Tiago 1.17-27

01/10/2000

Prédica: Tiago 1.17-27
Leituras: Isaías 35.3-7 e Marcos 7.31-37
Autor: Arteno I. Spellmeier
Data Litúrgica: 16° Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 01/10/2000
Proclamar Libertação - Volume: XXV
Tema: Pentecostes


1. Considerações quanto à carta e à comunidade de Tiago

Nem todas as afirmações feitas em Tiago são claras e de fácil compreensão. Há afirmações ambíguas, algumas passagens entram em conflito com aspectos centrais da teologia de Paulo, pelo menos aparentemente, pois conceitos como fé e lei não estão definidos com tanta precisão como nas cartas de Paulo. Por isso, ela foi incluída no cânone do Novo Testamento somente em fins do século 4, foi marginalizada no decorrer da Idade Média e aceita só com reservas por Lutero: Por isso a epístola de Tiago, comparada com eles (Romanos, Gálatas, Pedro, João...) é realmente uma epístola de palha, já que não há nenhuma característica evangélica nela. Autores que não simpatizam com os conteúdos de Tiago muitas vezes omitem: a) que, na segunda edição da tradução do Novo Testamento, Lutero retirou a expressão epístola de palha; b) que, no Prefácio à epístola propriamente dita, ele escreve: Mesmo que tenha sido rejeitada pelos antigos, eu louvo esta epístola e a considero boa, pelo fato de ela não propor doutrina humana, e promover duramente a lei de Deus... (citações ap. Fuchs, p. 154).

Que numa situação de extrema distorção na relação entre evangelho e lei Lutero tenha sido rigoroso em seu julgamento contra Tiago é compreensível. Será que vale o mesmo em sociedades como a nossa, que se caracteriza: a) pela perda de valores humanos e éticos; b) pela diluição do evangelho em algumas rígidas leis morais, por um lado, e em afirmações descomprometidas, por outro; c) pela salvação não mais pela graça e fé, nem pelas obras, mas por gestos mágicos, por negociatas com deuses e entes superiores; d) por um racionalismo que se perde na própria lógica do sistema, pois perdeu o norte; e) por um sistema econômico que adora o deus mercado como o único capaz de solucionar todos os problemas e que, em termos de exploração, não fica devendo nada à praticada no tempo de Tiago; f) pela intermediação de valores virtuais e manipulação constante da realidade a favor daqueles que podem pagar o marketing e a mídia; g) pela individualização e falta de referenciais de grupo?

Irei concentrar a minha reflexão mais nos vv. 19 a 27. Os versículos anteriores foram tratados por Werner Fuchs (v. Bibliografia). Pode-se ler a Caria de Tiago a partir de diferentes eixos temáticos que refletem seu conteúdo, entre outros:

a) O ângulo da opressão/sofrimento? Há uma comunidade de cremes (adelfoi mou) que sofre. Há um grupo de ricos que os oprime e arrasta aos tribunais (2.6). Há camponeses que são explorados, cristãos e não-cristãos, pelos ricos latifundiários que acumulam riquezas às custas dos salários dos trabalhadores (5.1-6). Há uma classe de homens ou comerciantes que levam uma vida em regalias, sem preocupar-se com os pobres, etc. (Tamez, p. 28-29.)

b) O ângulo da esperança? Esta comunidade de crentes necessita de uma palavra de esperança, de ânimo, de segurança quanto ao fim da injustiça. Tiago a dá desde o início. A esperança constatamos na saudação inicial, na insistência em declará-los felizes, makarios (1.12; 1.25; 5.11), na preferência de Deus pelos pobres (2.5), no juízo contra o opressor (1.10), isto é, contra o fim da opressão, anunciando a vinda do Senhor, etc.. (Tamez, p. 29.)

c) O ângulo da práxis? Esse é o ângulo mais denso; a maior parte do conteúdo da carta se concentra nesse ângulo (1.19-27; 2.1-26). Para Tiago a denúncia do hoje e o anúncio da esperança não são suficientes, mas exige-se algo mais: a práxis. Pede-se a estes cristãos uma práxis na qual é preciso mostrar uma paciência militante (1.3; 1.4; 5.7-10), uma integridade no falar (3.2-12), coerência no crer e agir, uma oração com poder (5.15), uma sabedoria eficaz e um amor incondicional, sincero entre os membros dessa comunidade (2.8-11). (Tamez, p. 29.)

A Carta de Tiago caracteriza-se pelas admoestações concretas, fáceis de memorizar, e pela insistente convocação a viver de acordo com elas.

Em sua estrutura e em seus conteúdos — coletânea de frases marcantes, próprias para os membros memorizarem e orientarem a sua vida — a Carta de Tiago tem uma proximidade bastante grande com as palavras de Jesus. As frases caracterizam-se pela sua radicalidade e pelo rigorismo ético; a sua mensagem, pelo chamamento a uma prática de coerência entre o falar e agir, o crer e o vivei, o particular e o comunitário.

