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Relatório Sinodal 2016

26/05/2016

Relatório para XX Assembleia Sinodal – 26-28.05.2016
1. Palavras iniciais
“Pela graça de Deus, livres para cuidar”
A cada ano as comunidades da IECLB são animadas e desafiadas a estudar um novo Tema. Esse ano o Tema vai ao núcleo da confessionalidade luterana ao afirmar que a liberdade para cuidar tem o seu ponto de partida na graça de Deus. A graça de Deus não é graça qualquer. É graça preciosa, significa, teve um preço. É a graça preciosa de Deus que nos reúne aqui em Assembleia Sinodal, tempo de convívio, de aprendizado e de partilha; tempo de deixar Deus falar conosco para que os nossos encaminhamentos e planos estejam afinados com os seus propósitos.
A liberdade para cuidar inclui cuidar do tempo que Deus nos concede. Temos aí um desafio em especial. Acompanhamos na Secretaria do Sínodo o esforço para definir os representantes de cada Campo de Atividade que virão para a Assembleia Sinodal. Ainda assim nem todos conseguem. As demandas reais ou aquelas que nos seduzem vão se impondo em nossa vida, pedindo o nosso tempo. Fazendo um trocadilho, pode-se dizer que vivemos um tempo em que administrar bem o tempo, fazendo as escolhas certas, requer redobrada sabedoria.
O cuidado proposto pelo Tema do Ano é complementado pelo Lema – Buscai o Bem e não o mal – e por subtemas inspirados na Assembleia da Federação Luterana Mundial (FLM), que ocorre em 2017, nos 500 anos da Reforma, na Namíbia, um pequeno país no sul da África. Os subtemas são: A salvação não está à venda; As pessoas não estão à venda; A natureza não está à venda. Com o Deus da graça, que nos abraça e chama para crescermos em intencionalidade missionária, não há espaço para a barganha. Há espaço, sim, para a gratidão, para o cuidado e para o compromisso. Desejo que este espírito nos conduza nesta Assembleia e é nesse espírito que compartilho este relatório reflexivo.

2. Tempos de turbulência
“Tu próprio colocaste os fundamentos de nosso mundo
em meio a plenas trevas. Também neste em que vivemos
raies tu como o Sol da Justiça” (N. L. von Zinzendorf).

Acompanhamos nos últimos meses o agravamento da crise política, econômica e social em nosso país. Não cabe aqui emitir opinião que contenha conotação partidária. Até porque entre os membros das comunidades do Sínodo MT, aqui representadas, a diversidade está presente. Ao mesmo tempo, seria ingênuo e sequer seria evangélico achar que a nossa fé acontece meramente num mundo espiritual, sem conexão com o mundo no qual estamos inseridos. A crise de alguma forma nos atinge e atinge as pessoas à nossa volta. Tem implicações para a vida do cotidiano.
Nesse sentido, lembro-me de um artigo de revista que li há alguns anos. O autor dizia que nas últimas décadas cada nova geração teve maior qualidade de vida que os seus pais e os seus avós. Ou seja, a geração que viveu a 20 ou 30 anos atrás teve menos acesso à saúde, educação, comunicação/informação, transporte e habitação do que nós temos. Se, por um lado, cabe zelar para que um conjunto maior de pessoas tenha acesso àquilo que a Constituição assegura como direito, por outro lado, somos lembrados a não esquecer que muitas vezes temos recebido bem mais do que o pão que pedimos no Pai Nosso. Talvez essa lembrança ajude a não fazermos da reclamação um hábito. Aliás, às vezes parece que quem mais reclama não são aqueles que teriam mais razões para tanto.
Cabe, contudo, perceber que existem algumas áreas nas quais pode-se colocar em dúvida se há melhora de uma geração para outra. Pensemos na integridade (oposto da corrupção) e a segurança. Ambas estão relacionadas a valores que apenas podem brotar do âmbito mais profundo do ser humano. A corrupção e a insegurança denunciam que as coisas são mais valorizadas do que as pessoas. Quem tem muito e também quem tem menos não se importa em se apropriar do que não lhe pertence para suprir o desejo por bens de consumo e àquilo que lhe dá algum prazer. A vida, preciosa aos olhos de Deus no presente e na eternidade, é banalizada. A violência e a corrupção são frutos da mesma árvore. Quando ambas imperam, a vida pouco ou nada vale.
A graça de Deus que nos alcança propõe transformação de dentro para fora. Ela nos instiga a desenvolvermos valores que sejam contraponto na sociedade que vivemos. Nadar contra a correnteza nunca foi fácil. Em tempo de turbulência e de correnteza forte a tarefa fica ainda mais difícil. Tentações de toda sorte estão à nossa volta. Sutilezas não faltam. Cabe resistir. Cabe a coragem de reafirmar que pessoas são mais importantes do que coisas. Cabe afirmar que a vida não está à venda. E, por incrível que pareça, hoje precisamos afirmar que ser honesto é virtude e não burrice. É mandamento com prazo de validade indeterminado.

