Jubileu dos 500 Anos da Reforma



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O místico que traz o monastério para o cotidiano popular - Entrevista com Vítor Westhelle

31/10/2017

O místico que traz o monastério para o cotidiano popular

Vítor Westhelle propõe uma leitura de Lutero além da perspectiva cismática. Convida a olhar o monge como “uma voz de uma consciência alerta a seu tempo e lugar que busca o crucificado nas pessoas marginalizadas”

Que Martinho Lutero inaugura um outro tipo de pensamento à sua época, não há dúvidas. Entretanto, há pesquisadores que se questionam se seria ele a primeira cabeça moderna ou a última medieval. O professor de Teologia Sistemática e pastor Luterano Vítor Westhelle propõe deixar esse debate de lado e olhar para algo que há em comum tanto numa perspectiva quanto noutra. “Lutero supostamente havia rompido, definitivamente, com a/uma tradição mística. O fato de sair no monastério e o uso burlesco da linguagem que usava, sugeria esta conclusão”, aponta. Ou seja, para ele, é mais interessante observar como o monge propõe uma perspectiva de ruptura através de uma mística própria. “A questão central é que o misticismo não cabe como característica de nenhuma era da história”, indica. “Lutero não era um místico em nenhum sentido tradicional do termo, mas secularizou elementos do misticismo que o colocam precisamente na transição entre o medievo e o moderno”, conclui.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, Westhelle sintetiza: “o que Lutero fez foi realmente trazer o monastério para o cotidiano popular”. E essa sua ação acaba realinhando as perspectivas do cristianismo, dentro e fora do catolicismo. “Lutero vive já não como um cismático, mas como uma voz de uma consciência alerta a seu tempo e lugar que busca o crucificado nas pessoas marginalizadas e oprimidas, e na criação que sofre e geme sob o peso do capital que tem a si mesmo como fim”, analisa, ao pontuar as transformações nas igrejas desde a Reforma. “A igreja que Lutero buscou reformar não é a Igreja Católica Apostólica Romana de hoje. E é importante reconhecer que um Lutero nunca surgiria na Igreja de Roma especialmente depois do Concílio Vaticano II”, destaca.


Vítor Westhelle é pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana - IECLB. Concluiu sua formação teológica no Brasil e fez doutorado nos Estados Unidos. Depois foi pastor e coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Paraná. Atuou como professor de Teologia no Brasil, nos Estados Unidos, na África do Sul e na Dinamarca. Atualmente é professor de Teologia Sistemática na Escola Luterana de Teologia em Chicago, nos Estados Unidos. Entre seus livros em português, destacamos O Deus Escandaloso (São Leopoldo, RS: Sinodal, 2008) e O Evento Igreja (São Leopoldo, RS: Sinodal, 2017).

Confira a entrevista.


IHU On-Line – Qual a importância de Martinho Lutero para a América Latina? E, inscrito no seu tempo, como o pensamento luterano contribui para a compreensão dos desafios do novo mundo?
Vítor Westhelle
– Dois eventos há que lembrar, pois marcaram a saída do mundo feudal, a chegada de Colombo às Américas (1492) e a circum-navegação do globo por Fernão de Magalhães (1519-1521). Estes foram por Lutero sistematizados e tornaram-se pedras de toque na transição para a modernidade. O primeiro evento foi o encontro com o outro desconhecido e a determinação de seu status. Para o medievo este se definia pela capacidade de optar pelo Deus cristão. Lutero rompeu com este pressuposto em seu famoso tratado contra Erasmo de Roterdã sobre o “servo arbítrio”, separando radicalmente a questão da relação com o divino, por um lado, e a dignidade da pessoa como tal, por outro. Em relação à eleição por Deus, nisto nada podemos fazer, apenas crer, enquanto as relações inter-humanas definem-se tendo em base a razão e não a fé.

O segundo evento, representado por Magalhães, foi o movimento constante à frente sem necessidade de prestar contas e dever obediência a quem de direito. Ora, este direito era tido como avalizado por Deus através da Igreja. No caso de Magalhães, quem lhe comissionou foi o Imperador Carlos V , mas a este o navegador nunca prestou contas como deveria e era esperado. Ele era o capitão de sua esquadra e de seu destino. Curioso foi que, ante este mesmo imperador, Lutero, na dieta de Worms em 1521, negou-se a retratar-se, como exigido, em base a sua consciência e à Bíblia.

Lutero concatenou em suas obras estes dois elementos, enunciando assim as características de uma modernidade que alvorecia, a saber, a completa liberdade de Deus na eleição de quem vem a crer e a autonomia em questões seculares negando a qualquer pessoa direito divino no exercício de sua autoridade, seja esta pessoa papa ou imperador. Para a América Latina, onde ainda vale o “sabes-com-quem-estás-falando?”, Lutero significa o fim de todo privilégio assumido como de direito.

