Somos peregrinos!

16/01/2021

 

Cada cidade que morei tinha suas próprias características. Foram quatro no tempo de estudante. Outras cinco, como ministro. Cada paróquia onde servi também tinha (e tem) o seu jeito de ser. Em todas, aprendi bastante e deixei um pouco de mim. Quero destacar a Comunidade de Brasília, onde nos Cultos sempre estavam presentes visitantes de outras regiões e denominações. Em boa parte, também os membros vinham transferidos de diversas regiões do Brasil. Não eram nativos. À capital, muitas pessoas vinham e vêm para estudar e/ou trabalhar. Estão de passagem, longe dos seus familiares. A comunidade acabava se tornando um local de acolhimento na metrópole. É possível dizer, com certeza, uma grande família. Devido às distâncias que moravam do templo, não poucas vezes, reparei que as pessoas chegavam atrasadas ao culto. Mas, depois da celebração, na hora do “cafezinho”, também demoravam para ir embora. O momento da palavra, louvor e bênção eram fundamentais à semana que seguia. Mas, a comunhão e o diálogo na área de lazer traziam consigo duas características fundamentais à fé cristã, o acolhimento e a convivência. Em Brasília, esse jeito de ser igreja vinha desde a origem, pois desde o princípio todos eram “peregrinos” naquela cidade construída no meio do Cerrado. Era necessário acolher. Todavia, não podemos negar que é algo que deve ser aprendido por qualquer comunidade, pois neste mundo cruel quem não é “peregrino”? Quem não sente necessidade de acolhimento e convivência? Vamos procurar, então, experimentar e viver o desafio do salmista: “Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos” (Salmo 133.1).


Autor(a): P. Euclécio Schieck
Âmbito: IECLB / Sinodo: Norte Catarinense / Paróquia: Garuva-SC (Martinho Lutero)
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Testamento: Antigo / Livro: Salmos / Capitulo: 133 / Versículo Inicial: 1
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 60868
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Ninguém sabe o que significa confiar em Deus somente, a não ser aquele que põe as mãos à obra.
Martim Lutero
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