Campanha Em comunhão com as viDas das mulheres


História de vida de Márcia Laux Blauth

29/01/2016

 

Nome: Márcia Laux Blauth

Tempo de participação na IECLB: Desde o Batismo

Comunidade: Evangélica de Confissão Luterana em Rincão dos Ilhéus

Estância Velha - RS

Sínodo: Nordeste Gaúcho

Data nascimento: 18/08/1963

 

 

Meu nome é Marcia Laux Blauth. Sou filha de Evaldo Walter Laux e de Sibila Metz Laux (in memoriam). Faço parte da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) desde o batismo. Fui batizada na Comunidade Evangélica de Novo Hamburgo (Ascensão) em 08/09/1963, pelo pastor Gustav Reusch. No tempo de criança, minha mãe nos levava aos cultos, e eu participei algumas vezes da escola dominical, no bairro onde morava, Primavera, em Novo Hamburgo – RS. Os primeiros cultos foram na casa da Frau Pfarrer Martha Wartemberg, pois o bairro, naquela época, não tinha igreja e os membros estavam ligados à Igreja do Centro (Ascensão).

Sobre a doutrina...

O primeiro ano da doutrina realizei na escola Osvaldo Cruz (centro de Novo Hamburgo) e o segundo, no bairro onde morávamos na igreja. O Pastor Helmut Burger vinha do centro até o bairro Primavera para dar a doutrina. Minha confirmação foi realizada na Comunidade Evangélica Ascensão de Novo Hamburgo (07 novembro de 1976), pelo Pastor Orlando Moacir Kehl.

Sobre a infância...

Minha vida foi simples, nunca faltou nada. Os brinquedos eram poucos. O que fazíamos era pular corda, jogar pinicas, esconde–esconde. Brincávamos também com bonecas feitas de papel. Nós desenhávamos as roupas em papel desenho, recortávamos e as vestíamos. Às vezes, íamos com o pai e a mãe para a terra onde eles nasceram, em Morro Bock, Picada Café. Lá moravam padrinhos e madrinhas, tias e tios. Ali ficávamos felizes: íamos ao galinheiro pegar os ovos, convivíamos com animais e muitos pés de frutas. Lá tive a oportunidade de comer muita bergamota e laranja.

Outro fato que me lembro do tempo de infância aconteceu em um culto. Certa vez eu e minha irmã gêmea (Marlene) fomos num domingo de manhã para o culto, no bairro. Quando o pastor começou a falar, nós duas nos olhamos e pensamos no que fazer. O culto era em alemão e nós entendíamos pouco. Não conseguimos cantar, nem orar, mas ficamos firmes até o fim do culto. Naquele tempo tinha cultos em alemão. E mesmo que a nossa vó paterna, Amália Blos Laux,(in memoriam) tenha morado conosco, e só falasse o alemão, eu só consegui aprender algumas palavras em alemão. 

Sobre o tempo de juventude

Em grupo de jovens, minha primeira experiência de participação foi num retiro. O retiro do grupo aconteceu no lar da Juventude em Sapiranga, com jovens do Bairro Primavera, onde meus irmãos Ari Ingo Laux e Elton Hilário Laux também participaram.

Sobre o tempo de infância

Eu e minha irmã gêmea sempre vestíamos roupas iguais até a 6ª série, no colégio 25 de julho. Certo dia, a professora conselheira chamou a mãe para conversar. Ela aconselhou a nos separar de sala e usarmos roupas diferentes, para cada uma criar a sua própria personalidade. De sala não nos separamos, pois os pais não tinham condições de comprar livros para cada uma, mas as roupas começaram a ser diferentes.
Sobre o mundo do trabalho...

Com 14 anos, concluí a 8ª serie e comecei a trabalhar. O objetivo era ajudar no sustento da família. Também queria comprar “coisas de menina” e, principalmente, queria comprar óculos melhor, mais moderno. Desde os seis anos de idade eu tinha problema nos olhos (miopia e astigmatismo). O primeiro emprego foi numa fábrica de calçados, e aos 18 anos de idade adquiri lentes de contato, que me proporcionou uma visão melhor. Após quase doze anos na mesma fábrica (1977 – 1989 - Calçados Klaser), resolvi trocar de emprego. Saí num dia e no outro já estava trabalhando em outra firma (Calçados Brochier S.A,). Por um lado, o trabalho nos dá autonomia, mas por outro, como tolhe a vida de nós trabalhadores e trabalhadoras.

E o amor...

Foi nesta mudança de emprego, que conheci meu esposo, Danilo Blauth. Eu estava quase sem esperança de encontrar alguém sério, pois tinha passado por algumas decepções. Coloquei meus sentimentos em oração. Hoje sei que Deus, de uma forma especial, nos colocou um perto do outro, pois o Danilo também tinha saído do emprego anterior, de onze anos e começou trabalhar na mesma firma que eu.