IHU On-Line – Como compreender a relação entre a Reforma Luterana e o movimento da Teologia da Libertação ?
Vítor Westhelle
– Quando Lutero apelou à Bíblia como fonte exclusiva, foi para pleitear o direito de cada pessoa a interpretá-la. Vale dizer que não se trata de fundamentalismo que hoje graça em alguns círculos evangélicos. Isto seria um crasso anacronismo. O fundamentalismo surgiu apenas depois do Iluminismo do século XVIII. O que Lutero defendia e pleiteava era o direito de cada pessoa a interpretar as escrituras em sua situação. Isto hoje se chama de leitura contextual da Bíblia. Com isso o reformador negou que houvesse apenas o sentido outorgado pelo magistério romano.

A Teologia da Libertação nos seus primórdios, mesmo antes de sua sistematização nas obras dos grandes teólogos e teólogas da América Latina, surgiu de comunidades de base que faziam a leitura da Bíblia em seus próprios contextos. Isto foi libertador, pois interpretar contextualmente a Bíblia passa a ser um ato de tomar consciência da realidade. Paulo Freire chamou isto de conscientização. A leitura e interpretação da Bíblia foi tanto em Lutero como na Teologia da Libertação veículo de conscientização. Embora separados por meio milênio, nisto a teologia de Lutero e a Teologia da Libertação se irmanam. Há muitos outros pontos de aproximação ou distanciamento. Mas estes são decorrentes deste dado primeiro, tendo-se sempre em conta os tempos e contextos distintos.

IHU On-Line – As escrituras têm uma centralidade na constituição do pensamento e da teologia de Lutero. Que associações e dissociações podemos fazer dessa volta aos textos bíblicos de Lutero com o “despertar evangélico” , ocorrido ainda cerca de 200 anos antes da Reforma Luterana?
Vítor Westhelle
– O celebrado princípio escritural da Reforma (sola scriptura ) não era original de Lutero. Isso ele herdou de vários precursores que já usaram o sola scriptura em sentido similar a Lutero. Este uso era primeiramente negativo, quer dizer, negava-se que houvesse outra fonte de autoridade com direito divino, como o magistério ou os concílios. Daí a importância da tradução da Bíblia ao vernáculo. O sentido positivo, o que as escrituras estão a nos dizer, decorre da interpretação da Bíblia para contextos específicos.

Como disse Lutero em um texto de 1525, há de se discernir a quem as escrituras estão se endereçando. Nisto o princípio escritural opõe-se também a qualquer forma de fundamentalismo. Para o Reformador há partes da Bíblia que podem ser muito importantes, mas não, necessariamente, para este tempo e lugar.

IHU On-Line – Quais as particularidades da reforma protestante nos países hoje conhecidos como Alemanha, Suíça e França e, mais tarde, Reino Unido, Escandinávia e outros locais da Europa?
Vítor Westhelle
– A Reforma nasce quando já se anuncia a formação de um modo de produção que superaria o feudal. Este é o capitalismo. Dele Lutero foi arauto e já o seu primeiro crítico. Aliás, esta foi uma observação que já fez Karl Marx ao chamá-lo de “o primeiro economista da nação alemã” e utiliza em profusão seus escritos contra a usura no do primeiro volume do Capital.

A diferença que se encontra entre os países Europeus está, por um lado, determinada pelo desenvolvimento desigual das forças produtivas e, por outro, pelas diferentes maneiras em que se organizam legal e politicamente as relações de produção. É na organização destas relações de produção que a Reforma teve um impacto significativo, assim como também determinou a formação social em países europeus onde o catolicismo prevalece. Mas, quanto aos países onde prevalece o protestantismo, há marcantes diferenças entre várias formas que a Reforma tomou. Mesmo tomando-se os grandes blocos, como luteranos, calvinistas e anglicanos, há, dentro de cada um destes, matizes diferentes. Mas qualquer generalização é muito arriscada fazer, sobretudo considerando-se o alto nível de multiculturalidade na Europa de hoje.

IHU On-Line – Como compreender as divisões da Reforma protestante pós-Lutero e o papel que assumem outros líderes?
Vítor Westhelle
– O que Lutero introduziu ao definir os dois fundamentos que balizaram a Reforma, a livre eleição divina e a liberdade da consciência, não permite, em princípio, que o próprio Lutero seja fonte de verdade como que divinamente instituída. Isto quer dizer que com a Reforma não há mais heresias, pois já não existe uma verdade que possa ser institucionalmente controlada para defini-las. Este controle da verdade é de direito humano, não divino. Sendo assim é mutável e falível. Disto resultou a grande diversidade confessional.

