermos saudáveis, mas em sermos curados.
Não importa o ser, mas o tornar-se.
A vida cristã não é descanso, mas é um constante exercitar-se.
Ainda não somos o que devemos ser, mas em tal seremos transformados.
Nem tudo já aconteceu e nem tudo já foi feito, mas está em andamento.
A vida cristã não é o fim, mas o caminho.
Ainda nem tudo está luzindo e brilhando, mas tudo está melhorando.
” (Martim Lutero)

Glória
Deus nos ouve. Deus nos alcança com seu amor, perdão e cuidado a cada dia. Cantemos louvores a este Deus que nos conduz pela vida cristã para pensamentos e ações de paz, amor e comunhão:

C ♫: Glorificado seja teu nome, glorificado seja teu nome.
Aleluia, aleluia, aleluia, glória a Jesus!
(2x) (253 HPD 1)

Oração do dia
L: Louvamos-te, Deus da vida, que ao longo da história moldaste homens e mulheres para te servirem. Nós te pedimos, molda-nos hoje e sempre para que a tua Palavra nos desperte para ações de paz, inclusão e respeito para com todas as criaturas que surgiram das tuas mãos. Que nossa vida, como um vaso de barro, receba tua graça e teu perdão para que transborde em comunhão e justiça a favor de tantas pessoas que se irmanam na fé, na esperança e no amor. Em nome de teu filho, Jesus Cristo, nós oramos. Amém.


LITURGIA DA PALAVRA

Leituras Bíblicas
L: Aclamemos o Evangelho deste culto em pé e cantemos Aleluia, cântico dirigido a Deus e significa “Louvado sejas”:
C ♫: Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! (2x)

Leitura de João 8.31-36
(A ideia é que comentários da peça teatral “Memórias de Katharina”1  sejam lembrados durante o culto, após as leituras bíblicas, durante e após a pregação, como forma de ressaltar o empenho e serviço a Deus de pessoas que por ele foram moldadas).

Comentário da Peça Teatral “Memórias de Katharina”:
“Martim Lutero dizia que ‘um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos’. Martim Lutero viveu como pessoa liberta em Cristo, por isso trocou seu nome de Ludher, com dh, que significa vagabundo, para Luther, Lutero, com th, que significa liberto. Por sentir-se livre ele serviu a Deus. Traduziu a Bíblia para a língua alemã e fez questão de que os cultos acontecessem na nossa língua para que as pessoas pudessem compreender o que estava sendo pregado e não se deixassem ludibriar por vozes que não eram coerentes com o Evangelho de Jesus Cristo. Martim também pressionou os príncipes para que criassem escolas em seus territórios e oportunizassem o aprendizado da escrita e da leitura a todo menino e a toda menina. Criticou a usura das pessoas nos seus negócios e toda desonestidade e injustiça na relação entre patrão e empregados. Escreveu muito e ajudou as pessoas a conhecer um Deus que ama e que liberta do poder da morte e do pecado mediante a fé, sem qualquer mérito pessoal.”

Comentário da Peça Teatral “Memórias de Katharina”
“Foi incrível tudo o que aconteceu! Quem diria que os escritos do Dr. Martim Lutero entrariam no Convento Marienthron e que a sua leitura causaria todo este tumulto. De fato, depois que lemos que não é necessário servir a Deus nos conventos, mas que ele chama cada uma e cada um a servi-lo diariamente, através de sua atividade profissional ou estudantil, não vimos mais sentido em permanecer em reclusão! O mesmo pensaram freiras e monges em outros conventos que também se afastaram da vida em reclusão nos conventos. No Domingo de Páscoa, o dia da nossa fuga, chegamos até a cidade de Torgau e permanecemos lá até a terça feira. Três de nós encontraram abrigo junto as suas famílias ali mesmo. Ainda que tenhamos sido bem acolhidas, inclusive com aplausos por parte da população da cidade, as pessoas não queriam que permanecêssemos em Torgau porque naquele principado, quem auxiliasse uma freira, corria risco de pena de morte. Então seguimos até Wittenberg.”

Canto

Pregação

A partir destes comentários da peça teatral “Memórias de Katharina” e do Evangelho percebemos que Deus nos torna pessoas livres para amar e servir, em qualquer lugar onde estejamos. O que motiva esta vida de serviço é a comunhão e a relação de justiça e equidade entre as pessoas que são moldadas por Deus, quer seja na casa, no trabalho, na igreja, na sociedade em geral.