A Carta de Tiago possivelmente também foi marginalizada, no decorrei da história, por causa da radicalidade de suas afirmações e das acusações impiedosas contra os ricos, no que se assemelha a conteúdos e formulações usadas por Jesus de acordo com os evangelhos sinóticos, principalmente.

2. Reflexão

Um senhor muito querido, fiel membro de comunidade, descendente de imigrantes alemães, analfabeto, falando mal o português e bem o dialeto alemão de seus antepassados, quase ingenuamente diz: Pastor, esses negros da beira do rio não têm uma cultura tão grande e importante como nós, alemães, temos. 'Icntei entendê-lo. Todos sofremos de uma ou outra forma de etnocentrismo: pensamos que a cultura do nosso grupo é a melhor do mundo e, muitas vezes, a única certa. Assim como não conseguimos sair da pele de nosso corpo, dificil-mente conseguimos sair da pele cultural. A necessidade de mantermos a nossa auto-estima quase o exige. Tentei entender, pois, a afirmação do membro como sendo etnocêntrica. Penso, no entanto, que ela expressa mais: a ideia de que cultura se herda; basta ter o sangue certo para se ser herdeiro(a) de cultura superior. Cultura, no entanto, não se herda, não está ligada a fatores genéticos, mas está ligada a transmissão de saber, aprendizagem, a criação de símbolos, a articulação de sentido de vida... Cultura em seu sentido mais amplo também é produção coletiva e não conquista individual.

A visão distorcida impediu que o membro reconhecesse a sua real situação: a de alguém que tem uma cultura valiosa, mas que está sendo roubado em seu direito a uma boa escolaridade para si e seus filhos. A visão distorcida impediu que ele valorizasse a cultura diferente dos vizinhos e se juntasse a eles na luta por escola, alfabetização e cidadania.

Algo semelhante parece-me acontecer, em nossas cabeças, em relação à herança da Reforma, em relação ao reconhecimento de Paulo e Lutero, principalmente, que Deus abre seus braços para nos receber, que somos salvos unicamente pela fé, graça e evangelho. Como membros de uma Igreja da Reforma tendemos a entender-nos como herdeiros(as) de um conhecimento, de uma fórmula de salvação quase mágica, que se processa em nossas cabeças e em nossos corações, unicamente, considerando-se que qualquer tentativa de se falar em uma práxis de fé cai sob a suspeita de que queremos esvaziar a fé através das obras. O que, no entanto, acontece é o contrário: por esvaziarmos a fé da vivência e práxis, ela fica à mercê de nossa manipulação. Quando transformamos o reconhecimento de que Deus veio ao nosso encontro em Jesus Cristo, de que somos profundamente pecadores, mas que ele assim mesmo nos aceita e quer que sejamos seus braços e sua boca neste mundo, em doutrina desvinculada da vida e da práxis da fé, esvaziamos não somente a vida de fé, mas também a própria fé.

O aparente moralismo de Tiago, talvez, nos irrita. Num mundo em que não há mais referências de grupo quanto à moral e ética, de constante individualização, em que cada qual interpreta a práxis e a f é a seu bel-prazer, a fé corre o risco de esvaziar-se tanto pela interpretação como pela falta de uma práxis relacionada a ela. Tiago torna-se um estranho. Como tratar esta questão dentro da comunidade, na prédica? Para Tiago a lei não tinha a mesma função que para Paulo, a de exacerbar a contradição entre o nosso querer e poder ao extremo, mas entendeu sob lei perfeita (v. 25) o duplo mandamento do amor em seu desdobramento como normas da piedade cristã (Dibelius,p.148) que foram plantadas como mensagem nos corações (v. 21) e que são explicadas detalhadamente em 2.1-13. Quem achar que Tiago está induzindo os membros a reclamarem os seus méritos no processo de salvação, esquece-se que foi Deus que plantou a mensagem. Esta lei não só é perfeita, mas ela também dá liberdade as pessoas. Quem continua firme nela é ouvinte e praticante do que essa lei manda (v. 25).

Tenho a impressão de que, às vezes, é quase como se nós, constantemente, tentássemos adonar-nos da graça de Deus — de acordo com Tiago, da mensa¬gem que Deus planta nos seus corações... — como se a tratássemos como algo a que temos direito. Não é verdade que queremos ser salvos? Que para sermos salvos precisamos da graça? Que por precisarmos da graça corremos o risco de adonar-nos dela? Sem uma vivência que dá rumo à fé, sem um agir coerente com a fé, a graça fica manipulável.

