Sínodo da Amazônia



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ID: 8

Celebração do Mês da Reforma - Família

Caderno de Estudos para Mulheres/OASE

10/01/2014

ENCONTRO nº __ Dia: __/__/____
Departamento de Mulheres/OASE do Sínodo da Amazônia
Pª Fernanda Pagung e P. Erni Reinke
Paróquia em Crisciúma – ES

Preparar antecipadamente para o encontro: Imprimir ou recortar de revistas ou jornais várias imagens de família (quanto mais variadas, melhor!). E, também, a imagem de Lutero tocando alaúde junto à sua família (encontra-se disponível na Internet). Providenciar um aparelho de som com música instrumental.
Preparação do ambiente: Dispor as cadeiras em círculo ou semi-círculo ou os bancos de forma que as pessoas possam se olhar. Convidar as pessoas que fazem parte da mesma família para sentarem juntas. No centro do espaço celebrativo (no chão) ou, então, sobre uma mesa montar o altar com tecidos coloridos sobrepostos (branco e vermelho), símbolos litúrgicos e as imagens de família, distribuídas ao redor, de modo que as pessoas consigam caminhar por entre elas.

CELEBRAÇÃO
Acolhida
Dirigente: Acolho carinhosamente a cada pessoa aqui presente, com as palavras que dizem: “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família”. (Tolstoi)
Quantas alegrias já vivemos com nossos familiares. Quantas dificuldades já superamos em família. Quanta demonstração de carinho, afeto e amor já experimentamos no abraço dado e recebido. Tudo isso é possível, pois fazemos parte de uma família maior: a Grande Família de Deus, que nos une uns aos outros e nos motiva a estarmos juntos para esta celebração da Reforma Luterana.
Sejam bem-vindos e bem-vindas!
Expressemos a nossa alegria em podermos estar aqui, por meio de um caloroso e fraterno abraço, embalado pela canção: “um abraço dado”.
Canto: ♫ /:Um abraço dado de bom coração é como uma bênção dada pelo irmão.:/
Saudação
Dirigente: A graça de termos e pertencemos a uma família, de fato, traz felicidade à nossa vida. Neste espírito familiar, peçamos a graça, o amor e a comunhão do Trino Deus nesta celebração, cantando “Que a graça do Senhor Jesus”, com os gestos.
Canto: ♫ 350 do HPD 2
Dirigente: Na casa de Deus e na nossa própria casa ocupamos um lugar importante e especial. Podemos amar e perdoar. Podemos cantar, sorrir e chorar. Podemos ensinar e aprender. Podemos cair e recomeçar. Podemos sentir e exalar o doce e suave perfume da graça, do amor, da bondade e da misericórdia de Deus.
Canto: ♫ 325 do HPD 2
Leitura do Salmo 1
Dirigente: Para se viver bem, em família há boas orientações e recomendações nas Sagradas Escrituras, que instruem e fortalecem o convívio familiar. Convido para lermos o Salmo 1 em dois grupos e extrairmos dele preciosidades para o bem viver em família:
Grupo 1: Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
Todos/as: Pelo contrário, o prazer deles está na lei do Senhor, e nessa lei eles meditam dia e noite.
Grupo 2: Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.
Grupo 1: O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva.
Grupo 2: No Dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.
Todos/as: Pois o Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte.

Canto: ♫ 322 do HPD 2 (pode-se repetir este canto mais duas vezes, substituindo a palavra “a luz” por “a paz” e “o amor”.)
Oração
Dirigente: Oremos: Querido e amado Deus, quando aqui estamos reunidos como membros da tua Grande Família, te agradecemos por mais esta oportunidade de encontro, onde queremos fortalecer a nossa comunhão, alimentar a nossa fé e buscar em ti orientação para viver bem com nossas famílias. Ajuda-nos a tirar mais tempo para estar com nossos familiares, a nos fortalecermos juntos na fé e permanecemos unidos em meio às dificuldades da vida familiar. Ilumina a cada um de nós para que sejamos instrumentos de paz e de felicidade em nosso lar. Por teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e único Salvador. Amém.