IHU On-Line – De que forma podemos compreender os conceitos de fé, ética e liberdade no pensamento de Lutero?
Vítor Westhelle
– Meu último livro, Transfigurando Lutero (Transfiguring Luther , infelizmente está apenas em inglês), trata desta questão em mais de 300 páginas. É difícil resumir isto em algumas linhas. Mas talvez uma citação de Lutero que se acha no seu tratado Da liberdade cristã de 1520 ajude: “O cristão vive em Cristo pela fé e no próximo pelo amor”. Para Lutero, a fé é o meio pelo qual eu recebo a promessa divina pela qual a benção salvífica me é imputada. Esta não depende de nada que eu possa fazer. Aliás, qualquer coisa que faça para merecê-la já a põe a perder.

O amor, no entanto, é racional! Não se trata de sentimentalidade. Fernando Pessoa , o poeta português, tinha algo de luterano quando disse que “amor é razão”. Este depende de minha ponderação e decisão. E é neste exercício de racionalidade que tenho total liberdade, bem como total responsabilidade no cuidado da outra pessoa, para parafrasear uma outra citação do mesmo tratado de Lutero que citei. Esta total responsabilidade é oriunda de minha total liberdade de fazer escolhas. O amor que expresso pelas pessoas e pela criação é uma decisão racional pela outra pessoa e pela criação, e de forma alguma serve para marcar pontos no caderninho de Deus. Esta, então, é a base ética de Lutero.

IHU On-Line – No que consiste a ética protestante, que Weber vai apreender como o espírito do capitalismo?
Vítor Westhelle
– A ética protestante de Weber não é de forma alguma luterana. De fato, Weber diz explicitamente no seu celebrado livro que, apesar de o conceito de vocação de Lutero ser de serventia para esta ética, Lutero de forma alguma contribuiu para o seu desenvolvimento. A ética protestante que Weber descreve é resultado de um calvinismo puritano que se desenvolveu mormente nos Estados Unidos. Este se caracterizou por fazer algo que Lutero precisamente lutou contra. Esta forma de calvinismo desenvolveu uma relação de causa e efeito entre a eleição divina e a prosperidade temporal. O que Lutero claramente separou, o evangelicalismo americano voltou a unir.

Mas a ética que Weber descreve é diferente de teologias medievais que enfatizavam a importância de obras de caridade para influenciar a eleição divina. As 95 teses, cujos 500 anos rememoramos, foi exatamente para cortar este laço. A ética protestante de que fala Weber não faz o que fazia a teologia medieval, mas vê na prosperidade uma evidência da bênção divina. O resultado é a busca por prosperidade para que alguém se saiba eleito. Ao contrário da teologia medieval, não a caridade mostrada a outrem, mas a prosperidade pessoal, o enriquecimento, acabam sendo a maneira de decidir a eleição divina. Isto não tem nada de luterano, até pelo contrário.

A celebrada teologia da cruz de Lutero assim como sua Mariologia , como desenvolvida em sua obra Magnificat , afirmam a presença de Deus não na prosperidade, mas no seu revés, na cruz, no sofrimento, na marginalidade, indignidade e opressão. Mais sobre isso tenho elaborado em meu livro, este em português, O Deus Escandaloso.

IHU On-Line – Como compreender o sentido da cruz sem o Cristo crucificado? E que relações podemos estabelecer com as reflexões de Lutero acerca da vida, da dor, do sofrimento e do amor?
Vítor Westhelle
– Um dos problemas ao lidar com a cruz é o que se tem chamado de dolorismo, a celebração masoquista do sofrimento. Quando Lutero fala sobre a cruz e o sofrimento, está falando da encarnação de Deus na história e nos lugares que Deus elege e nos convida a estar lá junto e cooperar (uma expressão que ele gostava de usar) na libertação das pessoas oprimidas, na emancipação das marginalizadas, na dignificação das discriminadas e na preservação da natureza. Mas este é nosso trabalho de amor, deste amor racional de que falava. Não se trata de agradar a Deus, trata-se de amor a outrem e este inclui necessariamente a natureza.

IHU On-Line – Podemos afirmar que Lutero supera o pensamento do homem medieval e inaugura um pensamento moderno? E que cristianismo emerge daí?
Vítor Westhelle
– Esta é uma discussão que dominou a teologia alemã há um século, na assim chamada “renascença luterana” dos primórdios do século XX. Era Lutero medieval ou já moderno? Os pesquisadores (e eram só homens) se dividiram. Mas ambos os lados trabalhavam com um pressuposto comum. Lutero supostamente havia rompido, definitivamente, com a/uma tradição mística. O fato de sair no monastério e o uso burlesco da linguagem que usava, ademais de expressões de baixo calão em se tratando de adversários, sugeria esta conclusão.