As 13 freiras do Convento Marienthron agiram com a certeza de terem sua liberdade garantida para servir a Deus de um modo diferente daquele ensinado no século 16. Motivadas pela Palavra de Deus e pelos conselhos de Martim Lutero elas agiram unidas e destemidas para servirem a Deus também fora dos muros do convento, na certeza de que estavam sendo moldadas e cuidadas por Deus.

E hoje, o que e quem nos motiva a servir?
Outros momentos da vida de Katharina Von Bora nos lembram o quanto ela se deixou moldar no serviço ao Deus da vida. Vejamos:

Comentários da Peça Teatral
(Os trechos da peça teatral poderão ser lidos por diferentes mulheres caracterizadas de Katharina Von Bora. O cenário poderá ser uma mesa com livros, um jardim ou uma pequena cozinha. Neste cenário poderá ser usado grandes jarras ou potes de barro. Os trechos poderão ser intercalados com estrofes do hino: Deus é Castelo Forte e Bom ou outros).

Katharina: Aos 16 anos fui ordenada freira e foi quando recebi meu hábito. Nós trabalhávamos muito no mosteiro, especialmente na horta e no estábulo. Lá aprendi a cuidar de doentes e a lidar com chás e ervas medicinais. Aprendi a ler e a escrever e tive iniciação em latim. Também cantávamos e orávamos muito.

Segundo ele (Martin Lutero) entendemos corretamente que todas as pessoas são chamadas a servir a Deus através da profissão que exercem, no dia a dia. Sendo assim, não é necessário que as pessoas precisem viver em reclusão, nos conventos, isoladas de tudo, para agradar a Deus.

Canto

Katharina: Bem, ele ainda disse que, de fato, com muito estudo da Bíblia, percebeu que Deus nos salva porque ele nos ama, por causa de sua misericórdia. Nada, mas nada mesmo do que façamos fará com que conquistemos o seu perdão. Ele nos perdoa por graça, mediante a fé. Isto está escrito na carta do apóstolo Paulo aos Romanos!

Martim Lutero, então, escolheu como marido para mim um pastor, mas este eu não quis. Mandei um recado, por um amigo do Dr. Martim Lutero, dizendo-lhe que com este tal pastor eu não me casaria de forma alguma, mas se Lutero quisesse casar-se comigo eu não me recusaria. Apesar do medo que o Dr. Martim Lutero sentia de casar-se, visto que supunha ser assassinado a qualquer momento, algo aconteceu...! Ele já havia se pronunciado a respeito do casamento dizendo ser este um espaço privilegiado para homem e mulher servir a Deus. Nós nos casamos na noite de 13 de junho de 1525: Martim tinha 42 anos e eu 26!

Canto

Bem, nosso casamento foi uma bela festa no Schwarzes Kloster, um antigo mosteiro que Martim recebeu da Universidade como moradia. Nos anos seguintes a casa encheu-se de vida: Tivemos três meninas e três meninos. Também acolhemos conosco muitos sobrinhos e sobrinhas. Martim se ausentava de casa frequentemente e, muitas vezes, por longos períodos, em função das questões da Reforma. Não se esquecia, no entanto, de escrever às crianças e, sempre que possível, lhes trazia uma lembrança do lugar onde estivera. Nosso grande pesar foi a perda, ainda bebê, de nossa segunda filha, Elisabeth. Isto foi realmente difícil de superar! Mas Deus nos concedeu muitas alegrias com nossas filhas e filhos. Lembro-me, com saudade, dos natais em família, quando nossas filhas e filhos ainda eram crianças...!

O conhecimento sobre o uso de ervas medicinais que adquiri quando vivia no Convento Marienthron me foi de grande valia, em diversas ocasiões. Até mesmo pessoas da cidade vinham até a nossa casa solicitar auxílio na doença. Quando Martim viajava, costumava escrever-me cartas sobre diversos assuntos. Ora me mantinha a par dos acontecimentos políticos que envolviam a Reforma, ora me atualizava sobre as discussões teológicas, ora solicitava minha opinião a respeito de algum assunto ou me pedia para encaminhar a publicação de mais um de seus escritos.

