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TRÊS ATITUDES DIANTE DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

Reflexões para o tempo de pandemia

18/04/2020

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TRÊS ATITUDES DIANTE DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO 

Vivenciamos o tempo pós-pascoal, porém não pós-pandemia. Ainda estamos em tempos do vírus COVID-19 em disseminação, com isolamento social para preservar vidas, com estratégias e ações para cuidar de vidas, sendo que ainda persistem em nosso meio as mortes pela atuação do novo corona vírus.

Neste tempo estranho e diferente, em meio a angústias, medos, dúvidas, incertezas, celebramos a Páscoa, a Festa da vitória da vida sobre a morte.

Diante da ressurreição de Jesus Cristo, os evangelhos narram três atitudes distintas, as quais trago à reflexão:

1- A atitude das mulheres, discípulas e amigas de Jesus Cristo: A atitude das mulheres Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu, no domingo bem cedo, é um gesto de amor e de diaconia. Foram perfumar, embalsamar o corpo de Jesus que estava numa sepultura. Foram cuidar do corpo, mesmo estando sem vida. Era o costume da época. Elas vão juntas, vão com coragem, mesmo em meio à tristeza da morte dolorida e sofrida na cruz do Mestre, vão com uma missão e saem de lá com outra: O anjo disse: Ele não está aqui, foi ressuscitado! Agora elas deveriam ir e anunciar esta mensagem aos demais discípulos... Chegam ao túmulo tristes e saem dali animadas e motivadas: Jesus vive!  Elas vão e contam, testemunham aos demais discípulos que duvidam e precisam vir ao túmulo vazio para crer. As mulheres agem, confiam e anunciam com palavras e ações!

2 – A atitude dos discípulos a caminho de Emaús: Estavam a caminho após os últimos acontecimentos em Jerusalém, estavam decepcionados, pois depositaram suas esperanças no Mestre Jesus. Mas, precisavam voltar após suas expectativas estarem frustradas, e, conversando, Jesus se aproxima deles, eles não lhe reconhecem, nem mesmo durante a doutrina e o ensino das escrituras mostrando o que deveria acontecer, desde os profetas até o tempo atual. Somente no momento do partir do pão é que seus olhos são abertos e passam a ver e reconhecer o Mestre, num gesto concreto e solidário os olhos enxergam, a alegria e a esperança ressurgem... Os discípulos, mesmo sabendo toda a doutrina, não creem. Somente na partilha do pão é que enxergam, de fato, o ressuscitado!

3- A atitude de Tomé, um dos doze: Ele era íntimo do Mestre e dos demais, juntos aprenderam, andaram por caminhos novos, fizeram missão, todos os demais haviam visto o mestre e recebido dele a saudação de paz do Cristo ressuscitado, menos Tomé. Ele duvidou, ele quis ver para crer, queria provas concretas, ele só se contenta quando vê as feridas das mãos e no corpo de Jesus... E Jesus lhe afirma: Bem aventurados as pessoas que não viram e creram! Dúvida, questionamentos, negação da realidade, angústia por não poder ver o Messias, sentimentos que acompanharam a vida de Tomé após a ressurreição de Jesus Cristo.

Estas três atitudes de pessoas que viram o Mestre ressuscitado nos conduzem à reflexão em tempos de pandemia.

Hoje também há pessoas que como as mulheres se enchem de coragem e agem com gestos de cuidado e diaconia, servindo, amparando, costurando, ouvindo, aconselhando, orando, doando, pessoas corajosas que, mesmo diante da tristeza, dúvidas e incertezas seguem adiante e conclamam mais e mais pessoas para se juntarem na missão do cuidado e amor por corpos e vidas, não deixam que as pedras de túmulos lhes paralise, mas agem com a coragem da fé e a força do amor. São solidárias com a dor e sofrimento alheio.

Hoje há pessoas que agem como os discípulos de Emaús, que têm seus olhos abertos somente no momento da partilha do pão, motivadas pelo Mestre e seu ensino...  Somente quando há situações limítrofes na vida é que enxergamos o que de fato importa e é necessário. Quantas ilusões as pessoas têm alimentado; quanta corrida desnecessária em busca de coisas, lucros e poder; quantos pensamentos que não edificam; quantos tesouros estocados na terra que traças e ferrugem corroem; quanto orgulho e prepotência inflam egos a ponto de se acharem semideuses? É no saber-se igual à outra pessoa, é no cotidiano de vida, é na partilha do que temos e somos que a vida se refaz e a solidariedade nos alimenta... No partilhar do básico, o pão, quando já estamos cansadas de caminhar, que de fato enxergamos quem está ao nosso lado e vemos o Cristo ressuscitado entre nós.

Também existem as pessoas que, em tempos de pandemia, duvidam até da própria sombra, apesar de haver pesquisa, dados científicos, comprovações e orientações acerca do vírus, que brincam e desdenham todas as situações que conduzem ao cuidado com a vida, com a prevenção e eficácia do isolamento social enquanto não há vacina ou cura para pessoas infectadas pelo vírus e outras tantas situações de dúvidas e questionamentos. Em nosso meio há pessoas que preferem sempre ver para crer e duvidam do que desconhecem, não reconhecem seus limites e humanidade, não assumem suas responsabilidades de cuidar de si e das demais pessoas, defendendo a dignidade e valor da vida humana.

Quando celebramos a Páscoa em situação de pandemia somos convidados/as para nos identificarmos com as atitudes das pessoas que conviveram com o Mestre e tiveram suas histórias e memórias registradas na Escritura Sagrada.

E você, qual atitude neste tempo deseja ter? 

Pastora Cristina Scherer

Paróquia Litoral Norte Catarinense

São Francisco do Sul-SC

 

 


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