Mas o que Lutero fez foi realmente trazer o monastério para o cotidiano popular. Além de Agostinho , a quem ele admirava sobremaneira, Bernardo de Claraval era um dos mais celebrados místicos medievais. Esta dimensão de Lutero tem sido mantida na teologia escandinava e enfatizada mais recentemente na escola finlandesa de interpretação de Lutero. A questão central é o que misticismo não cabe como característica de nenhuma era da história. Há místicos medievais, como há da antiguidade e também da modernidade. Lutero não era um místico em nenhum sentido tradicional do termo, mas secularizou elementos do misticismo que o colocam precisamente na transição entre o medievo e o moderno.

Lutero vivia em uma época em que devia ao passado toda sua formação. Mas vislumbrava uma aurora que nem tinha conhecimento do que implicava. Em outras palavras, Lutero não era nem medieval nem moderno; era transição.

IHU On-Line – Quais foram os limites de Lutero e da Reforma? E de que forma essa experiência pode nos inspirar nos tempos atuais?
Vítor Westhelle
– Lutero disse que só a experiência faz um teólogo ou teóloga. Isto foi inusitado em uma época, ao contrário da nossa, em que teologia se fazia a partir dos conhecimentos contidos nos cânones da igreja e nos tratados e sumas teológicas de seus teólogos. Então, falar em limites é bastante óbvio. Ele compartilhava com seu tempo vários dos preconceitos vigentes. Entre estes destaca-se seu antissemitismo, mais ao final de sua vida, depois de haver defendido os judeus anteriormente.

Também não teve muita sensibilidade em tratar de alguns efeitos da Reforma. O movimento entusiasta que cativou a muitos foi por ele duramente condenado, quiçá por acelerarem demais o processo reformatório. Ele, ao contrário de alguns de seus mais achegados colaboradores, como Melanchthon, não manteve a posição inicial que tinha de reformar a Igreja de Roma. A partir de 1522 já não guardava esperanças de reconciliação com Roma. Mas foi sua experiência de ser perseguido pelo Império e por Roma que determinou muitas de suas posturas e, estando no centro dos eventos, nunca teve a distância necessária para avaliar suas opções com neutralidade.

Portanto, Lutero não é, como pessoa, uma fonte de inspiração, não é um santo nem buscou sê-lo. Viveu sua vida de uma maneira que foi de um lado rígida, mas por outro ele era também um bonachão. Gostava de compartilhar a mesa com amigos e beber a cerveja que sua companheira e esposa, a ex-freira Catarina de Bora, fazia.

IHU On-Line – Como analisa a relação entre as igrejas evangélicas hoje?
Vítor Westhelle
– É preocupante. De um lado há um isolacionismo de grupos que evitam qualquer diálogo para manter intactas as fronteiras de seus territórios. De outro lado, há um ecumenismo um pouco desmesurado em que a unidade eclesial vai às custas de sua integridade confessional. Esta me parece importante, pois sejamos presbiterianas, católica-romanas, luteranas, metodistas, ou pentecostais, ou até mesmo de outras crenças não-cristãs, temos algo particular a aportar, na busca por definir nossa sina de pessoas humanas em busca do bem comum.

No movimento ecumênico há um conceito que vale resgatar. Este é o “processo conciliar” que visa não a unidade visível das igrejas, mas estabelecer as condições de possibilidade de uma conversação entre pares em busca de uma meta comum que nos une como evento, mesmo que não institucionalmente. Para citar uma parábola de Jesus, temos em nossos tesouros coisas novas e coisas velhas que podemos oferecer. Elas são nosso dote na busca de comunhão.

IHU On-Line – 500 anos depois da cisão, como observa a relação entre católicos e luteranos? E como imagina que as igrejas cristãs devam caminhar nos próximos anos?
Vítor Westhelle
– A igreja que Lutero buscou reformar não é a Igreja Católica Apostólica Romana de hoje. Esta passou por transformações que a Lutero mesmo surpreenderia. A chamada Contrarreforma foi uma busca singela e decidida de reformar a igreja. Inácio de Loyola foi o mais eficaz, mas de nenhuma maneira o único a seguir os passos de Lutero e dos pré-reformadores, mas sem romper com os vínculos eclesiais que tinha. O Concílio de Trento, na segunda metade do século XVI, foi uma tentativa oficial de responder à Reforma. E é importante reconhecer que um Lutero nunca surgiria na Igreja de Roma especialmente depois do Concílio Vaticano II .

As diferenças persistem, por suposto, mas a gravidade das mesmas tende muito mais ao diálogo que à confrontação. Neste sentido, Lutero vive já não como um cismático, mas como uma voz de uma consciência alerta a seu tempo e lugar que busca o crucificado nas pessoas marginalizadas e oprimidas, e na criação que sofre e geme sob o peso do capital que tem a si mesmo como fim.

Fonte: Instituto Humanitas UNISINOS


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