Capela Luterana


ID: 2547

Um é pouco, dois é bom, três é demais

16/11/2011

Existe um ditado popular que diz: “um é pouco, dois é bom, três é demais.”

Sabemos que ditados populares são frutos de experiências vividas ao longo dos anos pelas pessoas e que querem nos ensinar algo. O significado deste ditado acima é que, na vida, tudo deve ser na medida certa, sem falta nem excesso. Se formos analisar, este ditado é verdadeiro na medida em que reflete a realidade de nossas vidas. Se formos aplicar este ditado a diversas situações em nossa vida, veremos que é verdadeiro. Cito alguns exemplos:

1. Em relação à alimentação: se falta-nos o alimento, ficamos fracos, desnutridos, adoecemos. Se comemos em excesso, também sofremos com doenças e desajustes em nossa saúde. A alimentação na medida certa, balanceada, nos dará maiores probabilidades de uma vida saudável.

2. Em relação ao trânsito: todos nós já deparamos na estrada com veículos que andam abaixo da velocidade máxima permitida. Ficamos irritados, nervosos com a morosidade, a lentidão. Procuramos ultrapassar de qualquer maneira. E isto é perigoso, pode provocar acidentes. Também pessoas que andam muito acima do limite de velocidade correm risco bem maior de provocar acidentes. Andar na velocidade permitida, respeitar os sinais de trânsito nos dará maiores probabilidades de uma viagem tranquila e sem acidentes.


3. Em relação ao trabalho: o trabalho é algo bom e salutar para todos, mas, se trabalhamos demais, nosso corpo não aguentará por muito tempo o excesso de trabalho, logo ficaremos esgotados, com stress. Se não trabalhamos, ficamos inquietos, irritados.

O mesmo vale com relação à nossa fé. Todos nós temos fé. A fé é algo inerente a todo ser humano, não importa em que lugar do planeta viva. Sendo algo inerente ao ser humano, a fé precisa ser vivida e experimentada. Não somente a nível pessoal, individual. Jesus deixa bem claro: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” (Mateus 18.20) A fé é algo individual que precisa ser experimentada e vivida no coletivo. Por isso, não ter uma vida de fé comunitária nos atinge de forma negativa, nos torna mais fracos diante das dificuldades da vida. Por outro lado, induzir pessoas ao fanatismo religioso também é prejudicial. O fanatismo é a consequência de uma exagero na vivência da fé e da má interpretação do que é vivenciar a fé . O fanatismo leva pessoas à cegueira, de tal forma que não conseguem mais distinguir entre o certo e o errado. Exemplos das conseqüências do fanatismo religioso são: - homens-bomba que matam e morrem em nome do seu deus ou pessoas que fazem guerra em nome de Deus; - pessoas obcecadas que não vêem nada mais além do que sua igreja diz e prega, não falam mais de outro assunto que não seja de sua igreja ou de religião, que vêem o diabo em tudo que está fora desta determinada igreja.

É preciso buscar uma fé sóbria, equilibrada. Uma piedade profunda que se espelha na confiança em Deus, mas que não signifique apatia nem fanatismo religioso. Esta fé nos trará uma vida mais feliz, com um relacionamento familiar e social saudável. Uma fé sóbria, uma piedade profunda nos tornará fortes diante das dificuldades que a vida nos trouxer, para enfrentar e caminhar na busca da solução de nossos problemas; uma fé sóbria e profunda nos ajudará a naturalmente construirmos uma vida equilibrada, com muitos momentos bons e felizes.

Lembre-se sempre: Um é pouco, dois é bom, três é demais.

Pastor Elton Pothin

Petrópolis/RJ

Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros.
Colossenses 3.13
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