Campanha Em comunhão com as viDas das mulheres


História de vida de Hermengarda Kant

Em comunhão com as viDas das mulheres

28/11/2014

 

Nome: Hermengarda Kant

Tempo de participação na IECLB: Desde o Batismo 

Comunidade: Torres

Paróquia: Capão da Canoa - Litoral Norte

Sínodo: Rio dos Sinos

 

Recordando a vida da Oma

Minha mãe, Hermengarda Kant (nascida Irmgard Knebel), nasceu em 05 de abril de 1918 e faleceu em 16 de agosto de 2014, aos 96 anos. Sempre foi muito ligada à Igreja.

Quando jovem, ela foi enviada ao Mutterhaus (Casa Matriz de Diaconisas), onde e preparou para trabalhar no Deutsches Hospital (Hospital Moinhos de Vento) como Schwester. Ela chegou a usar o hábito de Jungschwester. Trabalhou no Hospital Alemão, mas foi diagnosticada com tuberculose e afastada do trabalho. Retornou à casa de seus pais para recuperar a saúde. Durante o tempo de sua recuperação, conheceu meu pai, Helmuth Erdmann Kant, com quem se casou por volta de 1943. Teve dois filhos (Armindo e Walter) e uma filha (Marly). Foram tempos difíceis, de perseguição durante a Segunda Guerra Mundial. Meu pai chegou a ficar preso durante meses, por não falar português.

Sempre vi minha mãe muito ligada à Igreja. Em certa época de nossa vida, fomos morar em Linha Santo Antônio, interior de Crissiumal/RS, onde meus pais instalaram o moinho de farinha da família. Naquela localidade não havia nem igreja nem Comunidade formada. Tudo era distante, e a locomoção era feita com carroça ou cavalo. Minha mãe foi uma grande líder comunitária e batalhou para que se instalasse um ponto de pregação na localidade, o que aconteceu, realmente. Para isso eram utilizadas as residências dos membros, cada vez em outro local, e o pastor vinha de Crissiumal em seu jipe Willys. Atendia as solicitações das famílias, fazendo toda a programação, ou seja, Batizados, visitas às pessoas doentes e idosas, ensino confirmatório e reunião da OASE, além do culto, tudo era feito num dia só. Acontecia muitas vezes de o pastor não conseguir ir até o ponto de pregação, principalmente quando chovia. Então a comunidade ficava um longo tempo sem atendimento. Minha mãe prontificou-se a ajudar. Pediu orientação e material ao pastor e fazia os atendimentos quando ele estava impedido. Isto foi lá pelos anos de 1957-1958. Nesse período foi construída a capela em terreno próprio. Minha mãe preparava e celebrava o culto baseada no Castelo Forte, no Anuário Evangélico, nos cânticos conhecidos do hinário. Fazia também a preparação dos confirmandos e, todos os domingos, coordenava o Culto Infantil. Ela visitava pessoas doentes e idosas. Não lembro que minha mãe tenha feito enterros ou casamentos. Mas é possível que tenha feito batizado de emergência, uma vez que era muito procurada pelas famílias do ponto de pregação. Eu era muito menina, com 11, 12 anos, e não me lembro de muitos detalhes da época, mas lembro-me de muitos fatos que minha mãe contou.

Depois, quando nos mudamos para Três Passos, na cidade, participávamos de todos os ofícios e atividades da Comunidade como membros. Quando moramos em Marechal Cândido Rondon/PR, ela também participava ativamente dos grupos de senhoras e cultos da IELB e da IECB (Congregacional), e levava junto as netas que moravam perto dela. Fomos, todas a gerações descendentes dela, influenciadas por sua prática.

Antes de falecer, ela não conseguia mais cantar junto, mas sempre cantávamos um hino que ela conhecia, o que a deixava feliz e emocionada.

Ela sempre foi muito prestativa em todas as atividades das comunidades de que participou. Morou ainda em Toledo/PR e em Balneário Camboriú/SC. Nesta fase de sua vida, o mal de Alzheimer já havia avançado bastante, tornando sua vida mais restrita. Em 1996, meus pais vieram morar em Passo de Torres/SC, onde eu vivo atualmente, pois a doença avançava e ela precisava de acompanhamento e supervisão. Mas a Igreja sempre foi uma presença na vida dela, na forma que fosse possível. Seus 90 anos foram celebrados com culto oficiado por uma de suas netas, minha filha Carla Andrea Grossmann, pastora de nossa Igreja.

Sou Marly Selma Kant Grossmann e moro em Passo de Torres/SC.

* A foto mostra minha mãe vestindo o hábito de Jungschwester (foto que ela deu ao seu irmão Kurt, com a dedicatória no verso).


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