As cartas do tempo de namoro...

Eu comecei a conhecer o Danilo através de cartas; isto foi durante três meses. Nós queríamos nos conhecer e não queríamos que ninguém na firma soubesse, pois alguém poderia sair prejudicado e acabar perdendo o emprego. Danilo era chefe no setor de corte, e eu trabalhava noutro setor. Eu tinha 27 anos e ele 25 anos. Falávamos nas cartas de tudo, das famílias, dos fins de semanas, de Deus, o que esperávamos do futuro. Muitas eram as perguntas e as respostas. Mais tarde, no dia quatro de abril de mil novecentos e noventa, no aniversário de minha mãe, nós assumimos o namoro oficial. 

Conhecendo a IECLB...

Eu conto tudo isso por que foi assim, através do Danilo, que conheci a Paróquia Evangélica Trindade do Rincão dos Ilhéus, que hoje é a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Rincão dos Ilhéus. Eu comecei ir junto com ele na Juventude - JETRI, nos cultos. Neste grupo de jovens, conheci bons amigos, que mais tarde se tornaram nossos padrinhos e madrinhas de casamento: o Daniel Möller e Eliane, a Lisete Ritter e Ernani Ritter. Hoje afirmo que fui bem acolhida na casa dos pais do Danilo, bem como na comunidade do Rincão dos Ilhéus. E posso também dizer que foi Deus que esteve comigo nesta caminhada, cuidando de mim e me colocando novamente para dentro da Igreja.

O casamento e a participação na vida comunitária...

Após dois anos entre namoro e noivado, construção da parte de baixo da casa, veio o casamento, que foi no dia 23 de Maio de 1992. O Pastor Anibaldo Fiegenbaum oficializou o casamento. Vim morar no Rincão dos Ilhéus, Estância Velha, tornando-me membra da comunidade. Naquele ano, participei em estudos bíblicos à noite, nas casas. O pastor Anibaldo Fiegenbaum trazia, para reflexão, temas da atualidade, fatos da vida, como perdão, necessidade de dialogo, família, casamento, separação, etc. Os encontros eram muito bons, tínhamos um bom crescimento espiritual e fortalecimento na fé.

Participação na OASE

Alguns nos depois do casamento, a convite da sogra Lúcia Blauth, comecei a participar na OASE. No momento, só posso participar dos encontros realizados sábados à tarde. Eu trabalho numa empresa de Produtos Químicos, há vinte e quatro anos, onde sou auxiliar administrativo, faturamento. Por isso me alegro que existem comunidades abertas para fazer encontros da OASE aos sábados. Isso foi muito importante para mim, ter oportunidade de conhecer mais a palavra de Deus. Estou há oito anos entre a função de secretária e vice-secretária da OASE. A OASE realiza no ano dois cultos com o Pastor Edemar Zizemer: no Dia Mundial de Oração e na Semana Nacional da OASE, onde ajudo no que precisar, nas leituras, no jogral, na elaboração e envio dos relatórios dos cultos.

Outras participações na vida da Igreja

Atuei como secretária do Conselho da comunidade, no período de 2009 a 2012. Atualmente sou Vice-Secretária da OASE, e Vice-Secretária do Conselho da Comunidade. Sempre que possível também envio para o Sínodo Nordeste Gaúcho fotos e informações da nossa Comunidade para serem publicados no site do mesmo. Em alguns cultos eu participo fazendo as leituras bíblicas e, quando estamos de plantão, no caso, o casal, recebemos as pessoas na porta, entrego os hinários e também ajudamos no recolhimento das ofertas.

Momentos de tristeza

Houve no meu caminho também momentos de sofrimento e tristeza. Lembro do falecimento da minha vó, do falecimento de minha mãe, da época em que o meu esposo estava desempregado. Mas, com a graça de Deus foi possível aguentar e superar o sofrimento, as dificuldades.

Momentos de Alegrias.

Nascimento dos filhos, Gustavo Laux Blauth em 26 de Novembro de 1994, e Gabriele Laux Blauth em 25 de outubro de 2000.

O curso de coleta de histórias de vida....

Neste curso de histórias de vida e fé eu aprendi a importância da mulher luterana na Igreja, que temos papel importante, como o exemplo de Katharina Von Bora. Eu sinto que a minha saída do convento, como chamamos no curso, o momento importante na minha vida, em que minha vida tomou novo rumo, foi quando entrei na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Rincão dos Ilhéus. E o ponto importante da minha vida é a fé. Se não tivesse fé, a vida não teria sentido.


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