Sempre achei muito simpático e amoroso a forma como Martim se dirigia a mim na introdução de suas cartas. Vejam só: em 7 de fevereiro de 1546 ele escreveu (Katharina lê!): “Minha querida dona-de-casa Katharina Luther, doutora, mercadora de porcos de Wittenberg, minha graciosa senhora, em mãos e pés.” Alguns dias depois, em 10 de fevereiro de 1546, ele escreveu novamente: “À santa, mulher preocupada, senhora Katharina Luther, doutora, mulher de Zülsdorf (esta é a cidade onde adquirimos terras que pertenciam à minha família), minha graciosa, querida dona-de-casa.” Em muitas cartas Martim encerrava com as seguintes palavras: “Martinus Luther, teu querido amorzinho.

Lembro que nem sempre pude assistir aos cultos do meu querido Lutero, pois muitas vezes estava ocupada fazendo visitas a pessoas idosas, doentes, enlutadas, onde também usava meus conhecimentos com ervas medicinais, chás, pomadas para feridas e dores reumáticas e técnicas de massagens2.

Hino

Confissão de Fé (sugestão)

Nós cremos todos num só Deus – (cantado ou lido)

Hino 88 – HPD 1 – Martim Lutero

1. Nós cremos todos num só Deus, Criador de céu e terra.
Nós todos somos filhos seus; nele todo o amor se encerra.
Quer unir-nos com carinho, alma e corpo preservar-nos;
tira o mal que há no caminho; perdição não há de alcançar-nos.
Protege-nos com seu amor. Tudo está nas mãos do Senhor.

2. Nós cremos todos em Jesus, Filho Seu, Deus glorioso,
eterno, como o Pai na luz, Deus igual e poderoso.
Foi nascido de Maria, pelo Espírito gerado;
trouxe a nova da alegria, em favor do homem condenado.
Na cruz foi morto, mas por Deus, ressurgiu e retornou aos céus.

3. Nós cremos todos com fervor em o Espírito Divino.
Com Deus e com Jesus, Senhor, o adoramos em nosso hino.
Guarda toda a cristandade e a conserva sempre unida;
perdoando a iniquidade, nos concede a eterna vida.
Após a luta, o Senhor há de nos levar ao seu fulgor.

Oração Geral da Igreja
L: Graças rendemos a Ti, Deus Eterno, que moldas a vida de tantas pessoas, que as chama, as orienta, as conduz para o serviço de amor e gestos de paz neste mundo.

Graças redemos pela vida de homens e mulheres que encorajaste com teu Santo Espírito para testemunharem a tua verdade contida na Palavra que nos torna livres para amar e servir.

Intercedemos pela tua Igreja, para que seja sempre reformada e seja moldada por ti, sendo espaço de comunhão, de acolhida, de repouso e aconchego nos momentos difíceis da vida.

Intercedemos pelas lideranças da Igreja, que sejam moldadas para ações de bondade, misericórdia e compaixão em suas ações e decisões.

Intercedemos para que todas as pessoas sejam valorizadas com respeito e dignidade dentro da Igreja e fora dela, para que haja sinais do teu Reino entre nós, sinais de civilidade, justiça e respeito para com todas as criaturas que integram a tua vasta e diversa Criação.

Molda-nos, ó Deus, para que espalhemos sinais de amor, esperança e partilha neste mundo. Molda-nos para que pessoas sejamos de ações violentas que agridem nosso próximo e toda a tua criação. Molda-nos para que possamos ir ao encontro das pessoas que sofrem, das doentes, enlutadas, menosprezadas, injustiçadas, oprimidas e solitárias.

Molda-nos para que sejamos sempre instrumentos de paz, amor e respeito promovendo gestos de vida e comunhão.
Em nome de Jesus Cristo, teu filho amado, nós oramos. Amém.

(Se por algum motivo, a Ceia do Senhor não for celebrada, conclui-se a Oração Geral com o Pai-nosso)

Hino


LITURGIA DA CEIA

Preparação da mesa

L: A nossa oferta em dinheiro é um gesto de gratidão a Deus e de solidariedade para com as pessoas. Ofertando, nos colocamos como o barro nas mãos do Oleiro, e nos comprometemos com o serviço e a comunhão com Deus, com a próxima e o próximo. As ofertas deste culto estão destinadas para .....

L: Enquanto cantamos o hino....... as ofertas serão recolhidas e os elementos da Ceia serão trazidos ao altar.

