Campanha Em comunhão com as viDas das mulheres


História de vida de Helga Maas Eggert

27/11/2017

 

Nome: Helga Maas Eggert

Participação na IECLB: Desde o Batismo

Comunidade: Evangélica Luterana dos Apóstolos - Paróquia Apóstolo João

Sínodo: Norte Catarinense

Meu nome é Helga Maas Eggert, nasci em Guaramirim - SC, tenho 85 anos, sou viúva e tenho seis filhas e um filho. Minha mãe era do interior de Jaraguá do Sul - SC e meu pai da cidade de Pomerode - SC. Meu pai e minha mãe eram agricultor e agricultora. Minha família é luterana desde antes de vir para o Brasil. Eu tenho muito orgulho disso. Sou Luterana desde o meu batismo, quando bebê. 

Pertenço a Comunidade Evangélica Luterana dos Apóstolos, ligada à Paróquia Apóstolo João, Jaraguá do Sul-SC. Participo dessa comunidade desde o tempo da sua fundação. Ela teve o seu início inspirado pela Evangelização Tempo, Talento e Tesouro. Essa evangelização tinha como objetivo a formação de pontos de pregação nos bairros da cidade de Jaraguá do Sul. 

A partir dessa evangelização e do grupo de mulheres da OASE, deu-se início aos encontros da OASE no Bairro Centenário. Esse grupo de OASE começou em minha casa. Ainda guardo em minha casa a cruz da fundação do grupo OASE Antúrio. 

A comunidade dos Apóstolos teve início com o grupo da OASE que, a partir de 1968 começou a se reunir, uma vez por mês no domingo à tarde. Meu esposo Alitor Eggert buscava as mulheres e as trazia para os encontros em nossa casa. Éramos entre 10 e 12 mulheres. 

Inicialmente as reuniões da OASE foram realizadas em minha casa. Até que num dado momento, por iniciativa de uma cunhada, que era contrária ao uso da televisão, o grupo ficou um tempo sem se reunir. Mais tarde, o grupo voltou a se reunir na escola Carlos Vasel. 

Na escola também ocorriam cultos e a reunião de um grupo de canto. Com o passar do tempo, as pessoas sentiram a necessidade de construir um local próprio para os cultos e as atividades do grupo. Uma série de atividades foram realizadas para angariar fundos: cafés, bingos, brindes confeccionados pelas mulheres da OASE. Tivemos bons resultados e dali surgiu a perspectiva da compra de um terreno. 

Eu e o meu marido vendemos o terreno para a comunidade a um preço simbólico. Isso, porque o terreno que tínhamos era bem localizado, livre de enchente e tinha o projeto da construção de uma rua, que facilitava o acesso. Nesse terreno foi construído um galpão, do qual eu e o meu marido tínhamos a chave e cuidávamos de tudo. 

Fico muito feliz porque a comunidade está localizada ao lado da minha casa. Na comunidade servi através de leituras bíblicas nos cultos, coordenação da OASE e também gostava muito de fazer os registros dos encontros. Também cuidei por um tempo da limpeza do templo e do pátio.

Atualmente, tenho preocupação com o futuro da comunidade, que pessoas novas participem e continuem a tocar (os trabalhos da) a comunidade. Pois já fiz a minha parte. No início, visitamos todas as pessoas, membros da comunidade, para motivar a participarem.

Algo que lamento muito é que, em virtude da construção de uma nova rua, o templo da nossa comunidade foi destruído. Fato que gerou esvaziamento e desmotivação de parte de membros. Estamos, porém, na perspectiva da construção de um novo templo, num outro terreno, vendido pelo meu filho a um preço simbólico para a comunidade.

Fico feliz pela comunidade permanecer ao lado da minha casa. Pois posso continuar participando da OASE, dos cultos e do grupo das pessoas Idosas. Gosto do convívio com as pessoas, de estudar a palavra de Deus, de ajudar, cuidar e alimentar a minha fé na comunidade. 

Algo que considero muito importante é o estudo. Eu não pude estudar, pois minha família tinha a concepção de que mulher estava aí para ser esposa e mãe e para isso não era necessário estudar. Para mudar essa lógica sempre incentivei e fiz de tudo para minhas filhas e o meu filho estudarem. Ensinei a elas e a ele a importância do estudo e da participação da vida na comunidade. 

(História redigida por Pamela Milbratz)


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