3. Destaques no último período
Como em anos anteriores, proponho-me a escrever um relatório não focado em números: de atividades desenvolvidas, de visitas, de quilômetros percorridos... Procuro refletir junto com vocês, fazer alguns destaques e também em ser propositivo, onde considero pertinente. Nesta Assembleia destaco: a Juventude Evangélica, a OASE, a Diaconia, a Música e a Generosidade.
3.1 – Juventude Evangélica
Trabalho com jovens é anseio de pais e dos presbitérios das comunidades. O testemunho experimentado nesta fase da vida tende a deixar marcas muito positivas. É bem provável que a maioria de nós que está aqui teve uma experiência significativa no Culto Infantil ou com grupo de jovens ou com ambos. É uma atividade gratificante, mesmo que nem sempre seja tão fácil assim. Compreender o jovem no seu momento requer sensibilidade. Além disso, devemos considerar que o número de jovens é decrescente. Em média, as pessoas têm menos filhos. Isto dificulta formar grupos em pequenas comunidades.
Mesmo assim, a atividade com jovens tem se fortalecido no âmbito do Sínodo. O Setor Norte e o Setor Leste continuam com os encontros de Carnaval. Para 2017, há bons sinais que o Setor Centro-Sul também fará o seu encontro. O Conselho Sinodal da Juventude (COSIJE) realizou o seu segundo encontro, com escolha de coordenação. Era o elo que faltava para conectar os grupos e setores entre si. O engajamento dos jovens e dos/as ministros/as nessa empreitada enche os olhos e o coração.
Um dos frutos do COSIJE é uma melhor articulação para a participação no Congresso Nacional da JE – CONGRENAJE - que acontecerá em Timbó-SC no final de julho. Creio que será a maior delegação de jovens do Sínodo MT a participar de encontro fora do Sínodo. Restam alguns poucos lugares para lotar o terceiro ônibus. O custo total da viagem poderia deixar alguém de cabelo em pé. No entanto, a partilha na distribuição dos custos, envolvendo os próprios jovens, as famílias, as comunidades, o Sínodo e a IECLB, anima até os mais pessimistas. Nunca antes na história, as nossas comunidades comeram tanto pastel, cachorro quente, espetinho e docinhos que os jovens tenham preparado. Essa integração dos jovens com a comunidade tem um valor inestimável por si só.
Em suma, temos motivos para muita gratidão a Deus pela mobilização dos jovens. A viagem e a experiência no CONGRENAJE marcarão a sua vida. Não deixemos de lembrar desse encontro em nossas orações. Entrementes, damos um passo atrás na realização de um Encontro Sinodal de Jovens no próximo ano. Por várias razões, viu-se como mais prudente realizar encontros setoriais em 2017. No entanto, o sonho não foi deixado de lado, apenas ficou para 2019.
3.2 – OASE
Não lembro de ter dado em relatórios anteriores especial destaque ao trabalho da OASE. A OASE tem atividade organizada de longa data. Além dos encontros regulares nos grupos, acontecem encontros paroquiais, interparoquiais e setoriais. A inserção das mulheres no mercado de trabalho tem trazido desafios específicos para os grupos, com menor participação das mulheres mais jovens. Diante disso, alguns grupos e em algumas comunidades tem-se buscado alternativas, mudando os dias e horários dos encontros e, até mesmo, propondo diferentes modalidades de trabalho com mulheres.
Muitas vezes a valorização do trabalho da OASE esteve relacionada à dimensão do serviço realizado pelas mulheres na comunidade em diversas situações. O que não deixa de ser verdade. No entanto, esse aspecto está longe de ser o mais importante. Como dimensionar o aspecto terapêutico dos encontros dos grupos? Como dimensionar o impacto do aprendizado das mulheres para dentro da família? Como dimensionar os inúmeros gestos diaconais, na forma de visita a doentes e enlutados e de campanhas e auxílio em favor de pessoas necessitadas?