Canto

L: Louvamos-te, Deus de bondade, por teu agir bondoso e amoroso em nosso viver.
Louvamos-te pelas dádivas da tua criação, pelas ofertas aqui trazidas, pelo pão e o fruto da videira presentes nesta mesa. Louvamos-te pelo teu amor que nos molda e nos capacita para te servir. Que a ceia que aqui vamos celebrar seja um sinal concreto da salvação que teu filho Jesus Cristo nos oferece. Que ela nos fortaleça no testemunho da verdadeira comunhão.
C: Amém.

L: (Diálogo) O Senhor esteja com vocês.
C: E também com você.
L: Vamos elevar nossos corações a Deus.
C: Ao Senhor os elevamos.
L: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
C: Isso é digno e justo.


Oração Eucarística

L: Ó Deus, tu que nos moldas e nos transformas. Nós te rendemos graças e louvores pela tua forma amorosa e acolhedora de agir. Louvamos-te por que chamaste a homens e mulheres e confiaste a eles e a elas a tua missão de anunciar e propagar o teu reino de amor, bondade, justiça, respeito e cuidado. Inscreveste ao longo da história a lei do amor nos corações humanos e fizeste com que teu povo te servisse e fosse fiel a ti e ao teu querer. Por isso, ó Deus, o teu nome exaltamos cantando.
C♫: Santo, santo, santo, meu coração te adora. Meu coração só sabe dizer: Santo és, Senhor. (HPD 2 - 364)

L: Louvado sejas, Deus de amor, por teu Filho, Jesus Cristo, que foi fiel ao teu chamado e morreu e ressuscitou por nós, por amor ao mundo. Ele veio nos salvar e nos motivar a agir com gestos de partilha, justiça, em diálogo e harmonia com nossos irmãos e irmãs.

L: Jesus Cristo, teu filho que te serviu até o fim, reuniu-se com seus companheiros e companheiras da caminhada. E na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o deu às pessoas ali reunidas, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice e disse: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes em que o beberdes, em memória de mim.

L: Derrama, ó Deus da vida, o teu espírito de igualdade, força e criatividade sobre nós, o mesmo que enviaste a teus discípulos e discípulas, aos homens e mulheres da Reforma da Igreja e a todas as pessoas que por ti foram chamadas e moldadas ao longo da história. Envia teu Espírito de amor e nos transforma para vivermos em comunhão.
C♫: /: Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da Terra.:/

L: Lembramos, Deus do amor, das pessoas que serviram a tua Igreja nas gerações passadas e em todos os tempos, deixando marcas de renovação e testemunho de amor entre nós. Reúne-nos com elas à festa da alegria no Reino pleno de paz e justiça.

L: Como barro em tuas mãos, queremos fazer tua vontade neste mundo, servindo-te com alegria, coragem, sabedoria e fé, na certeza de que a lei do amor domina nossas mentes, corpos e ações. A uma só voz, oramos como teu Filho Jesus Cristo, nos ensinou:

PAI NOSSO

(Segue como sugestão a meditação sobre o Pai Nosso escrita por Katharina Zell3, em 1558. Poderá ser impressa, distribuída ou lida em conjunto).

L: “Nosso Pai, que habita no céu.”
C: Ele não é chamado de Senhor ou Juiz, mas Pai. E desde que Ele nos enviou seu filho e nós nascemos de novo, nós devemos chamá-lo de avô também. Ele deve ser admirado também como uma mãe que soube das aflições do nascimento e o prazer de amamentar.
L:Santificado seja o teu nome.”
C: Devemos abraçar isso com respeito, não só pelo nosso comportamento, os outros abraçaram isso com reverência.
L: “Venha teu reino.
C: Que reines em nossos corações, alma, corpo e consciência.
L: Seja feita a tua vontade.
C: Salve-nos de murmurar contra qualquer cruz que jaz sobre nós.
L: “O pão nosso de cada dia, nos dá hoje.”
C: Abençoe o labor de nossas mãos para que possamos fazer nossa própria comida e também para os outros. Dê-nos do pão e da água de cada dia, do qual se alguém comer ou beber nunca mais terá fome ou sede. Como os grãos de trigo se tornam um pão, que assim nós possamos nos unir em Cristo, prontos para com Ele enfrentar pobreza, dor e vergonha.
L: “Perdoe as nossas dívidas.
C: Salve-nos dos ressentimentos quando somos caluniados e desprezados, como Cristo, que como uma ovelha que antes de ser tosquiada permanece muda e não abre sua boca.
L: “Livra-nos da tentação” de acreditar que nós fomos verdadeiramente perdoados, enquanto o rancor permanece e perante a tentação desesperadora da tua misericórdia, esquecer que Pedro e Maria Madalena foram perdoados.
C: “Liberta-nos dos demônios”, da fome, da guerra, escassez e aborrecimento, mesmo se esta for a tua vontade.
L: “Pois teu é o Reino.
C: Cristo deve reinar no céu e na terra.
L: “E o poder.”
C: Assim mesmo como libertaste Israel, liberta-nos.
L: “E a glória.”
C: Assim como deste o seu sopro para cada coisa que vive, porque a tua glória não tem fim.
T: “Para sempre. Amém!” (Kathrina Zell)