Leitura do Evangelho
Dirigente: “A Escritura é uma ervinha, quanto mais a trituramos, mais perfume ela solta”. Vamos nos preparar para ouvir a Sagrada Escritura, cantando:
Canto: ♫ 379 do HPD 2
Leitor/a 4: Leitura do Evangelho de Mateus 22.34-40.
Dinâmica
Dirigente: Convido cada pessoa a caminhar em meio as imagens espalhadas pelo chão e observá-las. Após terem observado todas as imagens, escolham a imagem que mostra o que está faltando nas famílias de hoje. Se mais pessoas escolherem a mesma figura sentar uma próxima á outra. (Neste momento colocar a música instrumental. Deixar tocar até que todas as pessoas tenham escolhido a sua imagem e retornado ao seu lugar.)

Reflexão
Leitor/a 1: Pertencemos a uma grande e maravilhosa família, que é a Família de Deus. Nela somos e temos lugar especial. Poder ter e pertencer à uma família é uma bênção de Deus. Significa que temos uma história. Significa que não estamos sozinhos neste mundo. Significa que há pessoas que nos amam, que nos amparam, nos dão apoio, que sorriem e choram conosco por tantas situações que deixam o coração alegre e por outras que fazem lágrimas rolarem no rosto.

Leitor/a 2: Mas a cada dia percebe-se que a convivência familiar está sendo desvalorizada. A cada dia percebe-se que mais e mais famílias estão se desestruturando, pais e filhos se afastando, conflitos aumentando e diálogo diminuindo. Temos aqui conosco várias famílias. Cada qual com o seu jeito de ser. Cada uma com suas particularidades. Umas vivendo e compartilhando momentos de alegria, outras vivenciando momentos não tão alegres, situações difíceis e ainda outras carecendo de ingredientes que sustentam e firmam a família.

Dirigente: O que percebemos e sentimos que está faltando na família que escolhemos que também está faltando nas famílias de hoje? Vamos compartilhar as nossas impressões. (dar tempo para a partilha)
Leitor/a 3: As famílias não nascem prontas. E também não há receita pronta para a convivência harmoniosa entre esposo e esposa. E os filhos e filhas não trazem consigo um manual de instruções para educá-los para a vida.

Leitor/a 4: No entanto, por pertencemos à família de Deus é Ele mesmo quem nos ensina como devemos viver em família. Nas Sagradas Escrituras, no texto do Evangelho de Mateus, Jesus nos mostra o ingrediente fundamental em toda e qualquer família: o amor. O amor a Deus e o amor ao próximo. Quando este ingrediente é esquecido ou não existe nas famílias, as conversas são ríspidas e ásperas e as famílias tendem a ficar rancorosas, intoleráveis, violentas e insossas na convivência e na espiritualidade.

Leitor/a 1: Martim Lutero entendeu a importância e o significado do ingrediente do amor a Deus e amor ao próximo. Sob esta base construiu um lar feliz e duradouro. Mesmo que não estivesse muito motivado a se casar, o seu casamento com Catarina Von Bora aconteceu na noite do dia 13 de junho de 1525. Martim Lutero tinha 42 anos e Catarina, 26.
Leitor/a 2: Aos poucos vai surgindo o amor e a cumplicidade entre este casal. Após o seu casamento, quando ele escreve para os seus amigos, Lutero descreve Catarina como uma mulher de muita boa vontade, que combina melhor com ele do que ele mesmo imaginava. Lutero agradece a Deus por ter Catarina ao seu lado.
Leitor/a 3: Lutero e Catarina tiveram 6 filhos: João, Elisabeta, Madalena, Martim, Paulo e Margarete. Lutero via nos filhos e filhas “o fruto e a alegria do matrimônio”. Assim como em nossas famílias, a família de Lutero viveu momentos de grande alegria. Mas também conheceu dias sombrios. A pequena Elisabeta morreu aos oito meses e Madalena aos 13 anos.
Leitor/a 4: O amor de Lutero pela sua esposa expressa-se nas palavras: “eu a amo e a valorizo muito”. “Amo a minha Catarina, escreve; amo-a mais que a mim mesmo, seguramente; preferia morrer a vê-la morrer, ela e os filhos.” Numa de suas conversas à mesa, Lutero chamou-a de “a estrela da manhã de Wittenberg”.

Leitor/a 1: Catarina era uma mulher muito ativa, organizada e decidida. Conta-se que a primeira providência tomada por Catarina, depois do casamento, “foi jogar fora a cama de Lutero. Seu colchão de palha não fora sacudido há anos e estava realmente podre.” Ela não esperava as coisas acontecerem. Por isso não hesitou em arregaçar as mangas para reformar e organizar o antigo mosteiro, que o príncipe doou a Lutero, mas que não estava em boas condições de moradia. Catarina administrava as atividades da casa. Cuidava do jardim, das plantações, criações de gado, de porcos, de galinhas e de peixes, além dos trabalhos domésticos.