Ainda comemoramos a Santa Ceia como a dádiva suprema de Deus, recebida gratuitamente, sem nenhum mérito de nossa parte, ou já a transforma¬mos em condição para entrar no céu, em ritual que nada mais tem a ver com a morte e ressurreição de Cristo e a prática concreta de sua justiça na política, na economia, na sociedade?

Ainda vivemos o Batismo como expressão da bondade e gratuidade de Deus, ou já o transformamos cm dura lei, em condição para ter acesso ao Reino e em instrumento de submissão e domesticação que nada tem a ver com a vivência da liberdade para a qual Cristo nos libertou?

Ainda celebramos a Palavra com aquele espanto dos que sabem que não merecem tanto amor, tanta graça e aceitação, ou já a aprisionamos em nossos esquemas teológicos e em nossas premissas de salvação e a isolamos da prática diária de justiça?

Porque aquele que ouve a mensagem e não a pratica é como um homem que olha no espelho e vê como ele é. Dá uma olhada, depois vai embora e logo se esquece de sua aparência (vv. 23-24). Fala-se muito em marketing, hoje, que, entre outras tarefas, tem a de vender a imagem de um produto, de uma firma ou pessoa. Num mundo intensamente influenciado pela mídia, especialmente pela TV, os fatos em si têm pouca importância, o que realmente importa é a forma e a imagem usadas para apresentá-los ao público. Não se retocam e maquiam, no entanto, somente fatos e produtos. Faz-se a intermediação, com sucesso, da visão de mundo e de sociedade de grupos de dominação, como um todo, para que seja aceita pelos grupos dominados. O resultado, por via de regra, é uma tremenda mistificação. Vende-se mais que a aparência. Vendem-se e transmitem-se ideias e imagens que acabam formando definitivamente a nossa opinião sobre fatos, governos, firmas, produtos, pessoas. Não é como no tempo de Tiago: um olhar-se no espelho e esquecer-se logo a própria aparência. São aparências que ficam, imagens que determinam o que fica. C) que fazer para não ser enganado por falsas promessas de governos, imagens habilmente retocadas de políticos e produtos que prometem mais que cumprem? É difícil. Um jeito: olhar atrás das palavras e imagens, perguntar pelas ações e políticas, indagar quanto à coerência entre o falar e agir, a imagem e os fatos. Isto também vale para a Igreja de Jesus Cristo. Esta coerência entre o falar, ouvir e agir, entre o individual e o comunitário, entre a denúncia e o anúncio, entre o engajamento social e a oração, entre fé e ação... é preocupação central da Carta de Tiago. Isto a torna, apesar das reais e aparentes contradições e ambigüidades, atual, apta a nos ajudar a encontrar respostas para muitas perguntas de nossa época.

3. Sugestões para a prédica

a) Caracterizar a comunidade a que Tiago se dirige: comunidade de origem judaica que é oprimida, sofre com a exploração pelos ricos, vive na dispersão, tem esperança, é convocada a viver a sua fé e que entende sob lei as normas de vivência, incluídas coletâneas de palavras de Jesus.

b) Refletir com a comunidade sobre situações de exploração, de extrema pobreza e riqueza em nossa sociedade, lendo neste contexto o que Tiago diz sobre este assunto em 1.9-11 e 5.1-6.

c) Esboçar momentos de opressão e sofrimento, de esperança e solidariedade, de deficiências e contradições na comunidade local, endereçando a ela a convocação de Tiago de viver a sua fé: ouvir mais que falar, agir mais que ouvir.

d) Refletir sobre a radicalidade da atitude de Jesus e da mensagem de Tiago, que consiste em não fugir da tensão existente entre: falar e curar, anunciar o reino de Deus e dar de comer aos famintos, ouvir e denunciar, consolar e agir. Falar sobre a importância do agir, do dar testemunho, do produzir frutos. Sejamos praticantes da palavra''.

e) Falar do desafio e apelo de Tiago: viver a coerência entre o falar, ouvir e agir, entre o individual e o comunitário, entre a denúncia e o anúncio, entre o engajamento social e a oração, entre contemplação e envolvimento político, entre fé e ação. Deus olha atrás das palavras e imagens por nós produzidas. É meio idiota querer impressionar a Deus com palavras que não encontram correspondência em nossas ações ou restringindo a denúncia contra a exploração dos pobres pelos ricos à esfera particular, por exemplo.

f) Anunciar que tudo de bom que recebemos e tudo o que é perfeito vêm de Deus. Tudo isso vem de Deus, o criador das luzes do céu... Pela sua própria vontade ele nos fez nascer, por meio da palavra da verdade, para ocuparmos o primeiro lugar entre todas as suas criaturas (vv. 16 e 18). Antes que pudéssemos ter consciência de nós mesmos Deus nos fez e tem continuado a nos fazer. Antes que pudéssemos fazer algo de bom Deus nos amou e tem continuado a amar.
Nestes dois fatos baseia-se a radicalidade das exigências de Tiago. Deus é íntegro, por isso seus seguidores e suas seguidoras também podem e devem ser íntegros(as), coerentes e praticantes da palavra.

g) Refletir com a comunidade sobre as diferentes maneiras de viver a esperança baseada na fé e as diferentes possibilidades de agir individual e coletivamente: grupos de ação na própria comunidade, engajamento em associa¬ções, sindicatos, partidos políticos, cooperativas, grupos de apoio a pessoas portadoras de deficiência, mães solteiras, crianças e idosos abandonados, povos indígenas.  prática faz a diferença.