Gesto da paz
L: Vamos desejar a paz de Cristo que molda nosso agir, pensar e falar, com um aperto de mão ou um abraço aos nossos irmãos e nossas irmãs enquanto cantamos:
C♫: A paz de Jesus eu te dou, a paz do Senhor e o seu amor! (369HPD 2)

Fração
L.: O cálice da bênção pelo qual damos graças é a comunhão no sangue de Cristo. O pão que partimos é a comunhão no corpo de Cristo.
C♫: Nós, embora muitos, somos um só corpo.

Comunhão
L: Venham, pois tudo já está preparado. Participemos com alegria da mesa da comunhão que nos une e fortalece na missão da Igreja.

C♫: Este é meu corpo partido por ti;
traz salvação e dá a paz;
tome e come, e quando o fizeres,
faze-o em amor por mim.
Este é o meu sangue vertido por ti;
traz o perdão e liberdade;
Toma e bebe e quando o fizeres,
faze-o em amor por mim
. (357 HPD 2)

Oração pós-comunhão
L: Deus de bondade, agradecemos-te pela tua misericórdia e acolhida em tua mesa. Renova-nos na fé, na esperança e no amor e ajuda-nos para que, ao sairmos daqui, o corpo e o sangue de Jesus Cristo nos sustente na caminhada como Igreja que vive e celebra a comunhão. Molda a vida de homens e mulheres para um mundo solidário, justo e amoroso. É o que te pedimos em nome de Jesus Cristo, teu Filho amado, nosso Salvador.
C.: Amém.

 

LITURGIA DE SAÍDA

Avisos

Canto Final

Bênção
Como barro nas mãos do Oleiro, Deus te abençoe!
Como barro moldado pelo Oleiro, Deus te use!
Como vaso novo, Deus te revigore para o serviço de amor e alegria!
Como vaso de barro, Deus te molde sempre para uma vida de comunhão!
Assim te abençoe o Deus que te criou, te moldou e te sustenta para seres vaso novo na tua casa, na Igreja, na sociedade, em qualquer lugar onde estiveres.

Envio
Que o Deus Eterno, Criador e Moldador de vidas nos guie para servi-lo com amor e alegria, hoje e sempre. Um abençoado dia e vão na paz do Cristo Ressuscitado, com a força do Espírito Vivificador. Amém.

Poslúdio

Notas:

1.A peça Teatral “Memórias de Katharina” foi escrita pela Pa. Ms. Scheila dos Santos Dreher e está disponível no Portal Luteranos no endereço:
http://www.luteranos.com.br/conteudo_organizacao/confessionalidade-luteranos-em-contexto/memorias-de-katharina

2. Do Livro: Katharina Von Bora – uma biografia, de Heloisa Gralow Dalferth, Editora Otto Kuhr, 2014, p.43-44).

3.Para saber mais sobre Kathrina Zell veja matéria sobre “O Movimento da Reforma e a Participação das
   Mulheres” no blog: http://redemulheresluteranas.blogspot.com.br/p/estudo-biblico-teologico.html.



Liturgia elaborada pela Pa. Cristina Scherer
São Francisco do Sul-SC
Uma iniciativa da Rede de Mulheres e Justiça de Gênero das Igrejas Luteranas da América Latina e Caribe filiadas à FLM


 

REDE DE RECURSOS
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Louvemos ao Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo! Por causa da sua grande misericórdia, Ele nos deu uma nova vida pela ressurreição de Jesus Cristo, por isso o nosso coração está cheio de uma esperança viva.
1Pedro 1.3
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