Leitor/a 2: Lutero demonstrou ser um pai muito preocupado em dar uma boa educação aos filhos e filhas. Era um pai presente, amigo e não deixou a sua esposa Catarina, sozinha com toda essa responsabilidade. Lutero assumiu a sua paternidade com esmero. Lutero apreciava a música e adorava acompanhar os filhos no canto. (mostrar a imagem de Lutero junto à sua família tocando alaúde)

Leitor/a 3: “Quando estou no meu gabinete trabalhando, escreve, o Joãozinho me canta uma canção. Quando faz demasiado ruído, repreendo-o suavemente. Contudo, segue cantando, mas mais docemente, com respeito e temor. Deus quer que sejamos sempre alegres, mas com temor e respeito para com ele.”

Leitor/a 4: Lutero se empenhou para isso. Ele escreveu o catecismo menor, umas fábulas em língua alemã e reuniu uma coleção de 489 provérbios para instruir e educar na fé os seus filhos e filhas.

Leitor/a 1: Quando Lutero estava no Forte de Coburg, longe de casa, escreveu uma linda carta para o seu filho João, que tinha 4 anos de idade. Nesta carta, Lutero se coloca no mundo infantil, no nível de uma criança, e descreve para o filho o reino dos céus. Lutero assim escreve:

Leitor/a 2: “A meu filho amado do coração, Joãozinho Lutero, em Wittenberg.
Graça e paz em Cristo!
Meu querido filho, fico contente de ver que está estudando bastante e ora com dedicação. Faça isso, meu filho, e continue assim. Quando eu voltar para casa, quero trazer um bonito presente para você. Eu conheço um jardim muito lindo e divertido, onde andam muitas crianças, vestidas de roupa dourada e que recolhem bonitas maças debaixo das árvores, e pêras, cerejas, nêsperas e ameixas, cantam, saltam e estão contentes. Também têm belos cavalinhos com arreios de ouro e selas de prata. Então perguntei ao dono do jardim, de quem seriam as crianças. Ele respondeu: “São as crianças que gostam de orar, aprender e de ser devotas”. Então falei: “Caro senhor, eu também tenho um filho, chamado Joãozinho Lutero. Será que ele também não poderia entrar no jardim, para que também pudesse comer essas belas maças e pêras e andar com esses cavalinhos tão bacanas e brincar com essas crianças?” Ao que o senhor respondeu: “Se ele gosta de orar e de ser devoto, ele também pode entrar no jardim. O Lipe e o Justo [amiguinhos de Joãozinho] também. E quando vierem todos, também eles vão assobiar, e ter tambores, alaúdes e toda espécie de instrumentos de corda, e também vão dançar e atirar com pequenos arcabuzes”. E lá ele me mostrou um belo gramado no jardim, especialmente para dançar; ali havia apitos e tambores de puro ouro e excelentes, arcabuzes de prata. Mas ainda era cedo, as crianças ainda não tinham feito a refeição, de sorte que não pude esperar pela dança, e falei àquele homem: “Ah, caro senhor, quero ir bem ligeiro e escrever todas estas coisas para o meu querido filho Joãozinho, para que estude com muita aplicação, ore bem e seja devoto, para que também ele entre neste jardim. Mas ele tem uma tia Lena [irmã de Catarina], essa ele tem que trazer junto”. Então o homem falou: “Tudo bem, vai lá e escreve isso para ele”. Portanto, querido Joãozinho, estude e reze sem vacilar e diga isso a Lipe e Justo também, para que também eles estudem e rezem, que assim vocês vão entrar juntos no jardim. Deus o abençoe, e dê lembranças à tia Lena e um beijo por mim.
Teu querido pai, Marinho Lutero”.

Leitor/a 3: Lutero não apenas ensinou “o amor a Deus e o amor ao próximo”. Mas o ingrediente fundamental do amor foi vivenciado e fez parte do lar que edificou, na companhia da sua esposa Catarina. Junto à sua família, aos amigos, estudantes e as crianças órfãs que acolhia e hospedava em sua casa, realizavam-se conversas alegres ou sérias, e com muita frequência, sérias e alegres ao mesmo tempo.