Um dos testemunhos de fé que mais me impressionou, eu ouvi há alguns anos em um encontro no qual as mulheres foram perguntadas sobre a razão de gostar de participar da OASE. Uma delas disse que começou a gostar da OASE ainda criança. Ela morava no interior e, quando pequena, a mãe ia para o encontro da OASE uma vez ao mês. Ela e as/os irmãs/ãos ficavam em casa. As crianças ficavam esperando ansiosas pelo retorno da mãe porque, à noite, ela contava o que tinham aprendido no estudo bíblico. Os grupos de OASE são uma bênção para as próprias mulheres e também para as comunidades.
3.3 – Diaconia
O Planejamento Sinodal prevê para 2018 ênfase especial à Diaconia. Entretanto, já ficou previsto para 2016 a organização do Conselho Sinodal de Diaconia. Para tanto, foi realizado um encontro no dia 27 de fevereiro em Cuiabá com representantes, lideranças e ministros, de todos os setores. Entre outros assuntos abordados, o grupo reunido formulou um esboço de Regimento Interno para o Conselho que foi apreciado ontem pelo Conselho Sinodal. Amanhã ainda ouviremos um relato específico sobre o assunto.
Sublinho neste momento apenas o importante passo que está sendo dado. A Diaconia é a expressão concreta do amor de Deus para as pessoas em nosso meio. Por um lado, não podemos esquecer os muitos gestos diaconais que acontecem por iniciativa pessoal ou comunitária. Ainda assim, o sistema capitalista, no qual estamos inseridos, facilmente nos impõe a lógica de que cada qual precisa se virar por si mesmo. A solidariedade, que brota da gratidão a Deus, age por amor, pois reconhece em cada ser humano alguém que é amado em igual medida pelo Criador. Esse é o aspecto a ser aprofundado como reflexão e como prática.
3.4 – Música
No Planejamento Sinodal acima mencionado, previmos para este ano ênfase na música, com o título A Música e seu espaço no culto e nas celebrações comunitárias. Desnecessário falar da importância da música em nossas comunidades. Destaco, no entanto, que neste mês de junho teremos dois encontros na área da música nos setores Centro-Sul, em Primavera do Leste, e Norte, em Sinop. Os encontros serão assessorados pela Coordenadora da Área da Música da Secretaria Geral, Dra. Soraya Heinrich Eberle. Igual encontro já aconteceu em 2015 no Setor Leste.
Os encontros setoriais têm como ênfase preparar as pessoas envolvidas com música em nossas comunidades, com especial atenção para o lugar da música no culto. Assim como já mencionado no relatório da representante no Conselho da Igreja, há uma série de detalhes a serem observados para que a música seja de fato expressão de louvor comunitário e esteja em sintonia com a teologia que nos caracteriza. Pela sua importância, o assunto ainda será tratado amanhã pelo P. Valmiré Littig, que representa o Sínodo nos encontros nacionais.
3.5 – Generosidade
Os relatórios do Presidente do Conselho Sinodal, da Representante no Conselho da Igreja e do P. Sinodal são elaborados de forma independente. Cada qual, a partir da sua função e com o seu olhar, enfatiza o que considera mais significativo no período. Nesse sentido, é natural que alguns pontos sejam mencionados mais de uma vez. Se assim não fosse, poderia apontar falta de sintonia. A generosidade é mencionada por todos.
É fundamental relacionar a generosidade com a gratidão. A história da IECLB no Mato Grosso está marcada pelo apoio e pela solidariedade recebida de irmãos e irmãs de outras comunidades da IECLB e de igreja co-irmãs do exterior. Aliás, ainda que de forma decrescente, continuamos recebendo auxílio através da Oferta Nacional para Missão no Sínodo MT, do Fundo de Solidariedade dos Sínodos e de projetos específicos que ainda auxiliam nos orçamentos de quatro Campos de Atividade.
Por isso, as campanhas para aquisição de veículo para a Capelania, auxílio troca do veículo do Projeto Sul do Pará e Campanha Vai Vem sinalizam, acima de tudo, gratidão. Gratidão a Deus que, por meio da generosidade de outros irmãos/ãs, nos sustentou até aqui. O empenho e a alegria conjunta pelas campanhas realizadas também sinalizam compromisso com o Evangelho, no qual o cuidado com as pessoas vem antes das outras coisas. Que Deus aumente a nossa gratidão e nos ajude a enxergar onde podemos ir além do que temos ido.