4. Subsídios litúrgicos

Confissão de pecados: Liberta-nos, ó Deus da lei perfeita, para que sejamos de fato livres. Liberta-nos de todas as coisas que nos separam de ti: da vontade de querermos ser pequenos deuses; da prepotência contra a tua criação; da centralização em nós mesmos. Liberta-nos de tudo que nos separa das outras pessoas e do mundo criado por ti: da prepotência racial que nos induz a pensar que somos mais importantes, melhores e maiores do que outras pessoas quando, na realidade, só somos diferentes; de uma vida de fartura que condena outras pessoas à pobreza, mas que, na verdade, empobrece a nós mesmos. Liberta-nos das ideologias e teologias que dão suporte a essa loucura e justificam a miséria, a falta de vida, a alienação de outras pessoas. Liberta-nos de um pactuar ativo ou passivo com pessoas e sistemas políticos e económicos que favorecem e promovem a exploração, a exclusão e a injustiça. Perdoa-nos quando falhamos, quando nos perdemos na incoerência e diminuímos a radicalidade de teu evan¬gelho e de tua vontade divina. Amém!

Palavra de absolvição: Digam aos desanimados: Não tenham medo; animem-se, pois o nosso Deus está aqui. Ele vem para nos salvar, ele vem para castigar os nossos inimigos. (Is 35.4.)

Oração da coleta: Somos teus pés, teus braços, tuas mãos, teus olhos, teus ouvidos e tua boca, Senhor. Somos o teu evangelho que também as pessoas analfabetas conseguem ler: quando nossos pés se põem a caminho para ajudar o mais fraco; quando os nossos braços se abrem para acolher a excluída; quando nossas mãos acariciam o ferido; quando nossos olhos não se afastam da rejeitada; quando emprestamos nossos ouvidos para o angustiado desabafar; quando a nossa boca denuncia os falsos deuses, consola o doente e anuncia em palavras a mensagem do teu reino, vivida por todos os nossos membros. Amém!

Intercessão: Pai amado, agradecemos-te por nos amares como uma mãe querida. Agradecemos-te por podermos trabalhar na construção do teu reino. Agradecemos-te pelas promessas feitas através do profeta Isaías: O deserto se alegrará, e crescerão flores nas terras secas; cheio de flores, o deserto cantará de alegria. Deus o teimará tão belo como os montes Líbanos, tão fértil como o monte Carmelo e o vale do Sarom. Todos verão a glória do Eterno, verão a grandeza de nosso Deus. Fortaleçam as mãos cansadas, dêem firmeza aos joelhos fracos. Digam aos desanimados: Não tenham medo; animem-se, pois o nosso Deus está aqui. Ele vem para nos salvar, ele vem para castigar os nossos inimigos. Então os cegos verão, e os surdos ouvirão; os aleijados pularão e dançarão, e os mudos cantarão de alegria. Pois fontes brotarão do deserto, e rios correrão pelas terras secas. A areia quente do deserto virara um lago, e haverá muitas fontes nas terras secas. Os lugares onde agora vivem os animais do deserto virarão brejos onde crescerão tábuas e juncos. Pedimos-te pela fé e coragem necessárias para sermos portadores e portadoras destas promessas... (Incluir as intercessões da comunidade.) Amém!

Bibliografia

DIBELIUS, Martin. Der Brief des Jakobus. Göttingen : Vandenhoeck & Ruprecht, 1984.
FUCHS, Werner. Tiago 1.12-18. In: Proclamar Libertação. São Leopoldo : Sinodal, 1989. vol. XV, p. 154-159.
TAMEZ, Elsa. Santiago. San José : DEI, 1985.

Proclamar Libertação 25
Editora Sinodal e Escola Superior de Teologia


Autor(a): Arteno I. Spellmeier
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 16º Domingo após Pentecostes
Testamento: Novo / Livro: Tiago / Capitulo: 1 / Versículo Inicial: 17 / Versículo Final: 27
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1999 / Volume: 25
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 12830
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Ele, Deus, é a minha rocha e a minha fortaleza, o meu abrigo e o meu libertador. Ele me defende como um escudo, e eu confio na sua proteção.
Salmo 144.2
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