Leitor/a 4: Lutero via a sua família, de fato, como bênção de Deus. Percebemos uma família que dialogava, que sentava junto. Percebemos um esposo e esposa que sabiam se respeitar e demonstravam amor um pelo outro. Vemos um pai e uma mãe preocupados com a educação dos seus filhos e filhas. Vemos Lutero e Catarina exercendo a paternidade e a maternidade com disciplina e ensinamentos cristãos.

Leitor/a 3: Percebemos uma família unida, que soube caminhar na mesma direção, que soube enfrentar as dificuldades e que teve, sobretudo, muitos momentos de alegria e felicidade. Sentimos uma família fortemente alicerçada na fé em Deus, que se reunia em conjunto para orar, cantar, estudar e se alimentar da Palavra de Deus.

Leitor/a 1: E a minha família, como vai?

Leitor/a 2: O que posso fazer para melhorar o relacionamento e a convivência com os membros da minha família?

Leitor/a 3: O que está faltando na minha família?

Dirigente: Não podemos substituir a família à qual pertencemos. Mas podemos pedir a Deus para iluminá-la e guiá-la pelo caminho do amor que supera, que suporta, que perdoa e que ama. Que Deus nos cubra com o seu manto de proteção e nos abençoe, para que possamos ser uma bênção em nossas famílias. Convido para colocarmos novamente no chão, em volta do altar, as imagens de famílias, com aquilo que está faltando em cada uma delas para serem uma família feliz. Assim, colocamos todas essas famílias e também a nossa família, com as suas alegrias, felicidades, dificuldades e momentos sombrios, sob os cuidados do Bondoso Deus. Que olhe e ilumine a todas com o seu Santo Espírito!

Canto: ♫ Oração pela Família (Pe. Zezinho)
Oração de intercessão e Pai nosso
Dirigente: Vamos unir as nossas mãos. E na certeza de que Deus está nos ouvindo, elevemos os nossos pensamentos e nossos corações a Deus em oração. Oremos!
Leitor/a 1: Bondoso Deus te agradecemos pela família que nos deste. Que em nossos lares habite a paz, a união, o diálogo e o respeito. Que orientados por ti, maridos e esposas, filhos e filhas, irmãos e irmãs se aceitem e se entendam. Que encontrem um no outro o apoio, o encorajamento e o consolo nos momentos difíceis. Que busquem não ser uma família perfeita, mas sim uma família feliz, firmada nos ensinamentos que tu nos dás, que sonha, sorrir, chora e se brinca junto. Ampara também aquelas pessoas que não tem lar verdadeiro, que sentem o gosto amargo do abandono, da ausência do pai, da mãe, dos irmãos e irmãs. Olha por todos os órfãos, pelas crianças de famílias destruídas pelo alcoolismo, drogas, violência e falta de diálogo. Não permita que tomem este caminho que ceifa a vida com dignidade. Livra-nos dos perigos e do mal. Abençoa e cuida de cada um de nós e de toda a nossa família, assim como uma mãe e um pai ama e cuida dos seus filhos e filhas. Tudo isso e o que ainda permanece silenciado em nossos corações colocamos na oração que Jesus Cristo nos ensinou a orar: Pai nosso que estás no céu...

Bênção
Dirigente: Convido os familiares que estão presentes para se aproximar uns dos outros e unir as suas mãos. E pecos que as demais pessoas coloquem a sua mão direita sobre o ombro de quem está ao lado. Desta forma, sintam-se assim tocados e abençoados pelas mãos do próprio Deus:
Que Deus abençoe nossos corações e nossas famílias,
que os braços de Deus nos acolham
e nos conduzam de volta ao lar
para vivermos unidos, em paz e em alegria. Amém.

Canto Final: ♫ 286 HPD 1
 


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Autor(a): Pª Fernanda Pagung e P. Erni Reinke
Âmbito: IECLB / Sinodo: Amazônia
Área: Missão / Nível: Missão - Família
Título da publicação: Caderno de Estudos para Mulheres/OASE - 2014-2015 / Ano: 2014
Natureza do Texto: Liturgia
Perfil do Texto: Celebração
ID: 26520

AÇÃO CONJUNTA
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É isto que significa reconhecer Deus de forma apropriada: apreendê-lo não pelo seu poder ou por sua sabedoria, mas pela bondade e pelo amor. Então, a fé e a confiança podem subsistir e, então, a pessoa é verdadeiramente renascida em Deus.
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