4. Desafios
Deus cuida da gente. O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará, já confessava o salmista em um dos versículos mais conhecidos da Bíblia. Os pontos mencionados anteriormente lembram do cuidado de Deus. Cuidado que está presente mesmo quando não entendemos tudo o que se passa conosco. Reconhecer esse cuidado ajuda a olhar para o futuro sem medo. Dá ânimo lidar com os desafios que temos diante de nós. Destaco três deles:
4.1 – 500 Anos da Reforma
“A minha graça te basta, porque o poder
se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9).

Aproxima-se uma data muito significativa para nós – os 500 Anos da Reforma. Aliás, significativa não apenas para nós, como para toda a cristandade. Não se trata, no entanto, de colocar Lutero em algum tipo de trono, o que seria contraditório com o núcleo do seu legado. Trata-se, isto sim, de acolhermos, com renovada fé e gratidão, a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo, presente imerecido para o qual o Reformador apontou o tempo todo e pelo qual não mediu esforços.
A motivação é de que tenhamos iniciativas locais relacionadas a data na forma de estudos temáticos com grupos, participação em eventos públicos etc. Talvez um dos maiores desafios seja ajudar os membros de nossas comunidades na compreensão do que está no centro da confessionalidade luterana.
Algumas proposições serão de âmbito sinodal, com os impulsos que vêm dos nossos representantes na Comissão Nacional que prepara a comemoração dos 500 Anos. Entretanto, a proposição mais significativa é a realização do “Dia” Sinodal da Igreja em Sinop entre os dias 07 e 09 de setembro do próximo ano. Alguns encaminhamentos já foram feitos, relacionados a local, palestrante, convidados. Outros ainda serão tratados em reunião da Comissão Organizadora no dia 13 agosto em Sinop. Por enquanto, é hora de alimentarmos o sonho de participar dessa grande comunhão da família da IECLB do Sínodo MT. Hora de reservar a data na agenda. Se alguém for tentado a pensar que é longe, difícil etc, então nos inspiremos nos jovens que vão para o CONGRENAJE.
4.2 – Gratidão em tempos de crise
“Aprendi o segredo de me sentir contente
em todo lugar e em qualquer situação”.
(Fp 4.12)
Conta-se a história de uma criança que, ao ir para o Culto Infantil, recebeu duas moedas da mãe, uma para a oferta e a outra para tomar um sorvete quando voltasse para casa. A caminho da igreja a criança tropeçou e uma das moedas caiu da mão e rolou para dentro da boca de lobo. E a criança exclamou: “Se foi o dinheiro da oferta!”
Já foi mencionado anteriormente que vivemos tempos de turbulência no país. Ainda não sabemos bem o que vem pela frente. Mas, há um certo consenso que a economia não vai se recompor tão rapidamente. Algumas pessoas sofrerão mais. A hora da crise também é um desafio para nós e para as nossas comunidades.
O ser humano não procura problemas. Ao contrário, evita-os ao máximo. Mas, por contraditório que pareça, crescemos e amadurecemos muito mais nas dificuldades do que nos tempos de navegação tranquila. Nesse sentido, a crise é uma oportunidade: para confiar menos em nossas próprias forças e mais em Deus; para ser solidário com quem mais sofre; para desapegarmos de supérfluos. Na dúvida, lembremos da criança, das moedas e do sorvete.
4.3 – Pastores e ovelhas – ministros/as e comunidades
“Aconselho que cuidem bem do rebanho que Deus lhes deu
e façam isso de boa vontade, como Deus quer...” (2 Pe 5.2).
É relativamente comum a compreensão de que os/as ministros/as são os/as pastores/as das comunidades e os membros são as ovelhas. No versículo acima, no entanto, quem cuida do rebanho são os presbíteros, sendo o ministro ou ministra um integrante do presbitério. Trata-se de uma compreensão bem “luterana” à medida que sublinha o sacerdócio geral e evita o conceito de que tudo o que está relacionado à espiritualidade está restrito à esfera ministerial e tudo o que é de âmbito administrativo está restrito às lideranças. O/a ministro/a e as lideranças são responsáveis pelo rebanho.
A sintonia entre ministros/as e lideranças é quesito número um para o bom andamento do trabalho nas comunidades. É uma bênção. Os membros percebem que há direção e tendem a caminhar junto. A sintonia não se estabelece automaticamente. Não basta ter fé. Requer humildade, diálogo, oração, respeito e persistência. Divergência de opinião não é um problema em si, pode tornar-se um problema se não conseguimos dialogar com franqueza.
Ministros/as e comunidades dependem um do outro. Ministros/as sem comunidade terão de deixar a vocação e encontrar uma profissão; comunidade sem ministro/a é rebanho que vai perdendo o rumo. Todavia, comunidade não é empresa, presbítero não é patrão e ministro/a não é empregado. O relacionamento tem como medida o Evangelho e não a CLT. Trata-se de algo fácil e difícil ao mesmo tempo. Fácil, porque somos movidos pelo amor de Deus que nos faz irmãos e irmãs. Difícil, porque tanto para lideranças como ministros/as vale o que é dito em At 5.29: “Nós devemos obedecer a Deus e não às pessoas”. O padrão bíblico é mais elevado que o padrão das relações de trabalho seculares.
A nova modalidade de avaliações de Campos de Atividade foi desvinculada da proximidade com o vencimento do Termo de Atividade Ministerial – TAM. Agora, a renovação ou não do TAM requer sabedoria por parte de ministros/as e lideranças. Para os/as ministros/as cabe a sensibilidade de perceber o alcance que o exercício do ministério ainda está tendo naquele Campo de Atividade. Por vezes, precipitamos a saída, nos iludindo que em outra paróquia as dificuldades serão menores. Outras vezes podemos não perceber que é hora de ir adiante. Seja como for, é algo a ser decidido mediante muita oração. Também os Campos de Atividade têm os seus desafios. Por vezes, o pleito por mudança de ministro/a é legítimo. Outras vezes, alimenta-se a ilusão que o próximo a vir terá todos os dons.
O Estatuto do Ministério com Ordenação, revisado pelo Concílio, prevê que o P. Sinodal acompanhe o diálogo entre Campos de Atividades e Ministros/as, a ser iniciado cerca de seis meses antes do vencimento do TAM. Nesse caso, a tarefa do P. Sinodal é mediar, informar e ponderar. No modelo sinodal de ser igreja, que é o nosso caso, esse assunto é tratado e decidido pelo Conselho Paroquial com o/a ministro/a. Sem dúvida, o que ajuda muito a decidir é a existência de um planejamento missionário construído de forma conjunta. Ajuda porque não reduzimos a análise a um perfil pessoal.

5 – Considerações finais
“A misericórdia de Deus é igual ao céu que,
constante e firme, se estende acima de nós.
Debaixo deste teto estamos seguros,
onde quer que nos encontremos (Lutero).

Ao finalizar esse relatório, agradeço a lideranças, ministros/as e membros de comunidade por momentos de comunhão, partilha e aprendizado. Agradeço pela acolhida sempre carinhosa nas casas de vocês. Desde a última Assembleia foram muitos momentos de visitas, encontros, celebrações e reuniões. Também é verdade que, em uma ou outra situação, os diálogos foram mais difíceis. Peço perdão onde pequei por falta de sensibilidade ou por outras razões.
Agradeço aos que caminham junto de forma mais próxima: à diretoria do Sínodo e ao P. Elisandro. A relação fraterna, o nível de comprometimento, os ouvidos atentos e a compreensão de vocês são uma bênção. Agradeço ao Carlos que, em função da transferência da Pa. Evelyne para Curitiba, deixará a função nos próximos meses. Obrigado, Carlos, pela parceria e tolerância. O teu elevado padrão de responsabilidade e de organização ficam como marcas na Secretaria do Sínodo. Quem vier para o teu lugar colherá bons frutos. Que Deus abençoe o seu futuro profissional e familiar. Agradeço também, em nome do Sínodo, à Secretaria Geral e à Presidência da Igreja. Temos experimentado cuidado por parte da direção da IECLB em todos os sentidos. Agradeço, em especial, a Marise (esposa) e aos filhos. Não posso dimensionar o que representa esse amor e suporte familiar!
O tema da presente Assembleia é Crescendo em Intencionalidade Missionária. Estamos aqui porque a missão de Deus nos alcançou. Alguém ousou dar o seu testemunho, o Espírito Santo agiu e recebemos a salvação como presente. É a graça preciosa. Deus iluminou a escuridão na qual estávamos. “Assim, também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5.16). A Deus, acima de tudo, a gratidão, a honra e a glória!
Nilo O. Christmann - P. Sinodal
 


Autor(a): Sínodo Mato Grosso
Âmbito: IECLB / Sinodo: Mato Grosso
ID: 59038

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